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Fernando Melo… e os Alvarinhos evoluídos

por Raul Lufinha, em 27.07.15

Fernando Melo

Alvarinho Wine Fest Monção e Melgaço

O vinho da casta Alvarinho…

… tem uma longevidade notável!

Mas o que impressiona ainda mais…

… é a sua capacidade de evolução!

Na verdade, com o tempo, o vinho Alvarinho não envelhece…

… evolui!

E torna-se maior!

Conseguindo chegar onde no início não ia!

Fernando Melo

Fernando Melo

Daí a importância de que, num evento como o Alvarinho Wine Fest…

… em que os produtores de Monção e Melgaço vieram a Lisboa celebrar o Verão com a frescura dos seus Alvarinhos…

… tenha havido igualmente uma prova de vinhos Alvarinhos... evoluídos!

A qual foi superiormente conduzida e comentada por Fernando Melo, crítico de vinho e comida.

Fernando Melo

… e a prova comentada dos Alvarinhos evoluídos

Tendo o primeiro desafio sido uma vertical da Quinta de Alderiz…

… com a prova dos Alvarinhos de 2008, 2005 e 2003.

Começando do mais recente para o mais antigo…

… ficou desde logo a constatação de que, com o tempo, o Alvarinho torna-se um vinho ainda maior!

Igualmente interessante foi, após o de 2003, regressar ao de 2005 e verificar que o de 2003 não chega a ir onde foi o extraordinário Alvarinho daquela garrafa de 2005 – intenso, amargo, complexo!

Quinta de Alderiz

Quinta de Alderiz: 2008, 2005 e 2003

Depois, num segundo momento, três produtores diferentes…

… Portal do Fidalgo (2007), Quintas de Melgaço (2004) e Reguengo de Melgaço (2001)…

… e a mesma conclusão – a enorme capacidade evolutiva dos vinhos da casta Alvarinho.

Portal do Fidalgo, Quintas de Melgaço,Reguengo de Melgaço

Portal do Fidalgo 2007 / Quintas de Melgaço 2004 / Reguengo de Melgaço 2001

A seguir, novamente uma prova vertical.

Desta vez, Dona Paterna…

… das colheitas de 1998, 1995 e 1993.

Tendo este último Alvarinho, com mais de 20 anos, encantado pela elegância e mineralidade.

Dona Paterna

Dona Paterna: 1998, 1995, 1993

Já no quarto e último momento, apenas dois vinhos.

O Alvarinho da Quinta do Regueiro de 2008…

… e o sublime Soalheiro do ano de 1997, o vinho mais marcante de toda a prova!

Quinta do Regueiro e Soalheiro

Quinta do Regueiro 2008 / Soalheiro 1997

Tendo sido uma sessão espetacular…

… recheada de momentos de partilha e aprendizagem!

Enquanto se provavam alguns dos melhores vinhos…

… que se produzem em Portugal!

Fernando Melo

Fernando Melo

Obrigado, Fernando!

 

Ver também:

Os Alvarinhos de Monção e Melgaço… em Lisboa

 

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publicado às 00:08

Post do Mesa do Chef… impresso e plastificado

por Raul Lufinha, em 02.10.14

Ângelo Rocha em Coimbra… com o post plastificado

Ângelo Rocha, o proprietário da loja de produtos biológicos Miosótis, em Lisboa…

… ao visitar uma loja em Coimbra chamada BioEscolha

… reparou que, junto às garrafas do novo Soalheiro Primeiras Vinhas 2013…

… estava um post do blog Mesa do Chef… impresso e plastificado!

Já agora, era este o post:

Quando o melhor vinho branco português é… biológico!

 

Fotografia: Emanuel Romão / Gasshô (Setúbal)

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publicado às 00:48

Arenque-Beterraba… na TARTAR-IA

por Raul Lufinha, em 12.06.14

Gebhard Schachermayer

Receita de Dieter Koschina, Arenque-Beterraba é um dos três tártaros de peixe criados pelo chef do VILA JOYA para a TARTAR-IA, no renovado Mercado da Ribeira, em Lisboa.

E em que, para além do sabor refrescante do peixe e da beterraba, se destaca igualmente o rábano-picante (daikon) e uma suave maionese de maçã verde…

… bem como os croutons e os pistácios, que conferem ao prato uma agradável textura crocante.

 

… e o Tártaro Arenque-Beterraba

Tudo muito fresco… a combinar na perfeição com o elegante e mineral Soalheiro Alvarinho 2013.

 

Ver também:

Os tártaros de Dieter Koschina

Gebhard Schachermayer e o Salmão Tartini

Fourme d'Ambert - Radicchio, um tártaro vegetariano

A TARTAR-IA também tem... sobremesas

 

Fotografias: Marta Felino

TARTAR-IA | Time Out Mercado da Ribeira, Av. 24 de Julho, Lisboa, Portugal | Chef Gebhard Schachermayer

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publicado às 18:49

Quando o melhor vinho branco português é… biológico!

por Raul Lufinha, em 02.03.14

Esta história do “melhor” é sempre relativa – tudo não passa de uma questão de gosto e cada um tem o seu.

Mas para os 18 jurados – críticos, sommeliers, líderes de opinião e jornalistas de Portugal, Brasil, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Suécia e Reino Unido – que este fim de semana provaram e avaliaram um conjunto de vinhos pré-selecionados pela revista WINE - A Essência do Vinho de acordo com as classificações obtidas ao longo do último ano…

… o melhor vinho branco português lançado em 2013 é biológico: o Soalheiro Primeiras Vinhas 2012, produzido a partir de uvas exclusivamente da casta Alvarinho provenientes das primeiras vinhas (vinhas velhas) com mais de 30 anos, da Quinta de Soalheiro, na região dos Vinhos Verdes, sub-região de Monção e Melgaço.

Para se perceber a importância da distinção e a qualidade dos vinhos avaliados, basta dizer que o melhor tinto foi o Pintas 2011, do Douro, que tinha recebido 98 pontos da revista norte-americana Wine Spectator, a mais alta pontuação de sempre dada a um vinho não-generoso português. Já o melhor Vinho do Porto Vintage foi o Graham’s The Stone Terraces Vintage 2011.

Claro que o ser biológico não é um selo automático de qualidade, é apenas o modo de produção.

Mas se a utilização de menos químicos permite produzir frutas, legumes e ovos de elevada qualidade e sabor autêntico… seria de estranhar se não possibilitasse a produção de grandes vinhos.

O que é preciso é que sejam bem trabalhados na vinha… e pouco manipulados na adega.

Como tem sucedido repetidas vezes com o Soalheiro Primeiras Vinhas.

Podemos sempre discutir se será “o melhor” mas é indiscutível estarmos perante um vinho excepcional…

… muito gastronómico…

… e biológico!

 

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publicado às 01:39

SÃO GABRIEL: (VII) Pregado & Ruibarbo

por Raul Lufinha, em 22.06.13

"Filete de Pregado"

Para prato de peixe do menu de degustação, o chef Leonel Pereira escolheu um saboroso filete de pregado cozinhado em vapor de citrinos.

Acompanhado de um apurado jus de caranguejos da Ria Formosa que incluía hortelã, bem como de um cremoso de aipo, de espargos brancos com laranja e, ainda, de ruibarbo, cuja intensa acidez dava uma frescura adicional ao conjunto.

Sendo finalizado com uma beldroega e pó de azeitonas…

… e harmonizado com o Soalheiro Alvarinho 2012.

(continua)

Fotografias: Marta Felino / Flash Food

SÃO GABRIEL | Estrada Vale do Lobo, Quinta do Lago, Almancil, Portugal | Chef Leonel Pereira

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publicado às 20:18

Pôr-do-sol na varanda de HENRIQUE LEIS

por Raul Lufinha, em 03.09.12

 

Em Portugal janta-se tarde – jantar cedo é para turista.

 

Mas nos restaurantes com espaço ao ar livre e vista desafogada, nomeadamente nos do Algarve e no Verão, o segredo para se desfrutar de uma experiência mais completa e enriquecedora é ir jantar ainda com luz natural, de modo a poder observar-se à mesa o contraste entre o vagaroso pôr-do-sol e a subsequente escuridão da noite.

 

Ora, um desses locais que justifica uma antecipação do início da refeição é a varanda do restaurante homónimo do chef Henrique Leis, na parte alta de Almancil e com vista para o mar.

 

Pode escolher-se à carta, mas o menu de 4 pratos é a solução mais equilibrada: entrada, peixe, carne, sobremesa.

 

Escolhas feitas, veio o pão, mais a manteiga e um saboroso patê de aves:

 

 

E a seguir um aperitivo: creme de cogumelos, acompanhado do já clássico (e excepcional) macaron de beterraba com mousse de foie gras e ainda de duas bolinhas, uma de bacalhau (na verdade, um pastel de bacalhau mas com uma textura muito suave e aveludada) e outra de porco com glacé de ervas:

 

 

A entrada foi Ovo “à la Coque” com Caviar Fumado Imperial:

 

 

O prato de peixe, Lagosta de Sagres com Citrinos “à la Antiboise”. Com um crocante de tinta de choco para fazer lembrar uma rede de pesca:

 

 

E o prato de carne, Lombo de Novilho Angus com um Gel de Risotto com Trufa:

 

 

A sobremesa do menu era um Panaché (ou seja, uma mistura) de Sobremesas, que incluía nomeadamente crepe de banana, charlotte de maçã, morangos biológicos confitados, 3 crumbles de especiarias, 2 framboesas biológicas, figo confitado e gelado de morango com framboesa:

 

 

Contudo, a pedido da mesa, o chef Henrique Leis aceitou trocar um dos panachés por uma das suas mais emblemáticas sobremesas, que actualmente se chama “Paleta Para os Amantes de Puro Chocolate” (ou não fosse o chef também pintor) mas que no passado já teve designações como “Extravagância de Chocolates”, “Abondance Gourmande” ou “Variações de Chocolates”. Continua a ter tanta procura que o chef não a consegue tirar da carta – e então o que vai alterando é apenas o nome... E ainda bem – é chocolate trabalhado de 9 formas diferentes! Absolutamente divinal:

 

 

 

Finalmente vieram as mignardises – telhas, macarons com suspiro e trufas de chocolate:

 

Fotografias: MFR

 

Tendo o menu sido acompanhado pelo fresco Soalheiro Primeiras Vinhas 2011.

 

Com 1 * Michelin desde o ano 2000, o chef brasileiro Henrique Leis continua em grande forma.

 

HENRIQUE LEIS | Vale Formoso, Almancil, Portugal | Chef Henrique Leis

 

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publicado às 00:03


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