Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O enólogo Jorge Moreira conduziu a visita ao Centro de Vinificação
Na Real Companhia Velha não há propriamente uma adega, há um complexo de adegas.
Chama-se ‘Centro de Vinificação’, fica em Alijó e recebe as uvas de todas as quintas da Companhia – Carvalhas, Aciprestes, Cidrô, Casal da Granja e Síbio.
Tendo duas características muito especiais.
Uma, é a de que, apesar de a Real Companhia Velha ser muito grande, no Centro de Vinificação tudo ser tratado de forma diferenciada, de acordo com as características das uvas recebidas e dos vinhos que se pretende fazer.
A outra, é a de o Centro de Vinificação ser uma estrutura pensada e vocacionada para a realização de experiências e para permitir a inovação… que é cada vez mais uma marca da Real Companhia Velha.


As cubas vistas de cima...

... e do chão



Jorge Moreira e o Late Harvest 2014: prova de amostra da cuba

Lagares

Jorge Moreira...

... no Centro de Vinificação...

... da Real Companhia Velha
Ver também:


Quinta do Síbio
Encaixada no famoso Vale do Roncão e de acesso extremamente difícil – apenas veículos todo-o-terreno lá conseguem chegar…
… a lindíssima Quinta do Síbio é um museu vivo do Alto Douro Vinhateiro elevado pela UNESCO a Património Mundial, estendendo-se por 10 hectares de socalcos suportados pelos tradicionais muros de xisto.
A uma altitude que varia entre os 120 e os 300 metros, exposta essencialmente a sul e com um clima quente e seco que favorece as boas maturações…
… na Quinta do Síbio são cultivadas somente as castas tintas típicas do Douro: Touriga Nacional, Touriga Franca, Sousão, Tinto Cão, Tinta Amarela e Tinta Francisca.
Actualmente em conversão para o modo de produção biológico, a vindima de 2015 será a primeira que poderá ser certificada.
Sendo o objectivo da Real Companhia Velha criar… um vinho tinto biológico topo de gama!










Quinta do Síbio
Ver também:

Quinta do Casal da Granja
Situada no planalto de Alijó, a cerca de 600 metros de altitude, a Quinta do Casal da Granja possui actualmente uma área total de 200 hectares, 170 dos quais ocupados por vinha.
Com um perfil completamente diferente do das restantes quintas durienses da Real Companhia Velha – em termos de relevo, solo, clima…
… a Quinta do Casal da Granja está vocacionada para a produção de vinhos brancos.
Tendo ainda alguns dos seus talhões microclimas únicos que lhe conferem condições absolutamente extraordinárias para fazer vinhos brancos doces com podridão nobre – o famoso Grandjó Late Harvest.





Quinta do Casal da Granja
Ver também:






Palácio de Cidrô
Adquirida em 1972 pela Real Companhia Velha, que lhe reconstruiu o palácio do século XIX e reconverteu os vinhedos…
… Cidrô é ‘a quinta das experiências’.
Fica em S. João da Pesqueira, num planalto elevado, entre os 450 e os 600 metros de altitude, e actualmente já se estende por 240 hectares (inicialmente eram 60), dos quais 150 são de vinha, no limite da sub-região do Cima Corgo – não é Douro Superior mas quase.
Sendo um local onde funcionam muito bem as castas brancas… e também algumas tintas – como a Touriga Nacional, embora aqui fique com perfil diferente da Touriga Nacional das cotas baixas à beira-Douro das Carvalhas e Aciprestes, ou seja, fica mais elegante, mais fresca, com maior acidez.
A Quinta de Cidrô é também um exemplo da viticultura de precisão e da utilização de novas tecnologias, incluindo aeronaves não tripuladas (drones) que permitem monitorizar as vinhas e fazer, nomeadamente, mapas de vigor das cepas.
Mas a marca mais forte da Quinta de Cidrô é ter-se afirmado nas últimas duas décadas como um modelo de experimentação e inovação vitivinícola no Douro – sempre em busca de novas castas e de novos estilos de vinhos…!










Quinta de Cidrô
Ver também:

Quinta dos Aciprestes, ao longo do Douro e em frente à foz do Rio Tua
Na margem esquerda do Rio Douro e frente à foz do Rio Tua, a actual Quinta dos Aciprestes prolonga-se por uma frente ribeirinha de mais de dois quilómetros…
… incluindo também as antigas Quinta da Barreira, Quinta da Boavista e Quinta da Coutada.
A uma cota baixa – 150 a 250 metros – e encaixada no vale, a Quinta dos Aciprestes é ideal para a produção de uva tinta…
… conjugando vinhas velhas – em que predomina a Tinta Barroca (50%) – e vinhas modernas, com talhões de uma casta só, maioritariamente de Touriga Nacional e Touriga Franca mas também com Sousão, Tinta Amarela e Tinta Roriz.
Nas quais é praticada uma viticultura de precisão com o recurso às mais modernas tecnologias, incluindo drones (aeronaves não tripuladas) que monitorizam as vinhas.
A partir das uvas da Quinta dos Aciprestes, a Real Companhia Velha produz Vinho do Porto… e também a gama de tintos ‘Quinta dos Aciprestes’ – colheita, reserva, grande reserva… e ainda um varietal de Sousão, cuja ideia era ser utilizado para compor o lote das Tourigas mas resultou tão bem que foi lançado em monocasta.
















Quinta dos Aciprestes, mais de 2 km ao longo do Rio Douro
Ver também:





Quinta das Carvalhas
A Quinta das Carvalhas fica na margem esquerda do Rio Douro, em frente ao Pinhão…
… cobrindo toda a colina e também uma parte da encosta superior da margem direita do Rio Torto.
São 600 hectares, com uma especial aptidão para a produção de uvas tintas – castas brancas, só no topo da Quinta, cujo ponto mais alto é a ‘Casa Redonda’ a 550 metros de altitude.
De uma beleza extrema, tem vinhas com mais de 80 anos e encostas com 70 graus de declive…
… sendo a quinta mais emblemática da Real Companhia Velha – e também o nome da sua marca de vinhos topo de gama: 'Carvalhas'.













Quinta das Carvalhas
Ver também:

Pedro Silva Reis, Presidente da Real Companhia Velha… e o filho Pedro O. Silva Reis, Trade Marketing Manager
Ir ao Douro visitar a Real Companhia Velha é uma viagem ao passado… e ao futuro.
Permitindo conhecer os grandes vinhos que a Companhia produz… e deixando perceber que os que estão agora a ser preparados serão clássicos das próximas décadas.
Com efeito, para além de ser uma das mais antigas empresas portuguesas, fundada em 1756 por D. José I sob os auspícios do Marquês de Pombal, a Real Companhia Velha é também um exemplo de inovação, de experimentação e de utilização das mais modernas tecnologias – incluindo drones (aeronaves não tripuladas) para monitorizar as vinhas…
E sempre com uma mentalidade muito aberta. A Real Companhia Velha tem mais de 540 hectares de vinhas próprias no Douro, espalhadas por cinco quintas (Carvalhas, Aciprestes, Cidrô, Casal da Granja e Síbio) mas recusa focar-se num único perfil de vinhos, apostando antes na diversidade – diversidade de estilos, de castas, de tipos de vinho… de tudo!
Daí ser tão interessante ir ao terreno ver o exacto local onde nascem as concretas uvas de cada um dos diferentes vinhos que a Real Companhia Velha produz…
… e compreender como essa específica conjugação de solo, altitude, exposição solar, microclima, casta, idade da videira, etc., origina vinhos cujas características, quando os bebemos, conseguimos perceber serem precisamente uma consequência directa e uma manifestação expressa desses vários factores que vimos na visita.
Sim, porque, para percebermos verdadeiramente um vinho, não basta bebê-lo. Há que conhecer onde é feito, como é feito e por quem é feito – ora, foi tão-só isto o que a notável viagem à Real Companhia Velha permitiu.
Vida longa à Real Companhia Velha!
Ver também:
Almoço nas Caves... da Real Companhia Velha
Almoço na piscina... da Quinta das Carvalhas
Jantar na Casa Redonda... da Quinta das Carvalhas: (I) A Casa Redonda
Jantar na Casa Redonda... da Quinta das Carvalhas: (II) O Jantar
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.