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Carne regressa ao Eleven Madison Park

por Raul Lufinha, em 13.08.25

EMP

‘A Note from Chef Daniel sharing an important update on our menu’

 

Como tanto gosta de fazer, o Chef Daniel Humm volta a apanhar de surpresa o mundo gastronómico com um anúncio bombástico!

Hoje, para dar conta de que o seu Eleven Madison Park, em Nova Iorque, que no pós-pandemia tinha reaberto vegan, tornando-se inclusivamente o primeiro restaurante plant-based no mundo a ser distinguido com três estrelas Michelin, a partir de 14 de outubro de 2025, vai mudar novamente, passando o menu de degustação a ter diversas opções carnívoras que incluem peixe, marisco e até o regresso do seu mais emblemático prato de assinatura, o saudoso peito de pato maturado glaceado com mel e lavanda!

O tema da escolha – o tema de o cliente, num menu de degustação, conservar algum poder de escolha numa refeição que não è ‘à la carte’, a fim de que ela não seja totalmente ditada pelo chef – é um tema muito querido a Daniel Humm, que gosta sempre de tentar equilibrar o jogo de poder chef/cliente, e que, aliás, já o tinha usado no passado como argumento para justificar outras mudanças importantes no EMP, por exemplo, a introdução do menu-grelha.

Sendo absolutamente extraordinário que o Chef Daniel Humm, por muitos visto como um pioneiro e um precursor da alegada transição vegan do fine dining, ainda no mês passado adulado quando Alain Passard anunciou que o seu 3*** L’Arpège, à exceção do mel, passava a ser totalmente vegetal, tenha tido agora a coragem de escrever, preto-no-branco, algo que muitos de nós já sabíamos há bastante tempo: o modelo plant-based, apesar de todos os seus méritos, é um modelo limitado.

Mais ainda – atendendo a que o ser humano é omnívoro – um formato 100% vegan é um modelo que gera a divisão e a exclusão.

É o oposto do que deve ser a hospitalidade.

E, consequentemente, afasta muitas pessoas desses restaurantes!

Nada como ler a nota integral de Daniel Humm:

 

«An Update on Our Menu

When we reopened Eleven Madison Park in 2021, emerging from lockdown, we vowed to rebuild differently: craft a meal every bit as transporting as before without a single animal product. The decision was a creative leap and a climate imperative.

Post-pandemic, it seemed like EMP was destined for a new milestone. Change is fundamental to who we are and how we grow. In this respect, we have to change to stay the same.

This change, though, felt different. The announcement ignited a debate that transcended food, something we hadn’t prepared for. This naïveté proved to be an asset, and without it, I may not have had the courage to forge this path.

My team and I felt liberated and cracked open. The journey proved richer than any before.

We created a new culinary language: mille-feuille without butter, meringue without eggs, almond-milk ricotta, sunflower butter, koji stocks, whipped cashew cream, even “land caviar.” We drew inspiration from food cultures we had previously overlooked. We furthered our pursuit of vegetables and launched our own ‘Magic Farms’ upstate.

In 2022, Eleven Madison Park became the first restaurant in the world to earn three Michelin stars for an entirely plant-based menu. Michelin wrote the rulebook of luxury dining, and to be decorated by the very guardians of tradition was something unimaginable. It felt like walking on water.

Over the last five years, with each season and new menu that we’ve been serving, we’ve also been intently listening to our guests' feedback.

It became clear that while we had built something meaningful, we had also unintentionally kept people out. This is the opposite of what we believe hospitality to be.

The all-or-nothing approach was necessary to develop our expertise, but that, too, comes with its own limitations. As a chef, I want to continue to open paths, not close them.

As I approach my 20th anniversary at EMP, I’ve decided it’s time for change again.

Starting October 14th, we will integrate our new language into a menu that embraces choice. We will offer a plant-based menu, of course, but also select animal products for certain dishes — fish, meat, and yes, our honey-lavender-glazed duck.

Eating together is the essence of who we are, and I’ve learned that for me to truly champion plant-based cooking, I need to create an environment where everyone feels welcome around the table.

I’m deeply grateful to our team and guests for supporting this journey. It’s you who allow us to grow.

– Daniel»

 

 

Ver também:

– 2018

– 2017

– 2016

– 2013

– 2011

 

Eleven Madison Park

11 Madison Avenue, Nova Iorque, EUA

Chef Daniel Humm

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publicado às 18:43

O Porto é mar

por Raul Lufinha, em 14.09.23

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No Porto, o Oceano Atlântico e o pôr do sol

A ida ontem ao Porto, à apresentação da primeira imagem do rebranding criativo e artístico da centenária marca de vinhos Lello – faz 110 anos – da Borges, na lindíssima Casa Indulgent, espaço para eventos no 818 da Avenida Montevideu, em plena Foz e em frente ao mar, teve também o extraordinário mérito de nos relembrar algo de que muitas vezes nos esquecemos.

É que, apesar da extraordinariamente forte ligação da cidade ao Douro, o Porto não é só rio!

Também é mar!

E até praia!

Porto_indulgent.jpg

Casa Indulgent

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publicado às 12:47

Do Best era o Joe ter assistido

por Raul Lufinha, em 06.07.22

Vagos

Vagos

Vagos Sensation Gourmet Best Edition 2022

Terminou este domingo a “Best Edition” do Vagos Sensation Gourmet.

“Best Edition” porque – confirmando-se o mote do festival deste ano – esta 7.ª edição foi, de facto, a melhor de sempre.

Mas também – e principalmente – “Best Edition” porque foi dedicada ao Chef Joe Best, mentor e um dos padrinhos do evento, que nos deixou o ano passado.

Com efeito, as memórias e as saudades do malogrado Chef estiveram sempre presentes, desde o início até ao fim do festival.

Tendo tido o seu ponto alto nos três jantares gastronómicos que trouxeram vários chefs de uma e duas estrelas Michelin até à Praia da Vagueira. O primeiro jantar foi dedicado às “músicas do Best”, interpretadas ao vivo durante toda a refeição, sem surpresa começando e acabando com os U2; o segundo jantar foi preparado por alguns dos seus “Best Friends”; e o último jantar teve como ponto de partida os pratos preferidos de Joe Best, começando na favada e acabando no bolo de bolacha.

De facto, é sempre muito bonito homenagear aqueles que estão vivos nas nossas memórias!

Mas o que teria sido mesmo do Best era o Joe ter podido assistir às belas homenagens que lhe foram feitas!!!

Vagos

“As Músicas do Best”, 1 julho 2022

Vagos

“Best Friends”, 2 julho 2022

Vagos

“Os Pratos de Uma Vida”, 3 julho 2022

 

Ver também:

 

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publicado às 23:40

Alandroal recebe festival “Soil to Soul”

por Raul Lufinha, em 09.05.22

Soil to Soul Alandroal.jpg

 

«Depois de Zurique, Suíça, o movimento “Soil to Soul” chega a Portugal nos dias 14 e 15 de maio, com o evento “Soil to Soul Alandroal – Somos o que comemos”.

Promovido pela Câmara Municipal do Alandroal e pela equipa do projeto “Soil to Soul” de Zurique, o conceito será apresentado em formato de um festival de acesso gratuito, que terá lugar no Castelo de Alandroal, no Alentejo, e tem como objetivo promover a importância da regeneração dos solos para uma alimentação saudável como base para um futuro sustentável.

“Vemo-nos como um movimento que começou em 2020 na Suíça, inspirado pelo trabalho desenvolvido na Terramay em Portugal, e promovemos diversas iniciativas de preservação dos solos, agricultura regenerativa e de promoção de um sistema alimentar saudável, sustentável e saboroso. A nutrição certa é a base para uma mente e corpo sãos. E o solo é a base dessa nutrição. Queríamos fundar um movimento que criasse consciência e enfatizasse a ligação entre esses dois temas, porque nós somos o que comemos!”, afirma Andrin Willi, curador do projeto em Zurique. “Somos o que comemos” é a essência do festival no Alandroal.

Para João Grilo, Presidente da Câmara Municipal de Alandroal, “a aposta num evento deste tipo justifica-se pelo elevado índice de produção biológica que existe no concelho, pelos novos projetos que estão a surgir e pela importância que esta abordagem representa para a saúde de todos e para o futuro, mas também porque os eventos são a melhor forma de envolver as populações e as comunidades educativas nos processos de mudança que é preciso desenvolver. O Alandroal quer afirmar-se cada vez mais como destino sustentável a todos os níveis”, como refere o autarca.

O programa deste festival, que viajou da Suíça até ao Alandroal com o intuito de promover práticas sustentáveis e sensibilizar a comunidade para a conservação de recursos naturais, sociais e culturais, está recheado de arte, cultura, gastronomia, e momentos musicais, com dois concertos – um em cada dia do festival – a cargo da banda portuense Best Youth, e do músico português de pop analógica, Benjamim, que certamente irão animar o ambiente neste evento que se quer de convívio e partilha, e tem entrada gratuita.

Com o mote “Somos o que comemos”, o evento contará com a presença de alguns chefes nacionais, ficando a coordenação a cargo de José Júlio Vintém e Paulo Amado. Às chefes Marlene Vieira, Lídia Brás e Jóssara Martins juntam-se João Sá, Vítor Adão e Mateus Freire. Sob o mote da portabilidade da cozinha portuguesa veremos propostas confecionadas com os mais frescos produtos locais de diversos produtores que irão marcar presença neste encontro de sabores genuínos e conscientes. O festival contará também com artesãos da região e com vários oradores – entre eles Mafalda Sena, Claúdia Viegas, Alfredo Sendim (Freixo do Meio) e Francisco Alves (Porcus Natura) –, com a curadoria e moderação de Paulo Amado, para discussão de temas relevantes, alertando e sensibilizando para este movimento, para este modo de vida alternativo que é tão necessário.

Absoluto, Cogumelos do Alentejo, Freixo do Meio, Paisagindo Bio, Talho das Manas, e Terramay, entre outros, fazem parte do leque de produtores que estará presente no mercado do Castelo de Alandroal, local onde decorrerá o festival “Soil to Soul Alandroal – Somos o que comemos”.

“Em conjunto com os nossos colegas da equipa Soil to Soul de Zurique, queremos reunir a comunidade e quem nos queira visitar, para promover a preservação das reservas naturais e as práticas de alimentação saudáveis”, refere Anna de Brito, da equipa de organização do festival e co-fundadora da Terramay. “Temos esperança num futuro mais sustentável para o nosso planeta e acreditamos que é possível sensibilizar as pessoas para a agricultura regenerativa e para a produção de alimentos mais puros e com mais sabor, que é a essência do trabalho que desenvolvemos. Se os solos forem bem trabalhados, conseguimos obter produtos mais benéficos para a nossa tão preciosa saúde – é esta a mensagem que queremos transmitir durante os dois dias desta viagem pela natureza e pela gastronomia”, acrescenta a responsável.

O município do Alandroal deixa assim o convite para que todos visitem a região, aproveitando as iniciativas que decorrem durante este festival que pretende sensibilizar para a importância de prepararmos um futuro sustentável».

Mais informação aqui:

https://www.sotoso.pt/

 

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publicado às 23:38

Enóphilo Wine Fest de regresso a Lisboa

por Raul Lufinha, em 20.04.22

Enóphilo Wine Fest

É já este sábado que o Enóphilo Wine Fest regressa a Lisboa:

«No ano em que assinala o quinto aniversário, o Enóphilo Wine Fest regressa a Lisboa com uma 13.ª edição plena de novidades. A 23 de Abril, entre as 14h30 e as 20h, o Hotel Marriott acolhe uma mostra de mais de 300 vinhos de cerca meia centena de produtores, de pequena e média dimensão, representantes de eleição das principais regiões vitivinícolas nacionais, pensada para surpreender enófilos, amadores ou profissionais.

Depois de dois anos de interregno imposto pela pandemia, o Enóphilo Wine Fest apresenta-se reforçado, oferecendo adicionalmente o acesso limitado a um conjunto de Provas Especiais, que têm como protagonistas alguns dos mais especiais vinhos, de origem nacional e internacional.

 

Head Rock e Quinta Serra d'Oura: 10 anos de história no terroir de Vidago

Horário: 15h às 16h

Duas marcas de um mesmo produtor e de um mesmo terroir: Vidago. Uma prova para conhecer esta zona da sub-região de Chaves, um dos locais de excelência para a produção de vinho em Trás-os-Montes, e celebrar os 10 anos de actividade deste produtor. Um momento especial, falado na primeira pessoa, onde se apresenta um pouco do portfolio e da história destes vinhos através de duas mini-verticais, que revelam a excelente evolução destes vinhos.

 

Bierzo: um dos segredos mais bem guardados de Espanha

Horário: 17h às 18h

Uma masterclass conduzida pelo enólogo e produtor César Márquez, uma das estrelas em ascenção da região de Bierzo, que irá apresentar alguns vinhos da região, uma selecção de vinhos seus, de Gregory Perez e de Raúl Pérez - um dos nomes mais sonantes do mundo do Vinho. Oportunidade para conhecer esta pequena, mas muito badalada, denominação do norte de Espanha.

 

Churchill’s: 40 anos de vinhos do Porto e Douro

Horário: 19h às 20h

A celebração dos 40 anos da Churchill's com o enólogo Ricardo Pinto Nunes, numa prova única onde se poderá provar em primeira mão novidades como o Grafite Tinta Roriz e uma 'cask sample' do Tawny 40 anos que será lançado no final do ano. Uma oportunidade para conhecer uma casa conhecida pelo seu estilo mais seco e fresco, com Portos produzidos exclusivamente a partir de uvas de letra A, apanhadas e selecionadas à mão, pisadas a pé em lagares tradicionais de granito, com fermentações naturais mais longas, numa filosofia de mínima intervenção.

 

Para Luís Gradíssimo, responsável pelo evento, “o regresso do Enóphilo Wine Fest é motivo de grande satisfação, não apenas pelas saudades que tínhamos dos eventos e da cidade, mas principalmente porque o evento se apresenta neste regresso ao melhor nível”. Com efeito, “reforçámos o leque de produtores presentes e a oferta de vinhos disponíveis e demos mais um passo na concretização da ambição de dar a conhecer e a provar um pouco do melhor que se vive em Portugal a cada vez mais pessoas, com um evento de valor acrescentado”.

Se o Enóphilo Wine Fest é já uma referência no panorama vínico nacional, “aumenta, a cada edição a sua relevância, tanto junto dos consumidores como dos produtores, o que se atesta pelo elevado número de visitantes – que na última edição (2019) ascendeu aos 800 -, como na diversidade e qualidade dos vinhos apresentados pelos produtores, de que são exemplo os apresentados nas Provas Especiais, agora inauguradas”, conclui.

Os bilhetes, no valor de 20€, já estão disponíveis na Ticketline, online e nos pontos de venda habituais (Fnac, Worten, etc.), podendo ser adquiridos com desconto de 25% em compra antecipada.

Já as Provas Especiais, limitadas a 20 participantes cada, podem ser acedidas através de bilhete próprio, também no valor de 20€, disponíveis nos mesmo canais.

Até ao final do ano são esperadas mais novidades, entre as quais a estreia de uma nova localização (Braga), a juntar às habituais edições em Lisboa, Porto e Coimbra».

 

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publicado às 19:59

“Chefs ao Tejo” em Santarém

por Raul Lufinha, em 19.04.22

Chefs ao Tejo

Santarém organiza evento internacional dedicado ao peixe do rio:

«“Chefs ao Tejo”, a ter lugar nos dias 21, 22 e 23 de abril, em Santarém, é uma de várias iniciativas do programa Santarém Capital da Gastronomia, promovido pela Câmara Municipal de Santarém, e que tem como eixo estratégico promover e consolidar a forte relevância do concelho na área da gastronomia nacional. Este conjunto de ações que o município irá implementar ao longo do ano, e que vão culminar na realização do já emblemático Festival Nacional de Gastronomia, em outubro, têm o seu início já este mês, com esta ação de três dias em que dois chefes de renome internacional irão visitar a região e integrar toda uma agenda focada no peixe do rio.

Como anfitrião, o chef Rodrigo Castelo – recentemente nomeado embaixador para a gastronomia de Santarém – faz as honras da casa para receber Diego Gallegos e João Rodrigues, dos estrelados SOLLO (uma estrela Michelin e estrela verde Michelin) e FEITORIA (uma estrela Michelin), restaurantes que em Espanha (Málaga) e Portugal (Lisboa), respetivamente, se encontram junto ao Tejo e por isso integram este evento dedicado ao peixe do rio, produto que trabalham nas suas cozinhas, e que vêm aqui apresentar com diferentes abordagens. Diego Gallegos, chef e pesquisador, conhecido como “el chef del caviar”, introduziu uma visão única no campo da gastronomia ao incluir peixes de água doce no seu menu. João Rodrigues tem já reconhecido o seu trabalho de grande proximidade com a natureza, sendo o rio um dos seus elementos, que irá estar em destaque pelas mãos dos três chefes que ao longo do curso do Tejo, desenvolvem diferentes projetos gastronómicos.

“Este evento marca o início de um conjunto de atividades que o município vai desenvolver ao longo de todo o ano para promover e apoiar a restauração local, como já tem vindo a fazer em iniciativas anteriores, como é o caso das Festas de São José, no passado mês de março. Todas as iniciativas previstas são uma forte aposta para impulsionar o turismo e a restauração do concelho, e começamos da melhor forma, recebendo ilustres figuras da gastronomia ibérica, dando destaque ao peixe no rio, um produto que merece toda a atenção, até porque traz a debate uma série de questões relevantes, como a sustentabilidade, que estará em grande destaque nestes dias” – refere João Teixeira Leite, vereador da Câmara Municipal de Santarém com o pelouro do turismo e grandes eventos. “E agora que temos o chef Rodrigo Castelo como embaixador para a gastronomia de Santarém sabemos que temos um apoio importante para continuar a desenvolver ações que coloquem o concelho na dianteira da gastronomia nacional”, acrescenta o vereador.

Durante três dias, os três chefes irão percorrer a cidade, começando com uma receção oficial na Câmara Municipal com apresentação do programa Santarém Capital da Gastronomia, passando por incursões no terreno, como a visita à Escola Superior Agrária de Santarém (ESAS) na manhã de sexta-feira, para observação de processos de transformação como a secagem, a cura, e a fumagem, e promoção de produtos inovadores, feitos à base de peixe de rio, desenvolvidos na escola. De seguida, outro momento dedicado a este produto será a visita ao Mercado Municipal para uma mostra de peixe do rio, onde serão identificados diferentes peixes e mariscos, e os diferentes cortes que os chefes trabalham.

Um dos pontos (mais) altos desta iniciativa será a Mesa Redonda, no dia 22, que será antecedida de um almoço preparado pelo chef Luís Barradas, que irá apresentar a visão de um mestre da arte japonesa, a sua, trazendo a contemporaneidade para mais um momento de gastronomia do evento “Chefs ao Tejo”. A ter lugar nos Cais das Caneiras, mesmo junto ao rio, este será um espaço de debate, em que em cima da mesa estará o peixe do rio. Com um painel de oradores que inclui Ricardo Gonçalves, presidente da Câmara Municipal de Santarém, o investigador de peixe de água doce João Gago, os três chefes ibéricos, Carlos Serra, pescador, e Sérgio Tente, que representa aqui a pesca desportiva, esta conversa aberta sobre peixe do rio, pesca desportiva, sensibilização sobre o ecossistema, sustentabilidade do rio e a cultura avieira, entre outros temas ligados ao Tejo, será moderada pelo jornalista Edgardo Pacheco.

“É para mim uma grande satisfação ver a aposta forte que a Câmara Municipal está a fazer neste setor. É um orgulho receber na minha cidade dois chefes como o Diego Gallegos e o João Rodrigues, e mais importante que tudo, em conjunto promovermos o debate sobre temas tão importantes e tão atuais como a sustentabilidade do rio. Eu trabalho o peixe do rio há vários anos, é uma paixão minha, e todas as iniciativas para o valorizar, bem como para valorizar outros produtos locais, são para mim momentos de orgulho e de motivação. O Chefs ao Tejo marca o início de uma série de eventos que vão acontecer na cidade ao longo do ano, e isso significa agitar as águas e mostrar que a região de Santarém tem um potencial enorme no panorama gastronómico, e uma riqueza na terra e no rio, que merece ser destacada” – realça o chef Rodrigo Castelo.

Este debate revela o empenho e preocupação do município em pôr o assunto na ordem do dia, alertar para a questão da sustentabilidade do rio, tema tão importante para a região, e o papel fundamental que a gastronomia desempenha neste contexto. Fala-se de inovação e de uma renovação, que vai do receituário tradicional às novas formas de preparar o peixe do rio - e o contributo dos chefes para as novas abordagens do produto local e sua valorização – passando pela transformação do produto. Este trabalho que envolve técnicas como a salmoura, as curas ou a fermentação, há vários anos desenvolvido pelo chef Rodrigo Castelo, em parceria com a ESAS, é agora reforçado por um grupo de investigação para o qual o chef foi convidado, e com o qual irá continuar a explorar a grande versatilidade do peixe do rio, e a mostrar a viabilidade deste se adaptar ao fine dining e aos novos tempos, que trazem novos desafios.

Mas a gastronomia não é o único foco. Esta discussão pretende integrar os vários campos presentes na Mesa Redonda, e no centro está a sustentabilidade, que toca todos as vertentes representadas pelos oradores. Claro que em evidência estará o setor da restauração local, que o município tem tido a preocupação de envolver nas suas iniciativas de carácter gastronómico, como forma de ajudar e dar ferramentas para que os restaurantes do concelho tenham um lugar de destaque no turismo da região, como já acontece com vários espaços de referência, entre eles o Ó BALCÃO do chef Rodrigo Castelo.

Neste âmbito, e porque o município está muito atento a esta questão, restaurantes da cidade fazem parte do programa, com apresentação de menus que homenageiam o peixe do rio. “Sabores do Tejo” vão ser servidos ao jantar na CASA LUSITANA (quinta-feira, dia 21), num menu de pura essência avieira, no restaurante OH! VARGAS (dia 22, sexta-feira), onde o chef Rui Santos apresenta um menu que alia o respeito pelo receituário tradicional a alguma irreverência, e no Ó BALCÃO (dia 22, sábado), num momento protagonizado por três chefes. Para estes momentos de celebração do produto que durante estes três dias vai animar a cidade, é possível reservar lugar diretamente com os restaurantes, para aproveitar esta oportunidade de saborear diferentes formas de o confecionar.

O jantar no restaurante Ó BALCÃO de Rodrigo Castelo, que encerra o programa, no último dia do “Chefs ao Tejo”, será preparado a seis mãos. Ao chef escalabitano juntam-se na cozinha Diego Gallegos e João Rodrigues, ficando a cargo de cada chef uma entrada e um prato, num menu de sete momentos complementado pela sobremesa preparada pelo chef pasteleiro do restaurante. À mesa de quem se quiser juntar a esta festa chegarão diferentes experiências gastronómicas, sempre tendo por base o produto que dá origem a toda a iniciativa, o peixe de rio.

A par desta aposta do plano “Santarém Capital da Gastronomia”, é importante apontar na agenda outros eventos já programados, uma vez que a Câmara Municipal de Santarém desenvolveu uma linha de atividades que ao longos dos próximos meses vão continuar a dar palco ao melhor da região. Em maio, há “Petiscos e Vinhos do Tejo”, em junho é a vez dos “Chefs à Lezíria”, e em julho, o “Food & Gin” vai juntar provas de gin e iguarias da restauração local. Como já mencionado, em outubro está confirmada a 41.ª edição do tradicional Festival Nacional de Gastronomia.

Toda esta programação demonstra bem a aposta do município na promoção e valorização da gastronomia local, à qual estão intrinsecamente ligados os produtores locais e regionais, e todo um empenho em elevar o concelho no panorama gastronómico português».

Chefs ao Tejo_programa

 

Contactos para reservas:

CASA LUSITANA:
Telefone: +351 243 154 175
Email: casalusitana2019@gmail.com
Av. Afonso Henriques, n.º 71, 2000-231 Santarém

 

OH! VARGAS:
Telefone: +351 910 260 743
Email: geral@ohvargas.pt
Estrada Nacional 3, n.º 28diego, 2005-357 Santarém

 

Ó BALCÃO:
Telefone: +243 055 883
Email - tabernaobalcao@gmail.com
Rua Pedro de Santarém, n.º 73, 2000-223 Santarém

 

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publicado às 19:57

O regresso da mais fulgurante das novas estrelas Michelin

por Raul Lufinha, em 02.03.22

Chef Louis Anjos

Chef Louis Anjos, julho 2021

Após a sua primeira pausa de inverno – o restaurante foi inaugurado em junho de 2021 – é com enorme expectativa que reabre hoje, 2 de março de 2022, aquele que é a mais fulgurante das novas estrelas Michelin de Portugal, o AL SUD.

De facto, não há memória de um restaurante português abrir em junho e receber uma estrela na gala do próprio ano!

Liderado pelo Chef Louis Anjos, o AL SUD é o restaurante de fine dining do Clubhouse do resort Palmares, com uma localização privilegiada sobre a Meia Praia, entre o estuário da ria de Alvor e a baía de Lagos, no Algarve.

Sendo uma experiência absolutamente extraordinária, conforme aliás, no verão passado, o Mesa do Chef contou no Instagram: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17 e 18.

Para esta nova temporada, o objetivo do AL SUD é fazer ainda melhor do que no ano da estreia.

De tal forma que, como Louis Anjos confidenciou ao Mesa do Chef, o novo menu promete muito!

Mantém, naturalmente, a linha do anterior.

Mas tem a grande novidade de ser «totalmente novo»!

Tudo, para descobrir a partir de hoje!

AL SUD

AL SUD

AL SUD, julho 2021

 

AL SUD
Palmares Resort Clubhouse, Lagos, Algarve, Portugal
Chef Louis Anjos

 

 

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publicado às 02:27

Quinta de Monforte, novo produtor da região dos Vinhos Verdes

por Raul Lufinha, em 08.02.22

Quinta de Monforte

A equipa da Quinta de Monforte: Francisco Gonçalves (enólogo), Vasco Coutinho (gestor), Daniel Rocha (produtor) e Abílio Guedes (viticólogo)

Há um novo produtor na região dos Vinhos Verdes.

Chama-se Quinta de Monforte.

Fica em Penafiel, na sub-região do Vale do Sousa.

E acaba de se estrear com o lançamento de quatro vinhos.

São todos da colheita de 2020.

Estando assinados pelo enólogo Francisco Gonçalves.

Quinta de Monforte

– Quinta de Monforte rosé 2020, um gastronómico rosé de Vinhão, sério e seco (1600 garrafas / 13 euros);

Quinta de Monforte

– Quinta de Monforte Loureiro branco 2020, um Loureiro elegante e equilibrado (3000 garrafas / 8,9 euros);

Quinta de Monforte

– Quinta de Monforte Escolha branco 2020, um mais exuberante lote de Loureiro e Alvarinho (30000 garrafas / 6,8 euros); e

Quinta de Monforte

– Quinta de Monforte Vinhão tinto 2020, um elegante Vinhão tinto, que tira partido da excelente maturação das uvas permitida pela extraordinária exposição solar desta histórica quinta de Penafiel (1000 garrafas / 9,5 euros).

Quinta de Monforte

A estreia da Quinta de Monforte

A apresentação do novo produtor e dos seus primeiros vinhos decorreu em Lisboa, no restaurante SUBA do Verride Palácio Santa Catarina, conforme contámos no Instagram do Mesa do Chef, aqui e aqui.

Tendo ficado a certeza de mais novidades da Quinta de Monforte para breve.

Quinta de Monforte

Azal 2020 (amostra de barrica)

Desde logo, ainda da mesma colheita de 2020, dois entusiasmantes monocastas de variedades tipicamente de lote – Azal e Padeiro de Basto – com uma boa estrutura e capacidade de envelhecimento, que foram dados a provar nesta estreia da Quinta de Monforte e serão lançados somente lá mais para o final do ano.

Quinta de Monforte

Padeiro de Basto 2020 (amostra de barrica)

Também um espumante.

A expansão da área de vinha, atualmente com 40 hectares.

A construção da nova adega, que deverá ficar concluída em 2023.

E, ainda, a criação de uma unidade de turismo, com trinta quartos.

Os próximos tempos prometem!

Quinta de Monforte

Quinta de Monforte, nova marca na região dos Vinhos Verdes

 

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publicado às 23:42

TABERNA MODERNA, nova ‘Embaixada do Gin No.3’ em Lisboa

por Raul Lufinha, em 18.11.21

no.3

Gin No.3 na TABERNA MODERNA

Há novidades no mundo do gin, em Lisboa:

«Conhecida como um dos primeiros bares de gins da cidade de Lisboa, a TABERNA MODERNA apresenta agora uma zona de bar inspirada no mood No.3 London Dry Gin, reforçando assim o novo posicionamento da marca, assente no conceito The Art of Perfection.

O prestigiado Gin No.3, distribuído em Portugal pela Sogrape Distribuição, representa o expoente máximo do clássico London Dry, na desafiante simplicidade de usar apenas 3 sabores-chave na destilação. Alheio às inúmeras tendências que foram surgindo no mundo desta categoria, a perfeição do Gin No.3 advém do respeito por aquilo que o torna excecional.

Na sua busca constante pela perfeição, o Gin No. 3 apresenta um novo posicionamento, assente no conceito The Art of Perfection, que promete ganhar espaço no mercado nacional de bebidas espirituosas. O primeiro passo já foi dado com um espaço exclusivo na TABERNA MODERNA, na Rua dos Bacalhoeiros, em Lisboa.

“Acreditamos que esta Embaixada do Gin No.3, aliada à campanha The Art of Perfection, seja uma oportunidade para alargar o número de apreciadores da marca em Portugal. O mercado do gin cresceu muito nos últimos anos e acreditamos que os consumidores estão cada vez mais exigentes, procurando produtos de grande qualidade, e o Gin No.3 é uma referência de qualidade indiscutível que vem responder a essa necessidade”, afirma Júlio Martins, Diretor Geral da Sogrape Distribuição.

Por sua vez, Luis Carballo, proprietário da TABERNA MODERNA, defende: “o gin em Portugal deixou de ser uma experiência da moda para ser um culto para os amantes deste subtil destilado e para muitos é uma bebida social, versátil e adaptada à gastronomia. No restaurante TABERNA MODERNA continuamos a apostar no gin, descobrindo as marcas mais recentes e sempre apoiando as consolidadas. O No.3 Gin, clássico e elegante, tem uma destilação perfeita e uma alquimia única, numa garrafa bonita. O bar da TABERNA MODERNA, o LISBONITA GINBAR orgulha-se de ser o embaixador do No.3 em Lisboa”.

O lançamento do conceito The Art of Perfection é inspirado nos especialistas em destilação que estão por trás do Gin No.3 e que combinam paixão e precisão para criar o melhor gin do mundo. A nova campanha revela uma série única de imagens impactantes que apresentam o líquido cristalino do Gin No.3 sob a forma de uma dramática paisagem colorida, podendo ser vistas no site da marca. O microfotógrafo Justin Zoll conseguiu capturar os mais ínfimos detalhes do Gin No.3 a uma escala microscópica, com uma ampliação de 40x e desse trabalho resultou uma obra-prima: uma união de Arte e Ciência que capta a perfeição do gin.

Com uma imagem mais contemporânea e clean, a inconfundível garrafa verde com a chave incorporada dá agora lugar a uma garrafa de formato triangular desenhada pela premiada casa de design Stranger & Stranger, com detalhes intrincados e vidro superior, em que cada lado reflete cada um dos três elementos botânicos da receita do Gin No.3: zimbro, citrinos e especiarias. A cor turquesa do vidro vem representar o sabor refrescante proporcionado pelo equilíbrio perfeito dos 3 elementos, enquanto a icónica chave se mantém na frente e no centro da garrafa, simbolizando com orgulho a morada da Berry Bros. & Rudd, situada no n.º 3 da St James’s Street, em Londres, e a garantia da sua qualidade excecional.

O Gin No.3 é elaborado com a paixão e precisão rigorosa de uma equipa dedicada de mestres da destilação de classe mundial, como o Dr. David Clutton, a única pessoa no mundo com um PhD em Gin, mas também com a colaboração de alguns dos melhores bartenders do mundo. A destilação é feita na Holanda, casa do gin, num alambique centenário em cobre e revestido a tijolos, segundo a tradição holandesa. Com um estilo clássico e um sabor definido, o Gin No.3 atinge um equilíbrio refrescante a partir dos melhores ingredientes vindos de todo o mundo: casca de toranja (Uruguai), casca de laranja (Espanha), sementes de coentro (Bulgária), cardamomo (Guatemala), bagas de zimbro (Itália) e raiz de angélica (Polónia).

Talvez esse seja o motivo para ser o único gin do mundo a receber 4 vezes a distinção de ‘World’s Best Gin’ no International Spirits Challenge e o único alguma vez distinguido como ‘Supreme Champion Spirit’ deste certame.

Em Portugal, o Gin No.3 encontra-se à venda em garrafeiras da especialidade e no retalho especializado (ECI, Apolónia)».

 

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publicado às 23:18

‘Borga 2010’ e ‘Íssimo Baga-Bairrada 2016’ vencem Concurso de Espumantes Bairrada 2021

por Raul Lufinha, em 18.11.21

Campolargo

Carlos Campolargo e o Borga 2010

Já são conhecidos os resultados do Concurso de Espumantes Bairrada 2021, de cujo o júri o Mesa do Chef fez parte:

«‘Borga Bruto branco 2010’, do produtor Campolargo Vinhos, e ‘Íssimo Baga-Bairrada Bruto branco 2016’, das Caves Arcos do Rei, foram os grandes vencedores do Concurso de Espumantes Bairrada 2021, promovido pela Comissão Vitivinícola da Bairrada e realizado em “Terras de Bem-Viver” na passada sexta-feira, dia 12 de novembro, sob o julgamento de 12 jurados. De entre os espumantes medalhados com Ouro, os mais pontuados passaram à finalíssima, para assim se eleger a Grande Medalha de Ouro e o que mais se distinguiu na categoria de Baga-Bairrada – criada em 2015 e que conta já com mais de 30 referências. Feitas as contas, o ‘Borga Bruto branco 2010’ apurou-se como o melhor espumante desta competição.

Depois de um ano de interregno, devido à pandemia, foi com enorme satisfação e sentido de missão que a Comissão Vitivinícola da Bairrada voltou a realizar esta iniciativa, sentando à mesa de provas um painel de jurados, composto por jornalistas, bloggers, críticos de vinhos, provadores e buyers, que puderam degustar quase seis dezenas de espumantes certificados com o selo de garantia e qualidade DO Bairrada e IG Beira Atlântico. O Concurso de Espumantes Bairrada 2021 teve lugar no Museu do Vinho Bairrada e foi presidido pelo conceituado crítico de vinhos e jornalista Luís Ramos Lopes, habitante na região e grande conhecedor dos vinhos e espumantes que ali se produzem. A edição deste ano coincidiu com a celebração dos 30 de Denominação de Origem e mais de 130 anos de espumante na região.

De referir que é na região vitivinícola da Bairrada que têm origem mais de 50% dos espumantes produzidos em Portugal e esta predominância não acontece ao acaso. Foi na Bairrada que, em 1890 e pelas mãos do Eng.º Tavares da Silva, se deram os primeiros passos na criação deste vinho efervescente em Portugal. Volvidos 101 de conhecimento, a 08 de fevereiro de 1991, foi criada a Denominação de Origem para os espumantes Bairrada, passando a ter que cumprir os requisitos definidos pela Comissão Vitivinícola da Bairrada para poderem envergar o selo de certificação.

Borga

Borga Bruto branco 2010 (Campolargo Vinhos) – Grande Medalha de Ouro

Íssimo

Íssimo Baga-Bairrada branco 2016 (Caves Arcos do Rei) – Melhor Baga-Bairrada

 

Lista de Espumantes Premiados do Concurso de Espumantes Bairrada 2021

Grande Medalha de Ouro

Borga Bruto branco 2010 (Campolargo Vinhos)

Melhor Baga-Bairrada

Íssimo Baga-Bairrada branco 2016 (Caves Arcos do Rei)

Medalhas de Ouro

Aliança Grande Reserva Bruto branco 2015 (Aliança Vinhos de Portugal)

António Marinha Reserva Bruto rosé 2018 (António Marinha)

Borga Bruto branco 2010 (Campolargo Vinhos)

Casa do Canto Grande Reserva Bruto branco 2016 (Anadiagro)

Íssimo Baga-Bairrada branco 2016 (Caves Arcos do Rei)

Luiz Costa Pinot Noir Chardonnay 5.ª Edição branco 2016 (Caves São João)

Marquês de Marialva Bical & Arinto Reserva branco 2017 (Adega de Cantanhede)

Montanha Real Grande Reserva Bruto branco 2015 (Caves da Montanha)

Primavera Bical Reserva Blanc de Blancs Brut branco 2015 (Caves Primavera)

Quinta dos Abibes Sublime Brut Nature branco 2011 (Quinta dos Abibes)

Trabuca Grand Cuvée 2.ª Edição Brut Nature branco 2016 (Pedro Guilherme Andrade)

Medalhas de Prata

Argau Bruto branco 2017 (Casa dos Barbas)

Montanha Baga Bruto branco 2016 (Caves da Montanha)

Quinta do Poço do Lobo Bruto Natural rosé 2015 (Caves São João)

Quinta do Poço do Lobo Arinto Chardonnay Bruto Natural branco 2017 (Caves São João)»

 

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