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CRIATURA, o novo restaurante do Verride Palácio Santa Catarina

por Raul Lufinha, em 21.03.18

Bruno Carvalho na sala principal do CRIATURA

Bruno Carvalho, na sala principal do CRIATURA

Depois do gastrobar SUBA, no topo do Verride Palácio Santa Catarina, o boutique hotel de 19 quartos junto ao Largo do Adamastor, em Lisboa, acabou de abrir um novo espaço de restauração, o CRIATURA.

Fica no piso inferior e funciona como restaurante de rua, tendo entrada através da Travessa da Portuguesa.

Está aberto de terça a sábado, das 12h00 à 00h00, e durante a semana dispõe de menu executivo ao almoço.

A carta é assinada igualmente por Bruno Carvalho, chef executivo do Verride.

O qual apresenta no CRIATURA uma proposta gastronómica baseada nos pratos tradicionais da cozinha portuguesa, com influências dos territórios por onde passaram os navegadores quinhentistas.

Couvert

Couvert

Bivalve fresco do dia – Berbigão

Bivalve fresco do dia – Berbigão

Croquetes de leitão

Croquetes de leitão

Camarão ao alho e malagueta

Camarão ao alho e malagueta

Tempura de caranguejo de casca mole com wakame e pepino

Tempura de caranguejo de casca mole com wakame e pepino

Moelas à moda de Lisboa

Moelas à moda de Lisboa

Arroz de línguas de bacalhau

Arroz de línguas de bacalhau

Carnaval da Bica / Coconut mousse with pineapple and passionfruit

Carnaval da Bica / Coconut mousse with pineapple and passionfruit

Leite-creme de cumaru e gelado de tomilho-limão

Leite-creme de cumaru e gelado de tomilho-limão

Bebinca

Bebinca

Pudim Abade de Priscos com sorbet de laranja

Pudim Abade de Priscos com sorbet de laranja

O nosso bolo de chocolate

O nosso bolo de chocolate

Sala principal

Sala principal

Sala principal

Sala principal, vista das escadas para o piso superior

Sala principal

Sala principal

Do bar, a sala principal

Sala principal, vista do bar

Corredor

Corredor

Bar

Bar

A entrada do CRIATURA

A entrada do CRIATURA, pela Travessa da Portuguesa

 

CRIATURA

Verride Palácio Santa Catarina, Rua de Santa Catarina, 1, Lisboa, Portugal

Chef Bruno Carvalho

 

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publicado às 16:21

Charutos… de chocolate

por Raul Lufinha, em 20.03.18

Charuto, L’ÉCLAIR, Dia do Pai, 2018

Charuto, L’ÉCLAIR, Dia do Pai, 2018

O charuto de chocolate é um clássico!

Ainda hoje associado ao imaginário masculino, foi o escolhido pela “patisserie française” L’ÉCLAIR, em Lisboa, para a edição especial do Dia do Pai.

E estava maravilhoso!

Sobressaindo os sabores a chocolate, café e Baileys.

Com efeito, vinha recheado com uma ganache do irish cream Baileys e um creme de café – duas boas sugestões de harmonização.

E a cinza era feita de crumble e grué de cacau.

Tendo igualmente trazido à memória outros ótimos charutos de chocolate:

O de Bruno Rocha, no EMO do então Tivoli Victoria;

O do dinarmarquês William Milsted, no jantar de guerrilha do projeto SILVER SPOON dedicado aos vícios;

E também o de Cláudio Pontes e do chef pasteleiro Pedro Freitas, no AVIZ.

“Soufflé beirão, o soufflé de Portugal!” – Cláudio Pontes, AVIZ, 2014

“Soufflé Beirão, o soufflé de Portugal!” – Cláudio Pontes, AVIZ, 2014

“Pushers & Pimps” – William Milsted, SILVER SPOON, 2014

“Pushers & Pimps” – William Milsted, SILVER SPOON, 2014

"Habanero" – Bruno Rocha, EMO, 2013

“Habanero” – Bruno Rocha, EMO, 2013

 

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

 

L’ÉCLAIR

Av. Duque de Ávila, 44, e Time Out Market, Lisboa, Portugal

 

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publicado às 11:00

“Goût de France” também tem… concursos gastronómicos

por Raul Lufinha, em 18.03.18

Os alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa que participaram na final do concurso gastronómico “Goût de France” 2018

Os alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa que participaram na final do concurso gastronómico “Goût de France” 2018

O “Goût de France / Good France” não são apenas os mais de três mil jantares à francesa que no dia 21 de março irão decorrer um pouco por todo o mundo, trinta e seis dos quais em Portugal.

Com efeito, a celebração da gastronomia francesa, dos seus produtos e dos seus valores, bem como a valorização do destino França, abrange igualmente um vasto conjunto de eventos de natureza gastronómica e cultural organizados pela dinâmica Embaixada de França em Portugal.

Merecendo especial destaque os concursos de gastronomia dirigidos aos alunos das Escolas de Hotelaria e Turismo de Lisboa, Porto e Coimbra.

O Mesa do Chef integrou o júri de Lisboa e deixa aqui a sua homenagem às seis equipas que chegaram à final e prepararam um menu de três pratos (entrada, prato principal e sobremesa) este ano dedicado à cozinha da Nouvelle Aquitaine, a região do sudoeste de França que inclui o País Basco francês e Bordéus.

Mais gratificante do que escolher os premiados, foi reconhecer em cada prato, em cada menu, a enorme garra e vontade de pensar cozinha dos alunos!

Parabéns a todos!

Os membros do júri "Goût de France" 2018

Os membros do júri

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Equipa 1 – Diogo Nunes e Jessica Silva (3.º lugar)

Equipa 2 – Paulo Mourato e Luís Sebastião

Equipa 2 – Paulo Mourato e Luís Sebastião

Equipa 3 – Ricardo Curto e Manuel Maria (1.º lugar)

Equipa 3 – Ricardo Curto e Manuel Maria (1.º lugar)

Equipa 4 – Rita Cruz e António Botelho

Equipa 4 – Rita Cruz e António Botelho

Equipa 5 – Diogo Duarte e Yurg Filipe

Equipa 5 – Diogo Duarte e Yurg Filipe

Equipa 6 – Diogo Lages e Zé Miranda (2.º lugar)

Equipa 6 – Diogo Lages e Zé Miranda (2.º lugar)

O início da prova dos 3 pratos das 6 equipas

O início da avaliação dos 3 pratos das 6 equipas

O anúncio dos resultados

O anúncio dos resultados

A festa dos vencedores

A festa dos vencedores

Manuel Maria e Ricardo Curto, 1º lugar

Manuel Maria e Ricardo Curto, 1.º lugar

 

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publicado às 12:28

21 de março, 36 jantares Goût de France em Portugal

por Raul Lufinha, em 15.03.18

Jean-Michel Casa, Embaixador de França em Portugal

Jean-Michel Casa, Embaixador de França em Portugal

Dia 21 de março vai ser novamente um momento de celebração da gastronomia francesa.

A nível mundial, e também em Portugal, onde haverá trinta e seis jantares Goût de France / Good France, mais quatro do que no ano anterior:

– Ponta Delgada:

  • ANFITEATRO – Chefs Sandro Meireles & Pedro Oliveira

– Funchal:

  • ARMAZÉM DO SAL – Chef Roberto Barros
  • IL GALLO D’ORO – Chef Benoît Sinthon
  • UVA RESTAURANTE & WINE BAR – Chef Thomas Faudry
  • QUINTA DA CASA BRANCA – Chef Carlos Magno

– Vilamoura:

  • LE RENDEZ VOUS – Chef José Niza

– Porches:

  • ATLÂNTICO – Chef Manfred Kickmaier

– Coimbra:

  • ESCOLA DE HOTELARIA E TURISMO DE COIMBRA – Chef Gonçalo Melo

– Aveiro:

  • BISTROQUET 5 BICAS – Chef Sílvia Bodier

– Ovar:

  • RESTAURANTE OXALÁ – Chef João Martins

– Montemor-o-Novo:

  • L’AND – Chef Miguel Laffan

– Porto:

  • LADO B CAFÉ – Chef Artur Ribeiro
  • TAPABENTO – Chefs João Marques e António Silva
  • ESCOLA DE HOTELARIA E TURISMO DO PORTO – Alunos da Escola

– Matosinhos:

  • CHEDDAR GRILL & FONDUE – Chef Pedro Pereira

– Lamego:

  • RESTAURANTE VINTAGE – Chef Filipe Moreira

– Cascais:

  • IPSYLON – Chef Cyril Devilliers

– Lisboa:

  • ADLIB – Chef Daniel Schlaipfer
  • AKLA – Chef Eddy Melo
  • AURA LOUNGE CAFÉ – Chef Duarte Mathias
  • BASTARDO – Chef Duarte Madeira
  • BISTRO EDELWEISS – Chef Ädu Wahlen
  • BOI-CAVALO – Chef Hugo Brito
  • CASA DOS PECADOS – Chef Alana Mostachio
  • COZINHA POPULAR DA MOURARIA – Chef Antoine Legrand
  • EL BULO – Chef Chakall
  • FLOR-DE-LIS – Chef Patrick Lefeuvre
  • GUARDA-MOR – Chef Jean-Raymond Zaragoza
  • LISBOÈTE – Chef Walter Blazevic
  • JNcQUOI – Chef António Bóia
  • PARALELO 45 – Chef Nicolas Breneliere
  • RIVER LOUNGE – Chef Frederic Breitenbucher
  • SALSA ROSA BISTRO – Chef João Mota
  • TASCA DO FRANCÊS – Chef Philippe Remondeau
  • TRANSEPT – Chef Arthur Desbre
  • ESCOLA DE HOTELARIA E TURISMO DE LISBOA – Chef João Sá

 

Mais informações aqui.

 

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publicado às 22:18

Os snacks de António Galapito para Constança Cordeiro… que afinal eram um menu de degustação

por Raul Lufinha, em 13.03.18

António Galapito

António Galapito

Constança Cordeiro, a bartender Raposa Silvestre, apresentou no PRADO cinco produtos da cozinha portuguesa em versão cocktail.

Tendo o restaurante anunciado que iria servir, de acompanhamento, uns snacks, mas sem qualquer pretensão de harmonização e apenas para evitar que as criações alcoólicas caíssem em estâmagos vazios.

Porém, à medida que os snacks foram começando a chegar, percebeu-se que afinal o chef do PRADO tinha preparado algo que era muito mais do que apenas uns petiscos para se ir picando.

Na verdade, o que António Galapito fez foi construir um autêntico menu de degustação, composto por seis momentos!

E que estava maravilhoso!

Começou pelo emblemático conjunto do pão da GLEBA com a manteiga de cabra e a gordura de porco.

E foi em crescendo, até à brutal cabeça de carabineiro recheada com tártaro de Arouquesa.

Para depois acabar numa fresca sobremesa.

Ou seja, de facto, fomos tendo dois jantares que iam avançando em paralelo – os produtos portugueses em cocktails de Constança Cordeiro; e os pratos de António Galapito!

Foi uma noite duplamente memorável no PRADO!

Pão de trigo barbela PRADO-GLEBA + Gordura de porco preto batida, alho e louro + Manteiga fresca de cabra, sal fumado e alface-do-mar

Pão de trigo barbela PRADO-GLEBA + Gordura de porco preto batida, alho e louro + Manteiga fresca de cabra, sal fumado e alface-do-mar

Taco de buzina à Bulhão Pato

Taco de buzina à Bulhão Pato

Taco de buzina à Bulhão Pato

Porco e codium

Porco e codium

Porco e codium

Caldo de lula, batata e ervas

Caldo de lula, batata e ervas

Carabineiro e tártaro de Arouquesa

Carabineiro e tártaro de Arouquesa

Gelado de noz e massa folhada

Gelado de noz e massa folhada

 

Ver também:

 

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

 

PRADO

Travessa das Pedras Negras, 2, Lisboa, Portugal

Chef António Galapito

 

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publicado às 23:45

Os cinco produtos da cozinha portuguesa... que Constança Cordeiro transformou em cocktail

por Raul Lufinha, em 12.03.18

Constança Cordeiro

Constança Cordeiro

Mais conhecida como Raposa Silvestre, Constança Cordeiro está a preparar a abertura do seu bar A TOCA DA RAPOSA, no Largo do Carmo, em Lisboa – se tudo correr como previsto, será em maio.

Sendo também a autora da carta de cocktails do restaurante PRADO, de António Galapito.

Entretanto, dando seguimento ao que já tinha feito nas comemorações do 3.º aniversário do PIGMEU de Miguel Peres, onde transformou dois pratos asiáticos em cocktails que incluíam carne de porco – a Sopa Pho e a Sopa de Miso e Cogumelos –, agora Constança Cordeiro propôs-se recriar em cocktail cinco produtos da cozinha portuguesa!

O evento decorreu na mesa comunal do PRADO, sob o nome de “Clichés Portugueses”.

E contou ainda com o que era suposto serem uns snacks de António Galapito mas que – conforme contaremos no próximo post – foram muito mais do que isso.

Tendo sido uma experiência de cocktails extremamente estimulante, não apenas em termos da combinação de ingredientes mas também dos jogos de texturas e temperaturas!

 

1 – BACALHAU

O primeiro grande produto da cozinha portuguesa que Constança Cordeiro apresentou foi o bacalhau.

Contudo o seu objetivo não era fazer propriamente um cocktail de peixe.

De modo que, inspirada no Bacalhau com Broa, fez uma infusão de broa de milho em vodka e cozeu ainda grelos em xerez e artemísia.

Ou seja, fez um cocktail frio, à base de vodka e xerez em partes praticamente iguais, para ser bebido numa malga.

E que fazia lembrar sake – talvez pela utilização do cereal, embora aqui fosse milho e não arroz.

À parte, fritou então os sames – a bexiga natatória do bacalhau – até ficarem bem crocantes, sobre os quais serviu uma apurada maionese de alho assado, pó de louro e alho.

Um conjunto muito intenso e complexo!

Excelente!

BACALHAU, broa de milho, artemísia e grelos

BACALHAU, broa de milho, artemísia e grelos

 

2 – AZEITE

O segundo produto trabalhado por Constança Cordeiro foi o azeite.

Tendo a Raposa Silvestre preparado um cocktail bastante suave e elegante!

A base era gin e espumante.

Aos quais juntou sumo de tangerina e sumo de limão.

E muito azeite!

Sendo finalizado no topo com erva-prata!

Um cocktail surpreendente, extremamente guloso!

AZEITE, flor de laranjeira, tangerina e uva

AZEITE, flor de laranjeira, tangerina e uva

 

3 – LARANJA

No terceiro cocktail, o objetivo foi trabalhar a laranja.

Tendo juntado ao seu sumo um pouco de limão, para lhe acentuar o sabor cítrico.

Já a base alcoolica era bourbon e brandy.

E a ideia de Constança Cordeiro foi a de envolver o álcool em leite, de modo a dar-lhe uma textura cremosa e aveludada!

No final, ficou ainda na boca o agradável sabor da camomila!

Um conjunto extremamente refrescante!

LARANJA, camomila, leite e limão

LARANJA, camomila, leite e limão

 

4 – VINHO TINTO

Chama-se “Vinho Tinto”, chega à mesa numa garrafa de vinho tinto e até é servido em copos de vinho tinto.

Mas tudo não passa de uma provocação – este cocktail não tem uvas!

É feito com amoras e ameixas fermentadas!

Às quais Constança Cordeiro junta whisky com uma infusão de casca de eucalipto e um pouco de sumo de beterraba.

Apresentando as notas doces da fruta, mas com uma acidez incrível, que vem das amoras e das ameixas fermentadas!

Grande momento!

VINHO TINTO, amora, ameixa, beterraba e eucalipto

VINHO TINTO, amora, ameixa, beterraba e eucalipto

VINHO TINTO, amora, ameixa, beterraba e eucalipto

 

5 – OVO

Por fim, o ovo!

Com efeito, à semelhança dos chefes que não prescindem de um momento dedicado ao ovo nos seus menus de degustação, também Constança Cordeiro fez questão de trabalhar este produto tão nobre e delicado.

Para tal, a Raposa Silvestre fez uns ovos moles, aos quais juntou um xarope de amêndoa com leite de cabra, poejos e brandy.

O resultado foi um cocktail intenso, muito aveludado, com sabor forte a poejos!

E que, devido à presença da amêndoa, também fazia lembrar a Amarguinha, mas num registo muito mais complexo!

Foi um final em grande estilo!

OVO, poejos e amêndoa

OVO, poejos e amêndoa

OVO, poejos e amêndoa

 

Ver também:

 

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

 

PRADO

Travessa das Pedras Negras, 2, Lisboa, Portugal

Chef António Galapito

 

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publicado às 23:11

O inspirador regresso de Pedro Mendes ao Marmòris

por Raul Lufinha, em 09.03.18

Pedro Mendes

Pedro Mendes

Uma das boas notícias desta temporada foi o regresso de Pedro Mendes a Vila Viçosa.

Com efeito, é no Marmòris que a sua cozinha mais brilha.

Por um lado, o hotel dá-lhe liberdade e condições para desenvolver um registo fine dining, de modo a que o restaurante também seja uma bandeira do hotel – aliás, para além da carta, há dois menus de degustação.

E, por outro lado, Pedro Mendes tem igualmente aqui a possibilidade de celebrar os sabores do Alentejo e de, ao mesmo tempo, prosseguir o seu interessantíssimo caminho de recuperação de produtos por muitos considerados menores mas que, depois, transformam uma refeição no Marmòris numa autêntica descoberta – e não é só a bolota!

De facto, sente-se à mesa a felicidade do chef e quão inspirador é o Alentejo para Pedro Mendes!

 

Narcissus

Narcissus | O nome do restaurante do Alentejo Marmòris Hotel & Spa é uma homenagem à flor Narcissus Fernandesii, espécie endémica das pedreiras de mármore de Vila Viçosa que se encontra em risco de extinção.

 

Narcissus

Janela | Da sala é possível observar o ritmo da cozinha.

 

Narcissus

Mesa | Simplicidade e elegância.

 

Manteiga e piso

Manteiga e piso

Manteiga e piso

Manteiga e piso | Uma boa manteiga de vaca, apenas com flor de sal. E a evocação dos sabores de sempre do Alentejo num magnífico e estimulante piso, que Pedro Mendes faz com aquela que é a base da açorda alentejana: azeite, coentros e alho!

 

Pães

Pães | E também uma seleção de bons pães, em que se destaca o “Pão Alentejano” no seu registo tradicional. O qual, aliás, liga na perfeição com o piso, numa conjugação que traz de imediato à memória as inesquecíveis açordas do Alentejo!

 

Amuse-bouche

Amuse-bouche | A primeira aparição da bolota numa brincadeira de Pedro Mendes, que resolveu abrir o jantar com a loiça que habitualmente o costuma encerrar. Na chávena de café, um reconfortante creme quente de mogango (abóbora), levemente doce, com um toque de azeite de trufa. Acompanhado por um saboroso e elegante croquete de farinheira preta – por ser feita com sangue – e bolota. Com uma capa exterior muito fina e frita no ponto, a envolver o interior rico e denso, é depois finalizado no topo com uma intensa mostarda de pimento. Novamente os sabores fortes do Alentejo! O doce, o salgado, o picante, o fumado, as diversas texturas… tudo tão bom! Dava vontade de pedir mais uns dois ou três croquetes!

 

Canja de pombo bravo

Canja de pombo bravo

Canja de pombo bravo

Canja de pombo bravo | Continuando a viagem pelos sabores do Alentejo, Pedro Mendes apresenta uma deliciosa canja de pombo bravo em que o ovo escalfado é de codorniz, o tomilho também brilha e o caldo, servido na mesa, surge deliciosamente avinagrado! Imenso sabor!

 

Pezinhos de coentrada numa homenagem a Paul Bocuse

Pezinhos de coentrada numa homenagem a Paul Bocuse

Pezinhos de coentrada numa homenagem a Paul Bocuse | Ainda num tachinho – a loiça oficial só chegaria na semana seguinte – um grande momento de Pedro Mendes, que presta tributo ao lendário chef francês com a recriação num registo “à la Bocuse” de um grande clássico… da cozinha tradicional alentejana! Excelente!

 

Joaquim Arnaud

Espumante | Para os momentos iniciais do jantar, o novo espumante de Joaquim Arnaud, produzido nas Caves São João, a partir de Chardonnay e Arinto, tendo estagiado em garrafa durante 24 meses.

 

Bacalhau com crosta de azeitona, Brás de algas e pimento assado

Bacalhau com crosta de azeitona galega, Brás de algas e pimento assado | Pedro Mendes usa bacalhau fresco, no ponto certo e a lascar, mas pouco salgado, de modo a ir depois buscar o sal ao crocante da pele e às algas de um delicioso Brás – as quais são, aliás uma referência à cozinha de mar que Pedro Mendes tem praticado em Cascais, no MARIA PIA. Destaque também para o creme de pimentos encarnados assados, simultaneamente doce, picante e fumado! Um grande prato de bacalhau!

 

Quetzal

Branco | O Quetzal Reserva de 2014, muito marcado pela madeira e num registo que, não sendo consensual, ligou muito bem com os sabores fortes e complexos do bacalhau de Pedro Mendes.

 

Borrego em duas texturas, puré de batata e açafrão, creme de espinafre e hortelã e legumes prematuros

Borrego em duas texturas, puré de batata e açafrão, creme de espinafre e hortelã e legumes prematuros

Borrego em duas texturas, puré de batata e açafrão, creme de espinafre e hortelã e legumes prematuros

Borrego em duas texturas, puré de batata e açafrão, creme de espinafre e hortelã e legumes prematuros

Borrego em duas texturas, puré de batata e açafrão, creme de espinafre e hortelã e legumes prematuros | Um tenríssimo e suculento lombo de borrego e um carré, também de borrego, com uma saborosa crosta de pistácio e alecrim, acompanhados por um sedoso puré de batata trabalhado com açafrão, legumes baby e um creme de espinafre e hortelã. Um prato quente e envolvente, que Pedro Mendes finalizou na mesa – primeiro, colocando um crocante de bolota sobre o puré; e depois pincelando uma saborosa e intensa redução do jus com Vinho do Porto. Excelente!

 

Quetzal

Quetzal

Tinto | Para acompanhar o borrego, o chefe de sala Pedro Vieira apresentou o poderoso Cabernet Sauvignon da Quinta do Quetzal, de 2012.

 

Pré-sobremesa

Pré-sobremesa | Na transição de sabores, mais uma referência de Pedro Mendes à “sua” bolota! Sobre um granizado de gengibre e sob a forma de bolota, chocolate e uma mousse de bolota! Um momento muito refrescante!

 

O almeice, maçã e poejo

O almeice, maçã e poejo

O almeice, maçã e poejo | Uma das características mais interessantes da cozinha de Pedro Mendes é a recuperação de produtos esquecidos e desprezados – o exemplo paradigmático é a bolota; mas há outros! Como o “almeice” ou “almece”, um sub-produto do queijo – é o soro, que se obtém do fabrico do queijo, após o aquecimento que se faz para produzir requeijão. Sendo, pois, ao almeice que Pedro Mendes recorre para ir buscar os sabores lácteos que estão na base de uma sobremesa elegante e equilibrada e ao qual junta, num interessante jogo de texturas, a frescura de uma brunoise de ananás e de um gelado de maçã e poejo, a doçura do suspiro, o toque floral das pétalas de rosa nas falsas ovas e ainda o requinte da folha de ouro! Leve, fresca, complexa!

 

Chocolate, ouro, morango e rosas

Chocolate, ouro, morango e rosas | De grande impacto visual, a esfera de chocolate negro de Pedro Mendes esconde no interior uma mousse de chocolate branco com morangos! Sendo depois decorada com pétalas de rosa cristalizadas e flocos de ouro! Um final muito feliz!

 

Mouchão

Licoroso | Para acompanhar os momentos mais doces do jantar, o Vinho Licoroso do Mouchão, de 2011.

 

Alentejo Marmòris

Alentejo Marmòris | Novamente a casa de Pedro Mendes em Vila Viçosa.

 

Ver também:

 

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

 

NARCISSUS

Alentejo Marmòris Hotel & Spa, Largo Gago Coutinho, 11, Vila Viçosa, Portugal

Chef Pedro Mendes

 

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publicado às 23:58

Sommelier… de cerveja

por Raul Lufinha, em 27.02.18

Cilene Saorin

Cilene Saorin apresentando o Curso de Sommelier de Cerveja

Independentemente do que cada um possa entender por “cerveja artesanal”, é indiscutível que existe cada vez mais cerveja de grande qualidade a ser feita em Portugal por pequenos produtores.

E com uma vantagem adicional.

É que estes cervejeiros de diminuta dimensão, apesar de produzirem em pequenas quantidades, fazem-no numa enormíssima variedade de estilos, a maior parte deles com imensa vocação gastronómica.

Ou seja, esta vaga das cervejas ditas artesanais tem tido um extraordinário valor para o consumidor, pois permitiu que a oferta de cerveja passasse a ser muito mais vasta e diversificada.

Porém, para podermos apreciar devidamente esta imensa riqueza, à mesa e não só, é preciso conhecer todo o novo mundo da cerveja, que não para de crescer.

Daí a importância de um curso como o de Sommelier de Cerveja, que a conhecida mestre cervejeira brasileira, beer sommelier e diretora para América Latina e Península Ibérica da Academia Doemens de Munique, Cilene Saorin, veio apresentar a Portugal.

E que é dedicado, desde logo, aos profissionais do serviço de bebidas, cada vez mais chamados a ir além do vinho e a saber também de água, chá, café… e, claro, cerveja. Bem como é igualmente dirigido às pessoas relacionadas profissionalmente com o universo da cerveja. E, ainda, mas não menos importante, também aos próprios entusiastas desta bebida tão especial que estejam interessados em ampliar a sua cultura cervejeira.

Com efeito, o melhor exemplo prático desta nova realidade foi depois dado por Rui Matias, da CERVETECA LISBOA, que após a apresentação de Cilene Saorin, serviu uns petiscos do chef Emídio Concha de Almeida e deu a provar três estimulantes cervejas artesanais portuguesas:

– primeiro, a Adamanteia, uma smoked witbier com notas de laranja e gengibre, que ligou muito bem com o salmão fumado;

– depois, a Metropolitan, uma american pale ale com um toque cítrico;

– e, por fim, servida num cálice, a poderosa Luzia Imperial Stout, feita também com chocolate e café, que funcionou na perfeição com o sempre tão extraordinário quanto difícil de harmonizar Pudim Abade de Priscos.

Adamanteia, da Colossus Craft Brewery

Adamanteia da Colossus Craft Brewery

Adamanteia, da Colossus Craft Brewery

Metropolitan da Dois Corvos Cervejeira

Metropolitan da Dois Corvos Cervejeira

Metropolitan, da Dois Corvos Cervejeira

Luzia Imperial Stout

Luzia Imperial Stout

Luzia Imperial Stout

Pudim Abade de Priscos

Pudim Abade de Priscos

 

CERVETECA LISBOA

Praça das Flores, 63, Lisboa, Portugal

 

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publicado às 00:17

Cinco cervejas artesanais LX

por Raul Lufinha, em 25.02.18

Duarte Cunha e Silva dando as boas-vindas com a Pale Ale da Cerveja LX

Duarte Cunha e Silva dando as boas-vindas com a Pale Ale da Cerveja LX

Dedicado aos sabores de influência asiática, o primeiro dos quatro jantares comemorativos dos três anos do PIGMEU foi harmonizado com as cervejas artesanais LX.

O cervejeiro Duarte Cunha e Silva começou por dar as boas-vindas com a leve Pale Ale, com notas frescas de gengibre.

A seguir apresentou a Crazy Santa, uma cerveja de trigo igualmente leve e que foi a edição especial de Natal da Cerveja LX.

Depois serviu a Rye IPA, uma Indian Pale Ale feita com malte de centeio num estilo exótico, apresentando ligeiras notas de maracujá.

A quarta cerveja da noite foi uma Bock, com o malte muito presente.

E, por fim, Duarte Cunha e Silva apresentou aquela que disse ser a estrela da companhia: uma cerveja preta! Contudo, não era uma Stout mas antes uma Black Rye IPA. Ou seja, uma Rye IPA, consequentemente com o lúpulo muito presente, feita com maltes torrados – embora num registo de grande suavidade!

Crazy Santa

Crazy Santa

Rye IPA

Rye IPA

Bock

Bock

Black Rye IPA

Black Rye IPA

 

Ver também:

 

PIGMEU

Rua 4 de Infantaria, 68, Campo de Ourique, Lisboa, Portugal

Chef João Revés

 

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publicado às 02:02

Pedro Bandeira Abril transformou três clássicos portugueses em pratos de porco asiáticos

por Raul Lufinha, em 23.02.18

Pedro Bandeira Abril na cozinha do PIGMEU

Pedro Bandeira Abril na cozinha do PIGMEU

Para o primeiro dos quatro jantares comemorativos dos três anos do PIGMEU, dedicado aos sabores de influência asiática, Pedro Bandeira Abril fez a ponte entre a cozinha tradicional de matriz bem portuguesa que pratica na TABERNA SAL GROSSO, em Santa Apolónia, e os sabores da Ásia.

De modo que resolveu transformar três clássicos portugueses… em pratos de porco asiáticos!

O primeiro foi o pão com chouriço! Que surgiu na mesa como um bao, com um saboroso recheio de cachaço de porco e aquilo a que se poderia chamar um “molho barbecue chinês”.

Depois, a canja! Que no PIGMEU virou um extraordinário ramen, em que se destacava o caldo, profundíssimo!

E, por fim, o arroz-doce! Tendo Pedro Bandeira Abril fechado o jantar de nove momentos d’Os Porquinhos da Ásia juntando os dois continentes numa excelente sobremesa de sabores intensos, simultaneamente doces e salgados, que ligou o nosso arroz-doce ao sticky rice asiático… e em que, para não faltar o porco do PIGMEU, o chefe da TABERNA SAL GROSSO trabalhou o arroz com toucinho, à semelhança do que se faz no pudim Abade de Priscos! E depois, por cima, Pedro Bandeira Abril não polvilhou o arroz com a habitual canela, mas antes com coco, torrado e ralado, e com presunto desidratado! Excelente!

Char Siu Bao

Pão com Chouriço virou "Char Siu Bao"

Miso Ramen

Miso Ramen

Miso Ramen

Miso Ramen

Miso Ramen

Canja virou "Miso Ramen"

Sticky Coconut Rice

Arroz-doce virou "Sticky Coconut Rice"

 

Ver também:

 

PIGMEU

Rua 4 de Infantaria, 68, Campo de Ourique, Lisboa, Portugal

Chef João Revés

 

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publicado às 23:46


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