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Chef José Andrés: “Food can be an agent of change”
Quem disse que o tempo dos ‘celebrity chefs’ tinha acabado e que era a hora de os cozinheiros regressarem ao recato das suas cozinhas?
Pois bem, bastou chegar uma pandemia global, que irá mudar para sempre o modo como vivemos e trabalhamos neste início de século XXI, para que a capa da Time fosse… um chefe de cozinha!
Neste caso, José Andrés, o mediático espanhol – já naturalizado americano – chef de um vasto conjunto de restaurantes, incluindo o MINIBAR, com 2 estrelas Michelin em Washington, e o MERCADO LITTLE SPAIN (‘food court’ desenvolvido conjuntamente com os irmãos Albert e Ferran Adrià, que estava a fazer furor nos Hudson Yards, em Nova Iorque, até ter fechado devido ao covid-19).
Prestando a revista homenagem ao seu heroico e inspirador trabalho humanitário à frente da World Central Kitchen, a organização que fundou, inicialmente para cozinhar e fornecer refeições quentes aos desalojados do devastador terramoto de 2010 no Haiti, e que entretanto – acreditando que a comida pode ser um agente de mudança – transformou numa ONG internacional, estando na linha da frente do combate à fome e à pobreza um pouco por todo o mundo, não apenas em cenários de catástrofes e desastres naturais, mas também junto das comunidades locais onde pode fazer a diferença, incluindo agora também o combate aos impactos da pandemia do coronavírus.
Um artigo de fundo que pode ser lido aqui.
Fotografia: Time
Ver também outras capas da Time:
O guia Michelin pode continuar sem lhe dar a terceira estrela…
... e a revista Restaurant até pode descê-lo para número dois do mundo.
Mas René Redzepi continua no centro do universo gastronómico.
Agora foi a revista Time a considerá-lo... o chef mais influente da actualidade (!), conjuntamente com David Chang e Alex Atala.
NOMA | Strandgade 93, Copenhaga, Dinamarca | Chef René Redzepi
O chef dinamarquês René Redzepi está esta semana na capa da revista Time.
Expoente máximo da nova cozinha nórdica, René Redzepi utiliza exclusivamente produtos locais em busca da verdadeira autenticidade, recusando ostensivamente o uso de ingredientes não-nórdicos como o azeite, o foie-gras, o tomate seco, as azeitonas ou o vinho.
Contudo, mesmo no seu país natal, é um chef polémico, que divide opiniões – para muitos um herói, para outros um hábil gestor da sua imagem. De tal forma que, apesar de ter sido considerado o melhor chef do mundo em 2010 e 2011 pelo júri da revista Restaurant, o guia Michelin voltou a atribuir ao NOMA apenas 2 ** em 2012.
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