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Joachim Koerper na apresentação do Reserva Especial 2009 da Casa Ferreirinha

por Raul Lufinha, em 29.10.17

Joachim Koerper e Fernando da Cunha Guedes, CEO da Sogrape

Joachim Koerper e Fernando da Cunha Guedes, CEO da Sogrape

A apresentação do Reserva Especial 2009 da Casa Ferreirinha decorreu no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.

Foi num jantar de excelência, conduzido pelos vinhos e que esteve a cargo de Joachim Koerper, o chef alemão que lidera dois restaurantes distinguidos com uma estrela Michelin, o ELEVEN, na capital portuguesa, e o ELEVEN RIO, no Brasil.

 

PALÁCIO

Palácio Nacional da Ajuda

Palácio Nacional da Ajuda

 

PÃO E MANTEIGA

Duas variedades de pão

Duas variedades de pão: um de trigo, outro de mistura com azeitonas

A manteiga do ELEVEN

A manteiga do ELEVEN

 

ENTRADA

Porto Ferreira Quinta do Porto Tawny 10 Anos

Porto Ferreira Quinta do Porto Tawny 10 Anos

Ferrero Rocher de foie gras

Ferrero Rocher de Foie Gras

 

PRATO DE PEIXE

Casa Ferreirinha Vinha Grande Branco 2016

Casa Ferreirinha Vinha Grande Branco 2016

Atum tonato

Atum Tonato

 

PRATO DE CARNE

Luís Sottomayor

Luís Sottomayor, no topo da mesa

Luís Sottomayor

Enólogo Luís Sottomayor apresentou o vinho da noite, o Reserva Especial 2009

Casa Ferreirinha Reserva Especial 2009

Casa Ferreirinha Reserva Especial 2009

Presa de porco preto alentejano com aipo, cogumelos e batata

Presa de Porco Preto Alentejano com Aipo, Cogumelos e Batata

 

PRÉ-SOBREMESA

Porto Ferreira Branco 10 Anos

Porto Ferreira Branco 10 Anos

Nossa laranjinha

Nossa Laranjinha

 

O CHEF E O CEO

Joachim Koerper

Joachim Koerper

Joachim Koerper partilhou a experiência de cozinhar para vinhos tão gastronómicos

Fernando da Cunha Guedes

Fernando da Cunha Guedes

Fernando da Cunha Guedes, CEO da Sogrape, fez os agradecimentos finais

 

SOBREMESA E PETITS FOURS

Porto Ferreira Vintage

Porto Ferreira Vintage… servido sem indicação do ano, para deixar toda a mesa a tentar descobrir – só no final seria desvendada a data da colheita!

Flexi-ganache com marmelo caramelizado e gelado de açafrão

Flexi-Ganache com Marmelo Caramelizado e Gelado de Açafrão

Petits fours

Petits Fours

Porto Ferreira Vintage 1978

Porto Ferreira Vintage 1978

 

O GRANDE DESTAQUE DA NOITE

Casa Ferreirinha Reserva Especial 2009

Casa Ferreirinha Reserva Especial 2009

 

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publicado às 23:01

2009 é ano de Reserva Especial

por Raul Lufinha, em 28.10.17

Enólogo Luís Sottomayor e o Reserva Especial 2009

Enólogo Luís Sottomayor e o Reserva Especial 2009

2009 é ano de Reserva Especial.

Um vinho magnífico!

Desde logo, porque a Casa Ferreirinha primeiro engarrafa-o (após menos de dois anos de envelhecimento em madeira) – aliás, em todo este processo, essa decisão de o engarrafar, que só acontece em anos excecionais e de grande potencial, é a mais difícil de tomar.

Porém, tomada que seja essa decisão de o engarrafar, só depois, bastante mais tarde e em função da evolução em garrafa ao longo de mais de meia década, é que a Casa Ferreirinha finalmente decide se o lança como Barca-Velha ou como Reserva Especial.

Ou seja, noutro produtor, este vinho seria o Barca-Velha do ano de 2009, com o perfil dado por esse ano.

Na Casa Ferreirinha, é Reserva Especial!

Casa Ferreirinha Reserva Especial tinto 2009

Casa Ferreirinha Reserva Especial tinto 2009

 

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publicado às 23:35

Um Ícone do Alentejo

por Raul Lufinha, em 16.10.17

Enólogo Luís Cabral de Almeida e o Ícone 2014 da Herdade do Peso

Enólogo Luís Cabral de Almeida e o Ícone 2014 da Herdade do Peso

Enólogo Luís Cabral de Almeida e o Ícone 2014

O Alentejo tem um novo Ícone!

Com efeito, a Herdade do Peso acaba de lançar a segunda edição da sua sempre rara referência de topo, produzida apenas em anos excecionais – o Ícone.

É assinado pelo enólogo Luís Cabral de Almeida, que para este vinho praticou uma enologia diferenciada e minimalista.

E tem origem na colheita de 2014 – um ano com imensas manhãs de neblina e péssimo para a praia, mas excelente para a Vidigueira!

Sendo de notar que o anterior Ícone – o primeiro – era proveniente da já longínqua vindima de 2007.

A base continua a ser Alicante Bouschet, embora desta vez sem Alfrocheiro e Tinta Roriz, mas com um pouco de Syrah – apenas 4%.

Resultando num vinho que naturalmente expressa o local que lhe está origem, com toda a sua complexidade – dada nomeadamente pelos doze diferentes tipos de solo e pelas múltiplas exposições solares.

Mas, vinho esse, que é muito mais do que a mera expressão do “terroir”!

É um tinto com sentido de lugar!

É, acima de tudo, um vinho alentejano!

Um grande vinho alentejano!

Daquele Alentejo que apresenta uma enorme intensidade de aromas e sabores… e que também tem a acidez e a frescura da Vidigueira!

Ou seja, não é só Vidigueira... é Alentejo feito na Vidigueira!

Daí que o Ícone da Herdade do Peso seja igualmente… um símbolo do Alentejo!

Sublime Comporta

Vinhos sublimes… no Sublime Comporta | Para apresentar os dois novos tintos de excelência da Herdade do Peso – o Ícone e o Essência do Peso – a Sogrape escolheu o Sublime Comporta, um country house retreat a uma hora de Lisboa. Tendo sido à mesa do SEM PORTA que o enólogo Luís Cabral de Almeida, sentado na presidência, deu a conhecer os vinhos da noite.

 

Herdade do Peso Colheita Branco 2015 + Cavala, Leite de Tigre de Citrinos e Abacate

Herdade do Peso Colheita Branco 2015 + Cavala, Leite de Tigre de Citrinos e Abacate | Para acompanhar o fresco ceviche, um elegante e complexo varietal de Antão Vaz que celebra a casta rainha da Vidigueira.

 

Herdade do Peso Essência do Peso 2015 + Mar e Montanha - Polvo, Porco e Especiarias

Herdade do Peso Essência do Peso 2015 + Mar e Montanha - Polvo, Porco e Especiarias | A complexidade do Alentejo brilhando no prato, em especial nas deliciosas migas, plenas de sabor a enchidos e a fumo. E também no copo, com a primeira novidade do jantar, o novo Essência do Peso, um vinho sempre único e distinto a cada ano, expressando os vários terrois da Herdade do Peso. Assim, depois de um 100% Syrah em 2014, a edição da vindima de 2015 é agora um monocasta de uvas Alicante Bouschet provenientes dos talhões números 2 e 4, os quais têm solos diferentes, dando origem a vinhos bem diferenciados – um mais gordo e com muita fruta madura, outro com maior acidez – de modo a, explicou Luís Cabral de Almeida, se complementarem com elegância no poderoso lote final e mostrarem a complexidade da Herdade do Peso. Com efeito, apesar dos 15% de graduação alcoólica, no Essência do Peso de 2015 sobressai a imensa acidez e frescura do vinho – tem um pH de apenas 3,5 – apresentando um enorme potencial para evoluir favoravelmente nos próximos anos. (P.V.P. € 22,50)

 

Herdade do Peso Ícone 2014 + Pombo, Foie Gras e Pinhão

Herdade do Peso Ícone 2014 + Pombo, Foie Gras e Pinhão | Com os sabores mais fortes do jantar, o vinho mais poderoso, intenso, complexo e longo da noite – o Ícone. Apenas 6.655 garrafas. (P.V.P. € 85)

 

Sandeman Porto Tawny 20 Anos + Sericaia, Figo e Queijo de Nisa

Sandeman Porto Tawny 20 Anos + Sericaia, Figo e Queijo de Nisa | Para os intensos sabores alentejanos da sobremesa do SEM PORTA, uma viagem ao Douro com um Porto Tawny elegante, equilibrado e complexo.

 

Salar Kayhan e Luís Cabral de Almeida

Salar Kayhan e Luís Cabral de Almeida | Os dois homens da noite: o chef iraniano-dinamarquês, que preparou o delicioso jantar no SEM PORTA do Sublime Comporta; e o enólogo, que assinou os dois novos tintos de excelência da Herdade do Peso.

 

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publicado às 21:28

Visita à Quinta dos Carvalhais, com a enóloga Beatriz Cabral de Almeida

por Raul Lufinha, em 06.10.17

Enóloga Beatriz Cabral de Almeida

Enóloga Beatriz Cabral de Almeida

Para perceber verdadeiramente um vinho, não basta prová-lo.

É essencial conhecer o “terroir”.

Sendo completamente transformador compreender o local onde nascem as uvas que dão origem aos vinhos que apreciamos e, também, as pessoas que os criam – quando tal sucede, há claramente um antes e um depois.

Daí ter sido tão fascinante visitar a Quinta dos Carvalhais tendo como anfitriã a enóloga Beatriz Cabral de Almeida.

A partir de agora, abrir uma garrafa de Quinta dos Carvalhais traz-nos sempre à memória tudo o que aprendemos e vivenciámos… nesta extraordinária quinta do Dão!

Quinta dos Carvalhais

Dos mais de 100 hectares da Quinta dos Carvalhais, só metade são de vinha – há muitas sombras!

Quinta dos Carvalhais

Pelo que foi à sombra e em frente à vinha…

Quinta dos Carvalhais

… que a enóloga Beatriz Cabral de Almeida apresentou a Quinta dos Carvalhais, a referência da Sogrape no Dão.

Quinta dos Carvalhais

E, por entre umas avelãs torradas…

Quinta dos Carvalhais

… começou por dar a provar o Grão Vasco Branco de 2016, que tem uma nova marca e uma nova imagem, sendo a primeira vez que inclui uvas da Quinta dos Carvalhais.

Quinta dos Carvalhais

A seguir, um curto passeio a pé…

Quinta dos Carvalhais

… pelas vinhas em frente à casa da quinta…

Quinta dos Carvalhais

… onde iria continuar a prova.

Quinta dos Carvalhais

Com pão e queijo Serra da Estrela…

Beatriz Cabral de Almeida

… a enóloga Beatriz Cabral de Almeida abriu e deu a provar…

Quinta dos Carvalhais

… o Quinta dos Carvalhais Colheita Branco de 2016, que nos traz a elegância, a frescura e o equilíbrio do Dão.

Beatriz Cabral de Almeida

E depois apresentou toda a extensa gama…Quinta dos Carvalhais

… da Quinta dos Carvalhais.

Quinta dos Carvalhais

O almoço foi então servido à sombra de uma latada.

Beatriz Cabral de Almeida

Tendo sido a enóloga da Quinta dos Carvalhais... a trazer os vinhos!

Quinta dos Carvalhais

Para começar, uma sopa de cogumelos com bacon, feita na quinta.

Quinta dos Carvalhais Colheita Branco 2016

A seguir, continuando com o gastronómico Quinta dos Carvalhais Colheita Branco de 2016 assinado por Beatriz Cabral de Almeida…

Quinta dos Carvalhais

… quatro saladas.

Quinta dos Carvalhais

Salada de polvo; de grão com bacalhau; de alface com noz, figo e queijo Serra da Estrela curado; e ainda uma salada de tomate Coração de Boi.

Quinta dos Carvalhais Colheita Tinto 2015

Depois, com os taninos finos e elegantes do Quinta dos Carvalhais Colheita Tinto, de 2015…

Quinta dos Carvalhais

… cabrito assado!

Quinta dos Carvalhais

Assado, aliás, num forno a lenha que se vê da mesa... e em que a madeira utilizada era videira!

Quinta dos Carvalhais Jaen Tinto 2011

Entretanto, Beatriz Cabral de Almeida deu também a provar o sedutor Jaen de 2011.

Quinta dos Carvalhais

A fruta foi igualmente da quinta: uvas e figos.

Quinta dos Carvalhais

E depois um folhado de requeijão, com doce de abóbora e meia noz…

Quinta dos Carvalhais Colheita Tardia Branco 2011

… acompanhado pela acidez viva do elegante e untuoso Colheita Tardia Branco de 2011 da Quinta dos Carvalhais…

Quinta dos Carvalhais

… com o qual terminou o almoço!

Quinta dos Carvalhais

Pelo que, após assinarmos o livro de honra da quinta…

Quinta dos Carvalhais

… uma nova aventura!

Quinta dos Carvalhais

A enóloga Beatriz Cabral de Almeida iria conduzir-nos numa volta à quinta… em pick-up!

Quinta dos Carvalhais

De modo que deixámos a casa para trás…

Quinta dos Carvalhais

… e fomos ao longo das vinhas, por caminhos de terra batida.

Quinta dos Carvalhais

Tendo parado no topo de uma colina…

Quinta dos Carvalhais

… junto ao que resta…

Quinta dos Carvalhais

… da Orca dos Padrões…

Quinta dos Carvalhais

… um emblemático dólmen megalítico, construído na transição do IV para o III milénio a.C., que foi restaurado nos finais de 1990.

Quinta dos Carvalhais

Depois de também termos visitado a “Vinha da Anta”, de onde vem a Touriga Nacional para o Único da Quinta dos Carvalhais…

Beatriz Cabral de Almeida

… prosseguimos viagem, sempre com a enóloga ao volante!

Quinta dos Carvalhais

Atravessámos zonas de mata…

Quinta dos Carvalhais

… bem como vinhas…

Quinta dos Carvalhais

… e mais vinhas…

Quinta dos Carvalhais

… e ainda floresta!

Quinta dos Carvalhais

Passámos junto ao lago…

Quinta dos Carvalhais

… continuámos a ver vinhas…

Quinta dos Carvalhais

… e chegámos por fim à casa partida!

Beatriz Cabral de Almeida

Muito obrigado pela visita, Beatriz! E pela boleia!

 

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publicado às 14:00

Vinhos Velhos de João Paulo Martins: Grão Vasco tinto 1975

por Raul Lufinha, em 01.10.16

João Paulo Martins e o Grão Vasco tinto 1975

João Paulo Martins e o Grão Vasco tinto 1975

Não foi fácil!

Só à quarta tentativa é que João Paulo Martins conseguiu apresentar uma garrafa de Grão Vasco tinto da colheita de 1975… que ainda estivesse sã!

O que, contudo, não é de estranhar.

Com efeito, apesar de ser um vinho do Dão e de ser uma marca lançada pela Sogrape em 1958, este Grão Vasco não é um vinho de guarda… nem foi feito para durar tanto tempo em cave!

Daí ainda ser mais fascinante o ter sido possível provar um Grão Vasco… de 1975!

 

Ver também:

As tertúlias de João Paulo Martins... no CHAFARIZ DO VINHO

 

Enoteca CHAFARIZ DO VINHO | Rua da Mãe d'Água à Praça da Alegria, Lisboa, Portugal

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publicado às 00:16

Vinhos Velhos de João Paulo Martins: San Marco, Grande Reserva, 1964

por Raul Lufinha, em 13.08.16

João Paulo Martins

João Paulo Martins

Continuando a viagem pelos vinhos velhos de João Paulo Martins no CHAFARIZ DO VINHO, a paragem seguinte foi um tinto do Douro ainda em forma, o San Marco Grande Reserva de 1964.

O qual era produzido pela S.V.P. Constantino, empresa fundada por Constantino de Almeida cujo conhecido brandy Constantino integra atualmente o portfólio Sogrape.

San Marco, Grande Reserva, tinto, 1964

San Marco, Grande Reserva, tinto, 1964

 

Ver também:

As tertúlias de João Paulo Martins... no CHAFARIZ DO VINHO

 

Enoteca CHAFARIZ DO VINHO | Rua da Mãe d'Água à Praça da Alegria, Lisboa, Portugal

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publicado às 16:54

No EMO, viagem pelos sabores da Tailândia

por Raul Lufinha, em 02.08.16

Na varanda do EMO, Adtavorn Charoonpontithi

Na varanda do EMO, Adtavorn Charoonpontithi

Adtavorn Charoonpontithi, chef executivo do Anantara Sathorn Bangkok Hotel, trouxe consigo da Tailândia uma equipa de mais três cozinheiros e esteve uma semana no Tivoli Victoria, em Vilamoura, para apresentar os sabores da autêntica cozinha tailandesa.

Foi no âmbito do Thai Food Festival, que culminava todos os dias com um jantar no restaurante EMO onde era possível escolher à carta ou então apreciar dois menus de degustação, um tradicional e outro contemporâneo com a assinatura do chef tailandês.

Mais interessante ainda, porém, foi ficar nas mãos do chef e deixar ao cuidado de Adtavorn Charoonpontithi a escolha dos pratos... de modo a que o jantar fosse simultaneamente representativo não apenas da sua cozinha moderna mas também dos sabores tradicionais tailandeses!

O resultado foi um jantar absolutamente único, em que Adtavorn Charoonpontithi foi escolhendo pratos... de um e de outro menu de degustação!

Tendo tudo começado com dois snacks que são uma homenagem do chef tailandês à vibrante street food de Bangkok!

Primeiro, o típico frango picante, com ovo e arroz fritos.

Mas que, nesta saborosa versão fine dining, Adtavorn Charoonpontithi faz sem arroz… e com o ovo – a que chama de “perfeito” – cozinhado a baixa temperatura!

Ovo perfeito | Ovo perfeito com frango picante e manjericão

Ovo perfeito | Ovo perfeito com frango picante e manjericão

E depois uma recriação do famoso Phad Thai, com todos os sabores que encontramos nas ruas de Bangkok mas que aqui no EMO Adtavorn Charoonpontithi apresenta sem… noodles!

Atum Phad Thai mas… | Atum cru com aromas Phad Thai

Atum Phad Thai mas… | Atum cru com aromas Phad Thai

O momento seguinte – uma sopa fabulosa – foi a primeira incursão de Adtavorn Charoonpontithi pela cozinha tradicional tailandesa, com um quente mas extremamente refrescante caldo de coco e galinha, com cogumelos.

Cítrica, salgada, doce e suavemente picante, é um excelente exemplo do modo saboroso como se cozinha na Tailândia.

Tom - Kha - Gai | Caldo de coco e galinha

Tom - Kha - Gai | Caldo de coco e galinha

Tom - Kha - Gai | Caldo de coco e galinha

Depois, o regresso à modernidade com um caril maravilhoso!

Mas em que Adtavorn Charoonpontithi trabalha individualmente cada um dos elementos, de modo a que os seus sabores não se percam no todo, abafados precisamente pelo caril.

Sobressaindo igualmente a revigorante frescura das líchias!

Caril vermelho de pato | Peito de pato assado com líchias e caril vermelho Thai

Caril vermelho de pato | Peito de pato assado com líchias e caril vermelho Thai

Caril vermelho de pato | Peito de pato assado com líchias e caril vermelho Thai

Caril vermelho de pato | Peito de pato assado com líchias e caril vermelho Thai

Continuando num registo contemporâneo, Adtavorn Charoonpontithi propôs que se cortassem os sabores com um granizado de gengibre e hibiscos.

Granizado | Gengibre e hibiscos

Granizado | Gengibre e hibiscos

Granizado | Gengibre e hibiscos

A seguir, dois pratos de mar numa linha tradicional e acompanhados por arroz.

Primeiro, sem qualquer picante, lula frita com molho de alho e pimenta.

Pla - Meuk - Tod - Gratiam - Prik Thai | Lula frita com molho de alho e pimenta

Pla - Meuk - Tod - Gratiam - Prik Thai | Lula frita com molho de alho e pimenta

E depois robalo frito, com o típico e saboroso molho agridoce levemente picante, bem como com a frescura das folhas de manjericão crocantes!

Pla - Rhad - Prik | Peixe do dia frito com molho de chili doce

Pla - Rhad - Prik | Peixe do dia frito com molho de chili doce

País sem tradição vínica, na Tailândia as duas bebidas mais populares são a cerveja e o rum locais.

Não sendo fácil o vinho conseguir acompanhar com sucesso uma cozinha que conjuga, em cada prato, sabores tão díspares e intensos, desde o doce ao salgado, passando pelo cítrico e pelo picante.

Daí que uma boa opção seja... um branco com madeira!

Como sucedeu com o sublime Encruzado da Quinta dos Carvalhais de 2011, um varietal da mais emblemática casta branca do Dão que estagiou durante seis meses em barricas de carvalho novo e continuou a evoluir em garrafa, surgindo com notas de fruta fresca, nomeadamente maçã, e também de fruta tropical – que o ligam tão bem com a exótica cozinha tailandesa – e que apresenta uma acidez vibrante e uma excelente estrutura, bem como uma untuosidade que nos enche a boca e renova a vontade de continuarmos a viajar por estes sabores orientais.

Quinta dos Carvalhais Encruzado branco 2011

Quinta dos Carvalhais Encruzado branco 2011

Passando para as sobremesas, Adtavorn Charoonpontithi começou por apresentar dois doces tradicionais que, conforme explicou, só existem devido à passagem dos Portugueses pela Tailândia na época dos Descobrimentos.

Com efeito, até esse momento, os tailandeses não utilizavam ovos nas sobremesas!

Khao - Niao - Nah - Sang - Kha -Ya | Arroz doce em leite de coco com creme de ovo // Tub - Tim - Krob | Castanha de água com pérolas de tapioca e xarope de coco

Khao - Niao - Nah - Sang - Kha -Ya | Arroz doce em leite de coco com creme de ovo // Tub - Tim - Krob | Castanha de água com pérolas de tapioca e xarope de coco

Tendo Adtavorn Charoonpontithi finalizado a visita aos sabores modernos e tradicionais da Tailândia com uma sobremesa contemporânea que inclui o seu famoso 'palm sugar ice cream', denso e saboroso!

Adtavorn Charoonpontithi

Adtavorn Charoonpontithi…

Coco, manga e arroz | Flã de coco com infusão de jasmim, manga e creme de arroz doce

… Coco, manga e arroz | Flã de coco com infusão de jasmim, manga e creme de arroz doce

 

Na deslumbrante varanda do EMO, sobre o campo de golfe e os lagos, foi uma extraordinária viagem pela cozinha de Adtavorn Charoonpontithi!

O qual nos deu a conhecer o quão fascinante a cozinha tailandesa é!

Sabores fortes e intensos!

Mas sempre muito límpidos e equilibrados, conjugando de forma bastante delicada e apelativa o doce, o salgado e o picante!

E com a fascinante característica de ser uma cozinha muito refrescante!

Muito obrigado ao chef Adtavorn Charoonpontithi e também ao chefe de sala Rui Carlos.

Foi mais uma grande experiência no EMO!

 

Fotografias: Raul Lufinha e Marta Felino 

EMO - Thai Food Festival | Tivoli Victoria, Vilamoura, Portugal | Chef Adtavorn Charoonpontithi

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publicado às 00:48

Jogo de harmonizações… no THE SANDEMAN CHIADO

por Raul Lufinha, em 28.07.16

Sandeman White, Tawny e Ruby Porto

White, Tawny, Ruby

No THE SANDEMAN CHIADO o objetivo é utilizar a comida para desafiar os Millennials – a geração que nasceu nos anos 80 e atingiu a idade adulta no início do século XXI – a aventurarem-se no universo do Vinho do Porto.

Daí que a carta criada por Luís Américo e João Pupo Lameiras seja construída em torno de produtos-chaves, para cada um dos quais existem três confeções ou acompanhamentos diferentes... e a correspondente sugestão de Vinho do Porto Sandeman – White, Ruby ou Tawny.

Ou seja, primeiro escolhemos o produto (seja a beringela, o foie gras ou a alheira, por exemplo).

Depois optamos pela confeção ou acompanhamento que pretendemos.

E, por fim, chegamos ao Vinho do Porto que, no entendimento do THE SANDEMAN CHIADO, melhor se conjuga com a escolha que fizémos.

Sandeman White, Tawny e Ruby Porto

White, Tawny, Ruby

Contudo, no THE SANDEMAN CHIADO – como em boa hora sugeriu a Mariana Seabra, gerente do espaço – existe ainda uma outra forma mais lúdica e user friendly de apreciar a ligação do Vinho do Porto à comida!

É pedir desde logo... uma prova dos três Vinhos do Porto Sandeman disponibilizados – Branco, Ruby e Tawny!

Com efeito, o segredo do sucesso da experiência está em fazer uma prova conjunta dos três Vinhos do Porto!

Deste modo, depois podemos escolher os pratos que pretendemos sem qualquer preocupação de seguir as correspondentes sugestões individuais de harmonização vínica propostas pela casa…

... porque vamos testar todos e cada um dos pratos com os três Vinhos do Porto!

Ou seja, em vez de harmonizarmos um prato apenas com um único Vinho do Porto...

... testamos todos os pratos que escolhermos... com três Vinhos do Porto!

O que torna a experiência muito mais enriquecedora!

José Castela

José Castela, o chef executivo

Couvert

Pão e telhas crocantes; queijo creme fumado e paprika; manteiga de alho assado

Beringela com queijo Brie e molho de tomate

Beringela com queijo Brie e molho de tomate

Línguas de bacalhau, com puré de cebola negro e presunto de porco preto

Línguas de bacalhau, com puré de cebola negro e presunto de porco preto

Foie gras e frutos vermelhos com anis

Foie gras e frutos vermelhos com anis

Foie gras, cacau, iogurte e beterraba

Foie gras, cacau, iogurte e beterraba

Rosbife, rábano picante e jus de carne

Rosbife, rábano picante e jus de carne

Pão de ló, queijo Serra da Estrela DOP, doce de ovos, redução de Vinho do Porto e gelado de canela

Pão de ló, queijo Serra da Estrela DOP, doce de ovos, redução de Vinho do Porto e gelado de canela

A caixa da conta

A caixa da conta

 

Ver também:

THE SANDEMAN CHIADO com carta de Luís Américo e João Pupo Lameiras

 

Fotografias: Raul Lufinha e Marta Felino

THE SANDEMAN CHIADO | Largo Raphael Bordallo Pinheiro, 27 e 28, Lisboa, Portugal | Chef executivo José Castela

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publicado às 01:13

THE SANDEMAN CHIADO com carta de Luís Américo e João Pupo Lameiras

por Raul Lufinha, em 17.06.16

José Castela, Luís Américo, João Pupo Lameiras

José Castela, Luís Américo, João Pupo Lameiras

A centenária marca de Vinho do Porto Sandeman, fundada em 1790, acaba de abrir um espaço próprio em Lisboa – o THE SANDEMAN CHIADO.

Cujo conceito gastronómico, com a comida pensada em função do Vinho do Porto do princípio ao fim da refeição, tem a assinatura de dois conhecidos nomes da cidade do Porto:

- Luís Américo, o chef do CANTINA 32, de quem não esquecemos um jantar no saudoso MESA com sobremesas de grande nível, no quarto andar de um prédio na Foz;

- e João Pupo Lameiras, cuja recordação de um extraordinário almoço no LSD continua bem viva e que, para além de continuar a assinar a carta de vários espaços, incluindo o LSD e a CASA DE PASTO DA PALMEIRA, tem também o seu próprio restaurante-loja, o BACALHAU.

Já os cocktails são da autoria de Kiko Pericoli do DOUBLE 9.

THE SANDEMAN CHIADO

THE SANDEMAN CHIADO

THE SANDEMAN CHIADO

THE SANDEMAN CHIADO

Fundada em 1790

 

THE SANDEMAN CHIADO | Largo Raphael Bordallo Pinheiro, 27 e 28, Lisboa, Portugal | Chef executivo José Castela

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publicado às 02:21

CASA DE CHÁ DA BOA NOVA: feijoada à transmontana

por Raul Lufinha, em 20.03.16

Feijoada à transmontana

O prato, ainda sem molho

Há uma frase de Rui Paula que marca a nossa experiência na CASA DE CHÁ DA BOA NOVA:

“A memória é a minha principal fonte de inspiração.”

Surge-nos assim que chegamos à mesa e abrimos a carta…

… mas, de facto, acompanha-nos ao longo de toda a refeição – a cada novo prato é impossível não relembrar essas palavras iniciais!

E, embora se perceba claramente que as recordações de Rui Paula estão bem presentes em momentos como o snack da feijoada de chocoa enguia ou a caldeirada

… é na extraordinária recriação da feijoada – uma feijoada à transmontana, como as raízes do chef – que atinge todo o seu esplendor a evocação, num registo fine dining, desses sabores de sempre que Rui Paula guarda na lembrança!

Feijoada à transmontana

Feijoada à transmontana

Feijoada à transmontana

O intenso e apurado molho… de feijoada

Juntando Rui Paula todas as carnes…

… e reunindo todos os ingredientes…

… para fazer uma feijoada aparentemente muito sofisticada…

… mas que, na realidade, é um regresso à essência…

… é um voltar aos sabores básicos e intensos das feijoadas à transmontana da infância de Rui Paula!

Feijoada à transmontana

Feijoada à transmontana

Tendo o escanção Carlos Monteiro sugerido por companhia o complexo e elegante Quinta da Leda, um tinto emblemático da Casa Ferreirinha e um dos grandes vinhos do Douro…

… cujo lote final da colheita de 2013 é composto maioritariamente por Touriga Franca (70%), à qual o enólogo Luís Sottomayor acrescenta Touriga Nacional (15%), Tinto Cão (10%) e Tinta Roriz (5%).

Escanção Carlos Monteiro

Escanção Carlos Monteiro

Quinta da Leda tinto 2013

Quinta da Leda tinto 2013

 

(continua)

Ver também:

CASA DE CHÁ DA BOA NOVA: a alta cozinha de Rui Paula... e o traço genial de Siza Vieira

 

CASA DE CHÁ DA BOA NOVA | Av. da Liberdade, Leça da Palmeira, Matosinhos, Portugal | Chef Rui Paula

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publicado às 03:21


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