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Chef Vítor Dias
Vítor Dias, chef executivo da Quinta das Lágrimas, rumou a sul e instalou-se no Troia Design Hotel, para dar a conhecer a cozinha do ARCADAS num pop-up de três dias.
Sommelier Caroline Zagalo
Tendo trazido igualmente consigo Caroline Zagalo, a sommelier do emblemático hotel de charme de Coimbra e uma Baga Lady.
ARCADAS três dias no Troia Design Hotel
A abrir o menu, três snacks.
O crocante de chouriço, em que sobressaía a qualidade do produto.
A emblemática “Rocha das Lágrimas”, manchada com o sangue de Inês de Castro. Uma falsa pedra, feita de manteiga de cacau, e cujo líquido no interior é Licor Beirão trabalhado com citrinos. Sendo para comer de uma só vez!
E ainda um fresco cubo de abacaxi marinado em chá de hibiscos, ao qual o chef juntou o toque picante do wasabi.
Aperitivos do Chef
Harmonizados com o espumante blanc de noir bruto de Aníbal Coutinho, produzido na Bairrada a partir de uvas da casta Baga.
Astronauta Espumante Bruto Blanc de Noir Baga 2015
Depois, às "Terras de Sicó" – o vasto território da região centro de Portugal localizado em torno do maciço da Serra de Sicó e que engloba os concelhos de Alvaiázere, Ansião, Condeixa-a-Nova, Penela, Pombal e Soure – Vítor Dias foi buscar o Queijo Rabaçal DOP.
Servindo-o num delicioso creme, que tem também um ovo de galinha cozinhado a baixa temperatura escondido sob um jogo de texturas de carne de porco e de vegetais.
Serras
Tendo Caroline Zagalo sugerido o Pedro & Inês branco de 2016, um lote de Encruzado e Malvasia Fina do Dão com estágio de quatro meses em barricas de carvalho francês, assinado pelo enólogo Carlos Lucas.
Um vinho fresco, elegante e com estrutura, que também acompanhou – e bem – o momento seguinte.
Pedro & Inês Branco 2016
Ora, precisamente a seguir, chega à mesa um prato e um pequeno copo.
No prato, o peixe do dia – pargo.
Com umas “pérolas” de pepino, como lhes chama o chefe.
Mais uma espuma de tomate e mexilhão.
E ainda um saboroso “sauce thai” de coentros, gengibre e pepino.
Peixe do Dia
Já no copo, uma surpresa do chefe!
Um shot de maracujá e “leite de tigre”!
Mas para beber só no final, de modo a limpar o palato!
Leite de Tigre
O prato de carne do ARCADAS que Vítor Dias escolheu trazer até Troia foi o Tornedó de Vitela.
Estava delicioso.
E vinha no ponto certo.
Tendo também batata assada, inteira e em puré.
Espigos de grelos da Gândara.
Esparregado de espinafres.
E jus de tutano.
Tornedó de Vitela
Já a sugestão da escanção Caroline Zagalo foi novamente o vinho Pedro & Inês.
Mas agora o tinto!
Da colheita de 2015 e igualmente assinado por Carlos Lucas, é um complexo e elegante lote de Touriga Nacional e Alfrocheiro que estagiou catorze meses em barricas usadas de carvalho francês.
Caroline Zagalo sugeriu novamente…
… um vinho evocativo da história da Quinta das Lágrimas
Pedro & Inês Tinto 2015
A seguir, com mel, passas e pinhões, uma seleção de três queijos nacionais.
Azeitão, numa quenelle – um queijo de ovelha.
Ilha de São Jorge – de vaca.
E Rabaçal – de vaca, cabra e ovelha.
Tendo este momento dedicado ao queijo sido também um excelente pretexto para revisitar o Pedro & Inês… branco!
Seleção de Queijos Nacionais
À sobremesa, o símbolo maior da história de Pedro & Inês.
O coração!
Que aqui era de morango, com creme mascarpone!
O Coração
Tendo a derradeira escolha de Caroline Zagalo sido uma homenagem à região que acolheu o ARCADAS para este fim de semana alargado.
Um Moscatel de Setúbal Roxo!
Quinta do Piloto Moscatel Roxo Superior 2012
Finalmente, com o café, chegaram os petits fours do ARCADAS.
Petits Fours
Foi o final de uma refeição encantadora, com o chef Vítor Dias e a sommelier Caroline Zagalo a trazerem até ao Troia Design Hotel a mística de Pedro & Inês, sempre bem viva no restaurante ARCADAS da Quinta das Lágrimas.
Troia Design Hotel
ARCADAS
Hotel Quinta das Lágrimas
Chef Vítor Dias
Troia Design Hotel
Marina de Troia, Troia, Portugal
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Aníbal Coutinho e o primeiro Escondido branco
O JACINTO funciona numa tranquila moradia na zona antiga de Telheiras, junto à Segunda Circular e à Escola Alemã.
Sendo uma referência na zona norte de Lisboa, conhecido pela cozinha tipicamente portuguesa e pela qualidade da garrafeira.
Atualmente, está à frente da cozinha a chefe guineense Samira Cuino.
E a carta de vinhos é assinada pelo enólogo Aníbal Coutinho.
A qual inclui também os seus próprios vinhos, que foram o pretexto para revisitar O JACINTO após as obras de renovação realizadas no verão de 2017.
Salada de Feijão-Frade com Atum, Broa de Milho, Salada de Pimentos, Salada de Polvo
Pelo que, com os primeiros petiscos, Aníbal Coutinho apresentou o seu fácil e expressivo Astronauta Arinto de 2017.
Produzido na região dos Vinhos Verdes, não tem madeira, ressaltando a frescura das notas de frutos cítricos e ananás.
Aníbal Coutinho…
… e o Astronauta Arinto branco 2017
Entretanto, chegaram ainda uns ótimos ovos mexidos com farinheira, bastante cremosos.
Ovos Mexidos com Farinheira
E depois Aníbal Coutinho serviu um tinto também da gama Astronauta, o Touriga Nacional – de 2016, feito em Lisboa, foi vinificado em cuba de inox na presença de madeira de carvalho americano e apresenta as típicas notas varietais de bergamota e violeta.
Como Aníbal Coutinho gosta de dizer, os Astronauta são uma educação para as castas, são vinhos feitos para dar a conhecer as caraterísticas de cada uma das diversas variedades – daí que, para além das portuguesas Arinto e Touriga Nacional, o enólogo trabalha igualmente Chenin Blanc e Pinotage (África do Sul), Riesling (Alemanha) e Gamay (França).
Aníbal Coutinho…
… e o Astronauta Touriga Nacional tinto 2016
Uma das especialidades da chefe Samira é o caril de gambas.
Estava excelente – muito suave e elegante!
Caril de Gambas com Arroz Basmati
Sendo então que Aníbal Coutinho apresenta a grande novidade do almoço!
O primeiro Escondido… branco!
Com efeito, ao icónico – e mais caro – vinho tinto da região de Lisboa, cujo PVP da colheita mais recente (2012) ronda os 150 €, o enólogo juntou-lhe agora um irmão.
Ou uma irmã, que o arquiteto Fernando Ávila representou-o no rótulo com uma figura feminina e acrescentou ainda uma discreta perna à última letra da palavra “Escondido”, de modo a que também possa ser lida “Escondida”…
Para esta primeira edição, são apenas 300 garrafas de 75 cl – ao almoço foi aberta a n.º 29.
É um complexo branco de curtimenta, feito a partir de uvas das castas Arinto e Alvarinho provenientes de uma vinha com 10 anos idade, que teve um breve estágio numa barrica nova de carvalho francês, com tosta média.
Demonstrando desde já uma enorme vocação gastronómica – poderoso e elegante, enche-nos a boca, sobressaindo as notas cítricas, a mineralidade e o discreto fumado da barrica.
Um grande vinho!
Entretanto, chegou o vinho… que marcou o almoço
De Aníbal Coutinho…
… o Escondido branco 2015
E de facto, confirmando a excelente impressão que já tinha deixado na prova a solo, o Escondido branco aguentou perfeitamente os embates com as sempre difíceis notas do picante caril... e do avinagrado arroz de cabidela!
Arroz de Cabidela com Frango do Campo
E deu até luta – o Escondido branco – às sobremesas de chocolate!
Mousse de Chocolate + Chiffon de Chocolate
Tendo ficado, pois, na memória deste regresso a’O JACINTO, o primeiro branco Escondido.
A marca topo de gama de Aníbal Coutinho, a marca que é a verdadeira assinatura do enólogo Aníbal Coutinho no mundo dos vinhos e o legado que deixa aos filhos, agora também tem um vinho branco!
O JACINTO, tranquilo e recatado
Av. Ventura Terra, 2, Telheiras, Lisboa, Portugal
Chefe Samira Cuino
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