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Agosto no Algarve. 12 notas que ficam do verão de 2020

por Raul Lufinha, em 10.09.20

Agosto de 2020 – apesar de tudo, grandes memórias do Algarve

Agosto de 2020 – apesar de tudo, grandes memórias do Algarve

 

1 – Pandemia. A imagem mais marcante destas nossas três semanas de agosto no Algarve. E deste ano, aliás. Por todo o lado, há máscaras, viseiras, álcool e gel desinfetantes, distanciamento social…

 

2 – Restaurantes cheios. Para surpresa de muitos, foi outra constante do nosso Algarve de agosto de 2020. Com lotação reduzida, é certo. Mas cheios. Com listas de espera. Com filas à porta. E com a dor de alma de terem que recusar inúmeros clientes.

 

3 – Equipas desfalcadas. Como os restaurantes, para além de terem sido obrigados a reduzir a capacidade máxima dos estabelecimentos, temiam também uma procura estival bastante mais reduzida e como continuam igualmente com receio de uma segunda vaga e de um novo confinamento, outra nota destes dias de agosto foi termos encontrado as equipas de cozinha e de sala bastante desfalcadas… e cansadas.

 

Rui Silvestre fortíssimo

4 – Rui Silvestre fortíssimo. Reforçando ainda mais a candidatura à merecidíssima segunda estrela Michelin, a inclusão do nome do chef no nome do restaurante foi mesmo a grande novidade deste ano do VISTAS RUI SILVESTRE, no Monte Rei Golf & Country Club, em frente a Vila Nova de Cacela. Com efeito, ao invés do típico ajuste das propostas ao novo cenário da pandemia, Rui Silvestre optou antes por dar continuidade ao elevado nível apresentado no ano anterior, tendo-se focado em aperfeiçoar ainda mais os dois menus que já vinham de trás, em aprimorar detalhes, em evoluir na técnica. O resultado foi uma ainda melhor e mais fascinante experiência gastronómica em torno da excelência. Sempre com os excelentes vinhos do escanção Nuno Pires, cujo requintado serviço – seu e de toda a sua equipa – é irrepreensível. E, este ano, com a vantagem adicional de o jantar ter decorrido numa mesa... colocada na cozinha! Foi indiscutivelmente a nossa melhor e mais marcante experiência gastronómica deste verão!

 

Dois dos melhores pratos de sempre de Louis Anjos

5 – Dois dos melhores pratos de sempre de Louis Anjos. No estrelado BON BON, após o desconfinamento, Louis Anjos – acompanhado do seu subchefe Ricardo Luz, atual Chefe Cozinheiro do Ano – deixou cair o menu que tinha apresentado no início de março, ainda antes da chegada da pandemia, e criou um outro menu totalmente novo, o “Apertelência” (isto é, “ousadia” ou “atrevimento”), disponível em 9, 11 ou 14 momentos. Um menu de sabor “mais algarvio”, que nos trouxe dois pratos absolutamente memoráveis! Aliás, dois pratos que entram diretamente para a nossa lista dos melhores pratos de sempre de Louis Anjos! 1) “Uma Noite de Arraial”, elegante e complexa criação à volta dos sabores tradicionais da sardinha, do tomate e do pimento – a qual incluía nomeadamente um parfait verde de ovas de sardinha, de sardinha assada e de pimentos verdes, e, ainda, um aro encarnado de salada montanheira, bem como, à parte, para além do azeite Monterosa, uma broa de milho recheada com tomatada de sardinha. 2) E o “Memórias de Um Cozido de Monchique”, comprovando a excelência dos pratos de carne de Louis Anjos – simultaneamente poderosíssimos de sabor e extremamente leves – e reafirmando a sua tese de que “o Algarve não é só praia” nem é só mar, pelo que também a Serra do Algarve tem lugar à mesa dos restaurantes Michelin e do fine dining!

 

A sobremesa de mel de Carlos Fernandes

6 – A sobremesa de mel de Carlos Fernandes. Curiosamente, é também da Serra de Monchique que vem o mel da nova – e extraordinária – sobremesa do chef pasteleiro Carlos Fernandes. A qual agora culmina o principal menu (sem carne, tal como em 2016) do chef João Oliveira no VISTA do Hotel Bela Vista, na Praia da Rocha, em Portimão, substituindo a emblemática sobremesa de chocolate do ano passado, que tinha no topo uma telha crocante de cacau em forma de peixe. É complexa. Leve. Pouco doce. E até ao momento – a par da versão deste verão da “Claus Porto 1887” de Vítor Matos no ANTIQVVM (com morangos ‘mara des bois’, hibiscos, ruibarbo e lima-kaffir) e, bem assim, da sobremesa de chocolate que a equipa sénior portuguesa apresentou nas olimpíadas de culinária 2020 – foi a nossa melhor sobremesa deste ano!

 

A confirmação de Rui Sequeira

7 – A confirmação de Rui Sequeira. O segundo verão do ALAMEDA – restaurante inaugurado no centro de Faro em dezembro de 2018 (e que visitámos pela primeira vez há um ano, após termos conhecido o trabalho do chef num prometedor jantar em Lisboa no início de 2018) – trouxe-nos a confirmação da qualidade da cozinha de Rui Sequeira. Agora mais completa. Mais solta do receituário tradicional. Mais focada no produto. E mais complexa. Já não são apenas “os sabores quentes das terras do sul”. Tem também muita frescura, muita acidez, muita leveza. E tem ainda uma enorme maturidade gastronómica. Dois exemplos: 1) No seu novo menu de degustação, o Origami, Rui Sequeira faz questão de ter um momento de queijo, à francesa. Mas é queijo cozinhado! Não é produto, é mesmo cozinha! 2) Apesar do chef do ALAMEDA também aderir à moda de os menus de degustação terem sempre um pastel, um rissol, um croquete ou algo semelhante, Rui Sequeira tem depois também a maturidade de tomar três medidas que atenuam o lado menos estimulante desta onda que alastra pelo fine dining: i) serve-o ‘bitesize’, de modo a ser comido de uma só vez; ii) o que sobressai não é propriamente o croquete, mas sim o que Rui Sequeira lhe coloca no interior (arroz de tomate) e por cima (biqueirão); iii) e, ainda assim, e mais importante, tem a lucidez (e a maturidade, repita-se) de cortar o croquete ao meio – o que é perfeitamente suficiente para dar uma textura crocante ao conjunto – pois, como teve a coragem de dizer, «um croquete inteiro seria muito pão!» Destaque ainda, no ALAMEDA, para as desafiantes escolhas de vinhos do escanção André Ramos, que enriquecem imenso a experiência. Deste modo, não é, pois, de estranhar que esteja para breve o ALAMEDA 2.0!

 

A novidade de Leandro Araújo

8 – A novidade de Leandro Araújo. A cozinha de Leandro Araújo no CAFÉZIQUE, junto ao castelo de Loulé, foi a nossa grande descoberta deste verão no Algarve! Criativa. Pensada. Com um grande trabalho de preparação. Deliciosa. Só falta mesmo Leandro Araújo conseguir libertar-se da “armadilha” da “comida para partilhar” e passar a apostar igualmente i) em empratamentos individuais e  ii) num menu de degustação, ainda que opcional. Tem cozinha para isso! Cozinha, aliás, à qual depois se junta um ótimo serviço de sala e, ainda, a excelente seleção de vinhos do escanção João Valadas, com referências de todas as sub-regiões portuguesas. Com efeito, o CAFÉZIQUE não é apenas um “restaurante”, é também uma “enoteca”! E até tem uma entusiasmante Mesa do Chef junto à garrafeira!

 

KUBIDOCE, muito mais do que folares

9 – KUBIDOCE, muito mais do que folares. Os típicos folares de Olhão deram um enorme protagonismo à KUBIDOCE. Com efeito, o chef Filipe Martins faz dois tão diferentes quanto maravilhosos folares – um tradicional, outro com laranja, figo e amêndoa – que conquistam de imediato quem os prove! Porém, a KUBIDOCE, com lojas em Olhão e Vila Real de Santo António, não é só folares! Como padaria que também é, tem igualmente pães de massa mãe – bastante saborosos e com boa acidez. Também tem pastelaria tradicional – as bolas de Berlim e os pastéis de nata têm imensa saída, bem como os croissants, o francês e o do Porto. Tem também pastelaria fina. Tem doces regionais, incluindo os melhores Dom Rodrigo que já provámos! E tem muito mais! Tendo até… iogurtes e gelados caseiros!

 

10 – Mais bolas. Na praia, o nosso habitual vendedor de bolas de Berlim contou-nos várias vezes que nunca tinha vendido tantas bolas… como este ano!

 

Pão da GLEBA em Vilamoura

11 – Pão da GLEBA em Vilamoura. Este ano, foi possível ter o excelente pão da GLEBA, de Diogo Amorim, à venda na MALOCA DA TUTTAPANNA, do chef Anderson Sousa, em Vilamoura! E com imensa variedade!

 

12 – Noélia. Mais uma vez, a chef Noélia marcou o nosso verão. Este ano, porém, pela ausência. Com efeito, dado a reabertura do seu emblemático restaurante de Cabanas de Tavira ter ocorrido somente no dia 20 de agosto, já não fomos a tempo de fazer um dos nossos programas de verão preferidos. Mas ficámos com mais um motivo para regressar em breve ao Algarve!  

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

 

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publicado às 23:20

Sem espinhas, uma enorme sobremesa de chocolate

por Raul Lufinha, em 22.09.19

Chefe Pasteleiro Carlos Fernandes

Chefe Pasteleiro Carlos FernandesChefe Pasteleiro Carlos Fernandes

 

Carlos Fernandes, Chefe Pasteleiro do VISTA, assina aquela que é indiscutivelmente uma enorme sobremesa de chocolate.

Enorme mesmo.

Bonita e elegante.

E com um extraordinário impacto visual.

De tal forma que, ao entrarmos no site do VISTA, é este o primeiro prato que aparece!

Sendo, também, uma sobremesa minimalista.

Sem ser, porém, monocórdica.

Na verdade, não é, aliás, uma sobremesa (só) de chocolate.

Nem é uma sobremesa só doce – aqui, para além do salgado, Carlos Fernandes trabalha ainda bastante o sabor amargo!

Utilizando não só o cacau, mas também o café, o caramelo e o cardamomo.

Quatro produtos que o Chef Pasteleiro do VISTA conjuga então em diversas esferas.

Cheias de nuances.

E com um poderoso jogo, não apenas de combinações de sabores e de intensidades de doçura e amargor, mas também de texturas… e ainda de temperaturas!

Com efeito, temos mousse, temos ganache, temos gelado, temos granizado… tudo para se ir descobrindo aos poucos!

Sendo a sobremesa depois finalizada com uma alegórica telha crocante de cacau… em forma de peixe!

Chocolate | café | cardamomo | toffeeChocolate | café | cardamomo | toffee


Entretanto, o chefe de sala e escanção Luís Pereira Nunes deu a provar o Blackett 10 Anos, um Porto Tawny com imensa frescura.

Blackett 10 Years Port WineBlackett 10 Years Port Wine

 

A seguir, Carlos Fernandes trouxe ainda os três petits fours desta noite.

Um tubo feito de ananás, tendo no topo um gel de manga e outro de maracujá.

Uma tartelete de sabugueiro e mirtilo.

E ainda, em forma de flor, uma bolacha de canela, com compota de limão.

Petits foursPetits fours

 

Finalmente, uma recordação do VISTA, para levar para casa.

Dois macarons de grande nível – um de framboesa, outro de limão – que fizeram as delícias do nosso pequeno-almoço, na manhã seguinte.

MacaronsMacarons


(continua)

 

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

 

Ver também:

  • VISTA, Mesa do Chef, agosto 2019:
  1. Na Mesa… do Chef João Oliveira
  2. Surpresas iniciais
  3. Um Gaspacho Alentejano… com carabineiro
  4. Lagostim, um clássico do Chef
  5. Duas raias para a Mesa do Chef
  6. A manteiga leva-nos para o pinhal
  7. Entretanto passa o Chefe Pasteleiro
  8. O renovado Leitão Bísaro de João Oliveira
  9. A carne é forte
  10. Laranjas do Algarve
  11. Sem espinhas, uma enorme sobremesa de chocolate
  12. Visita guiada à nova garrafeira
  13. Chef, quantas estrelas merece o VISTA?

 

 

 

 

 

VISTA
Hotel Bela Vista, Av. Tomás Cabreira, Praia da Rocha, Portimão, Algarve, Portugal
Chef João Oliveira

 

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publicado às 00:35

Entretanto passa o Chefe Pasteleiro

por Raul Lufinha, em 12.09.19

Chef Pasteleiro Carlos Fernandes

Chef Pasteleiro Carlos Fernandes

Chef Pasteleiro Carlos Fernandes

Chef Pasteleiro Carlos FernandesChefe Pasteleiro Carlos Fernandes

 

Da Mesa do Chef vê-se toda a cozinha do VISTA.

E até vemos o Chefe Pasteleiro... a passar com as suas sobremesas!

 

(continua)

 

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

 

Ver também:

  • VISTA, Mesa do Chef, agosto 2019:
  1. Na Mesa… do Chef João Oliveira
  2. Surpresas iniciais
  3. Um Gaspacho Alentejano… com carabineiro
  4. Lagostim, um clássico do Chef
  5. Duas raias para a Mesa do Chef
  6. A manteiga leva-nos para o pinhal
  7. Entretanto passa o Chefe Pasteleiro
  8. O renovado Leitão Bísaro de João Oliveira
  9. A carne é forte
  10. Laranjas do Algarve
  11. Sem espinhas, uma enorme sobremesa de chocolate
  12. Visita guiada à nova garrafeira
  13. Chef, quantas estrelas merece o VISTA?

 

 

 

 


VISTA
Hotel Bela Vista, Av. Tomás Cabreira, Praia da Rocha, Portimão, Algarve, Portugal
Chef João Oliveira

 

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publicado às 23:43

A manteiga leva-nos para o pinhal

por Raul Lufinha, em 09.09.19

Chef João OliveiraChef João Oliveira, o azeite D.P.C., o pão artesanal e uma manteiga fumada …

 

Entre o peixe e a carne, chega o momento do pão – pão, azeite e manteiga.

Um excelente pão artesanal de trigo e centeio, feito na cozinha do VISTA pelo chefe pasteleiro Carlos Fernandes, com uma ótima acidez, bem cozido, e apresentando uma côdea crocante, sem estar queimada.

Acompanhado por três azeites monovarietais alentejanos da marca D.P.C., de Daniel Proença de Carvalho, produzidos a partir de azeitonas das variedades Galega, Frantoio e Cobrançosa, com os quais podemos igualmente brincar aos oleólogos e construir o nosso próprio lote.

E ainda por uma manteiga – apenas uma – absolutamente extraordinária!

 

VISTA… à qual retirou a campânula, perfumando a mesa com um refrescante aroma a pinho

 

Na verdade, à primeira vista, nem nos damos conta de que estamos perante uma manteiga!

Com efeito, após terem sido colocados na mesa os três azeites, João Oliveira chegou de mãos cheias à Mesa do Chef – numa trazia o pão, na outra uma base de vidro com uma campânula completamente embaciada e opaca.

Porém, quando João Oliveira retira essa campânula, liberta-se uma nuvem que perfuma toda a mesa de um refrescante aroma, não a fumo ou a fumeiro, mas mesmo a pinho e a pinhal!

E então sim, conseguimos ver a manteiga!

Tem a forma de uma pinha!

Precisamente por ter sido trabalhada e fumada com pinho!

Sendo uma manteiga de grande qualidade.

Que João Oliveira explicou ser de mistura.

Uma mistura única, feita na cozinha do VISTA, juntando três diferentes manteigas: de vaca, cabra e ovelha.

Sentindo-se efetivamente, a par do perfume do pinhal, a cremosidade da manteiga de vaca, o toque de acidez da manteiga de cabra e ainda aquele sabor intenso, cheio de untuososidade, da manteiga de ovelha!

Sendo, pois, esta memorável manteiga, claramente, um dos pontos altos do jantar no VISTA!

 

Pão de trigo e centeio | Azeite D.P.C. | Manteiga de vaca, cabra e ovelhaPão de trigo e centeio | Azeite D.P.C. | Manteiga de vaca, cabra e ovelha

 

(continua)

 

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

 

Ver também:

  • VISTA, Mesa do Chef, agosto 2019:
  1. Na Mesa… do Chef João Oliveira
  2. Surpresas iniciais
  3. Um Gaspacho Alentejano… com carabineiro
  4. Lagostim, um clássico do Chef
  5. Duas raias para a Mesa do Chef
  6. A manteiga leva-nos para o pinhal
  7. Entretanto passa o Chef Pasteleiro
  8. O renovado Leitão Bísaro de João Oliveira
  9. A carne é forte
  10. Laranjas do Algarve
  11. Sem espinhas, uma enorme sobremesa de chocolate
  12. Visita guiada à nova garrafeira
  13. Chef, quantas estrelas merece o VISTA?

 

 

 


VISTA
Hotel Bela Vista, Av. Tomás Cabreira, Praia da Rocha, Portimão, Algarve, Portugal
Chef João Oliveira

 

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publicado às 14:30

Um dia de ativismos gastronómicos

por Raul Lufinha, em 28.04.18

Simpósio Sangue na Guelra 2018

Simpósio Sangue na Guelra 2018 | A edição deste ano do Simpósio Sangue na Guelra foi dedicado ao ativismo gastronómico e às suas diversas formas.

Ana Músico e Paulo Barata

Ana Músico e Paulo Barata | Os anfitriões.

Francisco Sarmento, representante da FAO em Portugal

Francisco Sarmento, representante da FAO em Portugal | Direito Humano a uma Alimentação Adequada. Novas políticas públicas. Comprar local.

Alfredo Sendim, Herdade do Freio do Meio, Alentejo, Portugal

Alfredo Sendim, Herdade do Freio do Meio, Alentejo, Portugal | Atitude. Ética. Agroecologia. Agricultura biológica. Éden na Terra.

Bo Songvisava e Dylan Jones, restaurante BO.LAN, Bangkok, Tailândia

Bo Songvisava e Dylan Jones, chefs do restaurante BO.LAN, Bangkok, Tailândia | Sustentabilidade. Desperdício zero. Carbono zero.

Alexandra Forbes, co-fundadora do Refettorio Gastromotiva, Rio de Janeiro, Brasil

Alexandra Forbes, co-fundadora do Refettorio Gastromotiva, Rio de Janeiro, Brasil | Contra o desperdício de alimentos, a má nutrição e a exclusão social.

Gonçalo Alpalhão e Luís Gaspar,

Gonçalo Alpalhão e Luís Gaspar

Luís Gaspar

Tiago Ribeiro, Luís Gaspar, Gonçalo Alpalhão

Tiago Ribeiro, Luís Gaspar, Gonçalo Alpalhão | Com o prémio de Chefe Cozinheiro do Ano de 2017, Luís Gaspar já tinha mostrado que não é apenas um cozinheiro de carnes. E agora, para o almoço do Simpósio, o chef da SALA DE CORTE confirmou as melhores expectativas e serviu um tão apurado quanto maravilhoso arroz de corvina e marisco.

Manuel Liebaut e João Alves

Manuel Liebaut e João Alves

Manuel Liebaut e João Alves | Um delicioso ensopado de borrego com ervas aromáticas, um molho à base de kefir feito a partir de leite de cabra e, ainda, malaguetas, foi o prato que Manuel Liebaut (responsável de I+D do LOCO de Alexandre Silva) trouxe ao Simpósio.

Maurício Vale

Maurício Vale

Maurício Vale

Maurício Vale | O chef do SOI trouxe ao Simpósio o exotismo da cozinha asiática, em dois registos diferentes: uma salada tailandesa com noodles de pepino e um excelente escabeche de tâmaras com gelado de cardamomo.

Carlos Fernandes

Carlos Fernandes

Carlos Fernandes | O chefe pasteleiro, no seu registo agradavelmente pouco doce, apresentou uma elegante e envolvente sobremesa, com apenas dois sabores: morango (fatiado, numa mousse de iogurte e no molho) e camomila (no guloso creme pasteleiro, no biscuit, no crumble e no suspiro).

Alex Atala e Tiago Bonito

Alex Atala e Tiago Bonito | O mestre e o antigo estagiário.

Esporão biológico

Esporão biológico | O Esporão Colheita Tinto de 2015, um vinho produzido a partir de uvas das castas Touriga Franca e Cabernet Sauvignon, cultivadas na Herdade do Esporão segundo as práticas da agricultura biológica.

Bruno Antunes

Bruno Antunes | O sommelier deu a provar a cerveja Estrella Damm.

Rita Sá, Fisheries Officer da WWF em Portugal

Rita Sá, Fisheries Officer da WWF em Portugal | Sustentabilidade. Biodiversidade. Vamos comer até ao último peixe?

Douglas McMaster, chef do SILO, Brighton, UK

Douglas McMaster, chef do SILO, Brighton, UK | Desperdício zero. No bin.

Alex Atala

Alex Atala

Alex Atala

Alex Atala, chef do D.O.M., São Paulo, Brasil  | Um cozinheiro que se sente com superpoderes quando veste a jaleca. «A relação do homem com o alimento precisa ser revista. Precisamos aproximar o saber do comer, o comer do cozinhar, o cozinhar do produzir, o produzir da natureza; agir em toda a cadeia de valor, com o propósito de fortalecer os territórios a partir de sua biodiversidade, agrodiversidade e sociodiversidade, para garantir alimento bom para todos e para o ambiente.»

 

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publicado às 23:29

Recriar o LOCO… numa sessão de showcooking

por Raul Lufinha, em 23.04.16

Alexandre Silva trouxe toda a equipa do LOCO

Alexandre Silva trouxe toda a equipa do LOCO

O desafio era o de fazer uma apresentação de cozinha ao vivo.

Mas o LOCO é um projeto diferente de tudo o resto!

Pelo que, no Peixe em Lisboa…

… Alexandre Silva trouxe igualmente do restaurante...

... uma mesa e duas cadeiras!

E, para além de levar toda a equipa e cozinhar in loco os cerca de 18 momentos do menu completo…

… também os serviu a dois voluntários!

A mesa e as cadeiras trazidas da sala de jantar do LOCO

A mesa e as cadeiras trazidas da sala de jantar do LOCO

Os dois voluntários

Os dois voluntários

Bebidas fermentadas

Bebidas fermentadas no restaurante

O momento da ostra

O momento da ostra

O escanção Sérgio Antunes servindo à assistência um sumo fermentado de manjericão e bergamota feito no LOCO

O escanção Sérgio Antunes servindo à assistência um sumo fermentado de manjericão e bergamota feito no LOCO

 

Ver também:

Obrigatório ver Alexandre Silva in-LOCO

 

LOCO | Rua dos Navegantes, 53-B, Lisboa, Portugal | Chef Alexandre Silva

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publicado às 23:22

LOCO, a Equipa

por Raul Lufinha, em 04.03.16

A equipa do LOCO

A felicidade de quem faz os clientes felizes

 

Muito obrigado a todos!

 

Obrigatório ver Alexandre Silva in-LOCO

LOCO, os Snacks

LOCO, o Pão

LOCO, os Pratos Principais

LOCO, as Sobremesas

LOCO, o Bolo de Anos

LOCO, o Café

LOCO, os Petits Fours

LOCO, a Nota de Serviço

 

Fotografia: Raul Lufinha / Marta Felino

LOCO | Rua dos Navegantes, 53-B, Lisboa, Portugal | Chef Alexandre Silva

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publicado às 00:14

LOCO, os Petits Fours

por Raul Lufinha, em 03.03.16

Carlos Fernandes

Carlos Fernandes

Carlos Fernandes

Carlos Fernandes

Depois de deixar a sua marca nos snacks, no pão, nas sobremesas e no bolo de anos

… Carlos Fernandes faz também os petits fours que acompanham o chá e o café do LOCO.

Os quais vêm guardados…

… numa caixa de costura!

Caixa de costura... dos petits fours do LOCO

A caixa de costura... fechada

Nesta noite, sempre em miniatura, havia…

… Queijadas de leite da Avó Sofia, feitas de acordo com a receita da avó de Alexandre Silva…

… Choux de canela com creme de limão…

… Falsos coscorões, feitos com a pele da vaca do prato dos tendões, desidratada e frita…

… Bolachas com Ras el-hanout (uma mistura de especiarias bastante floral que Carlos Fernandes trouxe de Marrocos) e amendoim…

… Bolachas de chocolate negro 70% com flor de sal…

… e Trufas de chocolate negro 55% com flor de açafrão!

Petits Fours

Petits Fours

Mas depois…

… Carlos Fernandes ainda tinha preparada…

… uma excelente...

... surpresa final!

Bolinhas de Berlim…

… com gelado de doce de ovo!

Bolinhas de Berlim

Bolinhas de Berlim… com gelado de doce de ovo

 

Ver também:

Obrigatório ver Alexandre Silva in-LOCO

 

Fotografias: Raul Lufinha / Marta Felino

LOCO | Rua dos Navegantes, 53-B, Lisboa, Portugal | Chef Alexandre Silva

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publicado às 00:20

LOCO, o Café

por Raul Lufinha, em 02.03.16

Alexandre Silva

Alexandre Silva e a água quente para o café

No LOCO, Alexandre Silva recupera o ritual do café de outros tempos, agora chamado de slow coffee…

… servindo um delicioso café de balão…

… preparado pelo escanção Sérgio Antunes em frente aos clientes…

… a partir de um lote exclusivo de Arábica e Robusta feito pela própria equipa do restaurante em parceria com a loja de café de Bettina & Niccòlo Corallo, no Príncipe Real, em Lisboa.

Sérgio Antunes

Sérgio Antunes

Sérgio Antunes

Sérgio Antunes

Sérgio Antunes

Sérgio Antunes

É o escanção Sérgio Antunes que vem à mesa preparar o café

 

Ver também:

Obrigatório ver Alexandre Silva in-LOCO

 

Fotografias: Raul Lufinha / Marta Felino

LOCO | Rua dos Navegantes, 53-B, Lisboa, Portugal | Chef Alexandre Silva

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publicado às 21:41

LOCO, o Bolo de Anos

por Raul Lufinha, em 02.03.16

Bolo de Anos

Bolo de Anos

Vale mesmo a pena fazer anos no LOCO!

Como Alexandre Silva aposta em sobremesas diferentes e inusuais

… o Bolo de Anos acaba por ser o único momento, a par das trufas dos petits fours, em que podemos apreciar o modo como Carlos Fernandes trabalha o chocolate!

Extra-menu, o chef pasteleiro do LOCO trouxe à mesa um bolo muito generoso, feito a partir de chocolate com 70% de cacau…

… com um recheio de café e um biscuit também de café…

… que – para além de fresquíssimo, claro – estava muito bom!

E extremamente leve, o que é essencial num menu de degustação tão variado.

No topo, tinha ainda um gelado que, à semelhança aliás de tudo no LOCO, vai variando – Carlos Fernandes começou por fazer um sorbet de chocolate mas esta foi a primeira vez que experimentou antes um gelado, também de chocolate. E saiu tão bem que, ao que parece, ficou bastante satisfeito com a alteração…!

Outra surpresa foi serem cantados os parabéns…

… a partir de uma coluna JBL colocada discretamente na mesa – sendo inclusivamente referido o nome da aniversariante!

Tendo o bolo sido acompanhado por um Vinho Fino caseiro, feito no Douro por um amigo do escanção Sérgio Antunes.

O escanção Sérgio Antunes e o Vinho Fino

O escanção Sérgio Antunes e o Vinho Fino

 

Ver também:

Obrigatório ver Alexandre Silva in-LOCO

 

Fotografias: Raul Lufinha / Marta Felino

LOCO | Rua dos Navegantes, 53-B, Lisboa, Portugal | Chef Alexandre Silva

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publicado às 04:21


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  114. S
  115. O
  116. N
  117. D