Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Quinta do Convento Tinto 2018. A frescura e elegância do Vale do Távora… e dos vinhos de Diogo Lopes

por Raul Lufinha, em 01.02.21

Quinta do Convento Tinto 2018

Quinta do Convento Tinto 2018

2018, o ano em que o enófilo de origem alemã Christoph Kranemann adquiriu a Quinta do Convento de São Pedro das Águias, no Vale do Távora, em Tabuaço, foi também o ano da prometedora primeira vindima da Kranemann Wine Estates.

Um ano de estreia que, até ao momento, já nos tinha dado os Quinta do Convento Branco colheita e reserva, e, bem assim, os Hasso Branco e Tinto, tal como a declaração Porto Vintage para a marca Kranemann.

E que nos continua a trazer boas novidades!

Com efeito, da principal marca de vinhos DOC Douro da Kranemann, acaba de ser lançado o Quinta do Convento Tinto 2018.

O qual sucede ao 2016, feito já pela equipa Kranemann mas ainda a partir de vinhos então disponíveis em adega.

Ou seja, este é o primeiro Quinta do Convento Tinto nascido integralmente no âmbito do projeto Kranemann Wine Estates.

Um lote de três castas tradicionais do Douro – Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca – em partes iguais e provenientes de vinhas com uma média de 30 anos de idade, assinado pelo enólogo Diogo Lopes e por Maria Susete Melo, enóloga residente da Kranemann.

Explicando Diogo Lopes que, no Quinta do Convento Tinto 2018, «procurámos essencialmente salvaguardar a identidade que nos oferece o terroir de altitude do Vale do Távora e, em particular, da Quinta do Convento de São Pedro das Águias».

Com efeito – prossegue o enólogo – «este vinho evidencia a fruta típica do Douro, mostra notas de esteva, mas mantém a acidez que lhe confere uma frescura muito especial».

«Estagiou 9 meses em barricas [de carvalho francês] de segundo ano».

Foi engarrafado em julho de 2020.

«E o resultado – conclui – é um vinho muito fresco e elegante, de taninos finos».

Marcando uma evolução relativamente ao 2016.

Conforme recorda o enólogo, «quando iniciámos o projeto Kranemann, engarrafámos um primeiro Quinta do Convento, de 2016, integrando um excelente lote de vinhos já existente em adega».

«Creio, agora, que vamos um pouco mais além, em busca dessa frescura tão emblemática do nosso terroir», remata Diogo Lopes.

Efetivamente, estamos perante um tinto que nos mostra a enorme frescura e elegância do Vale do Távora!

E também dos vinhos assinados pelo Diogo Lopes!

Gerando ainda enorme expectativa sobre o – também de 2018 – futuro Reserva tinto!

Sendo uma edição de 6660 garrafas, com o PVP recomendado de 11,90 €.

Quinta do Convento Tinto 2018

Quinta do Convento Tinto 2018

 

Ver também:

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:45

Hasso, um branco descomplicado… e gastronómico

por Raul Lufinha, em 21.07.20

Hasso Branco 2018

Hasso Branco 2018

Há um novo nome no Douro.

Hasso.

É o cão da família Kranemann, um Leão da Rodésia.

E, agora, é também a marca da Kranemann para os vinhos DOC Douro de entrada de gama da Quinta do Convento de São Pedro das Águias, no Vale do Távora.

Tendo sido lançados um Hasso branco e outro tinto.

Ambos de 2018 – o ano da promissora primeira vindima da Kranemann no Douro, que já deu o colheita branco Quinta do Convento e ainda irá dar o reserva, e da qual, aliás, também se aguarda, igualmente com bastante expectativa, o lançamento, previsto para novembro, do vinho do Porto Vintage.

Têm naturalmente a assinatura do enólogo Diogo Lopes.

Sendo – o Hasso branco – um lote de Gouveio, Viosinho e Fernão Pires.

Vinho descomplicado e sedutor.

Do qual é muito fácil gostar.

E que foi desenhado para ser bebido jovem.

Estando já completamente pronto.

Porém, para ser devidamente apreciado, não deve ser bebido muito frio – a temperatura de serviço expressamente recomendada no contrarrótulo é entre os 12 e os 14 ºC.

Tem fruta – com notas cítricas e de maçã verde.

E tem igualmente imensa acidez.

Tudo – como sempre acontece nos brancos de Diogo Lopes – num registo de grande elegância e equilíbrio.

E sendo também bastante gastronómico.

De facto, após um início exuberante, o Hasso branco de 2018 termina num registo sóbrio e seco, com um leve toque amargo que funciona muito bem à mesa!

PVP 6,90 €.

À mesa

O novo Hasso branco acompanhou otimamente uma salada grega, que a Marta fez com queijo Feta, pepino, diversas variedades de tomate, cebola-roxa, azeitonas Kalamata, alcaparras e orégãos secos.

Um brinde

Aos vinhos que nos refrescam os dias quentes!

Hasso Branco 2018

Descomplicado… e gastronómico

 

Ver também:

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:28

Um novo branco… com 20 anos de evolução

por Raul Lufinha, em 28.04.20

Quinta do Convento branco 1999

Quinta do Convento branco 1999

A surpreendente encomenda da Kranemann prometia.

«O monumento de histórias e vinhos que é a Quinta do Convento de São Pedro das Águias, onde a Kranemann Wine Estates se estabeleceu em 2018, permite-nos o privilégio de lançar no mercado alguns vinhos muito especiais. O nosso património de Porto desde logo a isso aponta. O que não esperávamos era esta fortuna de encontrar – e poder colocar no mercado – um vinho DOC Douro com 20 anos de evolução! Eis o Quinta do Convento branco 1999, literalmente descoberto nas catacumbas do nosso convento e que agora apresentamos como uma viagem muito particular pela expressão do nosso terroir.»

Porém, o percurso pelo vale do rio de montanha que é o Távora não se ficava por aqui.

«Paralelamente, e como contraponto, partilhamos o presente, o nosso Quinta do Convento 2018, o herdeiro mais recente desta verdadeira surpresa, quem sabe, a caminho de revelar também todo o seu potencial de evolução.»

Pois, não sei se vamos conseguir resistir duas décadas sem abrir o 2018.

De qualquer forma, por agora, a nossa prioridade foi mesmo para a descoberta do fascinante 1999.

Um branco com 20 anos, que o enólogo Diogo Lopes define assim:

«Robustez, personalidade e complexidade. Vinho de cor dourada, brilhante e atrativa. Aroma rico, intenso, mostrando uma grande evolução dos seus aromas terciários, boas notas especiadas, de marmelo, amendoadas e de laranja cristalizada, num conjunto de grande complexidade; uma acidez viva ao paladar, um vinho que mantém volume, untuosidade e riqueza aromática, levando a um bom final de grande persistência.»

Contudo, a Kranemann anunciou igualmente que, daí a uns dias, o seu enólogo iria fazer nas redes sociais uma apresentação ao vivo desta edição especial.

O que nos levou, então, a tomar duas decisões.

Uma, claro, foi a de aceitarmos o desafio do Diogo Lopes para assistirmos em direto à sua conversa com o sommelier Rodolfo Tristão e também com o André Ribeirinho, do Adegga MarketPlace, a plataforma digital onde o vinho está à venda.

A outra decisão foi relativa ao momento da nossa própria prova. Prová-lo em simultâneo com a apresentação não faria sentido, seriam duas experiências conflituantes, ambas sempre em perda – ou não prestaríamos a devida atenção à transmissão ou não prestaríamos a devida atenção ao nosso vinho. Pelo que só restavam duas alternativas: antes ou depois. De facto, uma possibilidade interessante seria provar o vinho primeiro, ou seja, seria assistirmos à apresentação já com o vinho provado e com a nossa opinião já formada. No entanto, a nossa preferência foi a contrária, foi a de esperar um pouco, a fim de enriquecermos ainda mais a nossa experiência de prova com o contributo adicional de toda a informação que certamente resultaria dessa conversa online em torno dos vinhos Kranemann Wine Estates que iria ter como ponto de partida esta novidade do Quinta do Convento branco de 1999. De modo que, como a transmissão estava agendada para as seis da tarde, combinámos aqui em casa abrir então a nossa garrafa nessa mesma noite, ao jantar.

E assim foi.

Primeiro, vimos e ouvimos as impressões que Diogo Lopes trocou ao vivo na internet com os seus dois convidados – uma sessão muito interessante, que continua disponível aqui.

E, a seguir, avançámos para a mesa.

Ora, com um branco de 1999 – e de forma a que sobressaísse o vinho – a nossa escolha foi fazer um jantar de queijos. Queijos portugueses. Um Queijo de Azeitão DOP e um Queijo Picante da Beira Baixa DOP. E pão – o Trigo-Barbela e o Trigo-Espelta do Alentejo, ambos da GLEBA; o Pão de Azeitonas, da Ana Paula Moreira; e ainda umas finas crackers de centeio e sementes que tínhamos trazido no mês passado de Copenhaga, quando ainda se podia viajar. Mais diversas variedades de mini cenouras biológicas da Quinta do Poial, cada uma com a sua cor. Nozes de Galamares, dos meus Pais, que, como aprendemos com o chef Hiroki Abe do KAJITSU, estrelado japonês vegan de Nova Iorque, torrámos levemente no forno, de modo a ganharem ainda mais sabor e crocância. E, também, o envolvente toque doce e cítrico do Lemon Curd do Convento dos Cardaes.

Quanto à temperatura de serviço, apesar de haver quem goste de colocar os brancos antigos desde logo no frigorífico dos tintos, como aqui não estávamos a beber a copo, começámos um pouco mais abaixo – por volta dos 10 ºC – para irmos acompanhando, lentamente e sem frappé, a sua evolução ao longo de todo o jantar.

A abertura da garrafa – por vezes, uma dificuldade em vinhos mais antigos – decorreu sem sobressaltos. A rolha estava impecável.

Já o vinho, estava sublime!

Desde logo, muito vivo!

Com efeito, apesar de cada garrafa ser mesmo só uma garrafa – ainda para mais com vinhos antigos – tivemos a felicidade de a nossa ter superado maravilhosamente o teste do tempo!

Naturalmente que, passados tantos anos, já se foram aqueles aromas de fruta fresca – estamos a falar de um vinho cuja vindima decorreu em setembro de 99 e que esteve em garrafa desde junho do ano 2000!

Porém, o vinho mantém uma acidez vibrante!

E estes 20 anos deram-lhe uma extraordinária riqueza e complexidade!

Estando evoluído, virtuosamente bastante evoluído!

E tendo ligado muitíssimo bem com o jovem e amanteigado Queijo de Azeitão.

Assim como com o poderoso Picante da Beira Baixa, bem seco e salgado. Uma experiência de harmonização, aliás, que vamos fazendo algumas vezes com o 98 e o 99 dos nossos primos da Herdade do Cebolal. E que permitiu, mais uma vez, comprovar que este extraordinário queijo português, para além de funcionar otimamente com licorosos – nomeadamente, Porto e Madeira – também resulta de forma maravilhosa com brancos antigos de perfil extremamente evoluído.

Foi, pois, uma extraordinária viagem no tempo pelo terroir do vale do Távora!

Que, verdade seja dita, tornou-se ainda mais marcante dado 1999 ser para nós uma data muito especial – é o ano do nosso casamento. De facto, o vinho são histórias. Mas não são só as dele. São também as nossas.

Saúde!

Quinta do Convento branco 1999

Kranemann lança branco com 20 anos de evolução

 

Ver também:

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:08

Kranemann lança branco de… 1999

por Raul Lufinha, em 20.04.20

Quinta do Convento Branco 1999

A apresentação vai decorrer no Facebook

 

O que é a Kranemann?

«A Kranemann Wine Estates é um projeto vitivinícola idealizado por Christoph Kranemann, um enófilo que se apaixonou pelo Douro, pelos seus vinhos e, em particular, pela Quinta do Convento de São Pedro das Águias, uma emblemática propriedade localizada em Tabuaço, na mais antiga região vinícola demarcada do mundo. Reputado cirurgião na América do Norte, Christoph Kranemann desenvolveu uma forte paixão pelo mundo do vinho quando, a partir dos anos 80, começou a conjugar as viagens profissionais com a descoberta de regiões vitivinícolas. O sonho de estabelecer-se enquanto produtor ocorreu-lhe para a Austrália, mas a distância tornou-o impossível. Em 2004, depois de conhecer a sua mulher, portuguesa, Christoph Kranemann passou a viajar para Portugal com frequência, descobrindo os vinhos e as castas nacionais, e, finalmente, o Douro. E aí encontraria, na Quinta do Convento de São Pedro das Águias, adquirida em 2018, o cenário perfeito para a concretização do seu sonho. Assim nasceu a Kranemann Wine Estates, num Douro único, de vinhas de altitude e solos de xisto e granito, propondo-se a desenhar vinhos DOC Douro e Porto singulares. E a erguer um novo projeto de enoturismo.»

Qual é a história que está por trás do lançamento de um branco de… 1999?

«Em 2018, Christoph Kranemann, enófilo de origem alemã, apaixonou-se imediatamente pela Quinta do Convento de São Pedro das Águias, no Douro. O sonho de se estabelecer enquanto produtor, outrora equacionado para a Austrália, tinha encontrado o palco com os argumentos perfeitos: a beleza agreste do Vale do Távora; um terroir único de altitude; o mítico Convento de São Pedro das Águias, com potencial para dar lugar a um hotel; e uma das mais modernas adegas do Douro, construída em 2007, incluindo um importante património de Porto nas suas caves.

Mas Christoph Kranemann, enófilo, interessado por história, arquitetura e geologia, estava a investir em mais do que isso. Percebeu-o quando pediu à equipa de enologia, chefiada pelo enólogo Diogo Lopes, para proceder ao inventário dos vinhos existentes. Aí surgiram as surpresas, qual história de ficção, em plenas catacumbas do Convento de São Pedro das Águias... Entre barricas de Porto antigos, tintos e até brancos, apareceu então um amontoado de garrafas de um Douro, de cor dourada, bem evoluído. A primeira rolha aberta revelou algo de extraordinário na garrafa. A segunda, a terceira, a quarta e a quinta confirmaram que não era exceção. E a regra confirmou, aproximadamente, 2000 garrafas de um branco único, complexo, pleno de aromas terciários, e com uma acidez bem vincada. Um vinho untuoso e rico. Ou antes, uma relíquia, que se soube depois ter nascido de uma vindima de 1999, precisamente das vinhas velhas em frente ao convento.

Agora, cerca de 20 anos depois, o Quinta do Convento Branco 1999 é então lançado no mercado, pela Kranemann Wine Estates. “É uma edição especial, uma oportunidade de regresso ao passado, para uma viagem extraordinária pela expressão do terroir do Vale do Távora, que nos oferece vinhos de enorme qualidade e potencial de evolução”, explica o enólogo Diogo Lopes. “Encontrámos este branco em perfeitas condições de conservação, numa sala em plenas catacumbas do convento, fresca, escura e húmida, onde antigamente se faziam enchimentos e se armazenava vinho do Porto. Naturalmente tomámos a decisão de colocá-lo no mercado. É seguramente o vinho mais fácil da minha vida”, termina Diogo Lopes. A enóloga residente, Susete Melo, complementa: “Descobrimos estas garrafas quando chegámos à quinta e avançámos para a contagem de stocks. Ao princípio disseram-nos que já devia ser vinagre. Tratava-se de um vinho que uma anterior proprietária, a Madame Mordant, conhecida como a Senhora do Convento, tinha guardado para fazer uma parede decorativa que, afinal, nunca se ergueu. Foi engraçado ver as expressões de surpresa nas caras da nossa equipa quando se começou a provar o vinho. Fantástico.”»

Quais as castas utilizadas?

Não estão identificadas. Este vinho é um field blend de vinhas velhas.

Qual o PVP recomendado?

32,50 €.

Como vai ser feita a apresentação deste novo Quinta do Convento branco 1999?

Devido à pandemia, a apresentação do novo vinho vai decorrer online.

Na próxima terça-feira, 21 de abril, às 18h00 de Portugal Continental, o enólogo Diogo Lopes irá estar ao vivo no Facebook – em Kranemann Wine Estates e Diogowinemaker – com André Ribeirinho (Chief Wine Evangelist do Adegga MarketPlace) e com o escanção Rodolfo Tristão, para uma conversa que, prometendo ser uma viagem pelos vinhos da Kranemann, terá como ponto de partida o novo Quinta do Convento branco de 1999.

Fotografia: Kranemann Wine Estates

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:42


Partilha de experiências e emoções gastronómicas

Raul Lufinha

Facebook


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D