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Nas mãos da Noélia

por Raul Lufinha, em 17.06.19

Chef Noélia

Chef Noélia


No restaurante NOÉLIA, na marginal de Cabanas de Tavira, apesar de não haver menu de degustação, é possível terem-se experiências gastronómicas com esse espírito – e de grande nível.


O segredo está em ficar “nas mãos da chef”.


Deste modo, não se escolhe nada.


Sendo tudo surpresa.


É a própria Noélia que vai enviando, a seu gosto, os pratos para a mesa, de forma sucessiva e cadenciada, um de cada vez, numa lógica de partilha e de degustação, até dizermos que pretendemos avançar para as sobremesas.


Corre sempre muito bem!


E é sempre maravilhoso!

 

CouvertCouvert

 

Tapa de muxama de atum

Tapa de muxama de atum

 

Sardinha marinada com maracujá

Sardinha marinada com maracujá

 

Ceviche de dourada

Ceviche de dourada

 

Sopa rica de peixe

Sopa rica de peixe

 

Robalo frito com arroz de lima

Robalo frito com arroz de lima

 

Tarte de alfarroba, amêndoa e gila + Bolo de laranja com amêndoa e gila

Tarte de alfarroba, amêndoa e gila + Bolo de laranja com amêndoa e gila

 

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

 

Ver também:

 

NOÉLIA
Rua da Fortaleza, Edifício Cabanas-Mar, Loja 6, Cabanas de Tavira, Algarve, Portugal
Chef Noélia Jerónimo

 

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publicado às 19:57

Quinta das Lágrimas em Troia

por Raul Lufinha, em 15.06.19

Chef Vítor DiasChef Vítor Dias


Vítor Dias, chef executivo da Quinta das Lágrimas, rumou a sul e instalou-se no Troia Design Hotel, para dar a conhecer a cozinha do ARCADAS num pop-up de três dias.

 

Sommelier Caroline ZagaloSommelier Caroline Zagalo


Tendo trazido igualmente consigo Caroline Zagalo, a sommelier do emblemático hotel de charme de Coimbra e uma Baga Lady.

 

ARCADAS três dias no Troia Design HotelARCADAS três dias no Troia Design Hotel


A abrir o menu, três snacks.


O crocante de chouriço, em que sobressaía a qualidade do produto.


A emblemática “Rocha das Lágrimas”, manchada com o sangue de Inês de Castro. Uma falsa pedra, feita de manteiga de cacau, e cujo líquido no interior é Licor Beirão trabalhado com citrinos. Sendo para comer de uma só vez!


E ainda um fresco cubo de abacaxi marinado em chá de hibiscos, ao qual o chef juntou o toque picante do wasabi.

 

Aperitivo do ChefAperitivos do Chef


Harmonizados com o espumante blanc de noir bruto de Aníbal Coutinho, produzido na Bairrada a partir de uvas da casta Baga.

 

Astronauta Espumante Bruto Blanc de Noir Baga 2015Astronauta Espumante Bruto Blanc de Noir Baga 2015


Depois, às "Terras de Sicó" – o vasto território da região centro de Portugal localizado em torno do maciço da Serra de Sicó e que engloba os concelhos de Alvaiázere, Ansião, Condeixa-a-Nova, Penela, Pombal e Soure – Vítor Dias foi buscar o Queijo Rabaçal DOP.


Servindo-o num delicioso creme, que tem também um ovo de galinha cozinhado a baixa temperatura escondido sob um jogo de texturas de carne de porco e de vegetais.

 

Serras
Serras


Tendo Caroline Zagalo sugerido o Pedro & Inês branco de 2016, um lote de Encruzado e Malvasia Fina do Dão com estágio de quatro meses em barricas de carvalho francês, assinado pelo enólogo Carlos Lucas.


Um vinho fresco, elegante e com estrutura, que também acompanhou – e bem – o momento seguinte.

 

Pedro & Inês Branco 2016Pedro & Inês Branco 2016


Ora, precisamente a seguir, chega à mesa um prato e um pequeno copo.


No prato, o peixe do dia – pargo.


Com umas “pérolas” de pepino, como lhes chama o chefe.


Mais uma espuma de tomate e mexilhão.


E ainda um saboroso “sauce thai” de coentros, gengibre e pepino.

 

Peixe do DiaPeixe do Dia


Já no copo, uma surpresa do chefe!


Um shot de maracujá e “leite de tigre”!


Mas para beber só no final, de modo a limpar o palato!

 

Leite de TigreLeite de Tigre


O prato de carne do ARCADAS que Vítor Dias escolheu trazer até Troia foi o Tornedó de Vitela.


Estava delicioso.


E vinha no ponto certo.


Tendo também batata assada, inteira e em puré.


Espigos de grelos da Gândara.


Esparregado de espinafres.


E jus de tutano.

 

Tornedó de VitelaTornedó de Vitela


Já a sugestão da escanção Caroline Zagalo foi novamente o vinho Pedro & Inês.


Mas agora o tinto!


Da colheita de 2015 e igualmente assinado por Carlos Lucas, é um complexo e elegante lote de Touriga Nacional e Alfrocheiro que estagiou catorze meses em barricas usadas de carvalho francês.

 

Caroline ZagaloCaroline Zagalo sugeriu novamente…

 

Caroline Zagalo… um vinho evocativo da história da Quinta das Lágrimas

 

Pedro & Inês Tinto 2015Pedro & Inês Tinto 2015


A seguir, com mel, passas e pinhões, uma seleção de três queijos nacionais.


Azeitão, numa quenelle – um queijo de ovelha.


Ilha de São Jorge – de vaca.


E Rabaçal – de vaca, cabra e ovelha.


Tendo este momento dedicado ao queijo sido também um excelente pretexto para revisitar o Pedro & Inês… branco!

 

Seleção de Queijos NacionaisSeleção de Queijos Nacionais


À sobremesa, o símbolo maior da história de Pedro & Inês.


O coração!


Que aqui era de morango, com creme mascarpone!

 

O CoraçãoO Coração


Tendo a derradeira escolha de Caroline Zagalo sido uma homenagem à região que acolheu o ARCADAS para este fim de semana alargado.


Um Moscatel de Setúbal Roxo!

 

Quinta do Piloto Moscatel Roxo Superior 2012Quinta do Piloto Moscatel Roxo Superior 2012


Finalmente, com o café, chegaram os petits fours do ARCADAS.

 

Petits FoursPetits Fours


Foi o final de uma refeição encantadora, com o chef Vítor Dias e a sommelier Caroline Zagalo a trazerem até ao Troia Design Hotel a mística de Pedro & Inês, sempre bem viva no restaurante ARCADAS da Quinta das Lágrimas.

 

Troia Design HotelTroia Design Hotel

 

ARCADAS
Hotel Quinta das Lágrimas
Chef Vítor Dias

Troia Design Hotel
Marina de Troia, Troia, Portugal

 

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publicado às 18:26

MALOCA DA TUTTAPANNA, o novo restaurante de Anderson Sousa

por Raul Lufinha, em 12.06.19

Anderson Sousa

Chef Anderson Sousa


Há novidades no centro de Vilamoura – Anderson Sousa tem um novo restaurante!


Com efeito, o chefe brasileiro de Belém do Pará resolveu fechar os seus dois restaurantes, o italiano TUTTAPANNA e o amazónico EMPÓRIO, de modo a juntá-los num único espaço, de maiores dimensões e com uma oferta alargada.


Fica do outro lado da Avenida Tivoli, quase em frente aos anteriores.


Abriu no final de abril.


E chama-se MALOCA DA TUTTAPANNA.


Um nome muito especial para Anderson Sousa, chef descendente de índios, pois “maloca” é a cabana que os indígenas da Amazónia utilizam para comemorações e rituais de grupo, sendo um símbolo de união e convívio.

 

MALOCA DA TUTTAPANNAMALOCA DA TUTTAPANNA, novo restaurante em Vilamoura

 

 

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

 

 

Ver também:


– EMPÓRIO


– TUTTAPANNA

 

 

MALOCA DA TUTTAPANNA
Av. Tivoli, Edifício Europa, Loja 1, Vilamoura, Algarve, Portugal
Chef Anderson Sousa

 

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publicado às 22:59

OLHÓ BACALHAU, uma loja de bacalhau que também é restaurante

por Raul Lufinha, em 10.06.19

Luís Gaspar, o embaixador da Terra do Bacalhau que também assina a carta do OLHÓ BACALHAU

Luís Gaspar, o embaixador da Terra do Bacalhau que também assina a carta do OLHÓ BACALHAU


Juntando-se a chefes como Vítor Sobral e Hélio Loureiro, Luís Gaspar é o mais recente embaixador da Terra do Bacalhau, uma marca de bacalhau da Noruega de qualidade superior, selecionado e preparado de forma artesanal, e curado, apenas com sal, durante 9 meses.

 

O mapa do bacalhauO mapa do bacalhau


Ora, depois do sucesso da banca no Time Out Market, a Terra do Bacalhau acabou de abrir um espaço próprio, também em Lisboa.


Fica na Rua dos Mastros, uma perpendicular à Rua do Poço dos Negros.


E chama-se igualmente OLHÓ BACALHAU.


Mas, para além de loja, é também um restaurante.

 

OLHÓ BACALHAU

OLHÓ BACALHAUUma loja de bacalhau…

 

OLHÓ BACALHAU

OLHÓ BACALHAU… que também é restaurante


Sendo aqui possível apreciar o bacalhau da Noruega confecionado de acordo com os sabores da cozinha tradicional portuguesa.

 

Sempre num registo de grande elegância e equilíbrio de sabores. 

 

Mas numa lógica de petiscos e de partilha.


Com a carta a ser assinada precisamente pelo novo embaixador da Terra do Bacalhau, o chefe Luís Gaspar.


O qual colocou também um dos seus braços direitos como chefe residente do restaurante – Gonçalo Alpalhão.

 

Oyvind Jensen (CEO Terra do Bacalhau), Gonçalo Alpalhão (chefe residente OLHÓ BACALHAU), Luís Gaspar (Embaixador Terra do Bacalhau)Oyvind Jensen (CEO Terra do Bacalhau), Gonçalo Alpalhão (chefe residente OLHÓ BACALHAU), Luís Gaspar (Embaixador Terra do Bacalhau)

 

Igualmente interessante é a oferta de vinhos do OLHÓ BACALHAU, pois a carta, apesar de reduzida, inclui os vinhos Bacalhau de Paulo Laureano, o branco e o tinto.

 

Estando o OLHÓ BACALHAU aberto de segunda a sábado, das 11h00 até às 20h00.

 

Óleo de fígado de bacalhauShots de óleo de fígado de bacalhau…

 

Óleo de fígado de bacalhau… aromatizados com limão

 

Pastéis de BacalhauPastéis de Bacalhau

 

Salada de Bacalhau com GrãoSalada de Bacalhau com Grão

 

Snack de Pele de Bacalhau Crocante com Maionese de JalapeñoSnack de Pele de Bacalhau Crocante com Maionese de Jalapeño

 

Conserva de Lombos de Bacalhau com Escabeche de PimentosConserva de Lombos de Bacalhau com Escabeche de Pimentos

 

Torricado de Bacalhau, Pão Alentejano e CeboladaTorricado de Bacalhau, Pão Alentejano e Cebolada

 

Grãozada de Sames de BacalhauGrãozada de Sames de Bacalhau

 

Folhado de BacalhauFolhado de Bacalhau (com recheio de Bacalhau com Natas)

 

Ovos MolesOvos Moles

 

Bacalhau Escolha by Paulo Laureano, Branco 2016 (100% Antão Vaz) e Tinto 2015 (40% Trincadeira, 30% Alicante Bouschet, 20% Aragonez, 10% Tinta Grossa)Bacalhau Escolha by Paulo Laureano, Branco 2016 e Tinto 2015

 

OLHÓ BACALHAUOLHÓ BACALHAU

 

Ver também:

 

OLHÓ BACALHAU
Rua dos Mastros, 28, Lisboa, Portugal
Chef consultor Luís Gaspar, Chef residente Gonçalo Alpalhão

 

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publicado às 22:17

Workshop de harmonização de espumantes no Brut Experience

por Raul Lufinha, em 04.06.19

Luís Gradíssimo e António AlexandreLuís Gradíssimo e António Alexandre

 

É à mesa que o espumante mais brilha!


Por isso, a componente gastronómica está sempre muito presente no Brut Experience, um evento dedicado a espumantes organizado pelo enófilo Luís Gradíssimo e pelo jornalista José Miguel Dentinho, que é simultaneamente um concurso internacional e um momento de prova aberto ao público.


De tal forma que nesta segunda edição, realizada a 1 de junho no Lisbon Marriott Hotel, para além do jantar vínico de encerramento, um dos pontos altos do evento foi o wokshop de harmonizações de espumante com as criações do chef António Alexandre, conduzido por Luís Gradíssimo.

 

Luís GradíssimoLuís Gradíssimo


Para começar, uma surpresa!


Luís Gradíssimo resolveu criar um momento prévio às harmonizações propriamente ditas e apresentou um espumante… de aperitivo!


Ou seja, sem qualquer comida!


Com a escolha a recair no Côto de Mamoelas Reserva de 2016, um fresco e elegante espumante de Alvarinho da sub-região de Monção e Melgaço.


Tendo sido também muito interessante comprovar como o tempo de estágio sobre borras efetivamente influi tanto no perfil (e na qualidade) de um espumante – enquanto este Reserva de 2016 foi servido como aperitivo, o mais complexo e evoluído Grande Reserva de 2012 “degorjado” em 2018 tinha sido há uns dias no Ritz a escolha de Rodolfo Tristão para uma poderosa sobremesa, o Pudim Abade de Priscos de Pascal Meynard…!

 

Côto de Mamoelas Bruto Reserva 2016Côto de Mamoelas Bruto Reserva 2016

 

Ao primeiro dos cinco momentos criados propositadamente para este workshop o chef António Alexandre deu o nome de “Ceviche de Pargo e Algas”, pois, conforme explicou à sala, apresentou “o peixe marinado quase como se fosse um ceviche”.


Ou seja, um prato cítrico.


E com muito mar.


Em que as algas reforçaram ainda mais essa salinidade.


Pelo que estratégia de Luís Gradíssimo para a harmonização foi precisamente fazer uma abordagem pela acidez… e também pela salinidade!


Tendo escolhido um espumante… da ilha da Madeira!


O Terras do Avô, da colheita de 2014 e “degorjado” somente em 2019 – o que significa um estágio sobre borras de mais de quatro anos.


Sendo produzido a partir de uvas das castas Verdelho (89%) e Sercial (11%) plantadas na encosta norte da ilha.


Um espumante raro – foi o primeiro espumante produzido na região demarcada da Madeira.


E um espumante também ainda pouco conhecido, embora tenha sido distinguido já pelo segundo ano consecutivo com uma medalha de ouro no concurso internacional Brut Experience.


Tendo como principais características uma acidez marcante e um carácter salino.


O que o torna ideal para pratos de mar cítricos, como este “ceviche” de António Alexandre.


Com efeito, viu-se na prova, o Terras do Avô reforça a intensidade da acidez da comida e, bem assim, a profundidade dos sabores salinos.


Mas, com a sua acidez vibrante e salina, tem também um outro efeito, uma outra função: limpa a boca e prepara-nos para a garfada seguinte!


Muito interessante igualmente o pormenor de António Alexandre ter juntado uma tosta ao conjunto, o que reforçou a crocância do espumante e ligou também com as suas notas de brioche.


Foi, pois, um momento extraordinário!

 

Terras do Avô Espumante Extra Bruto 2014 (dégorgement fevereiro 2019)Terras do Avô Espumante Extra Bruto 2014 (dégorgement fevereiro 2019)

 

Ceviche de Pargo e AlgasCeviche de Pargo e Algas

 

A seguir, António Alexandre serviu foie gras, cortado pela acidez das nêsperas e das cerejas.


E a abordagem de Luís Gradíssimo foi, de novo, a de fazer uma harmonização precisamente em busca da acidez.


Mas pela lógica inversa.


Em vez de ser para acentuar as notas aciduladas, foi antes para cortar a gordura do foie gras.


Mas não só!


Foi também em busca da untuosidade, de modo a ligar com o foie gras – o que, num espumante, significa estágio.


E depois, a cereja no topo do bolo foi… a cereja!


Ou seja, para ligar com os frutos encarnados do prato e ter as tais notas de cereja, Luís Gradíssimo optou por um espumante… rosé!


De modo que o escolhido foi o Grande Reserva da Herdade do Rocim, um espumante rosé de 2014 com 36 meses de estágio sobre borras.


Tinha acidez.


Tinha corpo – é um Grande Reserva.


E tinha também a afinidade com as frutas encarnadas do prato – ou seja, com as cerejas – dado ser um rosé.


Uma abordagem diferente da clássica ligação foie gras / Sauternes.


E que também funcionou.


Com a vantagem adicional de ser mais refrescante.


E de ter sido feita com um vinho menos doce – os vinhos doces no início da refeição são sempre um risco!

 

Herdade do Rocim Espumante Rosé Grande Reserva Brut Nature 2014Herdade do Rocim Espumante Rosé Grande Reserva Brut Nature 2014

 

Foie Gras com Nêsperas e CerejasFoie Gras com Nêsperas e Cerejas

 

Para o momento seguinte, António Alexandre trouxe raia, escalfada num saboroso Bulhão Pato de berbigão que se bebia no final.


E Luís Gradíssimo foi à Bairrada buscar um espumante com estrutura e cremosidade, o Arinto & Baga da Quinta dos Abibes, já de 2014 – acidez moderada, alguma evolução, menos bolha, tudo muito equilibrado, a ligar otimamente com a delicadeza e untuosidade da raia.

 

O qual trouxe à memória o 2012 que o escanção Sérgio Antunes há uns anos nos tinha proposto com os snacks iniciais de Alexandre Silva no LOCO.

 

Quinta dos Abibes Espumante Extra Bruto Arinto & Baga Reserva 2014Quinta dos Abibes Espumante Extra Bruto Arinto & Baga Reserva 2014

 

Raia Escalfada com Berbigão e Coentros

Raia Escalfada com Berbigão e Coentros

 

A proposta seguinte de António Alexandre foi carne – uma deliciosa mini empada de pato.


De modo que, para ligar com a massa da empada, Luís Gradíssimo foi à procura de um espumante que também já tivesse algumas daquelas notas de pão dadas pelo estágio sobre borras.


Tendo escolhido o Cartuxa Bruto de 2012, produzido pela Fundação Eugénio de Almeida a partir da casta Arinto.


Um espumante D.O.C. Alentejo fresco e elegante.


E que se confirmou ter já interessantes notas tostadas e amanteigadas, fazendo a ponte para a empada de pato de António Alexandre.

 

Grande momento!

 

Cartuxa Espumante Bruto 2012Cartuxa Espumante Bruto 2012

 

Empada de Pato

Empada de Pato

 

Para fechar a sessão, a proposta do chef executivo do Marriott foi um “Crocante de Tentúgal” evocativo do famoso pastel.


Ora, para uma sobremesa de massa com recheio de ovos, Luís Gradíssimo escolheu um espumante com grande evolução.


O Montanha Real Grande Reserva, das Caves da Montanha, na Bairrada.


Um espumante cujo vinho base, produzido a partir de Baga, Chardonnay e Arinto, é da colheita de 2010 e fermentou parcialmente em barricas de carvalho francês antes dos mais de três anos de estágio sobre borras.


E que, aliás, tinha acabado de ser distinguido, no mês passado, com a Grande Medalha de Ouro da edição de 2019 do Concours Mondial de Bruxelles.


Bolha fina, fruta branca madura, boa mousse, cremosidade, estrutura, madeira, ótima acidez, tudo num registo de grande elegância.


E com uma enorme complexidade, sobressaindo as notas de biscoito e também as notas amanteigadas do longo estágio da casta Chardonnay, que ligaram muito bem com a massa do pastel.


Outro interessante ponto de ligação que existe nestas harmonizações de massas estaladiças com espumante – e que aqui também esteve presente – foi a afinidade de texturas entre o crocante da massa e a crocância da mousse.


Uma excelente escolha!

 

Montanha Real Grande Reserva 2010 Branco BrutoMontanha Real Grande Reserva 2010 Branco Bruto

 

Crocante de Tentúgal

Crocante de Tentúgal

 

Tendo sido o final de uma grande sessão, simultaneamente lúdica e pedagógica.


E que, mais uma vez, serviu para demonstrar que – quando as harmonizações são bem feitas – é mesmo à mesa que o espumante mais brilha!

 

O brinde final de António Alexandre e Luís Gradíssimo

O brinde final de António Alexandre e Luís Gradíssimo

 

Os seis espumantes

Os seis espumantes da sessão

 

Ver também:

 

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publicado às 15:46

O Menu Evolução do BELCANTO de José Avillez em março de 2018

por Raul Lufinha, em 01.06.19

Filipe Pina liderando a cozinha do BELCANTO

Filipe Pina liderando a cozinha do BELCANTO numa noite de sábado de março de 2018

 

Agora que, em maio de 2019, José Avillez alterou a localização do BELCANTO, passando-o para a porta ao lado, onde anteriormente tinha funcionado o LARGO de Miguel Castro e Silva, aqui fica uma recordação da segunda fase de José Avillez no BELCANTO.


Ainda no n.º 10 do Largo de São Carlos – atualmente passou para o n.º 12 – mas após as obras de renovação que eliminaram, nomeadamente, a sala do fundo, a instalação de Joana Astolfi “Para ser grande sê inteiro” e também as madeiras que revestiam as paredes.


Estávamos em março de 2018.


E o menu servido era um “Menu Evolução” repleto de novidades que tinham sido estreadas em 2017.

 

Dirty sabutini com caroços de azeitona (2017)

Dirty sabutini com caroços de azeitona (2017)

 

“Pedras” de grão e bacalhau (2017)

“Pedras” de grão e bacalhau (2017)

 

“Bouquet” de atum dos Açores (2015)

“Bouquet” de atum dos Açores (2015)

“Bouquet” de atum dos Açores (2015)

 

Castanha assada (2016)

Castanha assada (2016)

 

Cabeça de porco (2017)

Cabeça de porco (2017)

 

Lâminas de carapau fumado, fígado de bacalhau, pickles de flores e cebolinhas com pão crocante (2017)

Lâminas de carapau fumado, fígado de bacalhau, pickles de flores e cebolinhas com pão crocante (2017)

 

Pães

Pães…

 

Pães

… no prato…

 

IMG_3474.JPG

… e manteigas

 

Lavagante azul

Lavagante azul

Lavagante azul levado à sala e mostrado na mesa antes de ser cozinhado

 

Ceviche de amêijoas à Bulhão Pato (2017)

Ceviche de amêijoas à Bulhão Pato (2017)

 

Tártaro de lavagante grelhado (2017)

Tártaro de lavagante grelhado (2017)

 

Visita à cozinha

Visita à cozinha

Visita à cozinha

Visita à cozinha

Visita à cozinha

Visita à cozinha

Visita à cozinha

Visita à cozinha

Visita à cozinha, guiada por Filipe Pina

 

Carabineiro do Algarve em dois serviços: com xerém de samos e hortelã-da-ribeira; cabeça em crosta de sal de beterraba (2017)

Carabineiro do Algarve em dois serviços: com xerém de samos e hortelã-da-ribeira; cabeça em crosta de sal de beterraba (2017)

 

Couve do cozido nas brasas com papada (2017)

Couve do cozido nas brasas com papada (2017)

 

Gema BT com puré de tupinambo, “farinheira” de ovas, enguia e molho de cabidela (2017)

Gema BT com puré de tupinambo, “farinheira” de ovas, enguia e molho de cabidela (2017)

 

Robalo com abacate fumado, óleo de pistácio, raspa de lima e dashi (2017)

Robalo com abacate fumado, óleo de pistácio, raspa de lima e dashi (2017)

 

Lula grelhada recheada com o seu arroz, raspa de limão, emulsão de tutano e pancetta (2017)

Lula grelhada recheada com o seu arroz, raspa de limão, emulsão de tutano e pancetta (2017)

 

Pluma de porco alentejano com migas de pimentão, favinha e pezinhos de coentrada (2017)

Pluma de porco alentejano com migas de pimentão, favinha e pezinhos de coentrada (2017)

 

Corneto de presunto (2017)

Corneto de presunto (2017)

 

Choco, chocolate e tinta de choco (2017)

Choco, chocolate e tinta de choco (2017)

 

Morango, líchia, rosa e yuzu (2017)

Morango, líchia, rosa e yuzu (2017)

 

Extra-menu, o bolo dos anos

Extra-menu, o bolo dos anos

 

Petits fours

Petits fours

 

A sala, ao final da noite

A sala, ao final da noite

A sala, ao final da noite

 

Ver também:

 

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

 

BELCANTO

Largo de São Carlos, 12, Lisboa, Portugal

Chef José Avillez

 

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publicado às 01:31

Sacra, a leve e refrescante English Summer Ale da Trindade

por Raul Lufinha, em 30.05.19

Trindade Sacra, edição especial e limitadaTrindade Sacra, edição especial e limitada


A propósito dos Santos Populares e das festas da cidade de Lisboa, a Trindade acaba de lançar uma English Summer Ale.


Ou Golden Ale, o outro nome pelo qual é conhecido este estilo de cerveja, leve e fresco.


Chama-se Sacra.


E é uma edição especial, muito limitada.


Vindo juntar-se à trilogia Trindade, composta pela Profana (uma India Pale Ale), pela Áurea (uma Vienna Lager) e pela Fénix (uma American Wheat).


Tem uma cor clara, amarelo palha.


E é turva.


Apresentando uma espuma generosa.


Já os aromas são florais e herbais.


Na boca, distingue-se pelo baixo amargor e por ter um corpo leve.


Bem como pela secura final, que nos faz ter vontade de beber mais outra!


Leve e refrescante, é, pois, uma cerveja bastante acessível, muito fácil de se beber.


Sendo ideal para os dias quentes de verão!

 

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publicado às 23:52

Monção e Melgaço, a origem do Alvarinho

por Raul Lufinha, em 28.05.19

António Barbosa e Manoel Batista, os Presidentes das Câmaras de Monção e de MelgaçoAntónio Barbosa e Manoel Batista, os Presidentes das Câmaras de Monção e de Melgaço


A casta Alvarinho – para muitos, a rainha das castas brancas portuguesas – está na moda.


Está na moda junto dos consumidores.


E está também na moda junto dos próprios produtores, que a estão a plantar um pouco por todo o país.

 

Alvarinho Wine Fest, 8 a 10 de junho de 2019Alvarinho Wine Fest, 8 a 10 de junho de 2019

 

Ora, para celebrar os terroirs que estão na origem do Alvarinho e a autenticidade dos seus vinhos, mais de 30 produtores de Monção e Melgaço trazem de novo a Lisboa o “Alvarinho Wine Fest”.


Um evento de três dias que irá decorrer no Pavilhão Carlos Lopes, de 8 a 10 de junho.


E em que, para além da prova de Alvarinhos muito especiais, será igualmente possível degustar queijos, enchidos e outras iguarias destes dois territórios do Alto Minho.

 

Rodolfo Tristão, sommelier do BELCANTORodolfo Tristão, sommelier do BELCANTO

 

A conferência de imprensa de lançamento do evento realizou-se no Hotel Ritz, em Lisboa, ao longo de um almoço só de Alvarinhos que, comprovando a enorme aptidão gastronómica destes vinhos e a sua grande capacidade de evolução, serviu igualmente para dar a conhecer uma pequena amostra dos muitos vinhos que irão estar disponíveis para prova no evento – no total, serão, pelo menos, 108 Alvarinhos!


A comandar as operações, bem como a conduzir e comentar a prova, esteve Rodolfo Tristão, o sommelier do BELCANTO, de José Avillez.


Tendo as boas-vindas sido dadas com dois espumantes, um de cada um dos concelhos da sub-região de Monção e Melgaço.

 

Cortinha Velha Espumante Bruto Natural Reserva 2016

Cortinha Velha Espumante Bruto Natural Reserva 2016  (Monção)

 

Dom Ponciano Espumante Bruto Natural Grande Reserva 2013Dom Ponciano Espumante Bruto Natural Grande Reserva 2013 (Melgaço)

 

Ritz Four Seasons LisboaRitz Four Seasons Lisboa

 

Ritz Four Seasons LisboaO menu do almoço…

 

Ritz Four Seasons Lisboa… assinado pelo chef Pascal Meynard…

 

Ritz Four Seasons Lisboa… e o wine pairing – só Alvarinhos


Para começar, com o risoto, dois Alvarinhos agradavelmente fora da caixa.

 

Além da habitual frescura e acidez, eram também untuosos, com uma ótima textura.

 

Quinta das Alvaianas 2018Quinta das Alvaianas 2018

 

Vale dos Ares Vinha da Coutada 2016Vale dos Ares Vinha da Coutada 2016

 

Risoto de camarão selvagem aromatizado com basílico e limãoRisoto de camarão selvagem aromatizado com basílico e limão

 

A seguir, para o bacalhau, Rodolfo Tristão apresentou quatro vinhos bem diferentes.


O Expressões de Anselmo Mendes, mais novo e mais fresco, sendo o que melhor puxa pelos temperos do bacalhau de Pascal Meynard.


E depois três maravilhosos Alvarinhos antigos, comprovando que esta não é uma casta apenas de vinhos frescos para beber com calor.


O Deu La Deu de 1998, então, estava de tal forma delicioso que nem comida precisava!

 

Expressões Anselmo Mendes 2016Expressões Anselmo Mendes 2016

 

Deu La Deu 1998Deu La Deu 1998

 

Quinta de Alderiz 2008Quinta de Alderiz 2008

 

Quinta do Regueiro 2000Quinta do Regueiro 2000

 

Bacalhau confit, bimi, puré de grão e crumble de milhoBacalhau confit, bimi, puré de grão e crumble de milho

 

Finalmente, para o pudim Abade de Priscos, dois excelentes espumantes e um surpreendente colheita tardia com notas de caramelo.

 

Soalheiro Espumante Bruto Barrica 2014Soalheiro Espumante Bruto Barrica 2014

 

Côto de Mamoelas Bruto Grande Reserva 2012 (dégorgement maio 2018)Côto de Mamoelas Bruto Grande Reserva 2012 (dégorgement maio 2018)

 

QM Vindima Tardia 2016QM Vindima Tardia 2016

 

Pudim do Abade de Priscos com laranja marinada, poejo, sorbet de laranja e cardamomoPudim do Abade de Priscos com laranja marinada, poejo, sorbet de laranja e cardamomo

 

Foi o final de um almoço que celebrou os Alvarinhos… do território do Alvarinho!

 

Mignardises

Mignardises

 

Os Alvarinhos de Monção e Melgaço apresentados à mesa

Os Alvarinhos de Monção e Melgaço apresentados à mesa

 

Alvarinho Wine Fest 2019
Pavilhão Carlos Lopes, Lisboa, Portugal
8, 9 e 10 de junho

 

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publicado às 01:23

Rota de Tapas, até 9 de junho

por Raul Lufinha, em 24.05.19

Rota de Tapas, de 23 de maio a 9 de junhoRota de Tapas, de 23 de maio a 9 de junho


Feita em Barcelona, a Estrella Damm é uma cerveja que aposta forte na ligação à comida.


E que em Portugal, para além de marcar presença nas mais diversas iniciativas gastronómicas, organiza ainda dois eventos próprios de referência.


Um, é o Congresso Gastronómico, que reúne grandes nomes da gastronomia mundial – na última edição, por exemplo, estiveram em Lisboa personalidades como Joan Roca do EL CELLER DE CAN ROCA ou Fina Puigdevall do LES COLS.


O outro evento é a Rota de Tapas, que já vai na 13.ª edição. Desta vez, de 23 de maio a 9 de junho, há mais de duzentos restaurantes espalhados por nove cidades (Lisboa, Porto, Braga, Faro, Aveiro, Évora, Viseu, Caldas da Rainha e Castelo Branco) que disponibilizam uma tapa e uma Estrella Damm por 3€. Mais pormenores aqui.

 

Estrella Damm aposta forte na gastronomia

Estrella Damm aposta forte na gastronomia

 

 

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publicado às 17:43

EGOÍSTA no GRÉMIO LITERÁRIO

por Raul Lufinha, em 22.05.19

Chef Hermínio CostaChef Hermínio Costa


A apresentação do Ciclo de Jantares “Conferências do Casino” comemorativo dos 10 anos do EGOÍSTA – que decorreu no Grémio Literário, em Lisboa – culminou com um jantar no qual o Chef Hermínio Costa apresentou a cozinha elegante e requintada do restaurante do Casino da Póvoa, sempre com produtos de topo e vinhos a condizer.

 

EGOÍSTA no GRÉMIO LITERÁRIO

EGOÍSTA no GRÉMIO LITERÁRIOEGOÍSTA no GRÉMIO LITERÁRIO

 

Carabineiro do Atlântico, Foie Gras, Geleia de Mar, Esferas de Wasabi e Lúcia Lima

Carabineiro do Atlântico, Foie Gras, Geleia de Mar, Esferas de Wasabi e Lúcia LimaCarabineiro do Atlântico, Foie Gras, Geleia de Mar, Esferas de Wasabi e Lúcia-Lima

 

Quinta da Pedra Alvarinho 2014Quinta da Pedra Alvarinho 2014

 

Pregado de Mar, Batata Parisiense, Beterraba e Espinafres

Pregado de Mar, Batata Parisiense, Beterraba e EspinafresPregado de Mar, Batata Parisiense, Beterraba e Espinafres

 

Carvalhas Branco 2017 (o branco da Quinta das Carvalhas)Carvalhas Branco 2017 (o branco da Quinta das Carvalhas, assinado por Jorge Moreira)

 

Black Angus, Feijão Mungo, Sementes de Sésamo, Cogumelos Brancos e Redução de Vinho Tinto

Black Angus, Feijão Mungo, Sementes de Sésamo, Cogumelos Brancos e Redução de Vinho TintoBlack Angus, Feijão Mungo, Sementes de Sésamo, Cogumelos Brancos e Redução de Vinho Tinto

 

Quinta do Monte d’Oiro Reserva Tinto 2014Quinta do Monte d’Oiro Reserva Tinto 2014

 

Ilha de Madagáscar – Chocolate Madagáscar, Café e Creme de Alcaçuz

Ilha de Madagáscar – Chocolate Madagáscar, Café e Creme de AlcaçuzIlha de Madagáscar – Chocolate Madagáscar, Café e Creme de Alcaçuz

 

Blandy’s Madeira Malmsey Harvest 2010 (engarrafado em 2017)Blandy’s Madeira Malmsey Harvest 2010 (engarrafado em 2017)

 

As equipas de cozinha do GRÉMIO LITERÁRIO e do EGOÍSTAAs equipas de cozinha do GRÉMIO LITERÁRIO e do EGOÍSTA

 

Ver também:

 

EGOÍSTA
Edifício do Casino da Póvoa de Varzim, Póvoa de Varzim, Portugal
Chef Hermínio Costa

 

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publicado às 17:11


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