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Na nova esplanada do MEAT ME

por Raul Lufinha, em 01.10.19

Head Chef Tomás PiresHead Chef Tomás Pires

 

O MEAT ME, no Chiado, em Lisboa, ganhou um novo espaço!

Chama-se ‘Terraço’.

Vem juntar-se aos outros dois já existentes, o ‘Restaurante’ e o ‘Bar’.

E é uma elegante e requintada esplanada, que está aberta todo o dia, das 12h30 às 23h, tendo uma carta própria, para apreciar ao ar livre.

MEAT ME

MEAT ME

MEAT ME

MEAT ME

MEAT MEÀ mesa, no Terraço do MEAT ME, para a apresentação do novo espaço à comunicação social

Head Bartender Vasco Martins

As boas-vindas do Head Bartender Vasco Martins, com um clássico cocktail de Champagne e Cognac, o Barbotage (Courvoisier, Grand Marnier, Laurent-Perrier La Cuvée Brut)

MEAT ME

Pães do dia (flat bread, pão rústico de longa fermentação, focaccia com togarashi), manteiga de cabra com pó de louro, gordura de porco preto com escamas de sal

MEAT ME

Tremoceiro, fresco e salino cocktail de assinatura de Vasco Martins com whiskey Bulleit Rye, redução de cerveja Inedit e infusão de tremoço em vodka Russian Standard, sendo acompanhado por um pequeno jarro de cerveja Inedit para se ir juntando a gosto

MEAT ME

Queijo de cabra Veludo assado, alecrim e compota de tomate

Quinta do Pinto Sauvignon Blanc branco 2018

Quinta do Pinto Sauvignon Blanc branco 2018

MEAT ME

Aba de novilho crocante, ainda quente e a desfazer-se na boca, com maionese de alcaparras no topo – é o croquete do MEAT ME e é excelente!

MEAT ME

Rosbife, tomate, rúcula e pickles de mostarda (versão degustação)

MEAT ME

Sanduíche de porco preto – a deliciosa sanduíche do MEAT ME

MEAT ME

MEAT ME

MEAT ME

Camarão e vieira no espeto

Soalheiro Oppaco tinto 2015Soalheiro Oppaco tinto 2015 – terceira edição do primeiro Soalheiro tinto, um fresco, delicado e elegante lote de Vinhão e Alvarinho (15%) que desta vez também tem Pinot Noir (15%)

MEAT MEEntrecôte com 50 dias de maturação, extremamente saboroso e a desfazer-se na boca + Xerém de tomate assado + Salada verde com tomate, queijo São Jorge e nozes caramelizadas

MEAT ME

O Lollypop do MEAT ME – sorbet de limão assado, no interior, coberto com merengue braseado!

Bacalhôa Moscatel Roxo de Setúbal 5 Anos

Bacalhôa Moscatel Roxo de Setúbal 5 Anos

MEAT ME

Carpaccio de ananás com gel de hortelã e lima

MEAT ME

Mil-folhas de doce de leite, caju salgado e limão

MEAT ME

O Terraço do MEAT ME


MEAT ME
Largo do Picadeiro, 8-A, Chiado, Lisboa, Portugal
Chef Tomás Pires

 

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publicado às 17:25

Monção e Melgaço, a origem do Alvarinho

por Raul Lufinha, em 28.05.19

António Barbosa e Manoel Batista, os Presidentes das Câmaras de Monção e de MelgaçoAntónio Barbosa e Manoel Batista, os Presidentes das Câmaras de Monção e de Melgaço


A casta Alvarinho – para muitos, a rainha das castas brancas portuguesas – está na moda.


Está na moda junto dos consumidores.


E está também na moda junto dos próprios produtores, que a estão a plantar um pouco por todo o país.

 

Alvarinho Wine Fest, 8 a 10 de junho de 2019Alvarinho Wine Fest, 8 a 10 de junho de 2019

 

Ora, para celebrar os terroirs que estão na origem do Alvarinho e a autenticidade dos seus vinhos, mais de 30 produtores de Monção e Melgaço trazem de novo a Lisboa o “Alvarinho Wine Fest”.


Um evento de três dias que irá decorrer no Pavilhão Carlos Lopes, de 8 a 10 de junho.


E em que, para além da prova de Alvarinhos muito especiais, será igualmente possível degustar queijos, enchidos e outras iguarias destes dois territórios do Alto Minho.

 

Rodolfo Tristão, sommelier do BELCANTORodolfo Tristão, sommelier do BELCANTO

 

A conferência de imprensa de lançamento do evento realizou-se no Hotel Ritz, em Lisboa, ao longo de um almoço só de Alvarinhos que, comprovando a enorme aptidão gastronómica destes vinhos e a sua grande capacidade de evolução, serviu igualmente para dar a conhecer uma pequena amostra dos muitos vinhos que irão estar disponíveis para prova no evento – no total, serão, pelo menos, 108 Alvarinhos!


A comandar as operações, bem como a conduzir e comentar a prova, esteve Rodolfo Tristão, o sommelier do BELCANTO, de José Avillez.


Tendo as boas-vindas sido dadas com dois espumantes, um de cada um dos concelhos da sub-região de Monção e Melgaço.

 

Cortinha Velha Espumante Bruto Natural Reserva 2016

Cortinha Velha Espumante Bruto Natural Reserva 2016  (Monção)

 

Dom Ponciano Espumante Bruto Natural Grande Reserva 2013Dom Ponciano Espumante Bruto Natural Grande Reserva 2013 (Melgaço)

 

Ritz Four Seasons LisboaRitz Four Seasons Lisboa

 

Ritz Four Seasons LisboaO menu do almoço…

 

Ritz Four Seasons Lisboa… assinado pelo chef Pascal Meynard…

 

Ritz Four Seasons Lisboa… e o wine pairing – só Alvarinhos


Para começar, com o risoto, dois Alvarinhos agradavelmente fora da caixa.

 

Além da habitual frescura e acidez, eram também untuosos, com uma ótima textura.

 

Quinta das Alvaianas 2018Quinta das Alvaianas 2018

 

Vale dos Ares Vinha da Coutada 2016Vale dos Ares Vinha da Coutada 2016

 

Risoto de camarão selvagem aromatizado com basílico e limãoRisoto de camarão selvagem aromatizado com basílico e limão

 

A seguir, para o bacalhau, Rodolfo Tristão apresentou quatro vinhos bem diferentes.


O Expressões de Anselmo Mendes, mais novo e mais fresco, sendo o que melhor puxa pelos temperos do bacalhau de Pascal Meynard.


E depois três maravilhosos Alvarinhos antigos, comprovando que esta não é uma casta apenas de vinhos frescos para beber com calor.


O Deu La Deu de 1998, então, estava de tal forma delicioso que nem comida precisava!

 

Expressões Anselmo Mendes 2016Expressões Anselmo Mendes 2016

 

Deu La Deu 1998Deu La Deu 1998

 

Quinta de Alderiz 2008Quinta de Alderiz 2008

 

Quinta do Regueiro 2000Quinta do Regueiro 2000

 

Bacalhau confit, bimi, puré de grão e crumble de milhoBacalhau confit, bimi, puré de grão e crumble de milho

 

Finalmente, para o pudim Abade de Priscos, dois excelentes espumantes e um surpreendente colheita tardia com notas de caramelo.

 

Soalheiro Espumante Bruto Barrica 2014Soalheiro Espumante Bruto Barrica 2014

 

Côto de Mamoelas Bruto Grande Reserva 2012 (dégorgement maio 2018)Côto de Mamoelas Bruto Grande Reserva 2012 (dégorgement maio 2018)

 

QM Vindima Tardia 2016QM Vindima Tardia 2016

 

Pudim do Abade de Priscos com laranja marinada, poejo, sorbet de laranja e cardamomoPudim do Abade de Priscos com laranja marinada, poejo, sorbet de laranja e cardamomo

 

Foi o final de um almoço que celebrou os Alvarinhos… do território do Alvarinho!

 

Mignardises

Mignardises

 

Os Alvarinhos de Monção e Melgaço apresentados à mesa

Os Alvarinhos de Monção e Melgaço apresentados à mesa

 

Alvarinho Wine Fest 2019
Pavilhão Carlos Lopes, Lisboa, Portugal
8, 9 e 10 de junho

 

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publicado às 01:23

Os 10 vinhos portugueses que mais marcaram Jancis Robinson

por Raul Lufinha, em 23.10.17

Jancis Robinson

Jancis Robinson

Para celebrar os 10 anos de colaboração de Jancis Robinson com a Essência do Vinho, a “Revista de Vinhos” desafiou a mais influente jornalista e “Master of Wine” do mundo a vir a Portugal apresentar os 10 vinhos e produtores portugueses que mais a marcaram na última década.

Aqui ficando a lista que Jancis Robinson apresentou ao vivo, numa estimulante conferência que hoje decorreu em Lisboa:

Soalheiro Primeiras Vinhas Alvarinho 2016

Soalheiro Primeiras Vinhas Alvarinho 2016 – Branco, Vinhos Verdes

Quinta dos Roques Encruzado 2007

Quinta dos Roques Encruzado 2007 – Branco, Dão

Luís Pato Vinha Barrosa 2005

Luís Pato Vinha Barrosa 2005 – Tinto, Bairrada

Barca-Velha 1999

Barca-Velha 1999 – Casa Ferreirinha, Tinto, Douro

Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2005

Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2005 – Tinto, Douro

Batuta 2007

Batuta 2007 – Niepoort, Tinto, Douro

Poeira 2011

Poeira 2011 – Jorge Moreira, Tinto, Douro

Bojador Vinho de Talha 2015

Bojador Vinho de Talha 2015 – Espaço Rural, Tinto, Alentejo

Barbeito Ribeiro Real Tinta Negra Lote 1 20 Years

Barbeito Ribeiro Real Tinta Negra Lote 1 20 Years – Vinho Madeira

Graham’s Single Harvest Tawny Port 1972

Graham’s Single Harvest Tawny Port 1972 – Vinho do Porto

10 grandes vinhos portugueses

Os 10 grandes vinhos portugueses... que mais marcaram Jancis Robinson

 

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publicado às 23:24

Bruno Rocha, o Rei da Lampreia

por Raul Lufinha, em 29.03.17

Bruno Rocha

Bruno Rocha

Bruno Rocha está de parabéns!

Num jantar de elevadíssimo nível, o restaurante FLORES DO BAIRRO, no Bairro Alto Hotel, em Lisboa, acolheu mais uma edição do projeto “Endògenos”, desta vez dedicado à valorização da lampreia.

Com Bruno Rocha a trabalhar o “bicho” – como fazia questão de lhe chamar, meio a sério, meio a brincar – em seis momentos absolutamente memoráveis.

E a trazer a lampreia para o universo da alta cozinha.

De facto, assim é impossível alguém não gostar de lampreia!

 

1 – SECA

A LAMPREIA SECA, com broa de milho, manteiga e pele de galinha

A LAMPREIA SECA, com broa de milho, manteiga e pele de galinha | A abrir o jantar, lampreia na manteiga! Tendo Bruno Rocha utilizado uma parte do “bicho” que não é habitual ser aproveitada – as ovas. Primeiro cozeu-as, depois secou-as e por fim ralou-as. Mas não as deixou sozinhas, tendo também adicionado à manteiga… limão, azeitonas desidratadas e pele de galinha assada!

 

2 – FRITA

A LAMPREIA FRITA, com courato de porco e molho romesco

A LAMPREIA FRITA, com courato de porco e molho romesco | Para este momento, Bruno Rocha utilizou apenas a medula das lampreias mais finas. Apresentando o recheio da bolinha frita, cremoso e com lampreia picada, um intenso e delicioso sabor… a enchido!

 

3 – GRELHADA

A LAMPREIA GRELHADA, cogumelos shitake e iogurte de amêndoa

A LAMPREIA GRELHADA, cogumelos shitake e iogurte de amêndoa | O prato preferido de Bruno Rocha. Que explicou ter usado uma técnica de confeção da lampreia muito rápida, somente 2 ou 3 minutos de cada lado. Apresentando o “bicho” uma textura fascinante, apenas levemente rígida. Notável também o intenso sabor da salada de cogumelos shitake. Bem como a acidez do iogurte... conjugada com a doçura da amêndoa.

 

4 – FUMADA

A LAMPREIA FUMADA, com ananás dos Açores, wasabi e língua de vitela

A LAMPREIA FUMADA, com ananás dos Açores, wasabi e língua de vitela | O momento preferido para grande parte da sala. Um estimulante jogo de temperaturas, num prato muito complexo e completo, cheio de nuances. Na memória ficou o ananás dos Açores com sabor a wasabi – extraordinário. E também a língua, finíssima, e morna. Bruno Rocha contou que, para atingir este estado, a tinha deixado 7 dias numa salmoura. Aliás, estava tão boa que trouxe à memória a igualmente excelente língua que Bruno Rocha tinha apresentado no jantar interpretativo da Lousã. Já o delicioso pó cor de laranja que atravessava o prato era... tomate e bisque francesa reduzida, para intensificar o sabor!

 

5 – COM ARROZ

A LAMPREIA COM ARROZ, de cevada e aveia, curgete grelhada e miso

A LAMPREIA COM ARROZ, de cevada e aveia, curgete grelhada e miso | Num registo mais próximo das formas tradicionais de servir a lampreia… mas muito diferente!

 

6 – O SANGUE

O SANGUE DA LAMPREIA, com espumante Soalheiro

O SANGUE DA LAMPREIA, com espumante Soalheiro

O SANGUE DA LAMPREIA, com espumante Soalheiro

O SANGUE DA LAMPREIA, com espumante Soalheiro

O SANGUE DA LAMPREIA, com espumante Soalheiro | Para sobremesa, o sangue. Mas servido em dois momentos. Porque o último prato de Bruno Rocha tinha uma harmonização exclusiva, finalizada na sala pelo próprio Chefe: Soalheiro... com sangue de lampreia!

O SANGUE DA LAMPREIA, com beterraba, gelado de panna cotta, bolo de limão e framboesas

O SANGUE DA LAMPREIA, com beterraba, gelado de panna cotta, bolo de limão e framboesas | As sobremesas de Bruno Rocha são sempre excelentes. Mas esta estava especialmente fascinante e complexa. Tinha o cítrico, o salgado, o doce, o amargo... Tinha diversas temperaturas... Tinha várias texturas...  “Muitas paragens”, como resumiu o Chef. Merecendo especial destaque o saboroso “sangue”, que era frio – um granizado com sumo de beterraba, Campari… e sangue de lampreia! Muito boas também as carnudas framboesas do produtor José Gomes. Destaque ainda para o ótimo crumble de flor de sal. E, depois, para o suave bolo de limão, que tirava a dureza do sangue...

 

7 – "ENDÒGENOS" NO FLORES DO BAIRRO DO BAIRRO ALTO HOTEL  

Nuno Nobre, Jorge Cosme, António Alexandre, Bruno Rocha

Os responsáveis pelo jantar | Nuno Nobre, do “Endògenos”. Jorge Cosme, o Diretor do Hotel, anfitrião inexcedível e grande entusiasta do Bairro Alto Hotel como destino gastronómico. O Chef António Alexandre, a outra metade do “Endògenos”. E Bruno Rocha, esta noite o Rei da Lampreia.

 

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

FLORES DO BAIRRO

Bairro Alto Hotel, Praça Luís de Camões, 2, Lisboa, Portugal

Chef Bruno Rocha

 

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publicado às 00:48

Kevin Fehling trouxe ao Algarve… os sabores da viagem à Guatemala

por Raul Lufinha, em 15.11.16

Heinz Beck 3*** e Kevin Fehling 3***

Heinz Beck 3*** e Kevin Fehling 3***

Kevin Fehling é o chef do THE TABLE, restaurante com 3 estrelas Michelin na cidade alemã de Hamburgo.

E no início deste ano esteve na Guatemala com mais sete chefs de diferentes nacionalidades, numa experiência que o marcou profundamente, desde logo, do ponto de vista gastronómico.

Pelo que, para o Underground Culinary Extravaganza de Heinz Beck na garagem do Conrad Algarve, Kevin Fehling resolveu apresentar um carabineiro que é uma homenagem aos sabores fortes e intensos que descobriu na Guatemala.

Daí que lhe tenha chamado ‘Carabinero Guatemala’, assim mesmo, em espanhol.

Kevin Fehling explicando os dois momentos da sua composição (carabineiro + taco) ao anfitrião Heinz Beck…

Kevin Fehling explicando os dois momentos da sua composição (carabineiro + taco) ao anfitrião Heinz Beck…

… e também a Jacob Jan Boerma 3***

… e também a Jacob Jan Boerma 3***

A bancada onde foi preparado o taco

A bancada onde foi preparado o taco

Kevin Fehling iniciando o empratamento

Kevin Fehling iniciando o empratamento

Jacob Jan Boerma ajudando no empratamento de Kevin Fehling

Jacob Jan Boerma ajudando no empratamento de Kevin Fehling

Kevin Fehling e Daniele Pirillo, chef residente do GUSTO by Heinz Beck

Kevin Fehling e Daniele Pirillo, chef residente do GUSTO by Heinz Beck

Kevin Fehling e David Jesus, chef de cozinha do BELCANTO de José Avillez

Kevin Fehling e David Jesus, chef de cozinha do BELCANTO de José Avillez

Kevin Fehling e Jacob Jan Boerma, do DE LEEST

Kevin Fehling e Jacob Jan Boerma, do DE LEEST

Kevin Fehling colocando o carabineiro e Heinz Beck finalizando o prato com o molho picante

Kevin Fehling colocando o carabineiro e Heinz Beck finalizando o prato com o molho picante

A composição que Kevin Fehling trouxe ao Conrad Algarve estava dividida em dois momentos.

No prato, o carabineiro. Com o exotismo da pera-abacate e do tamarilho. E em que o molho picante contrabalançava a doçura e a acidez da fruta.

Havendo ainda, ao lado, um pequeno e delicioso taco igualmente picante – mas também cremoso e estaladiço – em que o sabor predominante era o do abacate.

Resultando tudo num conjunto muito harmonioso e bem conseguido, que remete de imediato para o imaginário da cozinha da América Central.

«Carabinero ‘Guatemala’»

«Carabinero ‘Guatemala’»

«Carabinero ‘Guatemala’ with Tamarillo, Avocado, Salsa & Taco»

«Carabinero ‘Guatemala’ with Tamarillo, Avocado, Salsa & Taco»

«Taco»

«Taco»

Carlos Monteiro, o escanção da CASA DE CHÁ DA BOA NOVA, de Rui Paula, em Leça da Palmeira, junto ao Porto, foi o convidado que o Head Sommelier do Conrad Algarve, António Lopes, encarregou da harmonização do prato de Kevin Fehling.

Ora, para compensar o lado marinho do prato e também o picante que estava sempre bastante presente, Carlos Monteiro escolheu o encantador e muito gastronómico Alvarinho produzido a partir das primeiras vinhas – as mais antigas – da Quinta de Soalheiro, de acordo com os princípios da agricultura biológica.

Da colheita de 2015, estando ainda muito jovem e bastante vivo, apresentou-se elegante e floral no nariz, revelando-se depois na boca muito fresco e encorpado, com uma enorme complexidade.

Uma excelente escolha!

Carlos Monteiro e o Soalheiro Primeiras Vinhas branco 2015

Carlos Monteiro e o Soalheiro Primeiras Vinhas branco 2015

 

Ver também:

A extravagância de jantar… na garagem do hotel

Heinz Beck extravagante no Conrad Algarve 

 

THE TABLE

Shanghaiallee 15, Hamburgo, Alemanha

Chef Kevin Fehling

 

GUSTO by Heinz Beck

Hotel Conrad Algarve, Estrada da Quinta do Lago, Portugal

Chef Heinz Beck, Chef Residente Daniele Pirillo

 

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publicado às 02:41

Um jantar só com tártaros de Bruno Rocha

por Raul Lufinha, em 19.07.16

Bruno Rocha e o tomate do seu mais famoso tártaro

Bruno Rocha e o tomate do seu mais famoso tártaro

Celebrando o mais emblemático prato da sua primeira carta no FLORES DO BAIRRO do Bairro Alto Hotel – o tártaro de tomate – Bruno Rocha criou um jantar único e irrepetível, composto exclusivamente por tártaros do princípio ao fim da refeição!

E com o correspondente menu vínico, numa estimulante harmonização da responsabilidade de Catarina Stella.

 

I – Na mesa

Soalheiro Espumante Bruto Alvarinho 2014

Para começar, o elegante Soalheiro Espumante Bruto Alvarinho de 2014, que serviu de aperitivo e acompanhou igualmente o pão de centeio e limão, o pão de trigo e ainda a baguete rústica, bem como a manteiga de ovelha e o dip de tremoço.

 

II – Para abrir as hostilidades 

Tártaro de atum vira corneto, com ervilhas e wasabi

Tendo o desfile de tártaros começado com um excelente corneto de sésamo com atum, que trazia escondido um gelado de ervilhas e ainda uma maionese de wasabi…

3B Espumante Rosé Filipa Pato

… acompanhado pelo 3B Rosé de Filipa Pato, um espumante extra-bruto de Baga e Bical da Bairrada – daí os três “bês” – embora seja um Beira Atlântico.

 

III – Vegetal 

Tártaro de tomate e orégãos

A seguir, o célebre tártaro vegetal que à vista desarmada parece ser de carne e que esteve na origem deste jantar temático no FLORES DO BAIRRO, com Bruno Rocha a apresentar o tomate de quatro formas diferentes – fresco, seco, confitado e ainda num granizado feito com a água do tomate – mas depois utilizando os temperos típicos dos tártaros de novilho…

Marsanne Reserva de 2014 da Quinta do Lagar Novo

… acompanhado de um varietal branco raro em Portugal, o Marsanne Reserva de 2014 da Quinta do Lagar Novo, em Alenquer, com 11 meses de estágio em barrica e mais 9 em garrafa, antes de sair para o mercado. Exuberante no nariz, com muita maçã verde, mas depois contido na boca, com uma excelente acidez e untuosidade. Denotando embora um grande potencial de envelhecimento, foi desde já uma ótima companhia para o tártaro de tomate e orégãos.

 

IV – Mar

Tártaro de carapau, escabeche e batata-doce roxa

Original, delicioso e bastante colorido estava também o bonito tártaro de carapau dos Açores com cebola roxa e, ainda, com um escabeche de pimentos... amarelos, encarnados e verdes! Um grande momento de mar, em que o salgado contrastava com o sabor intenso da batata-doce roxa, em puré e igualmente num crocante…

Ninfa Escolha Sauvignon Blanc 2014

… e que foi acompanhado por um Sauvignon Blanc fresco e mineral com 5 meses de barrica, cujas as notas de pimentos também remetiam para o prato – o Ninfa Escolha Sauvignon Blanc de 2014.

 

V – Terra 

Bruno Rocha e as suas famosas cerejas bêbadas

Bruno Rocha e as suas famosas cerejas bêbadas

Tártaro de novilho e cerejas bêbadas

… que, tal como as intensas flores de aipo, fizeram parte do excelente tártaro de novilho, acompanhado de uma tosta de pão alentejano e de batata frita, sendo finalizado já na mesa com pimenta preta moída…

Grainha Reserva tinto de 2013 da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo

… e que teve por companhia o Grainha Reserva tinto de 2013 da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, cujo lote é composto por Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca e Tinto Cão, com um estágio de 18 meses em barrica.

 

VI – Doce

Bruno Rocha e a melancia embalada a vácuo

No final da noite Bruno Rocha trouxe à sala um dos segredos do seu tártaro de sobremesa: a melancia, com xarope de hortelã, tinha sido previamente… embalada a vácuo!

Tártaro de melancia, chili e morangos

Tártaro de melancia, chili e morangos

Tártaro de melancia, chili e morangos

Com efeito, o menu de Bruno Rocha dedicado aos tártaros terminou em alta com uma sobremesa extraordinária: um complexo e extremamente refrescante tártaro de melancia! Reminiscência dos seus primeiros tempos no EMO do Tivoli Victoria em Vilamoura, Bruno Rocha trabalhou a suculenta melancia… com chili! Finalizando o prato já na mesa com um guloso caldo de morangos!...

Moscatel de Setúbal Família Horácio Simões de 2013

… tendo a sobremesa sido acompanhada pelo Moscatel de Setúbal Família Horácio Simões de 2013.

 

Foi, pois, um grande jantar de Bruno Rocha! 

Dando muito gosto ver um chef sair do seu dia-a-dia… e ter a ousadia de criar menus especiais únicos e irrepetíveis!

Que venham os próximos temáticos!

 

Fotografias: Raul Lufinha e Marta Felino

FLORES DO BAIRRO | Bairro Alto Hotel, Praça Luís de Camões, 2, Lisboa, Portugal | Chef Bruno Rocha

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publicado às 22:42

Nespresso Gourmet Weeks no GUSTO: Ricardo Costa marinou as gambas em café

por Raul Lufinha, em 11.05.16

Ricardo Costa e as gambas do Algarve

Ricardo Costa e as gambas do Algarve

Ricardo Costa, chef do THE YEATMAN, com uma estrela Michelin…

… aproveitou o convite de Heinz Beck para rumar a sul e, no GUSTO…

… começou por cozinhar gambas…

… do Algarve!

Tendo-as trabalhado e servido…

… de duas formas diferentes!

De um lado, suavemente marinadas em cardamomo, lima…

… e café!

Estavam muito boas…

… e sem qualquer sobreposição de sabores – Ricardo Costa deixou o marisco brilhar!

Tendo-as depois conjugado com a frecura da maçã e do aipo…

… e com o requinte do foie gras!

Gambas do Algarve marinadas em cardamomo, lima e café

Gambas do Algarve marinadas em cardamomo, lima e café

Pó de foie gras

Pó de foie gras

Microgreens

Microgreens

Sumo detox de espinafre, maçã e couve

Sumo detox de espinafre, maçã e couve

Do outro lado…

… apenas as cabeças das gambas…

… bem fritas e crocantes…

… com um aveludado recheio de maionese e chili!

Ricardo Costa e as cabeças das gambas

Ricardo Costa e as cabeças das gambas…

 As cabeças das gambas de Ricardo Costa

… prontas a irem para a mesa

Um excelente momento de Ricardo Costa…

... ao fazer com que este complexo jogo de sabores e texturas...

... resultasse numa entrada bastante leve e fresca!

Gambas do Algarve / Maçã / Aipo / Fígado de Pato

Gambas do Algarve / Maçã / Aipo / Fígado de Pato

Que foi acompanhada do guloso Soalheiro Dócil…

… um Alvarinho com apenas 9% de álcool, muito marcado pela doçura da fruta mas também por uma acidez muito viva!

Soalheiro Dócil branco 2015

Soalheiro Dócil branco 2015

(continua)

Ver também:

Nespresso Gourmet Weeks: Heinz Beck recebe Ricardo Costa

 

GUSTO by Heinz Beck | Hotel Conrad Algarve, Estrada da Quinta do Lago, Almancil, Portugal | Chef Heinz Beck

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publicado às 00:14

Fernando Melo… e os Alvarinhos evoluídos

por Raul Lufinha, em 27.07.15

Fernando Melo

Alvarinho Wine Fest Monção e Melgaço

O vinho da casta Alvarinho…

… tem uma longevidade notável!

Mas o que impressiona ainda mais…

… é a sua capacidade de evolução!

Na verdade, com o tempo, o vinho Alvarinho não envelhece…

… evolui!

E torna-se maior!

Conseguindo chegar onde no início não ia!

Fernando Melo

Fernando Melo

Daí a importância de que, num evento como o Alvarinho Wine Fest…

… em que os produtores de Monção e Melgaço vieram a Lisboa celebrar o Verão com a frescura dos seus Alvarinhos…

… tenha havido igualmente uma prova de vinhos Alvarinhos... evoluídos!

A qual foi superiormente conduzida e comentada por Fernando Melo, crítico de vinho e comida.

Fernando Melo

… e a prova comentada dos Alvarinhos evoluídos

Tendo o primeiro desafio sido uma vertical da Quinta de Alderiz…

… com a prova dos Alvarinhos de 2008, 2005 e 2003.

Começando do mais recente para o mais antigo…

… ficou desde logo a constatação de que, com o tempo, o Alvarinho torna-se um vinho ainda maior!

Igualmente interessante foi, após o de 2003, regressar ao de 2005 e verificar que o de 2003 não chega a ir onde foi o extraordinário Alvarinho daquela garrafa de 2005 – intenso, amargo, complexo!

Quinta de Alderiz

Quinta de Alderiz: 2008, 2005 e 2003

Depois, num segundo momento, três produtores diferentes…

… Portal do Fidalgo (2007), Quintas de Melgaço (2004) e Reguengo de Melgaço (2001)…

… e a mesma conclusão – a enorme capacidade evolutiva dos vinhos da casta Alvarinho.

Portal do Fidalgo, Quintas de Melgaço,Reguengo de Melgaço

Portal do Fidalgo 2007 / Quintas de Melgaço 2004 / Reguengo de Melgaço 2001

A seguir, novamente uma prova vertical.

Desta vez, Dona Paterna…

… das colheitas de 1998, 1995 e 1993.

Tendo este último Alvarinho, com mais de 20 anos, encantado pela elegância e mineralidade.

Dona Paterna

Dona Paterna: 1998, 1995, 1993

Já no quarto e último momento, apenas dois vinhos.

O Alvarinho da Quinta do Regueiro de 2008…

… e o sublime Soalheiro do ano de 1997, o vinho mais marcante de toda a prova!

Quinta do Regueiro e Soalheiro

Quinta do Regueiro 2008 / Soalheiro 1997

Tendo sido uma sessão espetacular…

… recheada de momentos de partilha e aprendizagem!

Enquanto se provavam alguns dos melhores vinhos…

… que se produzem em Portugal!

Fernando Melo

Fernando Melo

Obrigado, Fernando!

 

Ver também:

Os Alvarinhos de Monção e Melgaço… em Lisboa

 

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publicado às 00:08

Post do Mesa do Chef… impresso e plastificado

por Raul Lufinha, em 02.10.14

Ângelo Rocha em Coimbra… com o post plastificado

Ângelo Rocha, o proprietário da loja de produtos biológicos Miosótis, em Lisboa…

… ao visitar uma loja em Coimbra chamada BioEscolha

… reparou que, junto às garrafas do novo Soalheiro Primeiras Vinhas 2013…

… estava um post do blog Mesa do Chef… impresso e plastificado!

Já agora, era este o post:

Quando o melhor vinho branco português é… biológico!

 

Fotografia: Emanuel Romão / Gasshô (Setúbal)

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publicado às 00:48

Quando o melhor vinho branco português é… biológico!

por Raul Lufinha, em 02.03.14

Esta história do “melhor” é sempre relativa – tudo não passa de uma questão de gosto e cada um tem o seu.

Mas para os 18 jurados – críticos, sommeliers, líderes de opinião e jornalistas de Portugal, Brasil, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Suécia e Reino Unido – que este fim de semana provaram e avaliaram um conjunto de vinhos pré-selecionados pela revista WINE - A Essência do Vinho de acordo com as classificações obtidas ao longo do último ano…

… o melhor vinho branco português lançado em 2013 é biológico: o Soalheiro Primeiras Vinhas 2012, produzido a partir de uvas exclusivamente da casta Alvarinho provenientes das primeiras vinhas (vinhas velhas) com mais de 30 anos, da Quinta de Soalheiro, na região dos Vinhos Verdes, sub-região de Monção e Melgaço.

Para se perceber a importância da distinção e a qualidade dos vinhos avaliados, basta dizer que o melhor tinto foi o Pintas 2011, do Douro, que tinha recebido 98 pontos da revista norte-americana Wine Spectator, a mais alta pontuação de sempre dada a um vinho não-generoso português. Já o melhor Vinho do Porto Vintage foi o Graham’s The Stone Terraces Vintage 2011.

Claro que o ser biológico não é um selo automático de qualidade, é apenas o modo de produção.

Mas se a utilização de menos químicos permite produzir frutas, legumes e ovos de elevada qualidade e sabor autêntico… seria de estranhar se não possibilitasse a produção de grandes vinhos.

O que é preciso é que sejam bem trabalhados na vinha… e pouco manipulados na adega.

Como tem sucedido repetidas vezes com o Soalheiro Primeiras Vinhas.

Podemos sempre discutir se será “o melhor” mas é indiscutível estarmos perante um vinho excepcional…

… muito gastronómico…

… e biológico!

 

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