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Casa Ferreirinha também é… azeite

por Raul Lufinha, em 11.10.21

Azeite Virgem Extra Casa Ferreirinha

Azeite Virgem Extra Casa Ferreirinha

A Casa Ferreirinha, marca de referência dos vinhos não fortificados do Douro, agora também é… azeite!

Conforme refere a Sogrape, «o novo azeite da Casa Ferreirinha é uma reinterpretação da produção do século XIX pela obra de Dona Antónia e uma homenagem a um produto premiado, reconhecido em 1900 com duas medalhas de ouro na Exposição Internacional de Paris. Com um rótulo vintage, inspirado no original guardado no Arquivo Histórico da Sogrape, este Azeite Virgem Extra nasce de oliveiras centenárias do Douro, presentes nas diferentes propriedades da Sogrape na região e com certificação de Produção Biológica.

O lote deste azeite Frutado Maduro surge da combinação cuidada de diferentes variedades de azeitona regionais: Verdeal, Madural, Galega, Negrinha do Freixo e Cobrançosa, que lhe conferem equilíbrio e harmonia entre o doce, picante e amargo, apresentando notas de frutos secos, banana, rosmaninho e maçã.

Este lançamento é a merecida homenagem a um produto nobre, que remonta ao tempo de Dona Antónia Adelaide Ferreira, e representa também a biodiversidade da região, que junta vinhas e oliveiras nos mesmos terrenos. Tudo isto se concretiza num azeite único, que reúne o melhor que a natureza oferece em cada uma das quintas da Sogrape no Douro, sempre com os mais elevados padrões de qualidade da Casa Ferreirinha.

O Azeite Virgem Extra Casa Ferreirinha vem complementar o portefólio da marca com um produto que, tal como o vinho, faz parte da dieta mediterrânica. Estará disponível para venda em garrafas de 500 ml nos melhores restaurantes, bem como lojas e garrafeiras gourmet e da especialidade».

Azeite Virgem Extra Casa Ferreirinha

Azeite Virgem Extra Casa Ferreirinha

Azeite Virgem Extra Casa Ferreirinha

 

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publicado às 23:50

Bairrada celebra “130 Anos de Espumante, 30 Anos de Denominação de Origem” com prova especial

por Raul Lufinha, em 08.10.21

Bairrada

18 de outubro de 2021

«É na região vitivinícola da Bairrada que têm origem mais de 50% dos espumantes produzidos em Portugal e esta predominância não acontece ao acaso. Foi na Bairrada que, em 1890 e pelas mãos do Eng.º Tavares da Silva, se deram os primeiros passos na criação deste vinho efervescente em Portugal. Volvidos 101 anos de conhecimento, a 8 de fevereiro de 1991, foi criada a Denominação de Origem para os espumantes Bairrada, passando estes a ter que cumprir os requisitos definidos pela Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) para poderem envergar o selo de certificação. Para celebrar 130 anos de espumante e 30 de Denominação de Origem, a CVB tem vindo a desenvolver um conjunto de ações, que se iniciou com um bar de espumantes e ostras na edição de Verão da Essência do Vinho Porto; segue com a presença na feira Vinhos & Sabores 2021, na FIL em Lisboa, onde vai ter lugar uma prova especial; e outras iniciativas a anunciar em breve.

De 16 a 18 de outubro, a CVB junta um grupo de produtores e vai até à capital para dar a conhecer os seus vinhos e espumantes, na feira Vinhos & Sabores 2021, promovida pela revista Grandes Escolhas e pelo jornal Público. O momento alto dessa jornada acontece na segunda-feira, dia 18 de outubro, às 11h30, com a realização de uma prova especial dedicada, em exclusivo, aos espumantes da região. Sob o mote ‘Bairrada: 130 Anos de Espumante, 30 Anos de Denominação de Origem’, vai ser orientada por Pedro Soares, presidente da CVB, e Luís Ramos Lopes, diretor da Grandes Escolhas. Num espaço a condizer, em forma de meia “bolha”, são catorze os espumantes que vão desfilar neste palco da FIL, onde, no final, haverá direito a brinde e a uma sandes de leitão à Bairrada. A prova tem um custo de 50,00 € e a inscrição é feita junto da CVB, através do contacto telefónico 937 790 005. No Instagram da Bairrada – @bairrada.oficial – vai decorrer um passatempo com oferta de 3 entradas, uma por cada década de festejo.

A lista dos 14 espumantes (consultar abaixo) está dividida em quatro categorias: Baga Bairrada, Brancos, Rosés e Referências Históricas. Tirando uma mão cheia de raridades, onde se inclui um espumante com precisamente 30 anos (de 1991, ano da DO Bairrada para espumantes), os outros primam por estar no mercado e pela maioria dos seus produtores estarem presentes com expositor nesta feira. A escolha dos espumantes para esta prova tem por base a diversidade de blends, que à exceção dos de Baga não se repetem e giram, na sua maioria, em torno de um reduzido leque de castas, consideradas as mais aptas a produzir espumantes de muita qualidade na Bairrada: Maria Gomes, Bical, Arinto, Cercial e Chardonnay, nas brancas, e Baga, Touriga Nacional e Pinot Noir, nas tintas.

Lista de Espumantes da Prova Especial “Bairrada: 130 Anos de Espumante, 30 Anos de Denominação de Origem”

Espumantes Baga Bairrada

1. Marquês de Marialva Baga Bairrada branco 2019

2. Regateiro Baga Bairrada branco 2017

3. Montanha Baga Bairrada Grande Cuvée branco 2015

Espumantes Brancos

4. Quinta do Poço do Lobo Arinto Chardonnay branco 2016

5. Ataíde Semedo Cuvée Reserva branco 2016

6. Casa de Saima Reserva branco 2015

7. Kompassus Blanc de Noirs branco 2015

Espumantes Rosés

8. Campolargo Pinot Noir rosé 2016 (em magnum)

9. Luís Pato Informal rosé 2015

10. Colinas Rosé de Pinots Cuvée Brut Reserve rosé 2012

Espumantes Históricos

11. Aliança Grande Reserva branco 2012

12. Elpídio 80 Anos branco (não datado, mas de 2011)

13. Messias Blanc de Blancs branco 2003

14. Quinta das Bágeiras branco 1991»

 

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publicado às 23:15

NOMA, o n.º 1 do mundo

por Raul Lufinha, em 07.10.21

NOMA

A consagração do NOMA nos 50 Best 2021

2021 está a ser um ano absolutamente extraordinário para o NOMA, do Chef René Redzepi.

Depois de há três semanas ter sido finalmente distinguido com a terceira estrela Michelin – a classificação máxima do guia – o premiado restaurante dinamarquês foi agora eleito “o melhor do mundo” para os The World's 50 Best Restaurants.

Claro que estas classificações são naturalmente sempre muito discutíveis.

Mas é também indesmentível que, com todos os seus defeitos e inconvenientes, o guia Michelin e a lista dos 50 Best são as duas mais relevantes e influentes classificações de restaurantes que existem a nível mundial.

Cozinha nórdica e Copenhaga, capital do mundo

Ainda nos 50 Best deste ano, destaque também para a enorme vitalidade que a cozinha nórdica continua a demonstrar e, bem assim, para a fervilhante cidade de Copenhaga, que se assume como uma autêntica capital do mundo gastronómico, ao alcançar o notável feito de conseguir ter os dois melhores restaurantes do mundo, ou seja, os dois primeiros classificados da lista de 2021, NOMA e GERANIUM – curiosamente, dois dos restaurantes que tínhamos visitado na nossa última viagem antes do início da pandemia, no final de fevereiro de 2020 (NOMA, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui; GERANIUM, aqui, aqui, aqui e aqui).

O melhor português

Por último, uma referência de louvor àquele que, para o júri dos 50 Best, continua a ser o melhor restaurante português: o BELCANTO, de José Avillez. Mantém a posição 42. E é, aliás, novamente em 2021 o único restaurante português a conseguir a proeza de estar no Top 100 dos melhores do mundo.

50 Best 2021

A lista dos 50 melhores do mundo de 2021

 

Ver também:

 

Fotografias: The World's 50 Best Restaurants

 

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publicado às 23:18

À descoberta dos vinhos do Algarve, a visita à Quinta dos Santos

por Raul Lufinha, em 01.10.21

Quinta dos Santos

As vinhas da Quinta dos Santos, em Lagoa

Na primavera, em abril, o Mesa do Chef acompanhou Nuno Diogo, sommelier proprietário do BON BON, e as equipas de sala e cozinha do estrelado restaurante, na visita de trabalho à Quinta dos Santos, produtor familiar de vinho e cerveja da zona de Lagoa, no Algarve, entre Ferragudo e o Carvoeiro.

Uma visita que teve, pois, dois focos completamente diferentes, embora complementares:

– a cerveja, cuja visita à unidade de produção e a prova de todo o portfólio da “craft beer” Dos Santos já saiu aqui no Blog e no Instagram;

– e o vinho, que ainda só tinha saído no Instagram do Mesa do Chef e que, agora, ganha uma redobrada importância, dado ter sido a Quinta dos Santos o produtor escolhido para as harmonizações do jantar do próximo sábado, 2 de outubro de 2021, que junta os chefs Wilson Costa e Vítor Adão (PLANO) no restaurante THE OLIVE TREE do resort Vale d’Oliveiras.

Então também conduzida por António Augusto, a visita à parte vínica da Quinta dos Santos permitiu conhecer as vinhas e a adega e, bem assim, provar os vinhos, que se dividem em duas marcas (o Escolhido e o premium Tesouro).

Uma prova que teve o privilégio de incluir garrafas ainda não lançadas no mercado e sem rótulo.

E onde se destacou a casta Negra Mole – em espumante, em rosé e em tinto.

Na memória ficou também um seco e gastronómico Arinto & Sercial (Esgana Cão).

Quinta dos Santos

Quinta dos Santos

Quinta dos Santos

Quinta dos Santos

Quinta dos Santos

Visita à adega

Quinta dos Santos

7 vinhos em prova

Quinta dos Santos

Espumante bruto natural, Negra Mole, 2018 (ainda sem rótulo)

Quinta dos Santos

Escolhido Negra Mole tinto 2018

Quinta dos Santos

Escolhido Negra Mole (90%) & Touriga Nacional (10%) rosé 2019

Quinta dos Santos

Escolhido Arinto branco 2019

Quinta dos Santos

Escolhido Arinto (90%) & Sercial (10%) branco 2019

Quinta dos Santos

Tesouro Arinto & Verdelho branco 2019 (ainda sem rótulo)

Quinta dos Santos

Tesouro Malvasia Fina & Sercial branco 2019 (ainda sem rótulo)

Quinta dos Santos

Quinta dos Santos

Quinta dos Santos, em Lagoa

 

Ver também:

 

Quinta dos Santos
Rua do Pestana Golf, n.º 1, Sesmarias, Carvoeiro, Lagoa, Algarve, Portugal

 

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publicado às 01:10

“Chef Convida”. Wilson Costa traz Vítor Adão ao Algarve

por Raul Lufinha, em 29.09.21

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Jantar único no THE OLIVE TREE, 2 de outubro de 2021

Vítor Adão, o transmontano chef do PLANO, em Lisboa, e a Quinta dos Santos, produtora algarvia de vinho e cerveja artesanal, são os convidados especiais de Wilson Costa para a segunda edição do evento “Chef Convida”, um jantar único que irá decorrer já no próximo sábado, dia 2 de outubro, no restaurante THE OLIVE TREE do Vale d’Oliveiras, resort de 5 estrelas no Carvoeiro, Algarve.

Recorde-se que a edição inaugural deste evento – em que o chef anfitrião convida um chef de outra região do país para prepararem em conjunto um jantar gastronómico – decorreu no passado mês de julho, tendo tido por convidado um chef marcante na formação de Wilson Costa como cozinheiro: Yannick Génard.

De notar ainda que o chef Wilson Costa é um bom amigo, que conhecemos desde os tempos em que integrava a equipa de Louis Anjos no então Suites Alba Resort.

 

Ver também:

 

THE OLIVE TREE
Vale d’Oliveiras - Quinta, Resort & Spa, Carvoeiro, Algarve
Chef Wilson Costa

 

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publicado às 01:48

Joe Best, 1966-2021

por Raul Lufinha, em 18.09.21

Joe Best

Chef Joe Best

 

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publicado às 08:59

Arrebita Idanha Bio regressa em outubro

por Raul Lufinha, em 17.09.21

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«Nos dias 2 e 3 de outubro, as aldeias históricas de Penha Garcia e de Idanha-a-Velha acolhem mais uma edição do Arrebita Idanha Bio! Uma coorganização da Amuse Bouche e da C. M. Idanha-a-Nova, o festival volta a centrar-se na sustentabilidade e na biodiversidade, convidando alguns dos melhores chefs nacionais a trabalharem os melhores produtos da região.

Num fim-de-semana que convida a umas miniférias, aproveitando a proximidade do feriado de 5 de outubro, serão mais de 30 os chefs que irão cozinhar num amplo recinto natural ao ar livre. O Arrebita Idanha Bio pretende afirmar-se como um evento de culto no país depois de, em 2020, ter sido distinguido com o Grande Prémio da Academia Portuguesa de Gastronomia.

À semelhança do que tem acontecido em todos os eventos Arrebita Portugal, estarão presentes alguns dos mais consagrados protagonistas da gastronomia nacional, mas também talentos emergentes e locais. O cartaz ainda não está totalmente fechado, mas conta já com nomes como Ricardo Costa (THE YEATMAN, V. N. Gaia, 2** Michelin), Vincent Farges (EPUR, Lisboa, 1* Michelin), Pedro Lemos (PEDRO LEMOS, Porto, 1* Michelin), Pedro Almeida (MIDORI, Sintra, 1* Michelin), Angélica Salvador (IN DIFERENTE, Porto) e Tiago Bonito (LARGO DO PAÇO, Amarante, 1* Michelin).

Diogo Amorim (GLEBA, Lisboa), Pedro Braga (MITO, Porto), Marcella Ghirelli (COMIDA INDEPENDENTE, Lisboa), Francesco Ogliari e Marisa Tiago (TUA MADRE, Évora), Natalie Castro e Joana Costa (ISCO, Lisboa), Maria de Sousa (CASA DA VELHA FONTE NA CASA DA AMOREIRA, Idanha-a-Velha), Luís Gaspar (SALA DE CORTE, Lisboa), Hugo Brito (BOI-CAVALO, Lisboa) e Joaquim Saragga Leal (TABERNA SAL GROSSO, Lisboa) são outros dos nomes que também marcarão presença.

No dia 2 de outubro, sábado, é nas ruas e ruínas de Idanha-a-Velha, uma das 12 Aldeias Históricas de Portugal, que decorre toda a ação, incluindo um inédito Mercado de Produtores. No dia seguinte é a vez de Penha Garcia deslumbrar os visitantes com os seus milenares moinhos de rodízio, onde os chefs irão cozinhar pratos inspirados nas tradições da região.

Com entrada gratuita e pratos com preço fixo de 6 €, o festival decorre entre as 12h e as 21h no sábado (Idanha-a-Velha) e entre as 12h e as 18h no domingo (Penha Garcia).

Mais informações em www.arrebitaportugal.pt ».

 

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publicado às 07:15

Parabéns à Michelin pelas 3 estrelas do NOMA

por Raul Lufinha, em 15.09.21

Gwendal Poullennec e René Redzepi

Gwendal Poullennec e René Redzepi

A nomeação de Gwendal Poullennec para responsável máximo do Guia Michelin, em setembro de 2018, tinha trazido a promessa de ventos de mudança.

E, de facto, até tem havido um esforço para tornar os guias mais digitais, mais inclusivos e mais verdes.

Porém, a grande mudança aconteceu ontem.

O Guia Michelin rendeu-se às evidências e finalmente atribuiu ao NOMA a terceira estrela!

A novidade surgiu na apresentação do guia dos Países Nórdicos de 2021.

E veio ainda acompanhada da atribuição a René Redzepi do “Michelin Chef Mentor Award” como reconhecimento pela enorme influência que teve (e tem) sobre os inúmeros chefs que passaram pela sua cozinha.

Um feito absolutamente notável para René Redzepi – mais um.

Mas quem verdadeiramente está de parabéns é o próprio Guia Michelin, por finalmente ter conseguido ultrapassar os preconceitos anti-nórdicos dos mais acérrimos defensores das cozinhas que René Redzepi deixou para trás – nomeadamente a francesa e a espanhola, mas não só – a fim de reconhecer aquilo que para muitos sempre foi óbvio: o NOMA é um restaurante três estrelas!

 

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publicado às 00:22

Vinhos do Tejo criam ‘Tejo Wine Route 118’ para promover o enoturismo da região

por Raul Lufinha, em 02.09.21

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«Num evento realizado na Companhia das Lezírias, situada precisamente na N118, o dia 1 de setembro de 2021 marcou a apresentação oficial da Tejo Wine Route 118 (TWR118), uma iniciativa da Rota dos Vinhos do Tejo, em parceria com a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) e com o apoio da Turismo do Alentejo e do Ribatejo. A TWR118 visa alavancar o enoturismo, promovendo o território e os vinhos da região. Recorde-se que a Estrada Nacional 118 foi construída para ser a marginal de toda a margem esquerda do rio Tejo, desde a fronteira, em Marvão, até ao imponente estuário, na capital. A Sul do Tejo, esta é uma estrada estratégica para o país e, em particular, para a região dos Vinhos do Tejo.

Se não há dúvidas que a mais famosa estrada do Mundo é a Route 66 e que a mais longa Wine Route é a 62, na África do Sul, a Tejo Wine Route 118 tem tudo para ser uma reconhecida estrada vínica. A EN118 é uma das Estradas Nacionais mais fáceis de conduzir, devido ao seu traçado quase sempre plano e retilíneo. Atravessa a região dos Vinhos do Tejo, na margem esquerda do rio, percorrendo cerca de 150 quilómetros e sete concelhos – Abrantes, Constância, Chamusca, Alpiarça, Almeirim, Salvaterra de Magos e Benavente. Com enoturismo, são 14 os produtores de vinho que integram a Tejo Wine Route 118, sendo que a oferta varia entre loja, provas de vinhos, visita às vinhas, visita à adega, refeições e/ou alojamento. O lançamento da Tejo Wine Route 118 surge no momento em que Portugal foi eleito, pela plataforma Momondo, como o melhor entre 31 países da Europa para a realização de uma (boa) road trip. Aqui, viajar de moto, carro ou autocaravana é seguro e uma bela forma de conhecer o nosso país por dentro. E é precisamente na pacatez do interior de Portugal que está a Tejo Wine Route 118.

“A ideia da Tejo Wine Route 118 é muito recente e há todo um trabalho associado ao levantamento de pontos de interesse, que ainda está a ser feito. Considerámos, contudo, que esta é a melhor altura para a apresentar e começar a promover. Estamos em plena época de vindimas, sendo o ponto alto para quem produz e o mais apetecível para os viajantes, principalmente os enófilos. A Tejo Wine Route 118 é uma ‘ferramenta’ de promoção do território e dos vinhos da região, sendo que vai reunir outros players para além dos produtores de vinho, estendendo-se à gastronomia, aos costumes e tradições locais e também a experiências nativas, como passeios a cavalo, viagens de barco no rio Tejo, entre outras. O vinho dará o mote e será o elemento agregado para exploração do território e de momentos de partilha, em família ou entre amigos, enófilos ou não. A Tejo Wine Route 118 pretende ser uma espécie de ‘guia’ e um ponto de partida para a descoberta da região dos Vinhos do Tejo, para além desta rota. Se há quem vá querer cumpri-la religiosamente, estamos certos de que haverá quem se vá querer desviar e ‘perder’ por outras rotas na região”, afirma João Silvestre, presidente da Rota dos Vinhos do Tejo.

Promoção da Tejo Wine Route 118 com foco no digital

Os mapas físicos deram origem a sistemas de GPS e a pesquisas feitas na internet, em sites, plataformas e redes sociais. O digital é o presente e será esse o canal principal de promoção da Tejo Wine Route 118. A seu tempo será criado um microsite e, eventualmente, uma aplicação, contudo, nesta fase inicial, as páginas de Facebook e Instagram dos Vinhos do Tejo – @vinhosdotejo.tejowines – vão ser o principal veículo de divulgação desta iniciativa. Para facilitar, a pesquisa deverá ser feita por #TejoWineRoute118.

Para abrir o apetite e em jeito de estreia da Tejo Wine Route 118, os Vinhos do Tejo desafiaram Pedro Ramos – sommelier do restaurante lisboeta ALMA e co-autor da página de Instagram @pedrones_somm – a percorrê-la, deixando-se guiar pelo vinho, com visita a alguns dos produtores de vinho ali situados. Na estrada de 30 de agosto a 04 de setembro, numa experiência partilhada no Instagram do Pedro e dos Vinhos do Tejo. Para além de comunicadores natos, Pedro Ramos e Lica Saldanha (sua mulher e produtora dos conteúdos da sua página) são brasileiros – com origem familiar e a viver em Portugal há sete anos – e este é um dos mais importantes mercados para os Vinhos do Tejo, onde a CVR Tejo promove, de há uns anos a esta parte, a iniciativa ‘Caravana dos Vinhos do Tejo’. Em 2020, esta dupla estreou projecto Caravinho, tendo viajado de autocaravana, de adega em adega, no Alentejo. Do Alentejo para o Ribatejo, temos agora a #CaravinhoNoTejo!

Lista de Produtores de Vinhos na Tejo Wine Route 118 (de Norte para Sul):

  1. Casal da Coelheira (Tramagal, Abrantes)
  2. Quinta da Lagoalva (Alpiarça)
  3. Pinhal da Torre (Alpiarça)
  4. Casa Paciência (Alpiarça)
  5. Quinta da Atela (Alpiarça)
  6. Quinta do Casal Monteiro (Almeirim)
  7. Fiuza (Almeirim)
  8. Adega Cooperativa de Almeirim (Almeirim)
  9. Falua (Almeirim)
  10. Quinta da Alorna (Almeirim)
  11. Quinta do Casal Branco (Almeirim)
  12. Adega Cooperativa de Benfica do Ribatejo (Benfica do Ribatejo, Almeirim)
  13. Casa Cadaval (Muge, Salvaterra de Magos)
  14. Companhia das Lezírias (Samora Correia, Benavente)

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04 Tejo Wine Route 118 - Legenda.png

Sobre a Região Vitivinícola do Tejo:

A Região Vitivinícola do Tejo está localizada no coração de Portugal, a uma curta distância de Lisboa, a capital. A região é cortada a meio pelo rio que lhe dá nome. Largo e imponente, o Tejo é um dos maiores rios de Portugal. Este território vitivinícola tem uma área global de cerca de 7.000 km2, dos quais 12.500 hectares são vinhas, e abrange 21 municípios, um no distrito de Lisboa e os restantes no distrito de Santarém. O rio Tejo é o elemento central e imprime uma profunda influência na caracterização da região, providenciando-lhe distintos ‘terroirs’: o Bairro, com solos argilo-calcários e alguns xistosos; o Campo, com terras mais férteis situadas em zona de aluvião; e a Charneca, com solos arenosos mais pobres. Também o rio dita que a amplitude térmica seja elevada, com dias bastante quentes e noites frescas e húmidas, diminuindo desta forma o stress hídrico das plantas (videiras) e assegurando uma correta maturação das uvas. Um famoso crítico inglês resumiu numa só frase o impacto destas características edafoclimáticas nos Vinhos do Tejo: “hot days, cold nights, cool wines”. Esta região está imemorialmente ligada à produção de vinhos e possui excelentes condições naturais para o cultivo da vinha e para a produção de vinhos, onde a frescura dada pela natureza é evidente. Esta frescura, associada a uma graduação alcoólica moderada, dá origem a vinhos equilibrados e frescos, com aromas frutados, que podem ser apreciados em todas as ocasiões. Uma jovem geração de viticultores e enólogos, que sabe aliar os conhecimentos adquiridos nas universidades à tradição das gerações que os precederam, cria vinhos consistentes e de grande qualidade, com estilos empolgantes e diferenciados. Nos brancos, o perfil traduz-se em vinhos muito aromáticos, com a presença de fruta tropical e citrina, também frescos e elegantes. Os vinhos tintos são equilibrados e frescos; no nariz, a fruta é uma presença garantida. Nos tintos de guarda, nota-se alguma presença de madeira. A região produz também vinhos rosés, espumantes, frisantes, vinhos licorosos e colheitas tardias, num espectro que permite degustar Vinhos do Tejo nos mais variados momentos. O Tejo tem alguns dos mais vibrantes e acessíveis vinhos a emergir em Portugal, oferecendo uma gama diversificada de estilos que apelam a uma variedade de gostos e orçamentos. Constituída por um património muito rico, a região dos Vinhos do Tejo reúne um conjunto de tesouros históricos que vale a pena visitar e que retratam tempos idos, desde as ruínas romanas aos castelos góticos e dos mosteiros manuelinos aos vilarejos medievais. Para os portugueses, esta região é conhecida como terra de vinhas, de olivais, de sobreiros e dos famosos cavalos Lusitanos, mas também pela sua rica e saborosa gastronomia e pelas belas paisagens feitas de verde e de água».

 

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publicado às 16:43

O primeiro Palhete da Ramalhosa

por Raul Lufinha, em 23.08.21

Quinta da Ramalhosa em Lisboa: enóloga Patrícia Santos e produtor Micael Batista

Quinta da Ramalhosa em Lisboa – enóloga Patrícia Santos e produtor Micael Batista

O nosso interesse pelos vinhos da Quinta da Ramalhosa já não é novo, sendo este um prometedor projeto que vimos seguindo há alguns anos. O primeiro contacto ocorreu ainda em 2018, quando, no âmbito da ida a Nelas para integrar o júri do concurso de vinhos da Feira do Vinho do Dão, a Quinta da Ramalhosa foi, dos vários projetos acompanhados pela enóloga Patrícia Santos, um dos quatro que visitámos “in loco”. Uma visita rápida e extra-programa, na qual o produtor Micael Batista e a enóloga Patrícia Santos deram a provar vários brancos e tintos já engarrafados, mas ainda sem rótulo, incluindo um (feito já pela enóloga) que se destacava especialmente, o tinto de 2017.

Tendo sido, pois, com enorme expectativa que este verão recebemos a notícia do primeiro Palhete da Quinta da Ramalhosa:

«A Quinta da Ramalhosa acaba de lançar no mercado o Quinta da Ramalhosa Palhete 2019.

Pelas mãos de Micael Batista, o jovem produtor do Dão, e Patrícia Santos, a enóloga do projeto, este primeiro palhete surge da vontade de recriar os vinhos feitos pelo avô de Micael, no mesmo lagar de pedra que ainda hoje é utilizado.

Este palhete é um vinho que, além de homenagear o avô Adriano, conta a história da vida e do vinho do Dão de outros tempos. Ali não se faziam brancos, e os tintos queriam-se prontos para beber cedo. Em março, com a chegada da primavera, começava-se a consumir o vinho novo, que estava já pronto a beber, sem taninos duros e com cores claras e apelativas. Eram os chamados “rosados do Dão”. Tal como agora, as uvas tintas e brancas eram pisadas no lagar, dando origem a um vinho aberto, leve e aromático, feito a partir do blend da vinha, com cerca de 15% de uva branca, o que equilibra a acidez, confere um paladar suave e surpreende à mesa.

“O vinho era parte da vida do campo, era o alento e a força para o trabalho, razão para ser um vinho simples de beber logo na "bucha" da manhã. Os costumes da região e a tradição da família é o que se pode encontrar dentro de uma garrafa deste Quinta da Ramalhosa Palhete 2019 que apresentamos agora. Este é um vinho que tem em si muita história, que muito nos orgulha, e que quisemos contar da forma que sabemos melhor, fazendo um vinho que recria o vinho que o meu avô aqui fazia” – afirma Micael Batista.

De denominação DOC Dão, o Quinta da Ramalhosa Palhete 2019 é composto por 13 castas: Alfrocheiro, Touriga Nacional, Jaen, Baga, Tinta Pinheira, Tinta Roriz, Bastardo, Malvasia Fina, Encruzado, Uva Cão, Bical, Fernão Pires e Rabo de Ovelha. Aqui as uvas são colhidas manualmente, e não são desengaçadas, e a fermentação é feita em lagar, com a uva inteira e pisa a pé. Este processo, que conta com a experiência da enóloga Patrícia Santos, incluiu, de seguida, um estágio de 6 meses em inox, após o qual o vinho foi engarrafado, permanecendo 12 meses em garrafa, até estar pronto para consumo.

A partir de agora, o Quinta da Ramalhosa Palhete 2019 já está disponível (PVP €25,00) em diversas lojas online, como a Outwine (www.outwine.com), a Garrafeira INformal (www.garrafeirainformal.pt), a Adegga (www.adegga.com) ou a RESERVA86 (www.reserva86.pt), em garrafeiras, como a Copo d’Uva, no Porto, bem como nas cartas de alguns restaurantes por todos o país.

Com uma produção de apenas 1200 garrafas, o Quinta da Ramalhosa Palhete 2019 é produzido exclusivamente a partir das uvas da Quinta da Ramalhosa, situada na sub-região de Besteiros, caracterizada pelas manhãs húmidas e temperaturas amenas da zona de Tondela, onde o efeito da barragem da Aguieira confere aos vinhos uma elegância que define a região».

Um vinho especial, que, nestes dias de pandemia, foi apresentado no mês passado não numa sessão única, como era habitual nos tempos pré-covid, mas antes em diversas sessões dirigidas a pequenos grupos.

Tendo o Mesa do Chef tido a oportunidade de assistir a uma apresentação que decorreu na esplanada da TASCA DA ESQUINA, em Lisboa.

A qual contou com a presença do produtor e da enóloga.

E decorreu em dois momentos distintos.

Primeiro, numa prova a solo, na qual o Palhete deixou desde logo ótimas indicações.

E depois em conjunto com os pratos do Chefe Vítor Sobral, que foi como o Palhete da Quinta da Ramalhosa mais brilhou, revelando-se extremamente versátil e gastronómico, tendo funcionado muito bem com carne, peixe e marisco:

«Vinho cheio de aroma, muito fresco, onde a fruta impera.

No início o pêssego preenche o nariz, crescendo para frutos do bosque (amora, mirtilo, framboesa), no fim de boca sente-se o bosque e a caruma verde, finalizando com um retronasal a melancia.

Na boca é de uma elegância que surpreende, acidez muito marcante, suave e muito prolongado.

Robusto para acompanhar carne, ceviche, sushi, pratos de mar, legumes, peixes com alguma gordura, carne, enchidos e queijos».

Quinta da Ramalhosa Palhete 2019

Quinta da Ramalhosa Palhete 2019

Porém, o Palhete de 2019 não foi o único vinho apresentado. Houve mais três novidades da Quinta da Ramalhosa, todas elas igualmente muito gastronómicas e a pedir mesa. Um branco, o Field Blend 2018 (14 €), que retrata a complexidade de um lote feito na vinha com variedades como Borrado das Moscas (Bical), Malvasia Fina, Encruzado, Fernão Pires e Rabo de Ovelha, apresentando uma acidez vibrante. E ainda dois tintos, ambos de 2017, primeiro o Field Blend (16 €) e, a seguir, o Alfrocheiro / Touriga Nacional (16 €), este último o tal entusiasmante tinto de 2017 que tinha sido o principal destaque da prova efetuada na nossa visita de 2018 à Quinta da Ramalhosa, então naturalmente ainda muito novo e a precisar de tempo em garrafa, e que agora se apresenta completamente pronto e elegante!

Quinta da Ramalhosa

4 novidades – Quinta da Ramalhosa Field Blend Branco 2018 / Quinta da Ramalhosa Palhete 2019 / Quinta da Ramalhosa Field Blend Tinto 2017 / Quinta da Ramalhosa Alfrocheiro e Touriga Nacional Tinto 2017

 

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publicado às 19:39


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Raul Lufinha

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