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Mudar, mantendo a essência

por Raul Lufinha, em 20.08.19

Louis Anjos e Nuno Diogo, a dupla do BON BON

Louis Anjos e Nuno Diogo, a dupla do BON BON

Louis Anjos gosta de ter sempre no menu uma sobremesa que celebra a fruta da época – nesta noite de junho era a cereja, agora em agosto já é a meloa.

Mas tem também uma outra sobremesa que homenageia… a amêndoa do Algarve!

Já a tínhamos provado o ano passado – era a amêndoa trabalhada com mel, alfazema e moscatel.

Porém, este ano voltou a ser a sobremesa de amêndoa aquela que – em boa hora – Louis Anjos escolheu para nos apresentar!

É que, na verdade, a sobremesa já é outra!

São os mesmos quatro sabores – amêndoa, mel, alfazema e moscatel – mas retrabalhados, recriados de uma outra forma.

Ou seja, a ideia foi fazer uma nova sobremesa… a partir dos mesmos sabores!

Sendo novamente assinada pelo chefe de pastelaria do BON BON, Raul Cachola.

Por exemplo, antes o gelado era de amêndoa, agora é de moscatel, assente num crumble de polén e amêndoa. Já o cremoso, que antes era de moscatel, agora é de alfazema. A mousse de amêndoa mantém-se, apenas mudou o formato. E os favos de mel também se mantêm. No entanto, os cristais de gelatina que eram de moscatel passaram a ser de alfazema. E por aí fora...

Ou seja, está mesmo diferente… continuando praticamente igual!

E continuando também excelente!

É amêndoa, é Algarve!

De facto, uma das características da cozinha de Louis Anjos é estar em permanente evolução mas sem ruturas, é ter esta linha de continuidade que se mantém ano após ano, é seguir um fio condutor que se prolonga no tempo, é mudar mas mantendo a essência – daí também o nome do seu novo menu ser precisamente… ‘Essência’.

 

Amêndoa do Algarve / Mel / Alfazema / MoscatelAmêndoa do Algarve / Mel / Alfazema / Moscatel

 

Para fechar em alta as harmonizações vínicas da noite, a escolha de Nuno Diogo foi um exuberante Madeira seco da Barbeito, lote de 2/3 de Boal de 2008 com 1/3 de Verdelho de 2010 extrasseco, engarrafado em 2016.

 

Barbeito Madeira VB Reserva Lote 4 SecoBarbeito Madeira VB Reserva Lote 4 Seco

 

Entretanto, chega à mesa o ‘terroir’ algarvio em três maravilhosos ‘petits fours’!

Queijo de figo com medronho.

Pastel de nata com alfarroba.

E crocante de amêndoa com laranja.

 

Petits foursPetits fours

 

Por fim, os excelentes bombons do BON BON, desta vez todos com Vinho do Porto!

Chocolate branco com Rozès 10 Anos.

Chocolate de leite com Rozès Tawny.

E chocolate negro com Rozès LBV.

 

BombonsBombons

 

Foi o final do novo menu ‘Essência’, que marca o crescimento e consolidação da cozinha única de Louis Anjos no seu segundo ano de BON BON.

 

BON BONO final de um grande jantar no BON BON


(fim)

 

Ver também:
– Menu ‘Essência’ (junho 2019):

  1. ‘Essência’, o novo menu de Louis Anjos no BON BON
  2. Tudo começa com cenoura à algarvia e alcagoitas
  3. O toro maturado, a salada montanheira e um Poema de 2007
  4. Temos clássico
  5. Agora é para a Feijoada de Bivalves que Louis Anjos vem à sala
  6. O mais depurado salmonete de Louis Anjos
  7. O prato que define a cozinha de Louis Anjos
  8. Grande Senna
  9. Os mesmos sabores, dois momentos diferentes
  10. Mudar, mantendo a essência

 


BON BON
Urbanização Cabeço de Pias, Sesmarias de Carvoeiro, Algarve, Portugal
Chef Louis Anjos

 

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publicado às 16:16

Os 10 vinhos portugueses que mais marcaram Jancis Robinson

por Raul Lufinha, em 23.10.17

Jancis Robinson

Jancis Robinson

Para celebrar os 10 anos de colaboração de Jancis Robinson com a Essência do Vinho, a “Revista de Vinhos” desafiou a mais influente jornalista e “Master of Wine” do mundo a vir a Portugal apresentar os 10 vinhos e produtores portugueses que mais a marcaram na última década.

Aqui ficando a lista que Jancis Robinson apresentou ao vivo, numa estimulante conferência que hoje decorreu em Lisboa:

Soalheiro Primeiras Vinhas Alvarinho 2016

Soalheiro Primeiras Vinhas Alvarinho 2016 – Branco, Vinhos Verdes

Quinta dos Roques Encruzado 2007

Quinta dos Roques Encruzado 2007 – Branco, Dão

Luís Pato Vinha Barrosa 2005

Luís Pato Vinha Barrosa 2005 – Tinto, Bairrada

Barca-Velha 1999

Barca-Velha 1999 – Casa Ferreirinha, Tinto, Douro

Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2005

Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2005 – Tinto, Douro

Batuta 2007

Batuta 2007 – Niepoort, Tinto, Douro

Poeira 2011

Poeira 2011 – Jorge Moreira, Tinto, Douro

Bojador Vinho de Talha 2015

Bojador Vinho de Talha 2015 – Espaço Rural, Tinto, Alentejo

Barbeito Ribeiro Real Tinta Negra Lote 1 20 Years

Barbeito Ribeiro Real Tinta Negra Lote 1 20 Years – Vinho Madeira

Graham’s Single Harvest Tawny Port 1972

Graham’s Single Harvest Tawny Port 1972 – Vinho do Porto

10 grandes vinhos portugueses

Os 10 grandes vinhos portugueses... que mais marcaram Jancis Robinson

 

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publicado às 23:24

A cozinha Libanesa de Joe Barza… no Conrad Algarve

por Raul Lufinha, em 04.11.16

Joe Barza

Joe Barza

Figura pública do mundo da cozinha e da televisão no Médio Oriente, Joe Barza é um celebrity chef libanês que se assume como embaixador da gastronomia e da cultura do seu país.

Dedicado à consultoria, é responsável pelo conceito de inúmeros restaurantes no mundo árabe. Incluindo o MARJAN, no Waldorf Astoria Ras al Khaimah, a uma hora de carro da cidade do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. E também o OAK GRILL by Joe Barza do Conrad Cairo, no Egito, cuja assinatura é precisamente “modern lebanese cuisine”.

No Gourmet Culinary Extravaganza, do Conrad Algarve, para um almoço de churrasco no DADO Q, o BBQ do DADO, restaurante chefiado por Osvalde Silva e que fica no jardim, junto à segunda piscina do hotel, Joe Barza trouxe os sabores fortes da sua colorida cozinha libanesa, simultaneamente mediterrânica e árabe.

Destacando-se o atum, braseado e servido com especiarias shawarma, a trilogia de húmus e ainda o saboroso tabbouleh que Joe Barza segura na primeira fotografia deste post, um prato vegetariano com muitos legumes e ao qual o chef libanês acrescenta também a leveza da quinoa.

Nas sobremesas, a maior novidade eram umas bolachas tradicionais libanesas chamadas Maamoul, delicadas e saborosas, que se escondiam no fundo de um copo com gelado de baunilha, algodão doce e pistácio em pó.

Já a seleção vínica ficou por conta dos escanções António Lopes, Head Sommelier do Conrad Algarve, e Nuno Jorge, dos chocolates de vinho Cacao di Vine, que escolheram um espumante (Campolargo Bruto, feito na Bairrada com Bical, Arinto e Cerceal), três brancos (o Sauvignon Blanc Três Bagos 2015, num registo Novo Mundo, da Lavradores de Feitoria; o fresco Avesso 2013, da Covela; e o mineral e complexo Redoma Reserva 2015, da Niepoort), três tintos do Douro (o Quinta da Costa das Aguaneiras 2013, da Lavradores de Feitoria, cheio de fruta vermelha; o jovem e elegante Redoma 2014, da Niepoort; e o poderoso Quinta dos Murças Reserva 2010, do Esporão) e ainda dois licorosos, um Porto (o versátil Tawny Reserve da Quinta das Tecedeiras) e um Madeira (o Barbeito Boal Reserva Velha 10 anos, meio-doce mas com excelente acidez).

Joe Barza, Joachim Hartl (General Manager do Conrad Algarve), Osvalde Silva (chef do DADO)

Joe Barza, Joachim Hartl (General Manager do Conrad Algarve), Osvalde Silva (chef do DADO)

BBQ no DADO Q

BBQ no DADO Q

Sobremesas

Pudim de laranja, com a imagem de marca de Joe Barza / Maamoul

António Lopes e Nuno Jorge

António Lopes e Nuno Jorge

Os vinhos do almoço

Os vinhos do almoço

Nos jardins do Conrad, António Lopes e o Barbeito Boal Reserva Velha10 Anos

Nos jardins do Conrad, António Lopes e o Barbeito Boal Reserva Velha 10 Anos

 

Ver também:

Heinz Beck extravagante no Conrad Algarve

 

Joe Barza Culinary Consultancy

 

DADO

Hotel Conrad Algarve, Estrada da Quinta do Lago, Portugal

Chef Osvalde Silva

 

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publicado às 22:44

LEOPOLD & BOI-CAVALO: Os vinhos

por Raul Lufinha, em 09.08.16

Tiago Feio, Olavo Silva, Hugo Brito

Tiago Feio, Olavo Silva, Hugo Brito

A seleção dos vinhos do jantar LEOPOLD & BOI-CAVALO num apartamento da Baixa de Lisboa ficou por conta de Olavo Silva – profissional polivalente e multifacetado com capacidade para tomar conta da cozinha, da sala e dos vinhos, que passou recentemente a integrar a equipa do LEOPOLD.

Tendo tudo começado com um cocktail de aperitivo que – como Tiago Feio anda a testar as inúmeras possibilidades que a utilização das algas lhe está a abrir – consistiu num refrescante Porto Branco Seco, com mel e um surpreendente… vinagre de algas!

Dalva Dry White Porto, mel e… vinagre de algas

Dalva Dry White Porto, mel e… vinagre de algas

Depois, para os quatro snacks – polvo, salicórnia, petingaabóbora – e também para o momento do pão e respetivos complementos, Olavo escolheu o Alvarinho Vale da Capucha, um varietal biológico da Região de Lisboa, perto de Torres Vedras e em frente ao mar, que Pedro Marques produz acentuando o seu lado mais salino e mineral.

Vale da Capucha Alvarinho branco 2013

Vale da Capucha Alvarinho branco 2013

A seguir, uma viagem à Região dos Vinhos Verdes para provar mais um vinho biológico, o deliciosamente evoluído Loureiro Afros, de Vasco Croft, já do ano de 2009, que acompanhou o ovo e as algas marinhas de Tiago Feio.

Afros Loureiro branco 2009

Afros Loureiro branco 2009

Depois, com o coelho de Hugo Brito e continuando nos vinhos de produção biológica que Os Goliardos fornecem ao LEOPOLD, um fabuloso Baga (75%) da Quinta da Serradinha, junto a Leiria, de 1999.

Quinta da Serradinha tinto 1999

Quinta da Serradinha tinto 1999

Quinta da Serradinha tinto 1999

Finalmente, com as sobremesas – em especial com o financier de Hugo Brito, porquanto a sobremesa de Tiago Feio era para beber – um Madeira, o sedutor e envolvente Tinta Negra Barbeito de 2004, engarrafado em Dezembro de 2015.

Barbeito Single Harvest 2004 Tinta Negra

Barbeito Single Harvest 2004 Tinta Negra

Barbeito Single Harvest 2004 Tinta Negra

Barbeito Single Harvest 2004 Tinta Negra

 

(fim)

Ver também:

LEOPOLD & BOI-CAVALO, jantar a quatro mãos num apartamento na Baixa de Lisboa

Fotografias: Raul Lufinha e Marta Felino

LEOPOLD | Pop-up Baixa House, Lisboa, Portugal | Chef Tiago Feio

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publicado às 16:52

Harmonização de conservas e vinhos… por Fernando Melo

por Raul Lufinha, em 27.11.13

Fernando Melo

O crítico gastronómico e especialista em vinhos Fernando Melo conduziu a sessão de harmonização de conservas e vinhos que decorreu paralelamente ao “Encontro com o Vinho e Sabores 2013” e foi aberta ao público...

... tendo optado por utilizar uma única marca de conservas, de modo a assegurar a coerência da prova.

A eleita foi a Pinhais – fundada em 1920 mas pouco conhecida em Portugal, é uma fábrica de conservas de elevada qualidade em Matosinhos que continua a seguir os métodos tradicionais e exporta a quase totalidade da produção.

Em termos de vinhos, a ideia de Fernando Melo foi propor dois caminhos para cada iguaria – mas sempre com o conselho de nos familiarizarmos primeiro com o vinho antes de avançarmos para o peixe.

 

Sardinha em azeite

A prova começou com uma sardinha em azeite, conjugada com dois vinhos brancos com acidez para cortar a gordura da proteína e do azeite: um Alvarinho e um Arinto, este último mais fresco e incisivo.

 

Filete de cavala

Depois, um filete de cavala com duas harmonizações diferentes e pouco comuns mas extremamente interessantes para dar luta à gordura do peixe: um Colheita Tardia doce e um Porto Seco.

 

Sardinha com tomate

A terceira conserva já tinha tomate.

Pelo que a sugestão foi fazer a harmonização com um Sauvignon Blanc pleno de notas vegetais, sem prejuízo da comparação com os vinhos já propostos até aqui.

 

Petinga picante

A seguir apareceu o picante.

Tendo Fernando Melo proposto duas formas de reação a este intensificador de sabor: ou aumentando a estrutura (através de um branco com madeira) ou aumentando o álcool (com um Madeira).

Mas neste prova não se foi lá só com estrutura. O Madeira ganhou claramente o combate – e, mais notável ainda, sempre sem destruir os sabores do peixe e do picante.

 

Sardinha picante com picles

Finalmente, chegou uma sardinha picante com picles.

Para a qual Fernando Melo sugeriu um vinho branco complexo e rico – tendo proposto o Quinta da Alorna Arinto & Chardonnay Reserva 2012, em que, a par da elegância da madeira e da fruta madura do Chardonnay, brilhava a frescura do Arinto, de modo a neutralizar a sardinha.

 

Alvarinho Portal do Fidalgo branco 2012

Prova Régia Premium Arinto branco 2012

Monte da Ravasqueira Late Harvest Viognier 2012

Burmester Extra Dry White Porto

Mar da Palha Sauvignon Blanc 2011

Barbeito Verdelho Reserva Velha 10 Anos (Meio Seco)

Quinta do Boição Arinto Reserva branco (Ano?)

Quinta da Alorna Arinto & Chardonnay Reserva branco 2012

 

Ora, de tudo isto, se há uma ideia capaz de resumir a muito interessante e prolongada sessão de Fernando Melo...

... para além da grande qualidade das conservas Pinhais...

...essa ideia é a de que a escolha do vinho pode tornar memorável a degustação de algo aparentemente tão simples quanto uma conserva de peixe.

 

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publicado às 01:41

Fim de ano no ALDEA: (XI) “Pear Shortcake”

por Raul Lufinha, em 13.01.13

"Pear Shortcake"

 

A sobremesa era uma composição à base de pêra.

 

Com efeito, a fruta estava presente no bolo, no delicado gelado de pêra com pimenta rosa e ainda em três fatias de pickle de pêra adocicado com mel, o que lhe dava um sabor simultaneamente ácido e doce.

 

Fazia ainda parte da sobremesa um chantilly preparado com leite condensado, um óptimo requeijão de cabra e duas nozes inteiras trabalhadas com açúcar.

 

 

Para acompanhar este momento e encerrar a refeição, uma nova sugestão portuguesa de grande qualidade, o Charleston Sercial – que, precisamente por ser feito a partir da casta Sercial, é o mais seco da aclamada série especial de vinhos da Madeira denominada “Historic Series Madeira”, produzida pelos Vinhos Barbeito para a The Rare Wine Company.

 

Charleston Sercial 

 

Fotografias: Marta Felino / Flash Food

 

(continua)

 

ALDEA | 31 West 17th Street, Nova York, EUA | Chef George Mendes

 

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publicado às 02:08


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