Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


LUZ, a cozinha visual de Jorge Fernandes

por Raul Lufinha, em 13.09.18

Jorge Fernandes

Jorge Fernandes

O luminoso restaurante LUZ, no piso térreo do Iberostar Lisboa, é a nova casa de Jorge Fernandes, um chef que já temos o gosto de acompanhar desde os tempos em que liderava a cozinha do ATLÂNTICO, no InterContinental do Estoril.

E que agora, na capital, apresenta os sabores portugueses, mas com a nuance de o fazer explorando formatos diferentes.

Com efeito, nos seu pratos, para além do sabor – que está sempre lá – Jorge Fernandes faz também questão de jogar com as cores e com as formas.

Cores fortes.

E figuras geométricas.

Resultando numa cozinha muito visual!

 

Cesto de pão variado, manteigas aromatizadas com cebola caramelizada e com abacate, azeitonas marinadas e azeite extra virgem DOP com vinagre balsâmico IGP

Cesto de pão variado, manteigas aromatizadas com cebola caramelizada e com abacate, azeitonas marinadas e azeite extra virgem DOP com vinagre balsâmico IGP

Miolo de vieira em beurre noisette, cremoso de batata-doce e legumes biológicos

Miolo de vieira em beurre noisette, cremoso de batata-doce e legumes biológicos

Lombo de bacalhau confitado sobre guisado de favas e chouriço, ovo de codorniz escalfado

Lombo de bacalhau confitado sobre guisado de favas e chouriço, ovo de codorniz escalfado

Crasto Branco 2017

Crasto Branco 2017

Sorbet de limão com sangria branca

Sorbet de limão com sangria branca

Lombo de borrego com crosta provençal, esparregado de salsa e molho de mostarda

Lombo de borrego com crosta provençal, esparregado de salsa e molho de mostarda

Pontual Colheita Tinto 2015

Pontual Colheita Tinto 2015

Cremoso de pudim abade de Priscos e sorbet de pera bêbada

Cremoso de pudim abade de Priscos e sorbet de pera bêbada

Noval Tawny Porto

Noval Tawny Porto

 

LUZ

Hotel Iberostar Lisboa, Rua Castilho, 64, Lisboa, Portugal

Chef Jorge Fernandes

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:06

SOÃO, vento de Oriente

por Raul Lufinha, em 10.09.18

SOÃO

O SOÃO recria o ambiente das tabernas asiáticas

O SOÃO traz até ao bairro de Alvalade, em Lisboa, o vento do Oriente.

Recriando o ambiente das tabernas asiáticas – e também, no discreto piso inferior, o “bafon” oriental.

E levando-nos numa viagem pelos aromas e sabores da Ásia.

Sendo possível provar especialidades de seis países diferentes – Índia, China, Japão, Vietname, Tailândia e Coreia.

Sempre num registo de grande elegância e enorme qualidade – o que, aliás, já era de esperar, dado o SOÃO ser mais um projeto do Grupo SEA ME.

 

SOÃO

Taberna asiática

Vasco Martins, Head Bartender

Vasco Martins, Head Bartender

Nikko

Nikko (inspirado no Japão) – Nikka from the barrel, momo, yuzu, clara de ovo, soda e bitter de cereja

Patong

Patong (inspirado na Tailândia) – Rum Chalong Bay, Rum Ryoma, leite de coco, sumo de lima, xarope de star fruit, shrub de manga e aromáticos

Sashimi No Moriawase

Sashimi No Moriawase – sashimi com as variedades do dia

Sushi Bar

Sushi Bar

Vieira selada em manteiga, cogumelos enoki e molho nikiri

Vieira selada em manteiga, cogumelos enoki e molho nikiri

Lollypop de porco

Lollypop de porco

Robata Wagyu To Kinoko

Robata Wagyu To Kinoko – 200g de um delicioso bife wagyu delicadamente grelhado no carvão e servido com molho ponzu de wasabi

Caril Vermelho

Caril Vermelho – memorável caril de peixe com leite de coco, manjericão, pimentos, lima kaffir e arroz Thai

Dim Sum

Dim Sum de Champagne, lavagante e gambas, com molho com gengibre e malagueta

Quinta dos Carvalhais Colheita Branco 2017

Quinta dos Carvalhais Colheita Branco 2017

Duas suaves sobremesas

Duas suaves sobremesas, para partilhar, ilustrando os delicados sabores doces do Oriente que o SOÃO também nos traz. Da Índia, Bolo Cremoso de Coco e Caril. E da Tailândia, Gelado de Lemongrass, Gengibre e Manjericão

Cerimónia do Chá

Harmonização do chá Lapsang dos Açores com o whisky japonês Nikka From The Barrel, uma das três “Cerimónias do Chá” do SOÃO

Vasco Martins

Vasco Martins

Soju

Chum Churum, um soju (destilado de arroz da Coreia do Sul) com um teor alcoólico de 17,5%

 

Fotografia: Marta Felino e Raul Lufinha

 

SOÃO – Taberna Asiática

Av. de Roma, 100, Lisboa, Portugal

Chef Luís Cardoso

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:37

Épica prova de vinhos antigos do Dão, dos anos 50 a 90

por Raul Lufinha, em 06.09.18

Enólogo José Carvalheira, Enólogo Paulo Nunes, Eng. José Paulo Dias, Eng.ª Vanda Pedroso

Enólogo José Carvalheira, Enólogo Paulo Nunes, Eng. José Paulo Dias, Eng.ª Vanda Pedroso

No âmbito da Feira do Vinho do Dão de 2018, que decorreu na vila de Nelas, o Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão promoveu uma prova dos seus vinhos mais raros e antigos.

Tendo abrangido os brancos e os tintos, produzidos no centro, dos anos 50 a 90 do século XX – uma colheita por década.

A seleção foi efetuada pelos enólogos Paulo Nunes (muito elogiado pelo seu trabalho na Casa da Passarella) e José Carvalheira (que já tínhamos assistido a conduzir uma prova de vinhos antigos das Caves São João, brancos e tintos).

E teve, esta prova, como objetivo, não apenas mostrar o que foi o Dão – uma região com 110 de anos história, dos quais mais de metade representados nesta prova – mas também, e principalmente, o que poderá ser o Dão e quais os melhores caminhos para o futuro da região.

Como habitualmente, primeiro foram provados os brancos e só depois os tintos.

Tendo-se começado, porém, pelo vinho mais antigo, até se chegar ao mais recente.

E o resultado foi absolutamente memorável.

Conforme comentou Paulo Nunes, que conduziu a prova, «foram momentos únicos, que se têm uma vez na vida!»

«São vinhos que nos esmagam!»

De facto, o primeiro branco, de 1958, com uns inacreditáveis 60 anos de idade (!), extremamente complexo, apresentava ainda uma acidez surpreendentemente vibrante, crocante mesmo. Tendo sido obtido a partir de nove castas: Malvazia Fina, Encruzado, Bical, Cercial Branco, Gouveio, Barcelo (a variedade mais importante no Dão em meados do século passado!), Uva Cão, Terrantez e Rabo de Ovelha. Com efeito, quantos de nós chegaremos aos 60 anos? E quantos de nós chegaremos aos 60 anos com este vigor?

Entrando nos pormenores mais técnicos, Paulo Nunes explicou que este 1958, tal como os seguintes, foi vinificado com engaço e promovendo a oxidação – o oposto daquilo que nos últimos tempos é mais habitual fazer-se em enologia. Tendo acrescentado que hoje é comum os enólogos procurarem o ponto de maturação e fazerem depois o blend na adega – enquanto antigamente se usava antes a co-fermentação. Continuarão afinal válidas as práticas antigas que entretanto foram sendo consideradas ultrapassadas?

Passando para o segundo copo, da década de 60 foi provado um ano mítico – 1963. Novamente, um branco que não mostra a idade que tem. Em grande forma, apresenta um salitre muito característico e também um ligeiro amargor – será de ser vinificado com engaço? – que funciona muito bem à mesa e lhe dá imensa vida! Como comentou Paulo Nunes, «muitas vezes foge-se dos amargores e da adstringência… mas se calhar não é esse o caminho!»

Já o de 1974, com uma ótima acidez, levou a que a sala discutisse a importância das castas que podem dar um ‘tempero’ ao vinho – por exemplo, aqui no Dão do Centro de Estudos, a Uva Cão e a Terrantez são as que aportam ao lote uma maior acidez.

Avançando, como o branco dos anos 80 não estava disponível, a primeira parte da prova terminou com o 1995, um vinho completamente diferente dos três anteriores, com notas e sensações muito mais atuais, mais aromático – sentia-se inclusivamente o apetrolado típico dos melhores Riesling e dos Alvarinhos velhos.

De seguida, passou-se para os tintos.

E o primeiro foi o 1958. Novamente, um vinho com 60 anos! Extremamente complexo! Mas com imensa cor! Não estava acastanhado, como muitas vezes sucede com os vinhos mais antigos! E tinha tanta fruta! Passados 60 anos, continuava carregado de aromas primários! Tendo 12,7% de álcool, uma acidez de 7,1 g/l e um pH de 3,1. Quanto ao encepamento, foi obtido a partir de Touriga Nacional, Bastardo, Tinto Cão, Alfrocheiro, Alvarelhão, Trincadeira, Jaen e Rufete. Não houve desengace. E fermentou nos lagares sem qualquer controlo de temperatura, a 33 - 35 ºC…!

Para o tinto da década de 60, a escolha recaiu novamente no mítico ano de 1963. Mas desta vez – e foi o único caso nesta prova – Paulo Nunes optou por um monovarietal, para mostrar o que é (e como é) a verdadeira Touriga Nacional do Dão: viva, com imensa frescura, com enorme complexidade… e sem ser aborrecida! Muitas vezes encontramo-la muito exuberante aromaticamente, com grande concentração e até com uma cor azulada. Mas o Dão também consegue fazer vinhos só de Touriga Nacional elegantes e equilibrados! E que, mais de meio século depois, continuam em grandessíssima forma!

Com o 1974 regressámos a um vinho de lote – estava muito vivo, a sentirem-se os taninos!

O de 1983 continua muito jovem e ainda mantém a componente aromática.

E finalmente o de 1996, que não parece já ter uns inacreditáveis 22 anos!

Foi uma prova memorável.

Repleta de vinhos que desafiam a lógica do tempo.

E que desafiam também o modo como atualmente se faz e se pensa o vinho.

Conforme disse Paulo Nunes, «estes vinhos do Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão são um verdadeiro tratado de enologia!»

Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão

Vinhos produzidos nas décadas de 50 a 90 do século XX…

Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão

… no Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão…

Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão

… em Nelas…

Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão

… numa prova conduzida pelo enólogo Paulo Nunes

 

1 – BRANCOS

Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão

1958

Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão

1963

Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão

1974

Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão

1995

 

2 – TINTOS

Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão

1958

Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão

1963

Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão

1974

Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão

1983

Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão

1996

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:29

À descoberta da cozinha de Henrique Ferreira no PAÇO DOS CUNHAS em Santar

por Raul Lufinha, em 03.09.18

Henrique Ferreira

Henrique Ferreira

Decorreu no restaurante PAÇO DOS CUNHAS, na vila de Santar, o jantar de anúncio dos dez melhores vinhos brancos e tintos da Feira do Vinho do Dão de 2018, em Nelas – concurso, aliás, cujo júri o Mesa do Chef integrou e que viria a consagrar o Morgado de Silgueiros Encruzado Branco 2017 e o Ladeira da Santa Grande Reserva Tinto 2015 como vencedores do Troféu Eng. Alberto Vilhena.

Tendo o Dão sido um ótimo pretexto para descobrir a cozinha de Henrique Ferreira – que, nesta noite, foi harmonizada com vinhos Casa de Santar e Cabriz, ambos assinados pelo enólogo Osvaldo Amado.

 

1 – PÃO E AZEITE

Cabriz Azeite Virgem Extra

Cabriz Azeite Virgem Extra

 

2 – ENTRADA

Creme de Tomate, Ovo a Baixa Temperatura e Presunto

Creme de Tomate, Ovo a Baixa Temperatura e Presunto

Creme de Tomate, Ovo a Baixa Temperatura e Presunto

Creme de Tomate, Ovo a Baixa Temperatura e Presunto

Casa de Santar Reserva Branco 2016

Casa de Santar Reserva Branco 2016

 

3 – PEIXE

Robalo, Texturas de Couve-Flor e Aroma de Caldeirada

Robalo, Texturas de Couve-Flor e Aroma de Caldeirada

Cabriz Reserva Tinto 2014

Cabriz Reserva Tinto 2014

 

4 – CARNE

Vazia dos Açores, Puré de Batata Trufado e Cogumelos Shitake

Vazia dos Açores, Puré de Batata Trufado e Cogumelos Shitake

Casa de Santar Reserva Tinto 2013

Casa de Santar Reserva Tinto 2013

 

5 – SOBREMESA

Pudim de Queijo da Serra da Estrela

Pudim de Queijo da Serra da Estrela

Espumante Cabriz Meio Seco

Espumante Cabriz Meio Seco

 

PAÇO DOS CUNHAS

Largo do Paço, Santar, Portugal

Chef Henrique Ferreira

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:02

Há mais vida no BELCANTO para além de José Avillez… e de David Jesus

por Raul Lufinha, em 23.08.18

Filipe Pina, sub-chefe do BELCANTO

Sub-chefe Filipe Pina, na cozinha do BELCANTO

Já é um lugar-comum dizer-se que José Avillez só se conseguiu transformar num autêntico CEO do seu – cada vez maior – grupo de restaurantes devido ao facto de ter ao lado um “braço direito” de enorme valor que, nomeadamente, e entre muitas outras funções, lhe toma conta do BELCANTO.

É certamente verdade – David Jesus tem sido uma pessoa absolutamente essencial no percurso de José Avillez.

Porém, a realidade é bem mais complexa.

Com efeito, também o próprio David Jesus não pode estar em todo o lado!

Pelo que o grande segredo do BELCANTO foi ter conseguido criar equipas de cozinha de talento excecional, que conseguem funcionar na perfeição nas ausências de José Avillez… e também de David Jesus!

Por exemplo, na noite de um sábado do passado mês de março – de que ainda iremos falar aqui no Mesa do Chef – não estavam no restaurante nem José Avillez, nem David Jesus. Com a casa completamente cheia, quem liderou a cozinha do BELCANTO – e muitíssimo bem – foi um dos sub-chefes, Filipe Pina!

 

Ver também:

 

BELCANTO

Largo de São Carlos, 10, Lisboa, Portugal

Chef José Avillez

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:26

PESCA dá o salto com os menus de degustação

por Raul Lufinha, em 22.08.18

Diogo Noronha

Diogo Noronha

Quando Diogo Noronha abriu o PESCA, no início do outono do ano passado, o conceito estava bem definido – o foco eram os produtos do mar.

Porém, só era possível escolher à carta.

Os menus de degustação eram uma ambição, mas para ser concretizada somente em 2018.

E assim foi!

Já este ano, Diogo Noronha adicionou à carta dois menus de degustação: o “Maresia”, de quatro pratos e com mais alguns extras; e o “Maré”, mais completo, em que estão garantidos sete momentos, bem como várias surpresas adicionais da parte da cozinha.

Ora, esta alteração – que para o restaurante pode parecer apenas mais um passo na direção que vinha sendo seguida – é, para o cliente, absolutamente transformadora.

Muda completamente a nossa experiência à mesa do PESCA.

E altera também a forma como percecionamos a cozinha de Diogo Noronha.

Com efeito, os menus de degustação do PESCA têm desde logo duas grandes consequências.

A primeira é dar um sentido ao restaurante. O PESCA apresenta desde o início um conceito muito arrojado – tem peixe e marisco (ou seja, não é um restaurante vegetariano) mas não tem carne. Nem mesmo o LE BERNARDIN, em NY, talvez o mais importante restaurante de mar do mundo (aqui e aqui), chega ao ponto de renegar completamente a carne. Ora, como o PESCA nos tira a carne mas a refeição só podia ser escolhida pelo cliente e à carta, para muitos de nós, formatados para ter carne no menu, a não existência de carne criava sempre um certo desconforto no momento da escolha – ainda que depois a refeição até corresse bem. Mas agora, sendo o chefe a desenhar a refeição, Diogo Noronha consegue provar que a carne não faz qualquer falta! É agora, em versão degustação, que o conceito radical do PESCA passa verdadeiramente a fazer sentido!

A segunda consequência da existência do menu de degustação é a de que – ao existirem mais momentos – fica muito mais visível que, na verdade, o PESCA, apesar do nome, não é apenas um restaurante de mar! É também um restaurante de vegetais! Diogo Noronha trabalha muitíssimo bem os legumes (e as frutas), conseguindo fazê-los brilhar ao nível do peixe e do marisco. O grande segredo do PESCA é que não é apenas um restaurante de mar, é também um restaurante de vegetais!

O que continua igualmente a dar imenso gosto nos restaurantes de Diogo Noronha é o chefe ter a grandeza de permitir que a experiência do cliente seja enriquecida com a existência de outras personagens de imensa qualidade e que têm vida própria, nomeadamente o chefe de bar Fernão Gonçalves e o chefe de pastelaria Clayton Ferreira, bem como agora o escanção Francisco Guilherme, que já tinha trabalhado com o chefe no PEDRO E O LOBO, onde, aliás, o tínhamos conhecido.

Com estes menus, o PESCA deu claramente o salto e está agora no campeonato das estrelas!

 

PESCA

À mesa | Simplicidade e elegância.

 

Luís Pato Blanc de Blancs Sparkling Wine

Luís Pato Blanc de Blancs Sparkling Wine | O sommelier Francisco Guilherme deu as boas-vindas com um versátil espumante bruto da casta Maria Gomes.

 

Fernão Gonçalves

Fernão Gonçalves | Entretanto, o chefe de bar do PESCA saiu de trás do balcão e veio até à sala trazer o primeiro momento do jantar.

 

Primeiro amuse-bouche

Primeiro amuse-bouche | O famoso Negroni envelhecido de Fernão Gonçalves… mas gelificado em meia concha de mexilhão! Tendo por cima um creme do próprio bivalve fumado, salicórnias e ainda uma “areia” de casca de laranja e pimenta de Espelette, com notas fumadas. Começou em grande o jantar no PESCA!

 

Segundo amuse-bouche

Segundo amuse-bouche | A seguir, com um toque de azeite, dois frutos da época, muito maduros e saborosos – tomate e morango. Num conjunto em que também se destacava uma deliciosa água de tomate, extremamente densa!

 

O momento do pão

O momento do pão

O momento do pão

O momento do pão | Nesta noite, o momento do pão foi composto por três elementos: fatias de um excelente pão de mistura biológico de fermentação longa, com uma ótima acidez, feito no PESCA pelo chefe de pastelaria Clayton Ferreira; grissini caseiros; e ainda um requeijão simultaneamente doce e salgado, que Diogo Noronha trabalha com anchovas e cebola e ao qual junta também um pó de alface-do-mar.

 

Terceiro amuse-bouche

Terceiro amuse-bouche | Uma deliciosa brandade de bacalhau, quente e estaladiça, para comer à mão, de uma só vez. Na base, tinha um pão de queijo. E, no topo, azeitonas pretas e alcaparras. Muito bom!

 

Espargos verdes na brasa, cantarelos glaceados, mostarda do mar, queijo da ilha de São Jorge e carvão vegetal

Espargos verdes na brasa, cantarelos glaceados, mostarda do mar, queijo da ilha de São Jorge e carvão vegetal | O primeiro prato do Menu Maré! Espargos, mostarda e queijo num grande momento de Diogo Noronha!

 

Ribeiro Santo Encruzado Branco 2016

Ribeiro Santo Encruzado Branco 2016 | Para os dois momentos seguintes, Francisco Guilherme sugeriu a mais nobre casta branca do Dão, pela mão do enólogo Carlos Lucas, e para ser apreciada a duas diferentes temperaturas: primeiro mais fria, sobressaindo o seu lado vegetal, para acompanhar as gambas; e depois, já um pouco mais quente, mostrando os sabores mais adocicados da fruta e da madeira, para fazer companhia às notas mais doces do prato em que Diogo Noronha trabalha a sardinha com grão-de-bico e a manteiga de cacau. Ou seja, Francisco Guilherme utilizou a evolução da temperatura do vinho no copo para fazer dois pairings com um único vinho! Um exercício bastante pedagógico e que resultou muito bem!

 

Gambas da costa algarvia, salmorejo, chalotas em pickle, alfaces do mar e da terra

Gambas da costa algarvia, salmorejo, chalotas em pickle, alfaces do mar e da terra | O segundo momento do Menu Maré, muito fresco e elegante!

 

Sardinhas da nossa costa, cremoso de grão de bico, pimentos vermelhos braseados, citrinos, rúcula e ice plant

Sardinhas da nossa costa, cremoso de grão de bico, pimentos vermelhos braseados, citrinos, rúcula e ice plant | Mais um desafiante momento de Diogo Noronha, que junta sardinha, manteiga de cacau… e grão! Excelente!

 

Quinta de Foz de Arouce Branco 2015

Quinta de Foz de Arouce Branco 2015 | Elegante e complexo, é produzido a partir da casta Cerceal: fruta branca bastante discreta, suaves notas fumadas, boa estrutura e acidez equilibrada, tudo muito harmonioso, com um final longo. Tendo ligado muito bem com o peixe-espada e com as couves!

 

Peixe-espada preto e nori, couves de temporada, manteiga de caril de Madras, rábano e ovas de arenque

IMG_5554.JPG

Peixe-espada preto e nori, couves de temporada, manteiga de caril de Madras, rábano e ovas de arenque | Diogo Noronha tem sempre couves nas suas cartas! E este prato de peixe-espada preto – um peixe que o chefe já trabalhava muito bem no PEDRO E O LOBO – é precisamente (mais) uma homenagem às couves! Bastante complexo, nesta noite tem três diferentes couves – pak-choi, couve penca e ainda uma couve islandesa. Mas tem também leite de couve-rábano. E alface-do-mar. E ainda um extraordinário sumo de couve com uma infusão de caril de Madras. Enfim, um prato bastante trabalhado mas que resulta muito bem, sobressaindo o salgado do mar, o amargo da couve e o doce do caril. Magnífico!

 

Diogo Noronha

Diogo Noronha

Diogo Noronha

Diogo Noronha

Diogo Noronha | O chefe empratando o salmonete na cozinha aberta do PESCA.

 

Salmonete braseado, migas de pão, puré de alcachofra, favas, tomatada e ovo a baixa temperatura

Salmonete braseado, migas de pão, puré de alcachofra, favas, tomatada e ovo a baixa temperatura | Diogo Noronha gosta sempre de ter um ovo nos seus menus e, desta vez, deixou-o para o último momento salgado do jantar, em que se destacam umas migas… crocantes!

 

Francisco Guilherme

Francisco Guilherme | Depois de ter estado no PEDRO E O LOBO, o escanção Francisco Guilherme regressa à equipa de Diogo Noronha.

 

Quinta do Perdigão Rosé 2016

Quinta do Perdigão Rosé 2016 | Para acompanhar o salmonete, Francisco Guilherme saiu dos brancos e propôs um rosé biológico seco e com estrutura, que funcionou muito bem!

 

Primeira pré-sobremesa

Primeira pré-sobremesa | Coco, morango e ruibarbo numa versão simplificada da sobremesa do menu mais curto, chamado Maresia.

 

Segunda pré-sobremesa

Segunda pré-sobremesa | Sobre uma base de iogurte, um granizado de pepino, com aipo em água de rosas e um fio de azeite. Um momento muito refrescante!

 

Clayton Ferreira

Clayton Ferreira | Foi o próprio chefe de pastelaria do PESCA que trouxe à mesa e apresentou a sobremesa do Menu Maré.

 

Chocolate Santo Domingo 70%, cremoso frio de banana da Madeira, sésamo negro

Chocolate Santo Domingo 70%, cremoso frio de banana da Madeira, sésamo negro | Uma excelente sobremesa de Clayton Ferreira, que junta ao chocolate a doçura e a acidez da banana, com o toque marinho da spirulina, a frescura das folhas de shiso e a mineralidade do sésamo negro.

 

Blandy’s Colheita Bual 2002

Madeira Blandy’s Colheita Bual 2002 | Engarrafado em 2014, este Madeira meio-doce e encorpado, muito rico na boca, com notas de caramelo e baunilha, foi a escolha do escanção Francisco Guilherme para acompanhar os momentos mais doces do jantar!

 

Clayton Ferreira

No final do jantar, uma visita à secção de pastelaria | Fica no piso inferior do restaurante a reservada secção de pastelaria do PESCA, onde Clayton Ferreira tem toda a tranquilidade para criar as suas sobremesas e também para fazer o pão – estes são os que serão cozidos no dia seguinte!

 

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

 

Ver também:

 

PESCA

Rua da Escola Politécnica, 27, Lisboa, Portugal

Chef Diogo Noronha

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:29

No novo rooftop de Santos, o restaurante asiático ŌKAH e o lounge do ZAZAH

por Raul Lufinha, em 28.07.18

Moisés Franco na cozinha do ŌKAH

Moisés Franco na cozinha do ŌKAH

No rooftop do LACS, no Cais Rocha Conde de Óbidos, em Lisboa, há dois novos projetos gastronómicos com a assinatura do chef do ZAZAH, Moisés Franco.

O ZAZAH GOOD VIEW, prolongamento do conceito original do Príncipe Real numa versão Bar & Lounge.

E o ŌKAH, um restaurante de inspiração asiática.

Ambos com uma deslumbrante vista sobre a cidade e o Tejo!

ŌKAH

ŌKAH

A entrada do restaurante ŌKAH

ZAZAH GOOD VIEW

ZAZAH GOOD VIEW

ZAZAH GOOD VIEW Bar & Lounge

 

ZAZAH GOOD VIEW Bar & Lounge + Restaurante ŌKAH

LACS, Cais Rocha Conde de Óbidos, Lisboa, Portugal

Chef Moisés Franco

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:37

1 ano de SUD Lisboa

por Raul Lufinha, em 22.07.18

SUD Lisboa

No piso superior, a piscina aberta ao público

Já fez um ano que abriu o SUD Lisboa.

Multifacetado projeto junto ao rio Tejo, em Belém, é composto por dois grandes espaços.

De um lado, o Hall, que se dedica a eventos.

E do outro, o Terrazza, com diversos bares, esplanadas e muito entretenimento, tendo também uma piscina no piso superior – que abre ao público durante a época balnear – e um restaurante de cozinha mediterrânica no piso térreo.

SUD Lisboa

No piso térreo, o restaurante de cozinha mediterrânica

Couvert

Couvert

Burrata di Andria

Burrata di Andria

Tábua de entradas (Carpaccio di Manzo Black Angus Marinato / Panzanella / Insalata di Mare)

Tábua de entradas (Carpaccio di Manzo Black Angus Marinato / Panzanella / Insalata di Mare)

Divai Reserva Branco 2016

Divai Reserva Branco 2016

Risotto ai Funghi

Risotto ai Funghi

Baccalà al Forno

Baccalà al Forno

Tagliata di Controfiletto

Tagliata di Controfiletto

Divai Reserva Tinto 2015

Divai Reserva Tinto 2015

SUD Merengue

SUD Merengue

Chocolates com o café

Chocolates com o café

 

SUD Lisboa

Avenida Brasília, Pavilhão Poente (ao lado do MAAT), Lisboa, Portugal

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:30

Sabores familiares no THE DECADENTE

por Raul Lufinha, em 21.07.18

António Sousa no pátio exterior do THE DECADENTE

António Sousa no pátio exterior do THE DECADENTE

António Sousa é o chef do THE DECADENTE e do THE INSÓLITO, restaurantes que funcionam num palacete do século XIX em frente ao Miradouro de São Pedro de Alcântara, em Lisboa.

E se no THE INSÓLITO há uma procura pelo invulgar, no THE DECADENTE o objetivo é o oposto.

Aqui, num conceito de convívio e partilha, o que se pretende é mesmo o reencontro com sabores familiares!

Seleção de pães e manteigas aromatizadas com manjericão e tomate seco

Seleção de pães e manteigas aromatizadas com manjericão e tomate seco

Pica-Pau

Pica-Pau

Camarões Salteados

Camarões Salteados

Tártaro de Polvo

Tártaro de Polvo

Bife Tártaro

Bife Tártaro

Tábua de Queijos e Enchidos

Tábua de Queijos e Enchidos

Amêijoas

Amêijoas

Rosbife com Salada Atlântica

Rosbife com Salada Atlântica

Portugal no Tacho – Arroz malandrinho com camarão, peixe, bisque de camarão e coentros

Portugal no Tacho – Arroz malandrinho com camarão, peixe, bisque de camarão e coentros

Linguini Negro do Mar

Linguini Negro do Mar

The Independente Collective, Sauvignon Blanc, branco, 2017

The Independente Collective, Sauvignon Blanc, branco, 2017

Chocolate Decadente

Chocolate Decadente

THE DECADENTE

THE DECADENTE

A sala interior

THE DECADENTE

THE DECADENTE

O pátio exterior

 

THE DECADENTE

Rua de São Pedro de Alcântara, 81, Lisboa, Portugal

Chef António Sousa

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:32

28 novas sardinhas by Bordallo

por Raul Lufinha, em 19.07.18

“Sardinha by Bordallo”

28 novidades

A coleção “Sardinha by Bordallo”, uma iniciativa da centenária Bordallo Pinheiro em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e a EGEAC, recebeu este ano vinte e oito novas criações que, mais uma vez, reinterpretam um ícone da cidade de Lisboa durante o verão – a sardinha.

 

Ver também:

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:41


Partilha de experiências e emoções gastronómicas

Raul Lufinha

Facebook


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

  Pesquisar no Blog


Últimos comentários

  • Raul Lufinha

    Não. Não sei se se está referir ao branco ou ao ti...

  • Anónimo

    O 74 estava oxidado? Parece ter uma cor diferente ...

  • Marta Felino

    Foi um grande jantar, Chef Diogo Noronha!E foi mui...

  • mami

    boas ofertas para experimentar este verão :)

  • Raul Lufinha

    Sim, num vinho tão novo, a rolha não era seguramen...

  • Anónimo

    Qual a utilidade em abrir dessa forma um vinho de ...

  • Anónimo

    Eu que agradeço pelo carinho e amor. Obrigado Obri...

  • Anónimo

    O melhor Restaurante de VILAMOURA e um dos melhore...

  • Anónimo

    Chamo-me Francisco Pôla, tal como você. é possivel...

  • Raul Lufinha

    Para memória futura: hoje, dia 05-02-2018, o SAPO ...



Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D




subscrever feeds