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Visita à Quinta de Castelo Melhor (Duorum): (VI) A loucura das cotas… e da biodiversidade

por Raul Lufinha, em 26.07.13

Duorum O. Leucura Cota 200 e Duorum O. Leucura Cota 400

Na Quinta de Castelo Melhor, o clima é diferente consoante se esteja lá em baixo perto do Douro ou cá em cima, no topo da propriedade.

Junto ao rio, é mais quente, mais abafado – corre menos aragem, para além de o xisto e a água reflectirem o calor.

Cá em cima, é muito mais fresco e arejado.

Ora, como é sabido, os grandes vinhos do Douro misturam uvas de diferentes altitudes – desde logo, o Barca Velha.

Mas o que é absolutamente notável é conseguir perceber o efeito que por si só esta diferença de altitude (e consequentemente de clima) gera nos vinhos.

Porém, tal comparação só será possível se tivermos um vinho de cada altitude.

Pois foi precisamente isso que a Duorum fez.

Da colheita de 2008 e da mesma exacta vinha, criou dois vinhos tintos diferentes: um, com as uvas da encosta, com as uvas da cota mais baixa (o “Cota 200”); e outro, com as uvas da cota alta (o “Cota 400”).

E o que é impressionante verificar é que, antes de mais, os vinhos, apesar de serem da mesma vinha, são efectivamente diferentes – ou seja, a mesma vinha dá vinhos diferentes consoante a altitude das uvas utilizadas.

E mais esmagador ainda é constatar que o vinho reproduz as sensações que temos perante essas diferentes altitudes: o “Cota 200” é muito concentrado, muito intenso, muito fechado; já o “Cota 400” é mais fresco, com maior acidez, mais redondo.

Daí que seja essencial prová-los em conjunto. Um só faz sentido por referência ao outro. E apenas provando os dois se consegue ter a experiência única de descodificar esse efeito da altitude no Douro Superior.

A diferença está na altitude

Quanto ao nome dos vinhos, é uma referência a outra marca da Duorum, o respeito pela biodiversidade.

Com efeito, na Quinta de Castelo Melhor nidifica uma águia-de-Bonelli – ave de rapina de grandes dimensões e espécie em perigo de extinção – pelo que, quando a quinta foi criada, houve a necessidade de seguir as melhores práticas ambientais e de conservação da natureza.

O que teve a inesperada consequência do aparecimento na quinta de um pássaro raro, com a plumagem preta e a cauda branca, que se julgava extinto na região (devido aos químicos que lhe matam o alimento): o chasco-preto (Oenanthe leucura), também conhecido como o “pássaro do vinho do Porto”.

O qual deu o nome aos vinhos da cota baixa e da cota alta.

E provavelmente transformar-se-á num símbolo da Duorum.

Gravura na casa principal da Quinta de Castelo Melhor

Duorum | Quinta de Castelo Melhor, EN 222, Km 216,18, Vila Nova de Foz Côa, Portugal 

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publicado às 01:54

Visita à Quinta de Castelo Melhor (Duorum): (V) Colheita e Reserva

por Raul Lufinha, em 25.07.13

Duorum Reserva - Vinhas Velhas 2009

Durante o almoço foram servidos vinhos tintos.

Primeiro, o Duorum Colheita 2011. Touriga Franca (40%), Touriga Nacional (40%) e Tinta Roriz (20%).

A seguir, o Duorum Reserva - Vinhas Velhas 2009. Produzido maioritariamente a partir de vinhas centenárias, com predominância de Touriga Nacional (45%), Touriga Franca (45%), Tinta Roriz (5%) e Sousão (5%).

Duorum | Quinta de Castelo Melhor, EN 222, Km 216,18, Vila Nova de Foz Côa, Portugal

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publicado às 19:50

Visita à Quinta de Castelo Melhor (Duorum): (IV) Dois Tons

por Raul Lufinha, em 24.07.13

Tons de Duorum Branco 2012

A prova dos jornalistas e bloggers que acompanharam a 2.ª edição do Festival do Vinho do Douro Superior começou pelos dois Tons de Duorum – o branco e o tinto – ambos produzidos com uvas provenientes de vinhas localizadas a cota elevada (400-600m).

Primeiro, aquele que é actualmente o único branco do portfolio da Duorum, o Tons de Duorum Branco 2012 – Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto e Moscatel.

Depois, o Tons de Duorum Tinto 2011 – Touriga Franca (50%), Touriga Nacional (30%) e Tinta Roriz (20%).

Amêndoas fritas em azeite

Nos aperitivos que os acompanharam destacaram-se umas fabulosas amêndoas ainda quentes, acabadas de fritar em azeite numa frigideira e colocadas directamente no prato sem terem sido passadas por um papel que lhes absorvesse a saborosa gordura do azeite. E com muito sal. Tendo a vantagem adicional do efeito anti-alcoólico.

Pão torrado com azeite

Bem como umas torradas embebidas generosamente em azeite transmontano.

Duorum | Quinta de Castelo Melhor, EN 222, Km 216,18, Vila Nova de Foz Côa, Portugal

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publicado às 23:33

Visita à Quinta de Castelo Melhor (Duorum): (III) A casa

por Raul Lufinha, em 23.07.13

Com uma vista privilegiadíssima sobre o vale do Douro…

… também a casa principal da Quinta de Castelo Melhor foi construída de raiz.

Dispondo de uma luz imensa, fica na parte mais elevada da quinta.

Sendo um local de excelência, para receber os visitantes que pretendem conhecer o projecto…

… e para dar a provar os vinhos da Duorum.

Ao lado da casa e igualmente em xisto, foi ainda construído um telheiro coberto, com forno a lenha.

Duorum | Quinta de Castelo Melhor, EN 222, Km 216,18, Vila Nova de Foz Côa, Portugal

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publicado às 23:08

Visita à Quinta de Castelo Melhor (Duorum): (II) A quinta

por Raul Lufinha, em 23.07.13

Figuras incontornáveis do universo do vinho em Portugal, João Portugal Ramos e José Maria Soares Franco são o duo do projecto Duorum.

“Duorum”, palavra latina que, apesar de fazer lembrar o nome “Douro”, na verdade significa “de dois” – de dois enólogos, de duas regiões, de duas sub-regiões durienses, de duas altitudes.

O centro do projecto Duorum é a Quinta de Castelo Melhor, no concelho de Vila Nova de Foz Côa, em pleno Douro Superior.

Construída a partir do zero na margem esquerda do rio Douro, a quinta resulta da reunião de mais de 60 artigos matriciais de terrenos virgens e incultos, que foram adquiridos, transformados numa única propriedade e, a maioria deles, preparados para o cultivo da vinha.

 

A opção recaiu depois em plantar apenas castas portuguesas – Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, bem como Sousão e Tinta Francisca, para os vinhos tintos; Viosinho, Rabigato, Verdelho e Arinto, para os brancos.

Para além das vinhas próprias da Quinta de Castelo Melhor, o projecto Duorum inclui ainda mais duas vinhas arrendadas.

Lançado em 2007, outra das marcas do projecto é o respeito pela biodiversidade e pelo equilíbrio ambiental, assim como o muito cuidado enquadramento paisagístico.

Junto ao rio, no extremo da quinta, fica ainda o edifício da antiga estação ferroviária de Castelo Melhor, outrora integrada na linha do Douro, que foi desactivada em 1988.

Duorum | Quinta de Castelo Melhor, EN 222, Km 216,18, Vila Nova de Foz Côa, Portugal

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publicado às 02:37

Visita à Quinta de Castelo Melhor (Duorum): (I) O dito castelo

por Raul Lufinha, em 22.07.13

O castelo de Castelo Melhor

Conduzida por João Perry Vidal, Director Técnico da Viticultura da Duorum, a visita dos jornalistas e bloggers que acompanharam o 2.º Festival do Vinho do Douro Superior começou ainda antes da chegada à quinta, com uma subida ao Miradouro de São Gabriel, para uma deslumbrante vista panorâmica sobre a região do Douro…

… incluindo o que resta do dito castelo leonês da povoação de Castelo Melhor, fundada no final do século XII pela coroa de Leão e que só passou definitivamente para controlo português com o Tratado de Alcanizes (1297).

Duorum | Quinta de Castelo Melhor, EN 222, Km 216,18, Vila Nova de Foz Côa, Portugal

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publicado às 00:22


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