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Sinfonia de Citrinos: (XII) Lima Pursha e Calamansi

por Raul Lufinha, em 21.03.13

"Lima Pursha e Calamansi Givré"

A primeira sobremesa da noite era constituída por dois pequenos citrinos, cada um deles guarnecido com o respectivo sorbet no interior. E cujas cascas eram comestíveis, o que resultava numa explosão de sabores e aromas agridoces – só não se comiam as folhas…

À esquerda, de casca amarela, a Lima Pursha, um híbrido resultante do cruzamento da indiana Lima de Rangpur com a japonesa Lima Schekwasha – e cujo nome é a junção das terminações de ambas as palavras (RangPUR + SchekwaSHA = Pursha). Com um sumo doce alimonado, é uma lima muito utilizada ainda verde, em bebidas alcoólicas ou sobre peixe grelhado, mas, como em Portugal a maturação dá-se em Janeiro, Vincent Farges aproveitou para a usar já madura.

À direita, de casca cor de laranja, o Calamansi, um híbrido do Kumquat (que irá aparecer no final do jantar), típico da cozinha das Filipinas, de polpa azeda e casca doce, que Vincent Farges gosta de usar bem maduro.

Lima Pursha (à esquerda)

Calamansi

(continua)

Fotografias: Marta Felino / Flash Food

FORTALEZA DO GUINCHO | Hotel Fortaleza do Guincho, Estrada do Guincho, Cascais, Portugal | Chef Executivo Vincent Farges

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publicado às 01:10

Sinfonia de Citrinos: (XI) Laranja Amarga Bigarade “Bouquetier de Nice”

por Raul Lufinha, em 20.03.13

"Lombo de vitela assado, molho do guisado aromatizado com Laranja, nabo ‘Boule d'Or’ confitado com Bigarade ‘Bouquetier de Nice’, puré de pastinaca"

Para o prato de carne, Vincent Farges preparou lombo de vitela, servido com molho do guisado aromatizado com a Bigarade “Bouquetier de Nice” – uma fragrante variedade de laranja amarga já no tempo dos Mouros cultivada não pelos frutos mas pelas flores, as quais são também usadas pelos fabricantes de perfumes em Grasse, França.

Acompanhado por três pequenos nabos “Boule d'Or” – uma variedade rara, de polpa amarela dourada e sabor mais doce – confitados com um molho feito com o sumo e a casca da laranja amarga Bigarrade “Bouquetier de Nice” em juliana.

E ainda por um cremoso puré de pastinaca.

Laranja Amarga Bigarade ‘Bouquetier de Nice’

Tendo sido harmonizado com o Barranco Longo “Remexido” 2009 tinto, produzido a partir das castas Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Syrah e Touriga Nacional, com estágio de 18 meses em cascos novos de carvalho francês. O produtor Rui Virgínia aproveitou ainda para contar a notável história da vida do algarvio “Remexido”, herói miguelista da guerra civil de 1832-1834 em quem se inspirou para dar nome ao seu vinho topo de gama.

(continua)

Fotografias: Marta Felino / Flash Food

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publicado às 01:22

Sinfonia de Citrinos: (X) Limão “Maçã de Adão”, Cidra “Mão de Buda” e Limão Amalfitano

por Raul Lufinha, em 19.03.13

"Filete de peixe-galo assado com folhas de Limão 'Maçã de Adão', puré leve de Cédrat 'Mão de Buda', raiz de cerefólio salteada e Limão Amalfitano assado"

Para o principal prato de peixe da noite, Vincent Farges escolheu o muito saboroso peixe-galo, trabalhado com três citrinos diferentes.

O primeiro, foi o Limão 'Maçã de Adão', uma variedade de limão com a forma de uma maçã, que tem sempre uma marca na sua casca – reza a lenda que é a marca dos dentes de Adão ao morder o fruto proibido… Tendo Vincent Farges servido o peixe-galo assado e marcado em azeite e manteiga com folhas deste citrino.

A acompanhar, um leve e intenso puré da aromática Cidra 'Mão de Buda', o mais estranho dos citrinos: de casca grossa, não tem sumo nem sementes no interior, somente uma carnuda e firme polpa (a parte branca), fazendo lembrar uma mão disforme com vários dedos apontados em sentidos diversos.

E ainda raiz de cerefólio salteada e glaceada com folhas de Limão Amalfitano – uma das variedades de limão preferidas do chef – e uma rodela do citrino, assado e com casca.

Limão "Maçã de Adão", com a característica marca dos dentes de Adão na casca

Cidra "Mão de Buda"

Limão Amalfitano

 

A harmonização foi feita com o Barranco Longo “Remexido” 2008 branco, produzido a partir das castas Arinto, Viognier e Chardonnay, com um estágio em carvalho húngaro.

(continua)

Fotografias do prato e da mesa dos citrinos: Marta Felino / Flash Food

Fotografia da Cidra 'Mão de Buda': Por detrás da porta

Fotografia do Limão Amalfitano: Lugar do Olhar Feliz

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publicado às 03:26

Sinfonia de Citrinos: (IX) Pomelo

por Raul Lufinha, em 18.03.13

"Lavagante assado com Pomelos Chandler, seu sumo reduzido com manteiga do assado"

O Pomelo é um citrino magnífico e enorme, chegando a pesar mais de dois quilos – sendo porém muitas vezes confundido com a conhecida toranja (grapefruit), um híbrido americano resultante do seu cruzamento com a laranja.

Das centenas de variedades existentes, uma das que Vincent Farges mais gosta de usar é o Pomelo Chandler, de sabor doce e acidez reduzida. Tendo sido esta a variedade escolhida pelo chef da FORTALEZA DO GUINCHO para ser trabalhada com o sempre delicado lavagante.

Naquele que foi um dos pontos altos do jantar da “Sinfonia de Citrinos”, Vincent Farges apresentou o lavagante assado com Pomelos Chandler – cujos gomos se desfaziam na boca – e com o seu sumo reduzido com manteiga do assado num apurado jus de sabor muito intenso e complexo.

Pomelos

O vinho também talvez tenha sido um dos melhores da noite: o Barranco Longo Oaked Rosé 2009. Produzido a partir de uvas das castas Aragonez e Touriga Nacional – que o produtor Rui Virgínia explicou serem cuidadosamente escolhidas – o Oaked Rosé é um rosé que tem precisamente como principal característica a madeira, tendo estagiado três meses em cascos novos de carvalho americano e francês. O que faz com que, para além de ter a habitual frescura dos rosés, seja também um vinho (rosé!) complexo e encorpado, que enche a boca e tem um final persistente. Ideal para quem diz que não gosta de rosés – e também para quem gosta...

(continua)

Fotografias do prato: Marta Felino / Flash Food | Fotografias do citrino: Por detrás da porta

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publicado às 00:42

Sinfonia de Citrinos: (VIII) Lima

por Raul Lufinha, em 17.03.13

"Filete de pescada em crosta anisada, folha de espinafre da Nova Zelândia, chutney de lima e licor de genciana, aipo marinado"

Com uma crosta anisada, o primeiro prato de peixe da noite foi um filete de pescada muito levemente cozido, que se soltava em lascas e se desfazia na boca.

Estando a pescada assente em sumarentos gomos de lima trabalhados num chutney doce com licor de genciana, o que lhes dava um sabor inicial doce e depois um fim de boca cítrico, ácido.

Compunham ainda o prato pequenas e carnudas folhas de espinafre da Nova Zelândia cozidas muito ligeiramente. E também aipo, cortado em finas rodelas e marinado.

Lima

 

Tendo sido harmonizado com o Barranco Longo Grande Escolha 2010, um vinho branco frutado produzido a partir das castas Arinto e Chardonnay, com estágio de 6 meses em barricas novas de carvalho americano e francês.

(continua)

Fotografias do prato: Marta Felino / Flash Food | Fotografias do citrino: Lugar do Olhar Feliz

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publicado às 02:05

Sinfonia de Citrinos: (VII) Lima de Rangpur

por Raul Lufinha, em 16.03.13

"Vieiras marinadas com Lima de Rangpur, puré cremoso de funcho com citronela, brioche com flor de sal ligeiramente tostado"

Ora aqui está mais um exemplo da enorme variedade de citrinos que existe pelo mundo fora. Este que Vincent Farges escolheu para marinar as vieiras parece uma tangerina mas, na verdade, é uma lima cor de laranja (!), de origem indiana e com o nome de Lima de Rangpur – preferindo o chef utilizar a variedade californiana “Santa Bárbara”.

Marinadas então na Lima de Rangpur, as vieiras são acompanhadas por um puré cremoso de funcho com citronela – uma planta aromática que tem precisamente… notas cítricas. E ainda por duas pequenas e delicadas fatias de brioche com flor de sal, ligeiramente tostadas.

Parecem tangerinas – mas são Limas de Rangpur, uma lima cor de laranja

Para acompanhar as vieiras marinadas na lima, o aromático Barranco Longo Viognier 2010, com estágio em madeira.

(continua)

Fotografias do prato: Marta Felino / Flash Food | Fotografia do citrino: Por detrás da porta

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publicado às 01:54

Colheita Tardia… tinto!

por Raul Lufinha, em 15.03.13

Cada vez mais procurados, os vinhos de Colheita Tardia continuam a ser pouco comuns. Naturalmente doces, são produzidos a partir de uvas sobremaduras intencionalmente deixadas na vinha várias semanas após a data ideal de colheita – quando não há chuvas nem humidade excessiva que as ameace – de modo a gerar a desidratação das uvas e a provocar uma grande concentração de açúcar.

Sendo habitualmente utilizadas castas brancas para a sua produção – por exemplo, Fernão Pires, Moscatel, Encruzado, Arinto ou Sémillon.

Mas se os Colheita Tardia brancos são poucos comuns, então os tintos são uma autêntica raridade…

Pois a Quinta da Alorna resolveu inovar e, depois do sucesso do branco, lançou este ano a primeira versão tinta do seu Colheita Tardia. Produzido a partir de uvas da casta Tinta Miúda e com um estágio de 4 meses em barricas de carvalho francês usadas, o Quinta da Alorna Colheita Tardia Tinto 2010 é, tal como os brancos, um vinho doce, para ser bebido fresco; mas tem um nariz e uma boca diferentes, com menos citrinos, menos frutos tropicais e mais frutos vermelhos. E, à semelhança da versão branca, harmoniza muito bem com patés, foie gras, queijo ou chocolate.

Limitado a 2.500 garrafas, já está à venda na Loja da Quinta, em Almeirim.

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publicado às 03:12

Sinfonia de Citrinos: (VI) Combava

por Raul Lufinha, em 14.03.13

"Lingueirão da Ria Formosa, caldo perfumado com Combava"

A Combava ou Lima Kaffir é uma pequena fruta cítrica asiática, que se desenvolve bem em Portugal.

Vincent Farges utilizou-a com lingueirão da Ria Formosa. Cortada em pequenos cubos. E também para perfumar o cremoso caldo, que tinha um intenso sabor a mar e um fim de boca cítrico.

Combava

(continua)

Fotografias do prato: Marta Felino / Flash Food | Fotografias do citrino: Lugar do Olhar Feliz

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publicado às 00:01

Agora a Restaurant Week é nacional

por Raul Lufinha, em 13.03.13

A grande novidade da Restaurant Week 2013 é a substituição das sucessivas edições locais por uma única edição nacional – Portugal Restaurant Week – a decorrer de 14 a 24 de Março simultaneamente em 14 distritos e mais de 150 restaurantes.

Mantendo-se o preço de 20 € por um menu com entrada, prato principal e sobremesa – ver aqui.

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publicado às 00:21

Sinfonia de Citrinos: (V) Bergamota

por Raul Lufinha, em 12.03.13

"Ostras da Ria Formosa na sua água perfumadas com Bergamota"

Famosa pela sua intensa fragrância cítrica, a Bergamota é um fruto híbrido que resulta do cruzamento da laranja amarga com o limão (ou, como há quem defenda, com a limetta, também conhecida por lima mediterrânica). E cujo óleo que se extrai da sua casca é amplamente utilizado, nomeadamente para fazer perfumes e águas-de-colónia, bem como para aromatizar o conhecido chá Earl Grey.

Vincent Farges utilizou-a para perfumar as ostras da Ria Formosa. Às quais juntou quatro espécies de algas marinhas apanhadas no Guincho e ainda a própria água que as ostras libertam, com um intenso sabor a mar. Finalizando a composição com uma emulsão de Bergamota. Tudo servido num copo, para comer à colher.

Bergamota

(continua)

Fotografia do prato: Marta Felino / Flash Food | Fotografia do citrino: Por detrás da porta

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publicado às 00:29



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