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Mais um conjunto de conselhos e ensinamentos que o chef do LE BERNARDIN (3 *** Michelin 2012) Eric Ripert publicou na sua página do Facebook:

LE BERNARDIN |155 West 51st Street, New York, EUA | Chef Eric Ripert

Fotografia: Andrew Testa / Panos, para o The Wall Street Journal
Entrevistado para a edição europeia do The Wall Street Journal, o chef português Nuno Mendes é descrito assim:
A entrevista é sobre os tempos livres de Nuno Mendes, saiu no dia 16 de Março e pode ser lida aqui.
VIAJANTE | Town Hall Hotel, Patriot Square, Bethnal Green, Londres, Reino Unido | Chef Nuno Mendes

Fotografia: MOMO
Não se aplicando apenas ao sushi mas a toda a cozinha oriental, a carta de vinhos do novo restaurante pan-asiático MOMO – resultante de uma parceria entre o Grupo Lágrimas, o restaurante ESTORIL MANDARIM e o chef Paulo Morais – tem uma interessante introdução sobre a harmonização da cozinha asiática com o vinho:
"Encontrar um vinho que complete uma refeição não é uma tarefa fácil, mas quando esse casamento é alcançado a refeição torna-se surpreendente e inesquecível.
A Ásia, ao contrário da Europa, não possui tradição vinícola. A Europa tem o privilégio de possuir centenas de regiões vitivinícolas que produzem vinhos que se combinam, muitas vezes de forma perfeita, com a gastronomia local. Tal não acontece no Oriente, o que faz da descoberta do equilíbrio entre a cozinha asiática e o vinho um processo ainda mais complexo.
Os vinhos que melhor se enquadram com a cozinha asiática são aqueles com um grau alcoólico moderado, taninos praticamente inexistentes ou muito suaves, presença de acidez e por vezes com algum açucar residual.
O grande desafio é encontrar vinhos que consigam complementar e enaltecer o equilíbrio entre doce, salgado, picante."
MOMO | Casino Lisboa, Alameda dos Oceanos, 1.03.01, Parque das Nações, Lisboa, Portugal | Conceito do chef Paulo Morais
O chef do LE BERNARDIN (3 *** Michelin 2012) Eric Ripert tem estado a publicar na sua página do Facebook uma série de conselhos e ensinamentos a jovens cozinheiros.

Aqui ficam os já divulgados, sendo que alguns são universais e não se aplicam apenas aos profissionais da cozinha:
LE BERNARDIN |155 West 51st Street, New York, EUA | Chef Eric Ripert

O chef dinamarquês René Redzepi está esta semana na capa da revista Time.
Expoente máximo da nova cozinha nórdica, René Redzepi utiliza exclusivamente produtos locais em busca da verdadeira autenticidade, recusando ostensivamente o uso de ingredientes não-nórdicos como o azeite, o foie-gras, o tomate seco, as azeitonas ou o vinho.
Contudo, mesmo no seu país natal, é um chef polémico, que divide opiniões – para muitos um herói, para outros um hábil gestor da sua imagem. De tal forma que, apesar de ter sido considerado o melhor chef do mundo em 2010 e 2011 pelo júri da revista Restaurant, o guia Michelin voltou a atribuir ao NOMA apenas 2 ** em 2012.

Maria de Lourdes Modesto, no livro que reúne as suas crónicas para o Diário de Notícias (Palavra Puxa Receita, Verbo, 2005), conta-nos porque é que ainda hoje os japoneses fazem a tempura com peixes, mariscos e legumes mas não com carne:
"Tempura é a maneira japonesa de dizer Têmpora. Sou toda admiração perante aqueles peixes, mariscos e legumes envoltos naquela espécie de neve frita! E pensar que fomos nós, portugueses, que fazemos aqueles peixinhos da horta a lembrar pastilha elástica, que os iniciámos na arte de fritar!
A tempura é uma das marcas mais persistentes da nossa presença no Japão. Até ao século XVI, o século que foi chamado de cristão pela chegada dos missionários jesuítas ao Japão, desconhecia-se ali o método de cozer os alimentos numa gordura.
Os portugueses utilizavam a fritura com polme por altura das Têmporas, época de penitência, oração e acção de graças pelos frutos da terra, no início de cada estação do ano [e em que praticavam o jejum e a abstinência de carne].
Hoje os japoneses comem tempura o ano todo, mas associam-na ainda à Páscoa [e à abstinência de carne]. Ainda hoje a carne não faz parte da tempura. Apenas peixe, mariscos e vegetais."



George Mendes, a empratar


Fotografias: ALDEA / George Mendes
Os mais emblemáticos lugares do ALDEA são os do balcão.
Verdadeiro paraíso para os amantes de showcooking, o balcão do ALDEA permite, ao longo da refeição, ir acompanhando de muito, muito, perto a cozinha em acção e os sucessivos empratamentos na “roda”. Isto porque a cozinha, localizada ao fundo do restaurante, é completamente aberta, sem porta, nem parede, nem sequer um vidro a separá-la da sala, existindo apenas um balcão com seis lugares, debruçados sobre a cozinha e com uma rasgadíssima vista de 180º sobre toda a acção que habitualmente se desenrola nos bastidores, longe dos olhares dos clientes.
Inaugurado em 2009 e distinguido novamente com 1 * Michelin em 2012, o ALDEA, em Nova York, é um projecto do chef George Mendes, nascido nos EUA, filho de pais portugueses.
Inspirado nas suas origens e raízes portuguesas, George Mendes pratica uma cozinha sofisticada que ganha vida própria, como sucede com o seu já clássico “Arroz de Pato” (assim mesmo, escrito em português, deixando para o inglês a descodificação do prato: “duck confit, chorizo, olive, clementine”; e que na verdade é uma espécie de fusão entre o tradicional arroz de pato português e a paella espanhola). Ou também com os “Sonhos ‘Little Dreams’”, uma revisitação deste nosso típico doce de Natal.
ALDEA | 31 West 17th Street, Nova York, EUA | Chef George Mendes

"Qual é o verdadeiro segredo de um sushi?"
"Para mim, o sushi, para ser bom, tem de ter um bom arroz. 60% do sabor do sushi define-se pela qualidade do arroz. Depois tem de se saber cozinhar o arroz e saber escolher um bom peixe, um peixe da época. E é fundamental saber cortar o peixe."
MASAYOSHI KAZATO, Sushi Master e Director-Executivo da All Japan Sushi Association, Revista Expresso, 25 Fev. 2012

"Há alguns alimentos ou temperos inimigos do vinho?
Há.
O mais conhecido é o vinagre. Neste sentido, evite saladas muito avinagradas, escabeches muito puxados ou molhos de vinagrete para acompanhar com vinho. Escolha outra bebida.
Também há queijos tão fortes que não devem ser comidos no início da refeição sob pena de se estragar o palato para o resto do repasto: queijos azuis (Stilton, Roquefort), picante de Castelo Branco ou queijos (Serra, Serpa) secos ou com dois ou três anos de cura.
Evite também demasiado limão, ovos cozidos, agriões, alcachofras, laranja, tudo grandes inimigos do vinho."
JOÃO PAULO MARTINS, Vinhos de Portugal 2012, Livros d'Hoje

Após a apresentação no Festival de Berlim de 2011, estreou esta semana nas salas de cinema dos Estados Unidos o documentário "Jiro Dreams of Sushi", realizado por David Gelb e que conta a história de Jiro Ono, considerado aos 85 anos o mais importante sushi master japonês (site oficial, com trailer, aqui).
Jiro Ono é o proprietário do SUKIYABASHI JIRO, um restaurante exclusivamente de sushi, localizado numa estação de metro de Tóquio, com apenas dez lugares, todos ao balcão, distinguido com 3 *** Michelin 2012.
SUKIYABASHI JIRO | Tsukamoto Sogyo Building, 2-15, Ginza 4-chome, Chuo-ku, Tóquio, Japão | Sushi master Juri Ono
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