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Moscatéis de Setúbal… numa masterclass de Manuel Moreira

por Raul Lufinha, em 13.12.15

Manuel Moreira

Manuel Moreira

Na 2.ª edição do “Vinhos no Pátio”, evento produzido pela Essência do Vinho que decorreu em Lisboa no Pátio da Galé, ao Terreiro do Paço…

… o escanção Manuel Moreira conduziu uma prova comentada dedicada ao Moscatel de Setúbal.

Não apenas um dos grandes vinhos generosos portugueses...

... a par de Portos, Madeiras e, em tempos que talvez já não voltem, Carcavelos…

… mas também do mundo!

Manuel Moreira e o Excellent Superior Moscatel Roxo

Manuel Moreira e o Excellent Superior Moscatel Roxo

Aberta ao público mediante inscrição prévia…

… foi num ambiente didático e de conversa informal que Manuel Moreira apresentou a região, as duas principais castas (Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo), o método de vinificação, as diversas designações permitidas pela legislação em vigor e o estilo, jovem ou clássico, do Moscatel de Setúbal.

Tendo-se depois passado à prova de seis vinhos, todos eles extraordinários mas muito distintos entre si, o que, só por si, justifica o quão notável e enriquecedor é este exercício de comparação.

Primeiro, o jovem Moscatel de Setúbal de Paulo Malo, da colheita de 2009.

A seguir, com um perfil completamente diferente, mais potente e volumoso mas com uma boca leve e delicada, o Moscatel de Setúbal da Casa Agrícola Horácio Simões, de 2012.

Ao terceiro vinho, o primeiro Moscatel Roxo. O Bacalhôa Moscatel Roxo Superior do ano de 2002, em que se destacam os aromas fumados, resultantes de um estágio de 8 anos em barricas de whisky, bem como uma acidez vigorosa e uma boa estrutura, para o que terão contribuído as enormes amplitudes térmicas a que o vinho foi sujeito em estufa, as quais terão acelerado todo o processo.

Depois, o Alambre 20 anos da José Maria da Fonseca, um lote 100% Moscatel de Setúbal, feito com 19 colheitas, em que a colheita mais recente tem no mínimo 20 anos e a mais antiga quase 80, resultando num vinho sedutor e complexo, com notas de madeira velha no nariz e uma boca muito poderosa.

O penúltimo vinho foi o Moscatel de Setúbal 30 anos "Edição Especial do Centenário" da adega Venâncio da Costa Lima, da qual foram produzidas 2700 garrafas – muito aveludado e com uma frescura incrível.

Tendo Manuel Moreira escolhido, para encerrar a prova comentada dos Moscatéis de Setúbal, o absolutamente extraordinário Excellent Superior Moscatel Roxo da Casa Agrícola Horácio Simões. Com uma potência, uma intensidade e uma cremosidade inigualáveis, é um vinho feito exclusivamente com a variedade Moscatel Roxo, após estagiar 10 anos em barricas de carvalho francês e a partir somente das melhores barricas dos melhores anos da década de 2000. O nome diz tudo, Excellent mesmo!

Moscatéis de Setúbal

Malo Moscatel de Setúbal 2009

Família Horácio Simões Moscatel de Setúbal 2012

Bacalhôa Moscatel Roxo Superior 2002

Alambre 20 anos

Venâncio da Costa Lima Moscatel de Setúbal 30 anos "Edição Especial do Centenário"

Excellent Superior Moscatel Roxo Década 2000

 

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publicado às 23:59

O mar de Sesimbra… nos 65 anos do RIBAMAR

por Raul Lufinha, em 10.05.15

Hélder e Rita Chagas

Hélder e Rita Chagas

É notável um restaurante fazer 65 anos!

Mas, no caso do emblemático restaurante de peixe e marisco de Sesimbra, é ainda mais extraordinário…

… uma vez que, na verdade, o que se celebra é o futuro do RIBAMAR!

O que se celebra é o RIBAMAR… ter o seu futuro assegurado!

Não apenas porque neste momento já é a Rita – neta do fundador e filha de Hélder Chagas – a tomar conta da cozinha, sendo, como referiu o seu Pai, “o presente do RIBAMAR”…

… mas também, e principalmente, porque a Rita Chagas – mantendo a essência de um restaurante focado na excelência do que o mar de Sesimbra dá – está a fazer o que o seu Pai já tinha feito…

… ou seja, está a renovar a oferta do RIBAMAR, criando o seu próprio estilo.

E com uma qualidade incrível!

Como se viu na épica degustação das preciosidades marinhas das águas de Sesimbra…

… comemorativa dos 65 anos do RIBAMAR. 

RIBAMAR

RIBAMAR – 1950-2015 – 65 anos

Trio maravilha

Pé-de-Burro… do areal de Tróia / Ostra… do estuário do Sado / Amêijoa… da Lagoa de Albufeira

Ouriço

Ouriço-do-Mar… apanhado na Praia da Foz

Trio maravilha

Carabineiro… das águas do Cabo Espichel / Navalha… de Tróia / Mexilhão… da Lagoa de Albufeira

Bem bonito

Perceves e Caramujos… apanhados no Calhau da Cova

Grande par

Navalheira e Lagostim da Pedra… da Praia das Lagosteiras

O tártaro era translúcido!

Tártaro de Lagostim… das águas do Cabo Espichel

Tudo para comer!

Caranguejo de Casca-Mole… de Tróia… com molho de abacate e lima

Hélder e Rita Chagas

Hélder e Rita Chagas… num brinde ao RIBAMAR

Anémona

Anémona frita… da Praia da Foz

Ova de choco

Ova de Choco… do estuário do Sado

Duas saladinhas

Saladinhas... de Polvo, das águas do Cabo Espichel… e de Chocos, do estuário do Sado

... o creme é maravilhoso

Abrótea… das profundezas do Espichel… com creme de Ouriços

Salmonete

Salmonete… do Portinho da Arrábida… com manteiga dos fígados

Fez sucesso no Peixe em Lisboa!

Preguinho de Espada… do Cabo Espichel

Robalo

Robalo… do Cabo Espichel… com creme de Lagostins

Quinta de Camarate

Para o último prato, já não foi um branco: Quinta de Camarate tinto 2009… em magnum

Sopa Rica

Sopa Rica de Peixes e Mariscos… apanhados ao largo do Cabo Espichel

A cozinha

A cozinha

Na cozinha do RIBAMAR… a preparação da sobremesa

Pêra e Tomate

Pêras, Manjericão e Compota de Tomate (feita no RIBAMAR)

Moscatel de Setúbal

Moscatel de Setúbal 1999

Marginal

RIBAMAR… na marginal de Sesimbra

 

Como referiu Vítor Sevilhano no seu discurso...

... vida longa ao RIBAMAR!

 

RIBAMAR | Avenida dos Náufragos, 29, Sesimbra, Portugal |Chefs Hélder e Rita Chagas

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publicado às 23:59

Harmonização de queijos e vinhos… por João Paulo Martins

por Raul Lufinha, em 14.11.13

João Paulo Martins

Jornalista da Revista de Vinhos e autor do guia Vinhos de Portugal, coube a João Paulo Martins conduzir a sessão de harmonização de queijos e vinhos promovida no âmbito do “Encontro com o Vinho e Sabores 2013” e aberta ao público.

Para tal, João Paulo Martins escolheu cinco queijos diferentes e dois vinhos por queijo, de modo a que se percebessem as correspondentes diferenças de harmonização.

Cinco queijos: Chèvre (na posição das 12h00), Serra da Estrela, queijo da ilha açoriana da Graciosa, Terrincho e Stilton

O Chèvre funcionou melhor com um branco novo (Senhoria Alvarinho 2010, Ideal Drinks) do que com um tinto jovem (Campolargo Alvarelhão 2012).

O mesmo se passou com o Serra da Estrela: o branco com madeira (Pasmados 2009, José Maria da Fonseca) resultou melhor do que o tinto jovem e de taninos polidos (Duorum 2012) – tendo sido rejeitados os tintos de taninos vivos, dado que matariam o queijo.

O tinto voltou ainda a perder nos queijos picantes: o LBV Quinta do Noval Unfiltered 2007 ligou melhor com um queijo da ilha açoriana da Graciosa e com o Terrincho do que o clássico alentejano Cartuxa Reserva 2009, da Fundação Eugénio de Almeida.

Finalmente, com o queijo azul inglês Stilton, um colheita tardia (Grandjó Late Harvest 2008, da Real Companhia Velha) e um vintage novo (S.J Vintage Port Single Quinta 2011, da Quinta de São José). Duas soluções diferentes que resultaram bastante bem.

Oito vinhos: Senhoria Alvarinho branco 2010, Campolargo Alvarelhão tinto 2012, Pasmados branco 2009, Duorum tinto 2012, Cartuxa Reserva tinto 2009, Quinta do Noval Unfiltered LBV 2007, Grandjó Late Harvest 2008, S.J Vintage Port Single Quinta 2011

Desta profícua sessão com João Paulo Martins, para além da renovada tentativa de se desfazer o mito generalizado de que a melhor ligação do queijo é com vinho tinto – não é! – ficaram ainda três grandes ideias:

– os queijos mais frescos (por exemplo, Chèvre) pedem vinhos brancos frutados e novos;

– os queijos com mais gordura (por exemplo, Serra da Estrela) exigem brancos com madeira; e

– os queijos mais fortes (Stilton, Roquefort, Picante de Castelo Branco, etc.) necessitam de vinhos doces (por exemplo, colheita tardia ou vintage).

 

Fotografias: Marta Felino / Flash Food

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publicado às 03:59

O FAIA: (VII) Trilogia de sobremesas

por Raul Lufinha, em 11.06.13

Para o final, o chef Carlos Abreu preparou uma trilogia das melhores sobremesas d’O FAIA:

– Encharcada de ovos;

– Crumble de Pêra Rocha do Oeste cozida em vinho branco e açafrão, com gelado de nata e pêra desidratada; e

– Sericaia com ameixa de Elvas.

Harmonizadas com o Moscatel Roxo da Colecção Privada de Domingos Soares Franco da colheita de 2003.

(continua)

O FAIA | Rua da Barroca, 54-56, Bairro Alto, Lisboa, Portugal | Chef Carlos Abreu

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publicado às 19:28


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