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Os gastronómicos vinhos Dona Berta… em prova vertical

por Raul Lufinha, em 19.12.15

Pedro Verdelho, Maria Fernanda Verdelho, Virgílio Loureiro

Pedro Verdelho, Maria Fernanda Verdelho, Virgílio Loureiro

Produzidos no Vale do Côa, em pleno Douro Superior…

… o que mais fascina nos vinhos Dona Berta…

… é a sua extraordinária vocação gastronómica!

São vinhos – quer os brancos, quer os tintos…

… que dão uma imensa vontade de comer!

Pedro Verdelho

Pedro Verdelho

De modo que, com a mais-valia da presença dos herdeiros de Hernâni Verdelho, incluindo a sua mulher Maria Fernanda e o seu filho Pedro…

… foi um desafio apaixonante fazer uma prova vertical de dois dos mais emblemáticos vinhos Dona Berta…

… o Rabigato Reserva e o Tinto Reserva!

Tendo sido possível acompanhar e perceber...

... a sua evolução em garrafa!

A sessão decorreu em Lisboa, no espaço TINTOS E TINTAS…

… e foi dirigida enólogo da casa duriense, o Prof. Virgílio Loureiro.

Virgílio Loureiro

Virgílio Loureiro

Começando pelos brancos...

... o varietal de Rabigato, produzido de forma minimalista na Quinta do Carrenho, em busca da autenticidade da casta e do terroir...

... demonstrou de forma notável que há um conjunto de caraterísticas do Dona Berta Rabigato que não muda, nem com o ano da colheita, nem com o tempo de estágio em garrafa!

De facto, as cinco colheitas provadas tinham todas em comum...

... a elegância e a delicadeza, a notável acidez, a grande estrutura e também a textura cremosa!

Confirmando-se naturalmente que o passar do tempo faz o vinho perder o vigor e a agressividade da sua juventude…

… ganhando porém uma muito maior complexidade e riqueza de aromas!

O que foi particularmente interessante verificar na garrafa de 2005, a mais evoluída e sedutora da prova.

Dona Berta Rabigato Reserva branco: 2014, 2010, 2007, 2005, 2003

Dona Berta Rabigato Reserva branco: 2014, 2010, 2007, 2005, 2003

Já para a prova vertical dos tintos...

... o conceito foi diferente!

Não foi escolhido um varietal...

... mas antes um vinho de lote!

Neste caso, o Tinto Reserva...

... feito com as variedades tradicionais do Douro: Tinta Roriz (“que lhe dá o esqueleto”); Touriga Nacional (“que lhe dá o perfume”); Tinta Barroca (“casta injustamente diminuída no Douro mas que é muito boa em altitude”); Touriga Franca (“pouca, que em altitude não vai bem”); e, em alguns anos, quando não é vinificado à parte, Tinto Cão.

E, desde o muito jovem 2013, ainda não filtrado nem preparado para a comercialização…

… até ao mais antigo 2003…

… destacou-se o complexo e sedutor 2008, talvez não por acaso proveniente de um ano fresco no Douro!

Dona Berta Tinto Reserva: 2013 (amostra de cuba), 2011, 2008, 2005, 2003

Dona Berta Tinto Reserva: 2013 (amostra de cuba), 2011, 2008, 2005, 2003

Concluída a prova, ficaram duas ideias principais:

Uma, a confirmação da grande capacidade dos vinhos Dona Berta para evoluir e melhorar em garrafa – são vinhos que merecem ser guardados!

E outra, claro, a sua enorme apetência gastronómica!

 

TINTOS E TINTAS | Av. Duque de Ávila, 120 - Galeria, Lisboa, Portugal

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publicado às 19:24


2 comentários

De João Maria Lopes a 21.12.2015 às 11:13

Obrigado Raul pela apreciação. Pena não se perceber, em nenhum momento, que a prova foi no Espaço Tintos e Tintas.

De Raul Lufinha a 21.12.2015 às 19:56

Percebe, percebe – a referência ao espaço vem logo no segundo parágrafo! :-)
O que faltava era o rodapé – mas também já está.

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