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Avillez segura Pratos Michelin de Lisboa

por Raul Lufinha, em 01.06.20

Fotografia: Grupo José Avillez

José Avillez reabre o BAIRRO com novos moradores

O início faseado da reabertura dos restaurantes do Grupo José Avillez traz novidades.

Para além da TABERNA e do PÁTEO estarem de volta, há dois novos moradores no BAIRRO DO AVILLEZ:

– a PIZZARIA LISBOA, no primeiro andar, onde inicialmente funcionou a CANTINA PERUANA de Diego Muñoz e também o pop-up do ACONCHEGO CARIOCA de Kátia Barbosa;

– e o MINI BAR, que deixa o Teatro São Luiz e irá reabrir em breve no espaço anteriormente ocupado pelo BECO - CABARET GOURMET.

O que significa, desde já, que José Avillez segura os seus três restaurantes na capital distinguidos com Prato Michelin 2020: TABERNA, PÁTEO e MINI BAR.

Prescindindo, assim, do BECO - CABARET GOURMET, um restaurante que manifestamente não caiu nas boas graças do Guia Michelin.

E mantendo, pelo menos por agora, os restantes restaurantes do grupo fechados – incluindo o MINI BAR no Porto (também Prato Michelin) e o emblemático BELCANTO, com 2** Michelin e n.º 42 do mundo.

Uma estratégia distinta da seguida por Rui Paula, que optou por reabrir os seus três restaurantes em simultâneo: CASA DE CHÁ DA BOA NOVA (2** Michelin), DOP (Prato Michelin) e DOC (Prato Michelin).

E uma estratégia igualmente diferente da reabertura gradual adotada pelo grupo do outro duas estrelas de Lisboa, a qual culminou no regresso do ALMA, de Henrique Sá Pessoa. Já quanto aos Pratos Michelin da Plateform, Rui Sanches também reabriu o TAPISCO, mas manteve encerrado o PESCA, de Diogo Noronha.

Fotografia: Grupo José Avillez

Ver também:

 

BAIRRO DO AVILLEZ
Rua Nova da Trindade, 18, Lisboa, Portugal
Chef José Avillez

 

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publicado às 18:48

As portas fechadas da pandemia – BELCANTO

por Raul Lufinha, em 09.04.20

BELCANTO

BELCANTO

BELCANTO

BELCANTO

BELCANTO

 

BELCANTO

Rua Serpa Pinto, 10-A, Chiado, Lisboa, Portugal

Chef José Avillez

 

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publicado às 16:30

50 Best 2020 cancelados

por Raul Lufinha, em 30.03.20

50 Best 2020 cancelados

Não vai haver melhor do mundo em 2020.

A organização dos “The World’s 50 Best Restaurants” acabou de anunciar que cancelou a cerimónia prevista para 2 de junho, em Antuérpia.

E que não será divulgada a lista de 2020.

Caso as circunstâncias o permitam, Antuérpia receberá sim a cerimónia de 2021.

Recorde-se que em 2019 o BELCANTO de José Avillez tinha entrado pela primeira vez para o Top 50, tendo ficado no lugar n.º 42.

Aqui fica a notícia integral, divulgada no site dos 50 Best:

«The World’s 50 Best Restaurants is postponed to 2021 as the brand focusses its attention on supporting global recovery

Today 50 Best announces that it is postponing The World’s 50 Best Restaurants 2020. The event in Antwerp, Flanders will take place in 2021, circumstances permitting

The World’s 50 Best Restaurants 2020 awards, sponsored by S.Pellegrino & Acqua Panna, will not take place on 2nd June in Antwerp, Flanders. Neither will 50 Best release its annual list in ranked format this year.

50 Best has taken the decision to postpone the event programme in Antwerp, Flanders until 2021, if the situation allows. Its destination hosts, Visit Flanders and the City of Antwerp, look forward to welcoming the gastronomic community next summer, when we sincerely hope that restaurants will be well underway in a process of rebuilding and recovery.

William Drew, Director of Content for The World’s 50 Best Restaurants, says: “Given the circumstances globally, in 2020 we will put all our efforts into helping the restaurant sector to fight for its future, as well as assisting in the work that chefs and restaurateurs are themselves doing to help others.”

In place of the global gastronomic gathering, 50 Best will design and develop impactful initiatives that will help the world work together in this time of need. It will also use its network to support and amplify programmes that will bolster businesses, while continuing its editorial campaign to support restaurants, restaurant workers and chefs.

This decision has been made as a result not only of current international travel restrictions and severe health concerns, but also in light of the horrific toll that the pandemic is taking on the restaurant and hospitality sectors worldwide, not to mention the suffering of millions of individuals at the hands of the virus.

“We stand united with the restaurant sector at this unprecedented time,” says Drew. “Today we make a pledge that even though there will be no celebration of The World’s 50 Best Restaurants this year, we will act to support and defend restaurants today and in the future. We ask for the community to join us in the initiatives that will take the place of our planned event programme in Antwerp, Flanders this year.

“Our heartfelt thanks go to the restaurant sector and all those who have stepped up to support the community. From offering meals and delivery services, to those liaising with government officials to protect restaurants and their future, we stand with you all.”

50 Best is asking restaurants to complete a short survey to help us stay informed about the local situation in their region. Please do take the time to fill it out and likewise let us know of any initiatives that are available to support restaurant workers at w50best@wrbm.com.»

Fotografia: The World's 50 Best Restaurants

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publicado às 16:54

Guia Boa Cama Boa Mesa despromove BELCANTO

por Raul Lufinha, em 04.03.20

Prémios guia Boa Cama Boa Mesa: Rui Paula é o Chef do Ano 2020

Prémios guia Boa Cama Boa Mesa: Rui Paula é o Chef do Ano 2020

Decorreu ontem à tarde, na sede da Impresa, em Paço de Arcos, a cerimónia de entrega de prémios do guia Boa Cama Boa Mesa 2020, o qual, para além de ter atribuído os galardões Carreira e Chef do Ano, distinguiu também os melhores alojamentos (Chave de Platina, Ouro e Prata) e os melhores restaurantes portugueses (Garfos de Platina, Ouro e Prata).

 

Os resultados completos estão disponíveis aqui.

Tendo a grande surpresa sido a despromoção do BELCANTO.

 

Com efeito, para o guia do Expresso, continuam a existir somente quatro restaurantes de topo em Portugal.

Porém, ao FEITORIA de João Rodrigues e ao OCEAN de Hans Neuner, que o ano passado já eram Garfo de Platina, juntam-se-lhes agora o CASA DE CHÁ DA BOA NOVA de Rui Paula, que também foi considerado Chef do Ano, e o THE YEATMAN de Ricardo Costa.

Ou seja, o restaurante de José Avillez, que em 2019 tinha sido distinguido com um Garfo de Platina – o galardão máximo – e era então um dos quatro melhores restaurantes do país (a par do FEITORIA, OCEAN e SÃO GABRIEL) foi este ano despromovido para a categoria intermédia do Garfo de Ouro, à qual curiosamente ascendeu o seu vizinho ALMA de Henrique Sá Pessoa.

O que tem também como consequência que, no entendimento do guia do Expresso, o FEITORIA passa a assumir sozinho o título de melhor restaurante da capital.

 

Sendo, pois, surpreendente esta decisão do Boa Cama Boa Mesa de baixar o nível do BELCANTO.

Ainda por cima quando é o mais antigo duas estrelas Michelin de Lisboa (distinção na cidade só atribuída igualmente ao ALMA).

E, em especial, quando é atualmente o único representante português na restrita e prestigiada lista dos 50 melhores restaurantes do mundo – a classificação de 2020 será anunciada a 2 de junho e em 2019 o BELCANTO alcançou o lugar número 42, a melhor posição de sempre obtida por um chefe português.

 

Quais os motivos para esta despromoção do BELCANTO?

 

O Boa Cama Boa Mesa não o diz diretamente.

Mas, a meio do parágrafo de apresentação do restaurante, vem uma referência de tom crítico que parece ser a justificação do guia do Expresso para esta decisão:

«A carta mantém-se quase na mesma, até porque os inspetores gostam de consistência, apenas com uma ou outra inclusão, sempre com a genialidade que caracteriza José Avillez. Compreendendo-se a ambição, lamenta-se que a inovação seja comedida, até porque se está a falar daquele que é seguramente um dos melhores e mais criativos chefs nacionais.»

 

Inovação?

 

É estranho.

 

Efetivamente, quando vamos consultar os critérios – e os subcritérios – que o guia seguiu em 2020, deles não consta qualquer referência à inovação:

«Na vertente Boa Mesa, a seleção dos melhores foi orientada por critérios de avaliação a partir de cinco grandes áreas: comida (produtos, confeção, apresentação e ementa), local (localização, sala, amesendação, talhares [sic], decoração, vista e ambiente), serviço (serviço de mesa, tempo de espera, aconselhamento e relacionamento com clientes), garrafeira (quantidade, diversidade e qualidade, serviço e aconselhamento, serviço de copos, qualidade/preço e serviço de vinho a copo) e relação preço/qualidade (geral).»

Fazendo, aliás, todo o sentido que a inovação não seja um critério para escolher – como se diz na capa do guia – «os melhores restaurantes de Portugal».

Porque a inovação é instrumental.

É uma ferramenta.

É neutra.

Tanto se pode inovar para melhor como para pior.

Pelo que o importante não é inovar.

O importante é fazer bem.

O importante é mudar para melhor.

Mudar por mudar, não tem qualquer interesse.

A inovação, quando muito, é decisiva para escolher os mais inovadores.

Não para escolher os melhores.

Pelo que faz todo o sentido a inovação não ser um critério em si mesmo.

 

Porém, este conjunto de critérios apresentando pelo guia Boa Cama Boa Mesa levanta outras perplexidades.

 

É que se foi mesmo a inovação – ou a ausência dela – que fundamentou uma descida da classificação de um restaurante, então o leitor deveria ser informado de que o guia, para além dos critérios que enuncia, também segue este.

Ou seja, terá sido seguido um critério que oficialmente não é critério.

Um critério que não foi dito que existia.


Já se a causa não foi a inovação, então o leitor deveria ser informado das razões pelas quais, de um ano para o outro, é retirada a classificação máxima a um restaurante.

 

Além de que, na carreira de José Avillez, este tema da inovação não é novo.

E não o impediu de chegar onde chegou – nomeadamente ao Garfo de Platina.

Com efeito, já em 2012, no mês de abertura do seu BELCANTO, Avillez lançou um pequeno “caderno de esboços” que fechava com os então 23 mandamentos da sua cozinha.

O número 14 dizia assim:

«Para fazer diferente é preciso fazer tão bom ou melhor. Caso contrário, o melhor é fazer igual. Criar por criar não é premiado!»

Ora, de facto, fazer igual até pode justificar a não promoção.

O que não justifica é a despromoção.

Quem merece ser despromovido é quem faz pior.

Não é quem faz igual.

Quem continua a fazer igual o que faz bem, continua a fazer bem – não merece ser despromovido.

 

Tudo isto é muito estranho.

 

Efetivamente, uma das diferenças entre um guia produzido por uma empresa de pneus e um guia produzido por um jornal é que este último tem a mais-valia de ser feito por jornalistas.

Que privilegiam não a opacidade e o secretismo mas a informação.

Daí devermos sempre esperar ser informados dos critérios efetivamente seguidos e da fundamentação das suas decisões.

Nomeadamente quando se retira a classificação máxima a um restaurante.

Ainda para mais, a um restaurante que acabou de entrar para a lista dos 50 melhores do mundo.

 

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publicado às 17:25

Os três desafios de José Avillez para 2020

por Raul Lufinha, em 18.02.20

Chef José Avillez

Chef José Avillez

No início de janeiro, na apresentação do pop-up do ACONCHEGO CARIOCA de Kátia Barbosa que está a decorrer no BAIRRO DO AVILLEZ, perguntámos ao chef do BELCANTO qual seria o seu principal desafio para 2020.

Apanhado de surpresa pela pergunta, José Avillez levantou a cabeça, abriu bem os olhos e, passados dois segundos, respondeu com um bem-disposto sotaque abrasileirado:

«Deixa rolar!»

Mas, apesar da aparente descontração, com o chef do BELCANTO tudo é muito pensado, tudo é pensado até ao ínfimo pormenor – uma das vantagens do grupo que construiu foi precisamente a de Avillez poder ter momentos em que consegue desligar-se das atividades do dia-a-dia de uma cozinha para, numa lógica de CEO, dedicar-se ao pensamento estratégico. Nada sendo feito ao acaso. Por exemplo, ainda antes deste lançamento do ACONCHEGO CARIOCA, já a comunicação social tinha sido convocada para mais outra apresentação, agora para o dia 21 de janeiro. Ou seja – marcando a agenda mediática – para o dia seguinte ao do anúncio dos Prémios Mesa Marcada, que previsivelmente iriam consagrar novamente João Rodrigues e o FEITORIA. Como veio a acontecer.

De qualquer forma, não obstante a resposta do chef do BELCANTO, aqui ficam aqueles que – a nosso ver – são os três maiores desafios de José Avillez para 2020.

 

La Guía Michelin

1. Terceira estrela… primeiro que todos

No círculo de José Avillez é um dado adquirido que, mais ano, menos ano, a terceira estrela acabará por chegar – é só uma questão de tempo.

De modo que o grande desafio de Avillez já não é propriamente a terceira estrela Michelin.

O grande desafio de Avillez é convencer o Guia Michelin de que o BELCANTO a merece… primeiro que todos os outros!

Na edição de 2020, o guia voltou a não atribuir a sua distinção máxima a restaurantes portugueses.

O que tem como consequência haver cada vez mais espaços com duas estrelas – já são sete!

O primeiro a chegar a este patamar intermédio foi o VILA JOYA, de Dieter Koschina, ainda em 1999.

O segundo, mais de uma década depois, foi o OCEAN, de Hans Neuner, em 2012.

E o terceiro foi o BELCANTO, que alcançou pela primeira vez a segunda estrela em 2015. Isto, após ter recebido a primeira em 2013, a qual, contudo, não constituiu a estreia de José Avillez no Guia Michelin – tal sucedeu no TAVARES em 2010, curiosamente também o ano da estreia do OCEAN de Hans Neuner. 

Depois, em 2017, foram mais dois os restaurantes portugueses que ascenderam às duas estrelas: THE YEATMAN, de Ricardo Costa, e IL GALLO D’ORO, de Benoît Sinthon.

Em 2019 juntou-se-lhes o ALMA, de Henrique Sá Pessoa.

E agora, em 2020, a CASA DE CHÁ DA BOA NOVA, de Rui Paula.

Veremos, pois, qual será o primeiro restaurante português a receber a mais alta classificação da Michelin.

E se tal irá acontecer já no guia de 2021.

Será que o BELCANTO irá ser o primeiro a receber as três estrelas?

Ou será que a escolha irá recair no restaurante de um dos chefs austríacos? Ou até em ambos?

Ou será que a Michelin (como previa Fernando Brandão no Boa Cama Boa Mesa dois dias antes da gala do ano passado, mas não chegou a acontecer) irá escolher o THE YEATMAN? Recordem-se as palavras de Fernando Brandão: «No que à bolsa de apostas para a edição deste ano do Guia Michelin diz respeito, e tendo em conta o comunicado apresentando recentemente, as expectativas são altas (à semelhança dos anos anteriores). Em princípio, cumprindo-se o anunciado, 2020 será o ano em que (pelo menos), um restaurante em Portugal conquista as três estrelas. O galardão deve ser entregue ao restaurante The Yeatman liderado por Ricardo Costa, em Vila Nova de Gaia e, caso aconteça, será surpreendente, uma vez que os restaurantes Ocean, de Hans Neuner, Villa Joya de Dieter Koshina, ambos no Algarve e o Belcanto de José Avillez em Lisboa lideram a tabela das apostas.»

Veremos então, no próximo mês de novembro, como será para 2021.

Mas, efetivamente, o grande desafio de José Avillez é conseguir convencer o Guia Michelin de que o BELCANTO merece ser o primeiro restaurante português a receber três estrelas.

 

The World's 50 Best Restaurants

2. 50 Best… melhor do que o VILA JOYA

Desde 2015 que o BELCANTO está nos 50 Best.

Inicialmente, integrou a segunda metade da lista – começou pelo lugar 91 e depois esteve nas posições 78 (2016), 85 (2017) e 75 (2018).

E o ano passado conseguiu, pela primeira vez, entrar no restrito lote dos 50 melhores do mundo, tendo ascendido à posição número 42.

Uma distinção ainda mais relevante quando cruzada com a do atual guia “España Y Portugal 2020”, pois o BELCANTO – deitando por terra o argumento da falta de escala de Portugal face ao vizinho espanhol para justificar a diminuta quantidade de estrelados lusos – consegue o extraordinário feito de ultrapassar nove (!) dos onze restaurantes espanhóis aos quais a Michelin dá três estrelas: ARZAK (53), DIVERXO (75), QUIQUE DACOSTA (81), MARTÍN BERASATEGUI (87), APONIENTE (94) e, bem assim, os tri-estrelados que nem sequer constam dos primeiros 120 lugares de lista de 2019, ou seja, LASARTE, ABAC, AKLARE e CENADOR DE AMÓS.

Contudo, apesar de ser a melhor classificação de sempre de um chef português – Nuno Mendes só tinha conseguido levar o VIAJANTE à segunda metade da lista – o lugar 42 do BELCANTO não é a melhor classificação de sempre de um restaurante português.

Em 2014, o VILA JOYA de Dieter Koschina chegou ao número 22.

Assim, mais do que continuar a subir na lista dos The World's 50 Best Restaurants, o grande desafio de José Avillez é fazer com que o BELCANTO ultrapasse o VILA JOYA e alcance a melhor classificação de sempre de um restaurante português.

Veremos se será já em 2020 – a resposta vai ser dada dia 2 de junho, na cerimónia anual que, desta vez, decorrerá em Antuérpia.

 

La Guía Michelin

3. Segundo restaurante… estrelado

O terceiro grande desafio de José Avillez para 2020 tem que ver com o portfolio dos seus restaurantes.

E resume-se à resposta a estas questões:

– A seguir ao BELCANTO, qual é o melhor restaurante de José Avillez?

– Qual é (gastronomicamente) o segundo restaurante de José Avillez?

– Um turista que venha a Lisboa, que queira conhecer a cozinha de José Avillez e que não possa (ou não consiga) ir ao BELCANTO, a que restaurante deve ir?

– Para além do BELCANTO, que restaurante de José Avillez devemos recomendar a quem nos pede um conselho?

– A que outro restaurante de José Avillez pode (ou deve) o guia Michelin dar uma estrela?

Ora, a resposta a todas estas questões não é fácil.

José Avillez tem muitos restaurantes.

Mas não tem um indiscutível segundo restaurante!

Pela comida, seria o BECO. Mas um “cabaret gourmet” não é conceito para toda a gente. E parece difícil a Michelin ir dar uma estrela a esse formato. Aliás, basta ver que a TABERNA e o PÁTEO do BAIRRO DO AVILLEZ são Prato Michelin 2020, mas o BECO não…

Houve uma altura, porém, em que esse segundo restaurante pareceu ser o MINI BAR – aqui e aqui. Mas, entretanto, Avillez até já replicou o conceito no Porto. Contudo, pelo menos, são ambos Prato Michelin.

Quanto ao CANTINHO DO AVILLEZ, cronologicamente o primeiro projeto do chef no Chiado após ter saído do TAVARES, não tem sequer Prato Michelin em 2020 e há muito que não parece ser esse tal restaurante n.º 2. Até porque já há quatro “CANTINHOS” – Chiado e Parque das Nações, em Lisboa; Cascais (Prato Michelin 2020); e Porto (Prato Michelin 2020).

Já este ano, pensou-se que esse restaurante pudesse ser o novo conceito lançado para o antigo espaço do BELCANTO – a tal surpresa de dia 21 – mas afinal o CANTO, com Ana Moura e António Zambujo, é um projeto mais musical do que gastronómico, que atualiza a oferta das Casas de Fado e em que José Avillez volta a trabalhar conceitos já testados no BECO (café-concerto) e na entretanto fechada CANTINA ZÉ AVILLEZ (cozinha tradicional portuguesa).

Sendo certo que os diversos restaurantes de cozinha do mundo do universo Avillez também não têm esse perfil de second best.

De modo que, em todo este vasto portfolio de José Avillez, continua a faltar um segundo restaurante, um restaurante n.º 2, um restaurante abaixo do BELCANTO mas gastronomicamente ambicioso, focado na comida e que (independentemente das decisões que o Guia a cada ano tome sobre a terceira estrela) mereça, de caras e por si só, uma estrela Michelin.

Aliás, tal não sucede só com José Avillez. Por exemplo, de todos os chefs que lideram restaurantes portugueses com duas estrelas Michelin, aquele que parece mais perto de poder ter um segundo restaurante “estrelável” é, curiosamente, aquele que foi o último a chegar ao “clube”. Ou seja, Rui Paula, com os DOP e DOC.

Mas, relativamente a José Avillez, sente-se que chegou a hora de o chef voltar a apostar num projeto verdadeiramente gastronómico.

O BELCANTO está consolidado, tem uma identidade forte, acabou de mudar de instalações e é um dos 50 melhores do mundo.

Vai certamente continuar o seu caminho ascendente.

Pelo que já não há o risco de um novo projeto gastronómico poder canibalizar o BELCANTO.

Bem pelo contrário – se José Avillez conseguisse ter um segundo restaurante gastronómico forte, isso seria um excelente impulso para a atribuição da terceira estrela à sua joia da coroa.

 

Fotografias: 2 e 4 - La Guía Michelin / 3 - The World's 50 Best Restaurants

 

Ver também:


BELCANTO
Rua Serpa Pinto, 10-A, Lisboa, Portugal 
Chef José Avillez

 

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publicado às 17:07

ACONCHEGO CARIOCA no BAIRRO DO AVILLEZ

por Raul Lufinha, em 10.01.20

Kátia Barbosa, José Avillez, Bianca Barbosa

Kátia Barbosa, José Avillez, Bianca Barbosa

Kátia Barbosa, José Avillez, Bianca Barbosa

Prosseguindo a sua parceria com chefes estrangeiros que trazem até Lisboa cozinhas de lugares longínquos, José Avillez inaugurou ontem o seu mais recente projeto.

Até 14 de março, as varandas do BAIRRO DO AVILLEZ recebem o ACONCHEGO CARIOCA da chef Kátia Barbosa, que foi jurada com José Avillez no concurso “Mestre do Sabor” da Globo e divide a cozinha com a filha Bianca.

O menu custa 30€, é uma viagem por alguns dos clássicos desta instituição da cozinha popular brasileira do Rio de Janeiro – como o Bolinho de Feijoada, a Almofadinha de Queijo ou o Bobó de Camarão – e inclui ainda água, café e uma caipirinha.

Funciona de terça a sábado, ao jantar.

E aos almoços de sábado haverá feijoada brasileira.

Paralelamente, existe também um “Bar de Caipirinhas”.

Como diz Kátia Barbosa, “comida é afeto”!

ACONCHEGO CARIOCA no BAIRRO DO AVILLEZ

Caipirinhas (making-of)

ACONCHEGO CARIOCA no BAIRRO DO AVILLEZ

Cerpa, cerveja da Amazónia – uma pilsener muito leve, produzida em Belém do Pará

ACONCHEGO CARIOCA no BAIRRO DO AVILLEZ

Música ao vivo

ACONCHEGO CARIOCA no BAIRRO DO AVILLEZ

Nas varandas do BAIRRO DO AVILLEZ até 14 de março

 

BAIRRO DO AVILLEZ
Rua Nova da Trindade, 18, Chiado, Lisboa, Portugal
Chef José Avillez

 

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publicado às 17:35

BELCANTO n.º 42 do mundo

por Raul Lufinha, em 26.06.19

The World's 50 Best RestaurantsOs 50 melhores do mundo em 2019


Confirmaram-se as melhores expectativas!


Em 2019, o BELCANTO de José Avillez, em Lisboa, entrou mesmo para a lista dos 50 melhores restaurantes do mundo.


Ficou no lugar número 42.


E é o único restaurante português a constar de uma lista liderada este ano pelo MIRAZUR, do chef Mauro Colagreco, em Menton, no sul de França.


Ver aqui a classificação completa.

 

Fotografia: The World's 50 Best Restaurants

 

BELCANTO
Rua Serpa Pinto, 10-A, Lisboa, Portugal
Chef José Avillez

 

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publicado às 08:22

BELCANTO nos 50 melhores do mundo?

por Raul Lufinha, em 18.06.19

BELCANTO já não está nos 51-120BELCANTO já não está nos 51-120


A lista dos 50 melhores restaurantes do mundo tem sempre uma segunda parte e em 2018 o BELCANTO de José Avillez tinha ficado no lugar 75 – depois de já ter ocupado as posições 85 (2017), 78 (2016) e 91 (2015).


Entretanto, relativamente a 2019, começou hoje por ser divulgada a segunda metade da lista, este ano excecionalmente até ao número 120 – ver aqui.


A grande novidade é a de que aí não consta o BELCANTO – nem, aliás, qualquer outro restaurante português.


Pelo que, ou o restaurante de José Avillez teve uma inesperada queda e saiu da lista.


Ou então – o que será bem mais provável – o BELCANTO continuou a subir e terá finalmente entrado no restrito lote dos 50 melhores do mundo, uma lista onde o VILA JOYA de Dieter Koschina chegou a estar no lugar 22 em 2014.


A resposta será dada dia 25 de junho, na cerimónia anual que decorrerá em Singapura.

 

Vamos aguardar!

 

Fotografia: Marta Felino

 

Ver também:

 

BELCANTO
Rua Serpa Pinto, 10-A, Lisboa, Portugal
Chef José Avillez

 

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publicado às 22:27

O Menu Evolução do BELCANTO de José Avillez em março de 2018

por Raul Lufinha, em 01.06.19

Filipe Pina liderando a cozinha do BELCANTO

Filipe Pina liderando a cozinha do BELCANTO numa noite de sábado de março de 2018

 

Agora que, em maio de 2019, José Avillez alterou a localização do BELCANTO, passando-o para a porta ao lado, onde anteriormente tinha funcionado o LARGO de Miguel Castro e Silva, aqui fica uma recordação da segunda fase de José Avillez no BELCANTO.


Ainda no n.º 10 do Largo de São Carlos – atualmente passou para o n.º 12 – mas após as obras de renovação que eliminaram, nomeadamente, a sala do fundo, a instalação de Joana Astolfi “Para ser grande sê inteiro” e também as madeiras que revestiam as paredes.


Estávamos em março de 2018.


E o menu servido era um “Menu Evolução” repleto de novidades que tinham sido estreadas em 2017.

 

Dirty sabutini com caroços de azeitona (2017)

Dirty sabutini com caroços de azeitona (2017)

 

“Pedras” de grão e bacalhau (2017)

“Pedras” de grão e bacalhau (2017)

 

“Bouquet” de atum dos Açores (2015)

“Bouquet” de atum dos Açores (2015)

“Bouquet” de atum dos Açores (2015)

 

Castanha assada (2016)

Castanha assada (2016)

 

Cabeça de porco (2017)

Cabeça de porco (2017)

 

Lâminas de carapau fumado, fígado de bacalhau, pickles de flores e cebolinhas com pão crocante (2017)

Lâminas de carapau fumado, fígado de bacalhau, pickles de flores e cebolinhas com pão crocante (2017)

 

Pães

Pães…

 

Pães

… no prato…

 

IMG_3474.JPG

… e manteigas

 

Lavagante azul

Lavagante azul

Lavagante azul levado à sala e mostrado na mesa antes de ser cozinhado

 

Ceviche de amêijoas à Bulhão Pato (2017)

Ceviche de amêijoas à Bulhão Pato (2017)

 

Tártaro de lavagante grelhado (2017)

Tártaro de lavagante grelhado (2017)

 

Visita à cozinha

Visita à cozinha

Visita à cozinha

Visita à cozinha

Visita à cozinha

Visita à cozinha

Visita à cozinha

Visita à cozinha

Visita à cozinha, guiada por Filipe Pina

 

Carabineiro do Algarve em dois serviços: com xerém de samos e hortelã-da-ribeira; cabeça em crosta de sal de beterraba (2017)

Carabineiro do Algarve em dois serviços: com xerém de samos e hortelã-da-ribeira; cabeça em crosta de sal de beterraba (2017)

 

Couve do cozido nas brasas com papada (2017)

Couve do cozido nas brasas com papada (2017)

 

Gema BT com puré de tupinambo, “farinheira” de ovas, enguia e molho de cabidela (2017)

Gema BT com puré de tupinambo, “farinheira” de ovas, enguia e molho de cabidela (2017)

 

Robalo com abacate fumado, óleo de pistácio, raspa de lima e dashi (2017)

Robalo com abacate fumado, óleo de pistácio, raspa de lima e dashi (2017)

 

Lula grelhada recheada com o seu arroz, raspa de limão, emulsão de tutano e pancetta (2017)

Lula grelhada recheada com o seu arroz, raspa de limão, emulsão de tutano e pancetta (2017)

 

Pluma de porco alentejano com migas de pimentão, favinha e pezinhos de coentrada (2017)

Pluma de porco alentejano com migas de pimentão, favinha e pezinhos de coentrada (2017)

 

Corneto de presunto (2017)

Corneto de presunto (2017)

 

Choco, chocolate e tinta de choco (2017)

Choco, chocolate e tinta de choco (2017)

 

Morango, líchia, rosa e yuzu (2017)

Morango, líchia, rosa e yuzu (2017)

 

Extra-menu, o bolo dos anos

Extra-menu, o bolo dos anos

 

Petits fours

Petits fours

 

A sala, ao final da noite

A sala, ao final da noite

A sala, ao final da noite

 

Ver também:

 

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

 

BELCANTO

Largo de São Carlos, 12, Lisboa, Portugal

Chef José Avillez

 

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publicado às 01:31

Há mais vida no BELCANTO para além de José Avillez… e de David Jesus

por Raul Lufinha, em 23.08.18

Filipe Pina, sub-chefe do BELCANTO

Sub-chefe Filipe Pina, na cozinha do BELCANTO

Já é um lugar-comum dizer-se que José Avillez só se conseguiu transformar num autêntico CEO do seu – cada vez maior – grupo de restaurantes devido ao facto de ter ao lado um “braço direito” de enorme valor que, nomeadamente, e entre muitas outras funções, lhe toma conta do BELCANTO.

É certamente verdade – David Jesus tem sido uma pessoa absolutamente essencial no percurso de José Avillez.

Porém, a realidade é bem mais complexa.

Com efeito, também o próprio David Jesus não pode estar em todo o lado!

Pelo que o grande segredo do BELCANTO foi ter conseguido criar equipas de cozinha de talento excecional, que conseguem funcionar na perfeição nas ausências de José Avillez… e também de David Jesus!

Por exemplo, na noite de um sábado do passado mês de março – de que ainda iremos falar aqui no Mesa do Chef – não estavam no restaurante nem José Avillez, nem David Jesus. Com a casa completamente cheia, quem liderou a cozinha do BELCANTO – e muitíssimo bem – foi um dos sub-chefes, Filipe Pina!

 

Ver também:

 

BELCANTO

Largo de São Carlos, 10, Lisboa, Portugal

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publicado às 18:26


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