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É sabido que nos restaurantes sobra sempre muita comida.
Daí que tenha surgido a ideia de aproveitar estes excedentes para os fazer chegar a quem deles necessita.
Ora o Re-food é precisamente esse projecto – sem fins lucrativos, pretende criar uma “ponte humana” que ligue directamente quem tem uma “sobra diária” com quem tem uma “necessidade diária”.
Indo recolher a sobra onde ela existe, para a entregar onde ela é necessária – sempre a nível local, funcionando numa lógica de bairro e de proximidade, para assegurar a máxima eficácia.
Sendo então crucial para o seu sucesso a participação de três elementos da comunidade local:
1) Primeiro, é necessário que os sobreprodutores de comida – nomeadamente restaurantes mas também cafés, pastelarias, padarias, supermercados, hotéis – doem os seus excedentes, em vez de os deitarem para o lixo.
2) Depois, é preciso que sejam identificados aqueles que necessitam dessa comida.
3) E finalmente é imprescindível que haja voluntários que façam a ligação entre ambos. Ou seja, que se desloquem aos estabelecimentos doadores para recolher as sobras (as quais muitas vezes terão ainda que ser separadas e embaladas) e que depois as entreguem onde fazem falta. Além de cederem o seu tempo e integrarem algumas destas equipas (de recolha, tratamento, entrega) as pessoas e as empresas também podem ajudar o Re-food desenvolvendo actividades pro-bono (por exemplo, assegurando a manutenção do site ou, no caso dos advogados, prestando apoio jurídico) e contribuindo com donativos, nomeadamente financeiros. Mas o essencial é o trabalho voluntário de recolha e entrega.
Actualmente o projecto-piloto de Lisboa (na freguesia de Nossa Senhora de Fátima) e o segundo núcleo (nascido em Telheiras em Janeiro de 2013) já estão produzindo cerca de 10.000 refeições por mês – mas só cobrem uma ínfima parte do território da cidade.
Pelo que está em curso o plano “Lisboa 100%”, para alargar o Re-food a todas as freguesias da cidade e tornar Lisboa na primeira cidade do mundo sem desperdício alimentar.
Porém, para o criador do Re-food, o norte-americano Hunter Halder, «o projecto “Lisboa 100%” estará concluído apenas quando todos os restaurantes tiverem uma alternativa a deitar fora os seus excedentes alimentares e quando não existir uma pessoa que viva em insuficiência alimentar».

P.S.: Um abraço amigo ao Tomás Caldeira Cabral, pelo alerta para o projecto Re-food e para a reunião de criação dos núcleos Re-food nos bairros da Estrela, Lapa, Prazeres e Santos, a realizar esta segunda-feira, 13 de Maio, às 21h15, em frente à Basílica da Estrela, com a presença do fundador do Re-food, Hunter Halder – mais um passo rumo ao “Lisboa 100%”.
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