Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



PEDRO E O LOBO: (I) Sopa doce

por Raul Lufinha, em 23.05.13

O sabor doce está muito presente na nova carta do PEDRO E O LOBO – e não é apenas nas sobremesas!

Logo a abrir, uma sopa de rabo de boi à qual Diogo Noronha acrescenta pêra-abacate e manga – ambas maduras e num puré doce, a contrastar com o sabor salgado e apurado da carne de rabo de boi desfiada e do caldo. E com a surpresa adicional de se descobrirem algures pistácios crocantes.

"Sopa de rabo de boi, abacate e manga"

(continua)

Fotografias: Marta Felino / Flash Food

PEDRO E O LOBO | Rua do Salitre, 169, Lisboa, Portugal | Chef Diogo Noronha

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:59

Festival do Vinho do Douro Superior em Foz Côa

por Raul Lufinha, em 22.05.13

De 24 a 26 de Maio decorre em Vila Nova de Foz Côa a 2.ª edição do Festival do Vinho do Douro Superior, uma das sub-regiões vinhateiras do Douro.

Com efeito, a Região Demarcada do Douro divide-se em três sub-regiões, cada uma com características específicas: Baixo Corgo (a mais ocidental), Cima Corgo (a sub-região central) e Douro Superior (a mais oriental, que começa no Cachão da Valeira e prossegue até à fronteira com Espanha).

Para além de Vila Nova de Foz Côa, a sub-região do Douro Superior inclui ainda os concelhos vizinhos de Carrazeda de Ansiães, Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Mêda, São João da Pesqueira e Torre de Moncorvo.

E diferencia-se da restante Região Demarcada do Douro por ter uma pluviosidade muito reduzida e uma amplitude térmica bastante elevada, com temperaturas extremas, não apenas no Inverno mas também no Verão, chegando a atingir os 50ºC. Bem como pela orografia, menos acidentada. Características que naturalmente se reflectem nos vinhos aí produzidos.

Organizado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, produzido e dirigido pela Revista de Vinhos e com o apoio do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), o Festival do Vinho do Douro Superior conta com a participação de produtores de prestígio como CARM, Duorum, Quinta do Crasto, Quinta do Vale Meão, Ramos Pinto, Sogevinus, Sogrape, Symington, Taylor’s, Vinhos do Douro Superior, entre outros.

Tendo um programa que promete três dias repletos de momentos em torno do vinho:

– Feira de Vinhos e Sabores do Douro Superior, aberta ao público em geral e onde se poderão degustar e comprar vinhos, azeites, amêndoas, doces, queijos e enchidos a preços especiais;

– Colóquio sobre “A Vinha, o Vinho e o Mercado: desafios para o Douro Superior”, dirigido a profissionais e que permitirá uma reflexão alargada sobre as potencialidades do vinho da sub-região;

– 2.ª edição do Concurso de Vinhos do Douro Superior;

– Acção de formação do IVDP para promover o serviço de vinho do Porto – “Saber Servir; Vender Melhor” – destinada a profissionais do canal horeca e agentes turísticos;

– Provas de vinhos (DOC e Porto) e azeites do Douro Superior comentadas por especialistas;

– Visitas a quintas produtoras de vinho.

A entrada no Festival é livre, estando à disposição dos visitantes, para que possam provar os vinhos em exposição, um copo no valor de 2€.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:24

Pão de Coca-Cola… ou de Água das Pedras

por Raul Lufinha, em 21.05.13

Pães improváveis

Na prova dos vinhos da Herdade do Cebolal também brilharam os pães improváveis do CLUBE DE JORNALISTAS.

Feitos no próprio restaurante com massa fresca, os pães são brincadeiras que o chef Ivan Fernandes prepara para provocar os clientes e desafiar o seu lado lúdico, utilizando ingredientes aparentemente descontextualizados do universo do fabrico do pão.

Mas que funcionam, pois são pães que têm vida própria, criados intencionalmente pelo chef para serem saboreados em si mesmos, dispensando habituais complementos do pão como a manteiga, o queijo ou o azeite.

Da esquerda para a direita, os cinco pães da fotografia são:

Sweet Chilli Sauce. Meia fatia. Simultaneamente picante e doce, é feito com o clássico molho agridoce de pimenta, típico das cozinhas orientais.

Feijão e Coca-Cola. É o pão mais escuro, sendo preparado com feijão. Além de que o chef, em vez de juntar água, adiciona Coca-Cola…!

Água da Pedras. No fabrico deste pão, o líquido que o chef usa é… Água das Pedras…! O resultado é um pão fresco, leve. E com um sabor mais salgado e mineral do que o habitual.

Sticks de Boletus. Com um sabor muito intenso a cogumelos, são feitos pelo chef com cogumelos boletus edulis desidratados e moídos comercializados, sob a designação de “Farinha de Boletus”, pela Terrius – uma marca portuguesa de elevada qualidade, situada na Serra de São Mamede, em pleno Alto Alentejo.

Sweet Chilli Sauce. Novamente o pão agridoce, é a outra metade da mesma fatia.

Ou seja, do mesmo modo que há vinhos gastronómicos – que pedem comida – também há comidas que pedem mais um copo. É o caso destes pães.

Fotografias: Marta Felino / Flash Food

CLUBE DE JORNALISTAS – RESTAURANTE | Rua das Trinas, 129, Lisboa, Portugal | Chef Ivan Fernandes

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:11

Luís Mota Capitão apresenta os vinhos da Herdade do Cebolal

por Raul Lufinha, em 20.05.13

Luís Mota Capitão, enólogo e produtor da Herdade do Cebolal

O enólogo e produtor Luís Mota Capitão fez uma prova comentada dos vinhos da Herdade do Cebolal para a imprensa especializada e bloggers interessados, no CLUBE DE JORNALISTAS, em Lisboa.

A mesa, preparada para a prova

Localizada no litoral alentejano, a 17 km de Santiago do Cacém e no extremo sul da região demarcada da Península de Setúbal, a Herdade do Cebolal tem 23 hectares de vinha num vale que lhe garante um microclima único – e vinhos de terroir.

Alguns dos vinhos em prova

No total, Luís Mota Capitão deu a provar e comentou 13 vinhos:

Herdade do Cebolal, branco, 2011. Fernão Pires, Antão Vaz, Roupeiro e Arinto. Potencial de evolução em garrafa. Gastronómico. Muita frescura e acidez.

Várias garrafas de Herdade do Cebolal e Caios

Herdade do Cebolal, branco, 2010. Só Fernão Pires e Roupeiro. Potencial de evolução em garrafa. Mais volume de boca do que o de 2011.

Luís Mota Capitão dando a provar uma das surpresas da noite

Rosé, 2012. Touriga Nacional e Aragonês. Uma das grandes surpresas da prova. Não é um subproduto, nem um aproveitamento de restos, como muitos rosés que existem no mercado – é produzido com uvas nobres que são desviadas do vinho tinto para fazer rosé. Muito interessante e gastronómico. Aliás, como explicou o enólogo, «não é um rosé docinho», diferenciando-se antes pela elevada acidez e frescura. Irá ser comercializado ainda este ano.

Caios, branco, 2010 (ao centro)

Caios, branco, 2010. Arinto e Antão Vaz. Gastronómico. Três meses em carvalho francês, barricas novas. Branco gordo e com acidez.

Caios, branco, 2009

Caios, branco, 2009. Feito da mesma forma que o anterior. Com menos acidez, em virtude de 2009 ter sido um ano mais quente.

Luís Mota Capitão, durante a apresentação

Caios, branco, 2008. Também Arinto e Antão Vaz. Tal como os Caios anteriores, é um branco de guarda. Notando-se a evolução em garrafa. Muito gastronómico. Um grande vinho. Para ocasiões especiais.

Vale das Éguas, tinto, 2010

Vale das Éguas, tinto, 2010. Alicante Bouschet e Aragonês. Sem madeira. Vinho muito ligado à região: frescura e acidez, por estar perto do mar. Vinho de terroir.

Herdade do Cebolal, tinto, 2011

Herdade do Cebolal, tinto, 2011. Alicante Bouschet, Castelão e Aragonês. Com acidez bem marcada. E potencial para evoluir em garrafa.

Isabel e Luís Mota Capitão, 4ª e 5ª gerações da Herdade do Cebolal

Herdade do Cebolal, tinto, 2010. Alicante Bouschet, Castelão e Aragonês. Com madeira. E com menos acidez do que o anterior.

Herdade do Cebolal, tinto, 2008. Alicante Bouschet e Aragonês. Dos três Herdade do Cebolal tinto, é o mais maduro e o que está na fase mais perfeita de evolução.

Caios, tinto, 2008 e Caios, branco, 2009

Caios, tinto, 2008. Cabernet Sauvignon, Trincadeira, Castelão e Alicante Bouschet. Como todos os Caios, só são produzidos em anos de excepcional qualidade. Vinhas com uma média de idade de 25 anos.

A antiga imagem dos vinhos da Herdade do Cebolal (1995)

Herdade do Cebolal – Alicante Bouschet, tinto, 2012. Uma aposta pessoal do enólogo Luís Mota Capitão, este monocasta foi outra das surpresas da prova. A sua produção teve como objectivo identificar a casta que melhor se adequava ao terroir e depois retirar dela o melhor que ela tem: cor, aroma, volume de boca, acidez. Ainda sem data para comercialização. Um grande vinho em perspectiva. Raro.

Luís Mota Capitão, o novo rosto da Herdade do Cebolal

Caios, tinto, 2011. Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional, Merlot e Petit Verdot. Um vinho que ainda está em barrica e só irá ser comercializado em meados de 2014. Muita acidez. Desde já se percebe que será um vinho notável. A prova fechou em grande.

Fotografias: Marta Felino / Flash Food

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 02:36

AAMANNS ETABLISSEMENT: (VII) O restaurante de Adam Aamann

por Raul Lufinha, em 19.05.13

Inaugurado em 2009, o AAMANNS ETABLISSEMENT é propriedade do chef e empresário Adam Aamann, conhecido por ter renovado as tradicionais sandes dinamarqueses Smørrebrød – sem cobertura, em vez das habituais duas fatias de pão, têm apenas uma, a de baixo.

 

AAMANNS ETABLISSEMENT, Menu Pequeno (4 pratos), Abril 2013:

  1. Cozinha dinamarquesa clássica
  2. Pão de centeio amargo
  3. Salmão
  4. Salsify, a raiz que sabe a ostras
  5. Porco, como manda a tradição
  6. Tarte de limão
  7. O restaurante de Adam Aamann

(fim)

Fotografia: Marta Felino / Flash Food

AAMANNS ETABLISSEMENT | Øster Farimagsgade, 12, Copenhaga, Dinarmarca | Chef Adam Aamann

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:11

AAMANNS ETABLISSEMENT: (VI) Tarte de limão

por Raul Lufinha, em 18.05.13

"Lemon tart with licorice ice cream"

Para finalizar, uma clássica tarde de limão com um merengue muito leve, acompanhada de gelado de alcaçuz.

(continua)

Fotografia: Marta Felino / Flash Food

AAMANNS ETABLISSEMENT | Øster Farimagsgade, 12, Copenhaga, Dinarmarca | Chef Adam Aamann

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:12

AAMANNS ETABLISSEMENT: (V) Porco, como manda a tradição

por Raul Lufinha, em 18.05.13

"Grambogård pork breast braised with ale, honey and vinegar, warm cabbage & pickled mustard seeds"

Após a revolução industrial, o porco transformou-se no principal alimento da população dinamarquesa – e as batatas com bacon no seu prato mais emblemático. Só na década passada, com o aparecimento da Nova Cozinha Nórdica, focada na utilização de ingredientes locais e de vegetais, é que o panorama começou a mudar.

Daí ser natural que o prato principal de um menu tradicional seja… carne de porco. Cozinhada lentamente no forno durante seis horas, com cerveja, vinagre, mel e mostarda. E acompanhada de puré de couve-flor, bem como de três variedades de couves.

(continua)

Fotografia: Marta Felino / Flash Food

AAMANNS ETABLISSEMENT | Øster Farimagsgade, 12, Copenhaga, Dinarmarca | Chef Adam Aamann

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:55

AAMANNS ETABLISSEMENT: (IV) Salsify, a raiz que sabe a ostras

por Raul Lufinha, em 17.05.13

"Poached egg with salsify soup, pickled salsify, tarragon and fried rye sourdough"

Depois de uma entrada fria, um reconfortante e aveludado creme de salsify. Com um ovo escalfado escondido no fundo. E, no topo, salsify em pickle, pão tipicamente dinamarquês de centeio biológico frito e folhas de estragão.

(continua)

Fotografia: Marta Felino / Flash Food

AAMANNS ETABLISSEMENT | Øster Farimagsgade, 12, Copenhaga, Dinarmarca | Chef Adam Aamann

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:18

AAMANNS ETABLISSEMENT: (III) Salmão

por Raul Lufinha, em 17.05.13

"Lightly salted smoked salmon, trout roe, smoked cheese, cress, apple, rye bread crips"

Com mais de 400 ilhas, a Dinamarca sempre foi uma nação de pescadores e de peixe – em especial, salmão e arenque.

Para entrada, uma salada de rebentos de agrião com salmão fumado e ovas de truta.

(continua)

Fotografia: Marta Felino / Flash Food

AAMANNS ETABLISSEMENT | Øster Farimagsgade, 12, Copenhaga, Dinarmarca | Chef Adam Aamann

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:51

AAMANNS ETABLISSEMENT: (II) Pão de centeio amargo

por Raul Lufinha, em 16.05.13

Pão de mistura (esq.) e Rugbrød (dir.)

O pão mais comum na Dinamarca é o Rugbrød – pão de centeio amargo e escuro, feito sem óleos nem açúcar e recheado de sementes de centeio.

(continua)

Fotografia: Marta Felino / Flash Food

AAMANNS ETABLISSEMENT | Øster Farimagsgade, 12, Copenhaga, Dinarmarca | Chef Adam Aamann

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:55



Partilha de experiências e emoções gastronómicas

Raul Lufinha

Facebook


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

  Pesquisar no Blog


Últimos comentários

  • Raul Lufinha

    Sim, num vinho tão novo, a rolha não era seguramen...

  • Anónimo

    Qual a utilidade em abrir dessa forma um vinho de ...

  • Anónimo

    Eu que agradeço pelo carinho e amor. Obrigado Obri...

  • Anónimo

    O melhor Restaurante de VILAMOURA e um dos melhore...

  • Anónimo

    Chamo-me Francisco Pôla, tal como você. é possivel...

  • Raul Lufinha

    Para memória futura: hoje, dia 05-02-2018, o SAPO ...

  • Raul Lufinha

    Entretanto, para memória futura, a 31-01-2018 já u...

  • Raul Lufinha

    Agradeço a informação, Pedro. Embora só possa lame...

  • Pedro Neves

    Caro Raul,peço desculpa pelo meu comentário não es...

  • Raul Lufinha

    Obrigado Duarte. Acho que vais gostar, vai ser uma...



Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D




subscrever feeds