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Visita à microcervejeira artesanal algarvia Dos Santos

por Raul Lufinha, em 01.05.21

Dos Santos Craft Beer

António Augusto, “Brand Ambassador” da cerveja artesanal Dos Santos…

Dos Santos Craft Beer

… foi o anfitrião da visita guiada das equipas de sala e cozinha do restaurante BON BON…

Dos Santos Craft Beer

… à microcervejeira algarvia…

Dos Santos Craft Beer

… que o Mesa do Chef também acompanhou…

Dos Santos Craft Beer

… em meados de abril de 2021…

Dos Santos Craft Beer

… e que culminou numa animada prova de todo o portefólio da “craft beer” Dos Santos.

Dos Santos Craft Beer

Lager

Dos Santos Craft Beer

Pilsner

Dos Santos Craft Beer

Pale Ale

Dos Santos Craft Beer

Greg dos Santos, o mestre cervejeiro

Dos Santos Craft Beer

IPA

Dos Santos Craft Beer

Amber Ale

Dos Santos Craft Beer

Stout

Dos Santos Craft Beer

Dos Santos, cerveja artesanal portuguesa…

Dos Santos Craft Beer

… produzida no Algarve…

Dos Santos Craft Beer

… na Quinta dos Santos, em Lagoa.

 

Dos Santos
Rua do Pestana Golf, n.º 1, Sesmarias, Carvoeiro, Lagoa, Algarve, Portugal

 

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publicado às 18:30

Memórias de uma deslumbrante noite de outono com Heinz Beck a cozinhar no GUSTO

por Raul Lufinha, em 30.04.21

GUSTO by Heinz Beck

Chef Residente Liborio Buonocore e Chef Heinz Beck

No seguimento da reabertura do Conrad Algarve no passado dia 26 de abril, o GUSTO by Heinz Beck tem o seu regresso previsto para 7 de maio.

Ora, um dos pontos altos do estrelado restaurante do Conrad Algarve, na Quinta do Lago, é sempre a visita do Chef Heinz Beck.

A mais recente ocorreu no final de outubro de 2020.

E teve a mais-valia de o genial Chef do três estrelas LA PERGOLA, de Roma, ter estado duas noites a cozinhar ao vivo no GUSTO com o Chef Residente Liborio Buonocore e a sua equipa.

Jantares deslumbrantes.

Marcados pela elegância dos sabores de outono de Heinz Beck.

E também pelo wine pairing do Sommelier Rui Ferreira.

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck, uma estrela Michelin em 2020… e também em 2021

GUSTO by Heinz Beck

À entrada, o bar

GUSTO by Heinz Beck

Ao fundo, a sala do restaurante

GUSTO by Heinz Beck

Cozinha aberta

GUSTO by Heinz Beck

30 e 31 de outubro de 2020

GUSTO by Heinz Beck

O menu de dois dias muitos especiais, dedicados aos produtos e sabores do outono, com o Chef Heinz Beck a cozinhar ao vivo e à vista de toda a sala do GUSTO

GUSTO by Heinz Beck

Champagne Laurent-Perrier Brut Millésimé 2008, as boas-vindas do Sommelier Rui Ferreira

GUSTO by Heinz Beck

Snacks / Canapés

GUSTO by Heinz Beck

Delicado crocante de tupinambo com maionese de soja

GUSTO by Heinz Beck

Leve e cítrico canolo verde de ervas com ricota

GUSTO by Heinz Beck

Taco de batata com gamba da costa e um nada-doce gel de framboesa

GUSTO by Heinz Beck

Tartelete com pato confitado, gel de framboesa e texturas de castanha — todo o sabor do outono, para descobrir de uma só vez!

GUSTO by Heinz Beck

Os chefes Liborio Buonocore e Heinz Beck em ação na cozinha aberta do GUSTO

GUSTO by Heinz Beck

Finas fatias de lírio dos Açores marinado, merengues de soja e sésamo, creme de abacate e gel de tangerina — o elegante e delicado amuse-bouche do Chef Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

Os pães, os sais e o Azeite Principal da Idealdrinks — sempre um momento especial à mesa do GUSTO

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

Expressões by Anselmo Mendes Sommelier Edition Alvarinho Branco 2017, um vinho exclusivo do GUSTO

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

“Novilho marinado com couve-flor e caviar” — a exuberante cozinha três estrelas de Heinz Beck em estado puro!

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

Terrenus Vinha da Serra Branco 2015 — extraordinária homenagem do enólogo e produtor Rui Reguinga ao terroir da Serra de São Mamede e às vinhas centenárias

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

“Lavagante azul com leguminosas [incluindo a surpresa do feijão-frade] e trufa branca d’Alba” — cor, perfume, sabor, texturas, som... um prato perfeito do incansável e sempre sorridente Chef Heinz Beck!

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

Porta dos Cavaleiros Reserva Seleccionada Branco 1984 — maravilhoso branco de guarda do Dão!

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

“Cogumelos de outono com amêndoa e levístico” – sublime explosão de sabor a cogumelos!

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

Niepoort Coche Branco 2018 — o vinho branco mais exclusivo da Niepoort, que potencia toda expressão da vinha… e da região!

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

“Tortellini de coelho, abóbora, infusão de alecrim e sálvia” — No 3*** LA PERGOLA de Roma ou no 1* GUSTO do Conrad Algarve, os menus de degustação do Chef Heinz Beck têm sempre um memorável momento de pasta. Nestes jantares de outono, foram uns maravilhosos tortellini de coelho com texturas de abóbora, creme de Parmesão... e uma perfumada infusão de alecrim e sálvia!

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

Quinta dos Carvalhais Branco Especial (engarrafado julho 2019) da Sogrape Vinhos  — confirmando a excelência do Dão na produção de grandes brancos e o enorme potencial de guarda dos vinhos da região, foi criado pela enóloga Beatriz Cabral de Almeida a partir de vinhos com prolongados estágios em barricas usadas de carvalho de oito diferentes colheitas, entre 2004 e 2018, apresentando-se muito amplo e complexo, multidimensional, com inúmeras camadas, uma acidez vibrante, magnífico volume de boca e um final longuíssimo, tudo num notável registo de elegância, equilíbrio e harmonia... como é timbre do Dão!

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

“Salmonete sobre minestrone de raízes” – o encantador salmonete de Sagres do Chef Heinz Beck, sobre minestrone de raízes e que é finalizado... com a cor, o som e o sabor do arroz crocante de açafrão!

GUSTO by Heinz Beck

Gravner Ribolla 2009, memorável orange wine!

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

“Escalope de foie gras com topinanbur, sementes de funcho [, neve de castanha] e molho de cevada e café” – top, top!

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

Torre do Esporão Tinto 2007 e 2011. Mini vertical de duas das três únicas edições do topo de gama do Esporão (2004, 2007, 2011). Numa noite verdadeiramente memorável, à mesa do 1* GUSTO e com o próprio Chef Heinz Beck na cozinha, vindo do 3*** LA PERGOLA de Roma, o Sommelier Rui Ferreira deu a provar os requintados e luxuosos Torre do Esporão 2011 (vibrante, intenso e ainda jovem) e 2007 (muito concentrado e extremamente sedoso)!

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

“Lombo de vitela com puré de batata abaunilhada, romã e trufa negra” — o delicioso lombo de vitela do Chef Heinz Beck, com puré de batata abaunilhado, diversas texturas de romã e trufa negra. Numa palavra, "outono"!

GUSTO by Heinz Beck

Pré-Sobremesa – texturas de citrinos na transição para sabores mais doces!

GUSTO by Heinz Beck

“Esfera gelada de romã” – a emblemática sobremesa do três estrelas LA PERGOLA (ver aqui)... que também é servida no GUSTO!

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

Quinta do Noval 2015 Vintage Porto e Dow’s 2017 Vintage Port – para o chocolate (e, na verdade, para o final da noite), o Sommelier Rui Ferreira escolheu dois extraordinários Vintage novos, que se complementaram maravilhosamente: primeiro, o austero e elegantíssimo Dow's 2017; e depois o Quinta do Noval 2015, num registo mais doce e frutado!

GUSTO by Heinz Beck

Chefe Pasteleira Filipa Carmo

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

“Variações de chocolate com cânhamo” — acima de tudo, leveza e elegância!

GUSTO by Heinz Beck

O reencontro com Nelson Correia, que já não víamos desde os saudosos tempos do ASSINATURA de Henrique Mouro e Pedro Rezende Pereira

GUSTO by Heinz Beck

As guloseimas finais — bombom de noz-pecã e Baileys; sablé de cheesecake e avelã; e pâte de fruit de mirtilo

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

GUSTO by Heinz Beck

O final de mais uma memorável noite no Conrad Algarve

 

Ver também:

ROTA DAS ESTRELAS 2018

 

WORLD CLASS IBERIA 2018

 

GUIA MICHELIN 2018

 

LA PERGOLA 2017

 

CULINARY EXTRAVAGANZA 2017

– Michelin Dining Experience

– Roof Top Suite Celebration Lunch

– Idealdrinks

– Closing Dinner Party

 

VERÃO 2017

 

GOURMET CULINARY EXTRAVAGANZA 2016

– Apresentação do festival, 21/9

– Almoço BBQ no DADO Q, 30/10

– Underground Culinary Extravaganza, 30/10

– Jantar de Encerramento no GUSTO, 31/10

– Resumo

 

VERÃO 2016

 

NESPRESSO GOURMET WEEKS 2016

 

DESIRE 2015

 

VERÃO 2013

 

GUSTO by Heinz Beck
Conrad Algarve, Estrada da Quinta do Lago, Portugal
Chef Heinz Beck / Chef Residente Liborio Buonocore

 

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publicado às 10:47

“O Recomeço” do BON BON

por Raul Lufinha, em 28.04.21

BON BON

Sommelier Nuno Diogo, o empresário proprietário do BON BON

O BON BON, novamente com uma estrela Michelin em 2021, reabriu logo no primeiro dia em que houve autorização para tal do Governo português, após a melhoria da situação pandémica – segunda-feira, dia 5 de abril.

E foi também nessa mesma semana que o Mesa do Chef regressou ao restaurante do Sommelier Nuno Diogo.

Esteve na sala, no terraço e na cozinha.

Conheceu o novo Chef e também a sua brigada.

Fez o menu “O Recomeço” – o auspicioso menu de estreia do Chef José Lopes no BON BON.

Provou pratos futuros.

Assistiu a várias experiências.

E testou diversas harmonizações vínicas.

Tendo também acompanhado as provas das equipas de sala e cozinha do BON BON na visita de trabalho a um produtor algarvio de vinho e de cerveja artesanal – algo de que proximamente ainda iremos falar aqui no blog.

Em suma, uma histórica e gratificante visita de dois dias, que aqui fica registada e que deixa excelentes sinais para o futuro.

Futuro esse que continua a acontecer.

Com efeito, após quinze dias de menu de almoço na esplanada, o avanço do plano de desconfinamento passou a permitir refeições no interior do restaurante. Pelo que, a partir de 19 de abril, os almoços ao ar livre foram substituídos por jantares na sala, com a subsequente substituição do menu inicial de almoço pelo novo e mais completo menu de jantar “Há mar e mar, Há ir e voltar…”.

Mas efetivamente, na origem de tudo, está “O Recomeço”!

 

BON BON

2021, novo Chef | José Lopes, o novo Chef do BON BON.

 

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

Boas-vindas | Sommelier Nuno Diogo e a imbatível elegância de Champagne. Billecart-Salmon Vintage 2007.

 

BON BON

BON BON

BON BON

Amuse-bouche | Para começar, “uma experiência” do Chef José Lopes. Sashimi de pargo, crocante de alga nori, aioli de alho negro e alho francês braseado.

 

BON BON

BON BON

BON BON

Couvert | Com José Lopes, o couvert do BON BON transformou-se num momento individual – e de grande nível, aliás. Duas manteigas, uma clássica, outra de alface-do-mar; um paté de fígado de galinha, cortado pela acidez da framboesa desidratada; e, em especial, guloso como a cozinha do Chef (e com um segredo que José Lopes nos pediu para não contar…) um extraordinário brioche de massa mãe, fumado, nada doce e ligeiramente tostado com manteiga noisette, que chega à mesa ainda quente, sobressaindo a sua untuosidade e a sua excelente acidez!

 

BON BON

BON BON

“Gaspacho de Pepino, Lula e Santola” | O primeiro prato do menu “O Recomeço” do Chef José Lopes. Refrescante! E com muito sabor! Destacando-se o elegante gaspacho de pepino; o untuoso sashimi de lula, que se desfaz na boca; e a pasta de santola, com o discreto toque do wasabi, de modo a que o que brilhe seja mesmo… o sabor da santola!

 

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

Atlantis Verdelho Branco 2016 | Da Ilha da Madeira, um Verdelho bem seco e fresco!

 

BON BON

BON BON

BON BON

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BON BON

BON BON

“Carabineiro e Caldo-Verde” | O mais memorável momento d'“O Recomeço” do BON BON. O carabineiro, perfeito. E todo o sabor do caldo-verde! Com efeito, na base, um creme de caldo-verde. Por cima, conforme explicou o Chef, um apurado “estufadinho de couve de caldo-verde, com chouriço de porco alentejano e batatinha”. No topo, crocante de chouriço. Sendo finalizado já na mesa com aquela que é a base do caldo-verde: um creme de batata!

 

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

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BON BON

Extra-menu | Lavagante azul e couve-flor, num prometedor prato extra-menu que o Chef José Lopes tem andado a testar!

 

BON BON

BON BON

BON BON

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BON BON

Carvalhas Branco 2011 | Maravilhoso reencontro com o Carvalhas Branco de 2011, extraordinário topo de gama dos brancos da Real Companhia Velha! Um vinho que provámos pela primeira vez no CHAFARIZ DO VINHO, em Lisboa, no início 2014, na apresentação das novidades da Real Companhia Velha à comunicação social, e que tem para nós uma história muito especial: com efeito, quando perguntámos a Jorge Moreira qual era, de entre a vasta gama do produtor duriense em prova, a garrafa com a qual gostaria de ser fotografado para o blog, o enólogo escolheu precisamente… o Carvalhas Branco de 2011! Uma fotografia histórica, que está aqui. E um vinho, aliás, que depois, em 2015, numa “Viagem à Real Companhia Velha”, tivemos a felicidade de também provar num jantar na própria Quinta das Carvalhas – mais ainda, na mítica Casa Redonda que fica no topo da Quinta das Carvalhas e tem uma vista de 360 graus sobre o Douro! Entretanto, o passar dos anos em garrafa fez-lhe muitíssimo bem. O Carvalhas Branco 2011 ganhou uma cor carregada. E encontra-se agora extremamente evoluído – este e, bem assim, o de uma segunda garrafa que o Sommelier proprietário do BON BON, Nuno Diogo, também abriu. Uma evolução, pois, virtuosa. O vinho está rico. Complexo. Com excelente acidez. Gordo. Amanteigado. Elegante. Extremamente poderoso! Fascinante!

 

BON BON

Sommelier | Nuno Diogo, o empresário da restauração proprietário do BON BON, continua a ser, acima de tudo, um Sommelier!

 

BON BON

Serviço | A qualidade do serviço, sempre uma marca identitária do BON BON de Nuno Diogo.

 

BON BON

BON BON

BON BON

“Salmonete, Funcho e Caril” — elegância, delicadeza e harmonia, num grande momento do Chef José Lopes.

 

BON BON

BON BON

Quinta da Lapa Vinho Clarete 2017 | Para o salmonete, Vinho Clarete!

 

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

Água | Sempre essencial num wine pairing.

 

BON BON

BON BON

BON BON

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BON BON

“Presa de Porco à Alentejana” | Elegante revisitação de sabores familiares que o Chef José Lopes resumiu numa frase: “É a nossa Carne de Porco à Alentejana!”

 

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

Conciso Tinto 2014 | O Dão fino de Dirk Niepoort.

 

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

Pré-sobremesa | Figueira! A Chefe Pasteleira Bárbara Gaspar preparou uma pré-sobremesa de figueira! Uma inacreditável pré-sobremesa não de figo, mas mesmo de figueira! Tem um gelado de... folha de figueira! E tem também fumo de... folha e tronco de figueira! Sendo o mais desafiante momento do recomeço do BON BON. Um momento, aliás, que convoca todos os nossos sentidos: não apenas a visão, o tato e paladar, mas também a audição e o olfato. De facto, comer a figueira pode não ser para todos, para alguns pode ser demasiado radical. Mas é uma pré-sobremesa excecional. É de tal forma notável que inclusivamente as sensações com que ficamos na boca mais parecem as da nota de prova de um vinho! É uma pré-sobremesa seca. Vegetal. Fumada. É brutal!

 

BON BON

Figueira | Entretanto, curiosamente, quando, no fim da pré-sobremesa, fomos visitar a secção de pastelaria, vimos uma caixa de flor-de-sal Salmarim com algo estranhamente verde lá dentro e perguntámos à Chefe Pasteleira Bárbara Gaspar o que seria. A resposta veio pronta: "Isso é a figueira!"

 

BON BON

BON BON

Espírito Lagoalva Único Late Harvest Branco 2018 | Do Tejo, um colheita tardia assinado por Diogo Campilho e Pedro Pinhão.

 

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

“Pera, Noz e Caramelo” | A leve e elegante sobremesa do menu que marca “O Recomeço” do BON BON em 2021. Conforme explicou a Chefe Pasteleira Bárbara Gaspar, “a ideia foi ter frutos secos untuosos, com um toque de frescura!”

 

BON BON

Chef Pasteleira Bárbara Gaspar e Chef José Lopes | Em 2021, há novas caras na cozinha do BON BON.

 

BON BON

BON BON

Petits fours | Mini Folar de Olhão e Macaron de Doce de Leite. É tão bom poder dizer que já se comeu um Folar de Olhão inteiro… e de uma só vez!

 

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

BON BON

“O Recomeço” | Um menu histórico. O auspicioso primeiro menu do BON BON em 2021. E também o primeiro menu assinado pelo Chef José Lopes no BON BON.

 

Ver também:

 

BON BON
Urbanização Cabeço de Pias, Sesmarias de Carvoeiro, Lagoa, Algarve, Portugal
Chef José Lopes

 

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publicado às 16:25

Os vencedores do concurso de vinhos “Escolha da Imprensa 2020” da revista Grandes Escolhas

por Raul Lufinha, em 09.04.21

Grandes Escolhas

Dois tipos de prémios por categoria

A revista Grandes Escolhas anunciou hoje os vencedores do concurso de vinhos “Escolha da Imprensa 2020”, cujo júri o blog Mesa do Chef integrou.

«Organizado pela Grandes Escolhas, o Concurso Escolha da Imprensa é um evento sui generis no qual uma publicação especializada convida colegas de outros órgãos de comunicação social — da imprensa escrita, à rádio, televisão, plataformas eletrónicas e redes sociais — a provarem uma amostra significativa do melhor que se faz na produção de vinhos em Portugal.

Não fechar a apreciação dos vinhos aos circuitos da crítica especializada e alargar o âmbito da sua divulgação a todas as plataformas disponíveis, são os objetivos deste concurso.

O concurso esteve agendado para o final do ano 2020, mas por força das circunstâncias excecionais que todos vivemos, foi consecutivamente adiado por total impossibilidade de reunir um Júri em condições de segurança sanitária, e de acordo com as determinações das autoridades.

Finalmente, nos dias 23, 24, e 25 de março último, perante um Júri de 32 elementos, que reuniu personalidades do jornalismo, bloggers especializados e líderes de opinião, foi possível realizar o concurso no qual estiveram em avaliação 678 vinhos nas categorias de Espumantes, Brancos, Rosés, Tintos e Fortificados. Todos os vinhos foram provados às cegas, conforme o regulamento do concurso.

Em cada uma das citadas categorias foram apurados dois tipos de prémios:

– O GRANDE PRÉMIO ESCOLHA DA IMPRENSA atribuído ex aequo aos 3 melhores vinhos de cada categoria;

– O PRÉMIO ESCOLHA DA IMPRENSA atribuído ex aequo aos vinhos mais bem classificados em cada uma das categorias».

Aqui ficam os resultados:

I – CATEGORIA ESPUMANTES

GRANDE PRÉMIO “ESCOLHA DA IMPRENSA” 2020 – ESPUMANTES

Aliança Bairrada Grande Reserva branco 2015

Aliança – Vinhos de Portugal

Montanha Grande Cuvée “Cá da Bairrada” Bairrada branco 2009

Caves da Montanha

Murganheira Vintage Távora-Varosa branco 2011

Soc. Agr. Com. do Varosa 

 

 

PRÉMIO “ESCOLHA DA IMPRENSA” 2020 – ESPUMANTES

 

– Adega 23 Reg. Terras da Beira branco 2018  / Adega 23

– Ataíde Semedo Millésime Bairrada branco 2017 / Ataíde Semedo

– Berbereta Reg. Lisboa Reserva branco 2016 / Romana Vini

– Caves São João Centenário Bairrada branco 2015 / Caves São João

– Curvos Homenagem Jaime Fonseca Super Reserva branco 2015 / Quinta de Curvos

– Encontro Bairrada Baga Reserva branco 2015 / Quinta do Encontro

– Marquês de Marialva Cuvée Baga Bairrada branco 2014 / Adega Coop. de Cantanhede

– Montanha Real Bairrada Grande Reserva branco 2015 / Caves da Montanha

– Murganheira Távora-Varosa Chardonnay branco 2013 / Soc. Agr. Com. do Varosa

– Murganheira Távora-Varosa Touriga Nacional branco 2010 / Soc. Agr. Com. do Varosa

– Primavera 75 Anos Bairrada Grande Reserva branco 2012 / Caves Primavera

– Quinta da Lapa Cuvée branco 2016 / Agrovia

– Quinta do Rol Grande Reserva Pinot Noir rosé 2010 / Soc. Agr. Quinta do Rol

– Raposeira Peerless Super Reserva branco 2015 / Caves da Raposeira

– Raposeira Velha Reserva branco 2011 / Caves da Raposeira

– Vértice Millésime Douro branco 2013 / Caves Transmontanas

 

II – CATEGORIA BRANCOS

GRANDE PRÉMIO “ESCOLHA DA IMPRENSA” 2020 – BRANCOS

Crasto Superior Douro 2018

Quinta do Crasto

Deu-La-Deu Fernando Moura 30 Anos Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho 2016

Adega Regional de Monção

Quinta da Rede Douro Grande Reserva 2017

Quinta da Rede

 

 

 

PRÉMIO “ESCOLHA DA IMPRENSA” 2020 – BRANCOS

 

– 1808 Field Blend Douro 2014 / Casca Wines

– ABCDArium Vinho Verde Avesso 2019 / AB Valley Wines

– Adega de Penalva Dão Bical 2019 / Adega Coop. Penalva do Castelo

– AdegaMãe Reg. Lisboa Viosinho 2018 / AdegaMãe

– Adega Mayor Reg. Alentejano Verdelho 2019 / Adega Mayor

– Alento Reg. Alentejano Reserva 2019 / Adega do Monte Branco

– Alyantiju Reg. Alentejano 2018 / Herdade Aldeia de Cima do Mendro

– Anselmo Mendes Contacto Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho 2019 / Anselmo Mendes

– António Maçanita Vinha Centenária Pico 2018 / Azores Wine Company

– Aveleda Parcela do Roseiral Reg. Minho 2018 / Aveleda

– Bacalhôa Chardonnay 2019 / Bacalhôa Vinhos de Portugal

– Boa Noite Lisboa Reg. Lisboa 2018 / Vidigal Wines

– Camaleão Barrel Aged Vinho Verde Loureiro 2016 / João Cabral Almeida Vinhos

– Casa das Gaeiras Óbidos Maria Gomes 2019 / Tapada das Gaeiras

– Casa de Vilacetinho Vinho Verde Avesso Reserva 2018 / Soc. Agr. Casa de Vilacetinho

– Casa Ermelinda Freitas Reg. Península de Setúbal Sauvignon Blanc/Verdelho 2019 / Casa Ermelinda Freitas

– Casal da Torre de Vilar Reg. Minho Alvarinho 2019 / Casa Torre de Vilar

– Casal Sta. Maria Reg. Lisboa Chardonnay 2019 / Adraga

– Curvos Vinho Verde Avesso Reserva 2017 / Quinta de Curvos

– Duas Quintas Douro Reserva 2019 / Adriano Ramos Pinto

– Encostas de Melgaço Único Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho 2018 / Quinta da Pigarra

– Esporão Private Selection Alentejo 2018 / Esporão

– Fonte do Ouro Dão Encruzado Reserva Especial 2019 / Soc. Agr. Boas Quintas

– HB Reg. Península de Setúbal Reserva 2019 / Companhia Agr. da Barrosinha

– Herdade do Moinho Branco Alentejo Antão Vaz 2018 / Ribafreixo

– Herdade dos Grous Reg. Alentejano Reserva 2019 / Monte do Trevo

– Herdade São Miguel Esquecido Reg. Alentejano 2018 / Casa Relvas

– Ilha do Pico Terrantez do Pico 2019 / Coop. Vitivinícola da Ilha do Pico

– Kopke Winemaker’s Collection Douro Folgazão/Rabigato 2016 / Sogevinus

– Nana Reg. Tejo 2019 / Agrovia

– Paço de Teixeiró Vinho Verde Avesso 2018 / Montez Champalimaud

– Portal do Fidalgo 25 anos Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho 2017 / Provam

– Pousio Reg. Alentejano Arinto 2019 / Casa Agr. HMR

– Quinta da Boa Esperança Reg. Lisboa Arinto 2018 / Soc. Agr. da Gama

– Quinta da Ramalhosa Dão 2017 / Paulo Jorge Batista Ferreira

– Quinta da Rede Douro Reserva 2018 / Quinta da Rede

– Quinta das Cerejeiras Grande Reserva Óbidos 2018 / Companhia Agr. do Sanguinhal

– Quinta de Lourosa Reg. Minho Alvarinho 2011 / Quinta de Lourosa

– Quinta de Santiago Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho Reserva 2018 / Nenúfar Real

– Quinta do Ameal Vinho Verde Escolha 2017 / Quinta do Ameal

– Quinta do Boição Vinhas Velhas Bucelas Grande Reserva 2017 / Enoport

– Quinta do Piloto Reg. Península de Setúbal Reserva 2016 / Quinta do Piloto

– Quinta no Valle da Estrada Douro Grande Reserva 2018 / Santos & Seixo / Luciano Madureira

– Quinta Serra d’Oura Trás-os-Montes Reserva 2017 / Carlos Manuel Alves Bastos

– Quinta Vale D. Maria Vinha de Martim Douro 2019 / Quinta Vale D. Maria

– Soalheiro Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho Reserva 2018 / Vinusoalleirus

– Solar da Pena Batonnage Reg. Minho 2018 / Solar da Pena

– Taboadella Dão Encruzado Reserva 2019 / Taboadella

– Vale dos Ares Limited Edition Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho 2018 / MQ Vinhos

– Vallado Douro Reserva 2019 / Quinta do Vallado

– Vallegre Douro Reserva Especial 2018 / Vallegre

– Vicentino Reg. Alentejano Alvarinho 2019 / Frupor

 

 

III – CATEGORIA ROSÉS
 

GRANDE PRÉMIO “ESCOLHA DA IMPRENSA” 2020 – ROSÉS

Casa Ermelinda Freitas Reg. Península de Setúbal Pinot Noir & Merlot 2019

Casa Ermelinda Freitas

Dona Aninhas Reg. Lisboa Reserva 2019

Multiwines

Pousio Selection Reg. Alentejano 2020

Casa Agr. HMR

 

 

PRÉMIO “ESCOLHA DA IMPRENSA” 2020 – ROSÉS

 

– Adega Coop. Ponte da Barca Vinho Verde Reserva 2019 / Adega Coop. Ponte da Barca

– Casal Sta. Maria Mar de Rosas Reg. Lisboa 2019 / Adraga

– Herdade Barranco do Vale Reg. Algarve Negra Mole Reserva 2019 / Herdade Barranco do Vale

– Malaca Reg. Algarve 2019 / Soc. Agr. Quinta da Malaca

– Plainas Vinho Verde Espadeiro 2019 / CSE

– Quinta Nova Douro 2019 / Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo

– Quinta Serra d’Oura Trás-os-Montes Reserva 2017 / Carlos Manuel Alves Bastos

– Rafeiro Reg. Alentejano 2019 / Herdade do Monte Branco

– Rede Douro 2019 / Quinta da Rede

 

IV – CATEGORIA TINTOS

GRANDE PRÉMIO “ESCOLHA DA IMPRENSA” 2020 – TINTOS

João Portugal Ramos Vinha do Jeremias Reg. Alentejano Syrah 2017

J. Portugal Ramos

Quinta do Gradil Reg. Lisboa Tannat 2018

Quinta do Gradil

Quinta Vale D. Maria Vinha da Francisca Douro 2018

Quinta Vale D. Maria

 

 

PRÉMIO “ESCOLHA DA IMPRENSA” 2020 – TINTOS

 

– 100 Hectares Vinhas Velhas 2017 / 100 Hectares

– Adega de Palmela Palmela Grande Reserva 2017 / Adega Coop. de Palmela

– Adega de Pegões Reg. Península de Setúbal Grande Reserva 2017 / Coop. Agr. Santo Isidro de Pegões

– Adega de Penalva Dão Reserva 2016 / Adega Coop. Penalva do Castelo

– Adega Mayor Reserva do Comendador Reg. Alentejano 2016 / Adega Mayor

– AR Reg. Alentejano Touriga Nacional 2017 / Adega Coop. de Redondo

– Arché Alentejo 2016 / Herdade do Sobroso

– Artesano by Helena Reserva 2018 / Elite Vinhos

– Cabeça de Toiro Bull’s Temptation Do Tejo Reserva 2018 / Enoport

– Cabo da Roca Centenary Vines Bairrada 2014 / Casca Wines

– Casa de Santar Vinha dos Amores Dão Touriga Nacional 2014 / Soc. Agr. de Santar

– Casa Ferreirinha Antónia Adelaide Ferreira Douro 2016 / Sogrape Vinhos

– Casta Fina Regional Alentejano Syrah 2018 / Soc. Agr. D. Diniz

– Castello D’Alba Douro Grande Reserva 2017 / Rui Roboredo Madeira Vinhos

– Coelheiros Vinha do Taco Reg. Alentejano 2012 / Herdade de Coelheiros

– Comenda Grande Reg. Alentejano Reserva 2014 / Monte da Comenda Grande

– Comendador Delfim Ferreira Douro Grande Reserva 2015 / Quinta dos Frades

– Conde D’ Ervideira Private Selection Alentejo 2017 / Ervideira

– Costa Boal Douro Sousão 2017 / Costa Boal Family Estates

– Costureiro Douro 2016 / Foz do Tua

– Douro’s New Legacy Douro Reserva 2018 / Menin Douro Estates

– Duas Famílias Alentejo 2016 / Santos & Seixo

– Duas Quintas Douro Reserva 2017 / Adriano Ramos Pinto

– Essência de Ventozelo Douro 2014 / Quinta de Ventozelo

– Falcoaria DOC do Tejo 2016 / Casal Branco

– Família Margaça Reg. Alentejano Touriga Nacional 2018 / Soc. Agr. de Pias

– Família Margaça Vinha do Furo Reg. Alentejano 2018 / Soc. Agr. de Pias

– Fonte do Ouro Dão Grande Reserva 2017 / Soc. Agr. Boas Quintas

– Foral de Cantanhede Gold Edition Bairrada Baga 2011 / Adega Coop. de Cantanhede

– Freixo Reg. Alentejano Reserva 2016 / Herdade do Freixo

– Grand’Arte Reg. Lisboa Alicante Bouschet 2017 / DFJ Vinhos

– Grande Rocim Alentejo Reserva 2017 / Rocim

– Herdade do Peso Essência do Peso Alentejo 2017 / Sogrape Vinhos

– Herdade Paço do Conde Winemakers Selection Reg. Alentejano 2016 / Soc. Agr. Encosta do Guadiana

– Hexagon Reg. Península de Setúbal 2015 / José Maria da Fonseca

– Incógnito Reg. Alentejano 2013 / Cortes de Cima

– João Portugal Ramos Alentejo Vinha de São Lázaro 2017 / J. Portugal Ramos

– Julian Reynolds Reg. Alentejano Grande Reserva 2012 / Reynolds Wine Growers

– Mamoré de Borba Vinhas Velhas Reserva 2017 / Sovibor

– Montaria Escolha do Ano Reg, Alentejano 2017 / Parras Wines

– Monte da Ravasqueira Reg. Alentejano Syrah 2019 / Soc. Agr. D. Diniz

– Monte da Ravasqueira Seleção do Ano Reg. Alentejano Alicante Bouschet 2018 / Soc. Agr. D. Diniz

– Palácio da Bacalhôa Reg. Península de Setúbal 2014 / Bacalhôa Vinhos de Portugal

– Palacio dos Távoras Gold Edition Trás-os-Montes 2016 / Costa Boal Family Estates

– Passadouro Douro Reserva 2017 / Soc. Agr. Quinta do Passadouro

– Poliphonia Reg. Alentejano Reserva 2016 / Granacer

– Portas da Herdade Reg Alentejano Trincadeira 2018 / Companhia das Quintas

– Pousio Reg. Alentejano Reserva 2017 / Casa Agr. HMR

– Preta Cuvée David Booth Reg. Alentejano 2013 / Fitapreta Vinhos

– Quinta da Biaia Beira Interior Reserva 2017 / Domínios do Interior

– Quinta da Boavista Vinha do Oratório Douro 2017 / Quinta da Boavista

– Quinta da Boavista Vinha do Ujo Douro 2017 / Quinta da Boavista

– Quinta da Escusa Reg. Tejo Reserva 2016 / Romana Vini

– Quinta da Oliveirinha Douro Grande Reserva 2016 / Alves de Sousa

– Quinta da Rede Grande Reserva Douro 2015 / Quinta da Rede

– Quinta das Marias Dão Touriga Nacional Reserva Especial 2017 / Peter Eckert

– Quinta de S. José Douro Grande Reserva 2017 / João Brito e Cunha

– Quinta do Côtto Douro Grande Escolha 2017 / Montez Champalimaud

– Quinta do Crasto Vinhas Velhas Douro Reserva 2017 / Quinta do Crasto

– Quinta do Cume Douro Vinhas Velhas 2016 / Quinta do Cume

– Quinta do Monte D’Oiro Reg. Lisboa Reserva 2015 / José Bento dos Santos

– Quinta do Sobreiró de Cima Vinha 1932 Trás-os-Montes 2017 / Quinta do Sobreiro de Cima

– Quinta dos Termos Beira Interior Garrafeira 2016 / Quinta dos Termos

– Ravasqueira Reserva da Família Reg. Alentejano 2018 / Soc. Agr. D. Diniz

– Ravasqueira Vinha das Romãs Reg. Alentejano 2018 / Soc. Agr. D. Diniz

– Regateiro Vinha d’Anita Bairrada 2015 / Lusovini

– Reguengos Trifollium Alentejo Grande Reserva 2017 / Carmim

– Santa Vitória Reg. Alentejano Reserva 2018 / Casa de Santa Vitória

– Santos da Casa Grande Reserva Douro 2017 / Santos & Seixo

– Serras de Grândola Cepas Cinquentenárias Reg. Península de Setúbal 2018 / Maria Jacinta Sobral da Silva

– Soito Dão Reserva 2015 / Soito Wines

– Somnium Douro 2017 / Wine Drops

– Taboadella Grande Villae Dão Reserva 2018 / Taboadella

– Tapada de Coelheiros Reg. Alentejano Garrafeira 2013 / Herdade de Coelheiros

– Titular Dão Reserva 2017 / Caminhos Cruzados

– Três Bagos Douro Grande Escolha 2015 / Lavradores de Feitoria

– Valle Pradinhos Trás-os-Montes Grande Reserva 2015 / Maria Antónia Pinto de Azevedo Mascarenhas

– Vidigueira Alentejo Grande Escolha 2019 / Adega Coop. de Vidigueira, Cuba e Alvito

– Villa Oliveira Dão Touriga Nacional 2016 / O Abrigo da Passarela

– Zavial Reg. Lisboa Syrah 2015 / Encostas do Atlântico

 

V – CATEGORIA FORTIFICADOS

GRANDE PRÉMIO “ESCOLHA DA IMPRENSA” 2020 – FORTIFICADOS

Kopke Porto branco 40 anos

Sogevinus

Offley Porto Vintage 2018

Sogrape Vinhos

Villa Oeiras Carcavelos Colheita 2009

Município de Oeiras

 

PRÉMIO “ESCOLHA DA IMPRENSA” 2020 – FORTIFICADOS

 

– Adega de Borba Premium Alentejo Licoroso / Adega de Borba

– Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 10 Anos 2004 / Bacalhôa Vinhos de Portugal

– Casa Ermelinda Freitas Moscatel de Setúbal Superior 2009 / Casa Ermelinda Freitas

– Churchill’s Quinta da Gricha Porto Vintage 2018 / Churchill Graham

– Dalva Porto Colheita 2005 / C. da Silva

– Domingos Soares Franco Colecção Privada Moscatel Roxo de Setúbal Superior 1995 / José Maria da Fonseca

– Ilha do Pico Licoroso 10 Anos / Coop. Vitivinícola da Ilha do Pico

– Kopke Porto Colheita 2001 / Sogevinus

– Maynard’s Porto Colheita branco 2007 / Barão de Vilar Vinhos

– Quinta da Devesa Porto Vintage 2018 / Quinta da Devesa

– Quinta de Ventozelo Porto Vintage 2018 / Quinta de Ventozelo

– Quinta do Vale Meão Porto Vintage 2018 / F. Olazabal & Filhos

– Rozès Porto Colheita 1950 / Rozès

– Rozès Porto Vintage 2018 / Rozès

– Sandeman Porto Vintage 2018 / Sogrape Vinhos

– Sivipa Moscatel de Setúbal 1996 / Sivipa

– Villa Oeiras Carcavelos 7 anos / Município de Oeiras

– Vista Alegre Porto Colheita 1950 / Vallegre

 

Fotografias: Grandes Escolhas

 

Ver também:

 

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publicado às 23:45

BON BON reabre 5 de abril com novo Chef

por Raul Lufinha, em 02.04.21

José Lopes, novo Chef do estrelado BON BON

José Lopes, novo Chef do estrelado BON BON

Com a autorização dada pelo Governo para a reabertura das esplanadas dos restaurantes no dia 5 de abril, será já na próxima segunda-feira que o BON BON – restaurante do Sommelier Nuno Diogo com uma estrela Michelin, no Algarve, entre o Carvoeiro e Lagoa – irá reabrir o seu terraço.

Por agora – e enquanto não forem permitidas refeições no interior – para servir almoços, de segunda a sexta-feira.

Uma reabertura que marca também a estreia do novo Chef do BON BON.

O escolhido é José Lopes, 31 anos, antigo Chefe Residente do ELEVEN do Chef Joachim Koerper, que começou a carreira no A VER TAVIRA e recentemente tinha liderado a cozinha dos projetos PÃO À MESA e CLUBE LISBOETA.

Sucede a Louis Anjos e Rui Silvestre.

E o objetivo do BON BON é prosseguir a linha, definida desde o início pelo Sommelier e proprietário Nuno Diogo, de ser um restaurante de excelência – em termos de cozinha, vinho e serviço –, a qual lhe permitiu ser distinguido, há já seis anos consecutivos, com uma estrela Michelin.

 

Fotografia: BON BON (via Observador)

 

Ver também:

 

BON BON
Urbanização Cabeço de Pias, Sesmarias de Carvoeiro, Lagoa, Algarve, Portugal
Chef José Lopes

 

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publicado às 16:33

Nova Sagres 0.0 Preta, uma cerveja preta zero álcool

por Raul Lufinha, em 31.03.21

Sagres 0.0 Preta

Sagres 0.0 Preta

A nova tendência das cervejas “zero álcool” continua a ser uma forte aposta da Sagres.

Cervejas mesmo com 0,0% de álcool.

E não apenas com um valor marginal de álcool, como sucede com as cervejas ditas “sem álcool”, mas que legalmente podem ir até aos 0,5% de álcool.

Com efeito, depois da Sagres 0.0, chega agora a nova Sagres 0.0 Preta.

«A primeira cerveja preta em Portugal com 0,0% de teor alcoólico».

Uma cerveja preta que se bebe bastante bem.

E em que sobressaem as agradáveis notas de café típicas das cervejas pretas com álcool.

Sendo decisiva, porém, a temperatura de serviço.

Com efeito, é essencial que seja bebida muito fresca, entre os 3 a 5 ºC.

 

Ver também:

 

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publicado às 18:28

Blog Mesa do Chef no júri do concurso de vinhos “Escolha da Imprensa 2020” da revista Grandes Escolhas

por Raul Lufinha, em 26.03.21

Concurso “Escolha da Imprensa”

Concurso “Escolha da Imprensa 2020”

O concurso de vinhos “Escolha da Imprensa” tem feito parte do conjunto de atividades da feira Vinhos & Sabores promovida anualmente pela revista Grandes Escolhas.

Ora, apesar da não realização da feira em 2020 devido à pandemia, o concurso manteve-se.

E acabou por se autonomizar.

Tendo decorrido entre os dias 23 e 25 de março de 2021.

Desta vez, já não na FIL, mas nas próprias instalações da revista Grandes Escolhas, no Restelo, em Lisboa.

E também já não numa sessão única – como era habitual – mas com os jurados divididos por três dias, de modo a garantir todas as condições de saúde e segurança.

O que se manteve foi o modelo de prova cega.

O poderem concorrer somente vinhos produzidos em Portugal.

E também a composição mais diversificada e abrangente do júri, integrando provadores que habitualmente escrevem ou comentam vinhos em diversos canais de comunicação que não apenas a revista Grandes Escolhas, nomeadamente, jornalistas, críticos, sommeliers, compradores e bloggers especializados – e do qual também fez parte o blog Mesa do Chef.

Comprovando o enorme interesse gerado pelo concurso “Escolha da Imprensa” junto dos produtores nacionais, para esta edição de 2020 a organização recebeu a inscrição de mais de 620 vinhos.

Divididos por cinco categorias: espumantes, brancos, rosados, tintos e fortificados.

Muitos deles – conforme contou Luís Lopes, diretor da revista, nas boas-vindas aos jurados – vinhos de gama alta que habitualmente não entram em concursos.

Até ao final do mês, a Grandes Escolhas irá anunciar os vencedores.

Concurso “Escolha da Imprensa”

Mais de 620 vinhos portugueses a concurso, em prova cega

 

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publicado às 19:09

Novos brancos Parceiros Na Criação: ESTEIRA, CASA DA ESTEIRA e um DOTE que junta Douro e Tejo

por Raul Lufinha, em 22.03.21

Parceiros Na Criação

Três novos brancos, muito gastronómicos

Este ano, os sempre especiais e muito gastronómicos brancos da Parceiros Na Criação – do casal Joana Pratas e João Nápoles de Carvalho – têm uma grande novidade.

A estreia do DOTE.

Um branco original, que reúne o Douro e o Tejo na mesma garrafa – concretamente, o Douro do João e o Tejo da Joana.

E que se junta, assim, às mais recentes edições do Esteira e do Casa da Esteira Vinhas Velhas.

Parceiros Na Criação

Parceiros Na Criação

Esteira branco 2019

O novo Esteira de 2019 é um fresco, cítrico e salivante branco do Douro, feito em altitude, a mais de 500 metros, com as castas Rabigato, Viosinho, Códega (Síria, Roupeiro) e Gouveio (Verdelho).

«Na cor, é citrino esverdeado. No todo, é um branco explosivo e funky. No nariz sobressai muita frescura, com aromas primários de melão, à entrada, seguidos de lima, limão e flor de laranjeira, mas também notas de líchia. Na boca, tem uma acidez natural bastante marcada e persistente, oriunda das vinhas em altitude, e que faz envolver e salivar nas laterais da boca. Com alguma mineralidade, vai ganhando notas de sabão».

1800 garrafas.

PVP 9 €.

Parceiros Na Criação

Parceiros Na Criação

Casa da Esteira Vinhas Velhas branco 2018

Mais complexo, o novo Casa da Esteira Vinhas Velhas da colheita de 2018 é um branco muito elegante e equilibrado, feito a partir de uma mistura de castas autóctones do Douro plantadas em vinhas velhas (1970 e 1977), que fermentou e estagiou durante onze meses em barricas de carvalho húngaro de 500 litros de primeiro e segundo ano.

«Na cor, é amarelo palha. No nariz, é fresco e sedutor, com aromas de maçã assada caramelizada, louro e notas de resina. Na boca, apresenta marmelo, mas também notas de louro bem integradas. Um branco complexo, com um bom equilíbrio entre acidez e madeira, que lhe conferem volume de boca e persistência. Termina longo, intenso e com elegância.»

900 garrafas.

PVP 17 €.

Parceiros Na Criação

Parceiros Na Criação

Parceiros Na Criação DOTE branco 2018

Já o surpreendente DOTE 2018 – uma estreia absoluta – junta a untuosidade das vinhas velhas do Douro (do João) à garra da casta Fernão Pires do Tejo (da Joana).

«À semelhança do que acontece com o casal Joana Pratas e João Nápoles de Carvalho, “parceiros na criação” na vida e no vinho, este é um néctar que resulta da união de duas regiões vinhateiras, ao casar Vinhas Velhas do Douro (DO) e Fernão Pires do Tejo (TE).

Um casamento que dá origem ao nome ‘DOTE’, que, por coincidência, remete também para a génese desta história vinhateira. Situada em Barcos, no concelho de Tabuaço e região Douro, a Quinta de Monte Travesso foi oferecida à avó paterna do João, como dote de casamento. É ali que a dupla João e Joana vivem e dão vida à PNC, um projeto familiar, que conta com a participação ativa dos seus filhos, a Maria Teresa e o António Maria.

Em 2018, a família PNC idealizou um vinho especial que refletisse, na garrafa, o (seu) casamento entre o Douro do João e o Tejo da Joana, resultando num branco singular: em Portugal é o primeiro e único a juntar vinhos de duas regiões “numa só garrafa”. O ‘Parceiros Na Criação DOTE branco’ é feito com uvas de Vinhas Velhas de uma parcela da ‘Vinha da Casa’, plantada em 1977 na Quinta de Monte Travesso de Cima, e Fernão Pires de uma vinha de um primo de Joana, no Cartaxo. Fermentado e estagiado em barricas de carvalho húngaro, de 500 litros, este branco apresenta uma inusitada e bonita cor amarelo palha, a lembrar vinhos mais velhos, mas, na realidade, a indicar que dará cartas daqui a mais alguns anos: pronto a beber, mas com guarda prometida. Um branco fresco e bastante aromático, mas intenso, com boa acidez e mineralidade. No nariz, revela flor de amendoeira, camomila, calcite e fósforo. O próprio vinho reflete o casamento entre vinhas de diferentes altitudes e castas, com a Fernão Pires a puxar pela madeira, que, embora persistente, está bem integrada. Sobressai a mineralidade, com muita cremosidade e untuosidade. Encorpado, enche a boca e tem um final persistente. Bebe-se muito bem por si só, mas à mesa é bom companheiro de peixes gordos (grelhados ou assados), bacalhau, comida asiática, caça e queijos intensos.

Pela sua singularidade, estre branco inaugura a marca de vinhos com o nome da empresa: ‘Parceiros Na Criação’. De referir que a PNC tem outras referências – de vinhos e azeite – sob as marcas ‘Casa da Esteira’ (nome como é conhecida a cada onde vivem, situada no seio da Quinta de Monte Travesso), ‘Esteira’ e ‘h’OUR’ (colheitas mais antigas)».

1300 garrafas.

PVP 20 €.

Parceiros Na Criação

Apresentação on-line

Da apresentação on-line via Zoom destes três novos brancos dos Parceiros Na Criação – e subsequente prova conjunta – ficaram ainda duas interessantes pistas para o futuro.

1) DOTE... tinto

Uma, é a possibilidade de também vir a surgir um DOTE tinto!

E feito com… Castelão!

Com efeito, se o DOTE branco junta a mais expressiva casta branca do Tejo – Fernão Pires – às uvas brancas de vinhas velhas do Douro… tal também poderá vir a acontecer com uvas tintas! Ou seja, juntando uvas tintas de vinhas velhas do Douro… à mais expressiva casta tinta do Tejo, presente em cerca de 80% dos vinhos da região: Castelão!

2) Trincadeira das… Pratas

Uma outra possibilidade que João Nápoles e Joana Pratas estão a avaliar é o lançamento de um varietal daquela rara casta branca que tem a curiosa coincidência de o nome ser… Trincadeira-das-Pratas!

O tempo dirá acerca destas duas possibilidades!

Parceiros Na Criação

Joana Pratas, fevereiro de 2021

 

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publicado às 19:50

Nova garrafa Soalheiro

por Raul Lufinha, em 23.02.21

Soalheiro

A nova garrafa Soalheiro, uma garrafa "menos" — menos alta, menos 19% de vidro, menos emissões de CO2 e, também, menos espaço ocupado na garrafeira e no frigorífico

A Soalheiro assume-se como “a primeira marca de Alvarinho de Melgaço”. Uma marca de referência em Portugal, claro. Mas também, cada vez mais, uma marca de referência no estrangeiro! Não sendo raro, aliás, nos grandes restaurantes do mundo – onde naturalmente já pontificam Portos e Madeiras – ser um Soalheiro o único vinho tranquilo português escolhido para integrar o wine pairing. Como sucedeu, por exemplo, no duas estrelas KOKS, do Chef Poul Andrias Ziska, nas remotas Ilhas Faroé (conforme contámos aqui).

Ora, uma das imagens de marca dos Alvarinhos Soalheiro é, precisamente, a garrafa – alta e esguia, fina, elegante, distinta.

Sucede que a mais recente edição do clássico Soalheiro Alvarinho – a de 2020 – traz a enorme novidade de surgir… numa nova garrafa!

Uma garrafa desenvolvida em exclusivo para a Soalheiro.

E que, até ao final do ano, abrangerá 90% da produção da “primeira marca de Alvarinho de Melgaço”.

Uma nova garrafa que – devido à crescente preocupação e consciencialização ambiental – é, também, uma garrafa “menos”.

  • Menos alta.
  • Menos 19% de vidro – e totalmente reciclado.
  • Menos emissões de carbono na sua produção e transporte – e, mais ainda, dado ter deixado de ser feita no centro da Europa, passando a ser produzida em Portugal. Com efeito, como explica o enólogo Luís Cerdeira, que lidera o projeto Soalheiro com a irmã Maria João e a mãe Palmira, «o nosso compromisso com a sustentabilidade é muito mais do que uma resposta a uma clara emergência climática e de preservação do planeta. Faz parte da nossa natureza, enquanto produtores que vivem da terra, protegê-la. Por isso, estamos a repensar todas as nossas práticas no sentido de identificar pontos críticos em que podemos melhorar a nossa ação e reduzir o impacto ao mínimo possível».
  • E ainda – mas igualmente muito importante – menos espaço ocupado nas prateleiras da garrafeira e do frigorífico.

Daí que a grande questão que se poderia colocar fosse a de saber se esta nova garrafa Soalheiro – apesar de mais amiga do ambiente e mais sustentável – manteria ainda a identidade Soalheiro.

Ou seja, se esta nova garrafa continuaria verdadeiramente a ser “uma garrafa Soalheiro”.

E a resposta é positiva, só pode ser positiva!

De facto, olhando apenas para a garrafa, verifica-se desde logo que o novo formato, apesar de menos alto (e consequentemente um pouco menos esguio), mantém a linha e a identidade da garrafa anterior, agora numa versão mais equilibrada, mais harmoniosa e mais funcional.

Uma sensação, aliás, que depois sai bastante reforçada quando colocamos a nova garrafa ao lado da antiga.

Efetivamente, não há uma rutura entre as duas garrafas.

O que existe é, antes, um padrão de continuidade e evolução.

Pelo que só se pode concluir que a nova garrafa continua a ser – inequivocamente – “uma garrafa Soalheiro”!

Soalheiro

A antiga… e a nova garrafa Soalheiro

 

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publicado às 22:55

Touriga-Fêmea, raro varietal da Casa Ferreirinha

por Raul Lufinha, em 10.02.21

Casa Ferreirinha Touriga-Fêmea Tinto 2016

Casa Ferreirinha Touriga-Fêmea Tinto 2016

As principais marcas da histórica Casa Ferreirinha, no Douro, têm uma enorme pujança comercial e são sobejamente conhecidas do grande público – abrangendo, aliás, uma vasta gama de vinhos, que começa nos jovens Esteva e Planalto, passa pelos mais complexos Papa Figos, Vinha Grande e Callabriga, e vai até aos extraordinários Quinta da Leda, Antónia Adelaide Ferreira e Reserva Especial, culminando naturalmente no mítico Barca-Velha.

O que já não é tão conhecido – porém – é o lado experimental da Casa Ferreirinha!

E, em especial, a sua aposta em castas raras e menos comuns, em castas tradicionais da região demarcada do Douro que, com o passar dos anos, foram caindo em desuso.

Aposta essa que em 2008 levou inclusivamente a Casa Ferreirinha a também plantar na Quinta do Seixo variedades antigas como Donzelinho, Tinta Francisca ou Touriga Brasileira.

Mas não só!

Com efeito, a Casa Ferreirinha, para além de aproveitar estas castas menos usuais do Douro para afinar os seus lotes, por vezes, também as utiliza… para fazer vinhos varietais!

Pequenas produções, como é óbvio.

E edições limitadas.

Mas, cada vez mais, disponíveis também para o público em geral.

Por exemplo, da colheita de 2015, saiu o Tinta Francisca.

E agora, da vindima de 2016, também com uvas da Quinta do Seixo, chegou ao mercado, em novembro de 2020, o Touriga-Fêmea.

100% Touriga-Fêmea.

Casta que – apesar de não ter vindo do outro lado do Atlântico – é também conhecida no Douro como Touriga Brasileira.

Explicando o contrarrótulo que a «Touriga-Fêmea é uma casta rara resultante do cruzamento entre Touriga Nacional e Malvasia Fina».

Tão rara, na verdade, que, prossegue o texto, «existem menos de 40 hectares desta casta plantados em Portugal».

Para depois concluir que, «respeitando a tradição das especialidades da Casa Ferreirinha, este é um vinho exclusivo, de qualidade excecional».

Com efeito, de acordo com Luís Sottomayor – enólogo responsável pelos vinhos da Sogrape no Douro, à qual a Casa Ferreirinha pertence desde 1987, e que também assina mais esta nova “especialidade” da Casa Ferrerinha – o «Casa Ferreirinha Touriga-Fêmea é um vinho vivo e elegante, que vem revitalizar uma casta tradicional, mas um pouco esquecida para a maioria dos apreciadores de vinhos do Douro».

«Ainda que menos comum – acrescenta – esta casta traz aos vinhos um caráter intenso e elegante, bem patente neste vinho de 2016».

Sendo esta a nota de prova do enólogo, feita ainda em 2019 – o vinho foi engarrafado em junho desse ano:

«Apresenta cor rubi profunda, um aroma intenso e complexo, com notas de frutos secos, como o figo, a amêndoa e a avelã, notas arbustivas, ligeiros frutos de caroço, frutos vermelhos frescos, com presença de madeira discreta e muito bem integrada. Na boca, tem uma acidez muito viva, que lhe confere intensidade, taninos firmes de boa qualidade e notas arbustivas, frutos vermelhos frescos. O final é longo e elegante.»

Touriga Nacional e Malvasia Fina

Touriga Nacional e Malvasia Fina, as duas castas cujo cruzamento originou a Touriga-Fêmea

Provado em casa

Entretanto, já no passado mês de dezembro de 2020, foi então com enorme expectativa que provámos, em casa, a nossa amostra do Touriga-Fêmea de 2016.

Claro que o ideal seria certamente esperar mais uns anos. Com efeito, apesar de a Casa Ferreirinha referir que «o vinho está pronto a consumir», também acrescenta que, «no entanto, irá beneficiar de um estágio em garrafa entre 5 a 8 anos, mantendo-se no seu melhor por vários anos». E o nosso acabou por estar engarrafado apenas um ano e meio. Mas, se não o abríssemos, não o conseguiríamos provar… E a verdade é que o vinho (embora, como é evidente, precise sempre que lhe dêem um pouco de tempo para respirar) efetivamente – tal como dizia a Casa Ferreirinha – mostra-se, desde já, muito pronto!

De qualquer forma, na nossa prova, o mais fascinante, o que mais ressaltou, foi mesmo verificar que este vinho cumpre integralmente o desígnio da Casa Ferreirinha.

Cumpre – desde logo – o objetivo da Casa Ferreirinha de produzir vinhos Douro DOC de grande qualidade. Como é indiscutivelmente o caso deste Touriga-Fêmea. Um grande vinho do Douro, feito exclusivamente a partir de uma casta que, apesar de menos usual, faz parte do património da região, demonstrando a extraordinária riqueza e diversidade dos terroirs da Casa Ferreirinha. Algo que tem ainda mais valor dada a tradição da região – e da Casa Ferreirinha – ser o vinho de lote e não o monocasta.

Mas não só!

Cumpre também o lema da Casa Ferreirinha de ter «em cada vinho uma história»! Efetivamente, com este Touriga-Fêmea, não se verifica apenas o caso de o vinho ter uma história por trás – que tem. Como também têm, aliás, muitos outros vinhos. Porém, o que mais fascina neste Touriga Fêmea é que – para além de ter essa história por trás – ao provarmos o vinho, sentimos mesmo essa sua história!

A prova confirma a história!

A prova torna a história verosímil!

Ou então, dito de outra forma, a história deste vinho é tão marcante que, ao prová-lo, conseguimos comprová-la.

Conseguimos senti-la.

Conseguimos sentir a origem desta variedade de uvas.

E conseguimos perceber a razão de ser do seu nome.

Efetivamente, ao provar este varietal de Touriga-Fêmea conseguimos perceber a história de esta casta ser o resultado do cruzamento entre a tinta Touriga Nacional e a branca Malvasia Fina. É quase um Touriga Nacional, mas, na verdade, não é bem (não é mesmo) um Touriga Nacional. É menos exuberante, tem menos estrutura, tem menos corpo!

E mais!

Ao provar o vinho, também conseguimos perceber a história do nome da casta, a razão pela qual foram dados a esta casta tinta os nomes de Touriga Brasileira e Touriga-Fêmea – de facto, sente-se que estamos perante uma Touriga… mais suave, mais elegante, mais delicada, mais feminina!

Sendo certo que isto, naturalmente, não resulta apenas da casta – é, acima de tudo, mérito do enólogo Luís Sottomayor e da sua abordagem minimalista, a qual permite que o vinho expresse verdadeiramente a variedade de uva que está na sua origem. Um trabalho que começa na vinha e prossegue na adega. E em que todos os pormenores contam – desde a cuidada seleção dos cachos ao ligeiro esmagamento, passando pela suave maceração e pelo longo estágio de 24 meses em madeira, mas recorrendo a barricas usadas de carvalho francês de 225 litros. Tudo, sempre de modo a que este varietal seja uma expressão da casta e, mais ainda, fazendo jus ao lema da Casa Ferreirinha, seja também uma expressão da própria história da casta! Nomeadamente quanto à sua origem e quanto ao seu nome!

Um vinho raro e fascinante, do qual foram produzidas apenas 1324 garrafas, com o PVP recomendado de 62,50 €.

Casa Ferreirinha Touriga-Fêmea Tinto 2016

Casa Ferreirinha Touriga-Fêmea Tinto 2016

 

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