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Sidney Schutte e um snack do LIBRIJE'S ZUSJE… tal como o serve em Amesterdão

por Raul Lufinha, em 14.11.16

Sidney Schutte servindo um snack do LIBRIJE'S ZUSJE no Conrad tal como o faz em Amesterdão

Sidney Schutte servindo um snack do LIBRIJE'S ZUSJE (2**) no Conrad... tal como o faz em Amesterdão

O holandês Sidney Schutte é o chef do LIBRIJE'S ZUSJE, restaurante do Waldorf Astoria Amsterdam que, apenas sete meses após a abertura, foi distinguido, de uma só vez, com duas estrelas Michelin.

Convidado por Heinz Beck para participar no Gourmet Culinary Extravaganza do Conrad Algarve, Sidney Schutte foi um dos chefs que cozinhou com o anfitrião no jantar de abertura do festival, no GUSTO.

E que depois no dia seguinte, no jantar central do evento, o Underground Culinary Extravaganza, teve ainda a seu cargo uma das seis stations de live cooking dos aperitivos, a par do próprio chef anfitrião e ainda de José Avillez, Jacob Jan BoermaRoel Lintermans e Matt Tebbutt.

Tendo Sidney Schutte preparado, ao vivo e em plena garagem do Conrad Algarve, um snack do LIBRIJE'S ZUSJE.

O qual depois serviu da mesma forma que o apresenta à mesa em Amesterdão: nuns troncos!

Aliás, nos mesmos troncos!

Sendo o delicioso snack composto por duas ‘bolachas’ crocantes de pele de galinha com um cremoso recheio de mousse de fígado, igualmente de galinha, que era complementado com o sabor salgado do bacon e o toque levemente doce das passas.

Chicken Liver with Raisins, Chicken Skin and Bacon

Chicken Liver with Raisins, Chicken Skin and Bacon

Chicken Liver with Raisins, Chicken Skin and Bacon

Chicken Liver with Raisins, Chicken Skin and Bacon

Chicken Liver with Raisins, Chicken Skin and Bacon

Chicken Liver with Raisins, Chicken Skin and Bacon

Convidado por António Lopes, Head Sommelier do Conrad Algarve, para participar na seleção vínica do Gourmet Culinary Extravaganza, Miguel Martins, escanção no VISTA, restaurante do Hotel Bela Vista, na Praia da Rocha, e proprietário da Garrafeira Sommelier, em Lagos, foi o responsável pela harmonização do snack de Sidney Schutte.

Ora, para ligar com o sabor do fígado, a solução mais óbvia e consensual seria um colheita tardia.

Mas Miguel Martins resolveu arriscar e fazer diferente!

Tendo ido à procura de um vinho alternativo ao colheita tardia… mas que curiosamente apresentasse uma característica essencial do colheita tardia, de modo a garantir que a ligação funcionava.

Pelo que a solução mais intuitiva seria então ir buscar um vinho que, não sendo embora um colheita tardia, tivesse a característica da doçura. Como sucede, por exemplo, com os licorosos.

Mas, numa jogada de maior risco, Miguel Martins foi antes à procura… da acidez!

Nesta harmonização, o que Miguel Martins queria do colheita tardia era a acidez (e naturalmente também a complexidade), para cortar a gordura.

Tendo ido encontrá-la, muito mais intensa, num tinto!

O Frei João Reserva, das Caves São João, da colheita de 1980.

O único tinto dos aperitivos… e, simultaneamente, a garrafa mais antiga do jantar!

Um vinho bastante complexo e evoluído, que porém, apesar dos seus quase 40 anos, continua muito vivo e elegante, apresentando no final uma acidez fantástica!

Com a ligação ao snack a resultar muito bem!

Foi, pois, um grande momento a fechar os snacks do Underground Culinary Extravaganza – de tal forma que poderíamos perfeitamente ter ficado o resto da noite a apreciar as crackers de Sidney Schutte e o Frei João Reserva das Caves São João...!

Miguel Martins

Miguel Martins

Miguel Martins

Frei João Reserva tinto 1980

Frei João Reserva tinto 1980

 

Ver também:

A extravagância de jantar… na garagem do hotel

Heinz Beck extravagante no Conrad Algarve 

 

LIBRIJE'S ZUSJE Amesterdam

Waldorf Astoria Amsterdam, Herengracht 542-556, Amesterdão, Holanda

Chef Sidney Schutte

 

GUSTO by Heinz Beck

Hotel Conrad Algarve, Estrada da Quinta do Lago, Portugal

Chef Heinz Beck, Chef Residente Daniele Pirillo

 

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publicado às 02:01

Bruno Rocha & Paulo Matias, num jantar experimental… interpretativo da Lousã

por Raul Lufinha, em 16.10.16

Bruno Rocha & Paulo Matias

Bruno Rocha & Paulo Matias

Há momentos assim, de pura felicidade, em que é a Gastronomia que nos traz a História e a Identidade, seja de um povo, de uma região ou até de uma localidade.

Como sucedeu no passado fim de semana, em que dois conhecidos chefes da capital – Bruno Rocha, do FLORES DO BAIRRO, no Bairro Alto Hotel, ao Chiado, em Lisboa; e Paulo Matias, do PORTO DE SANTA MARIA, no Guincho, em Cascais – se juntaram para ir ao interior centro de Portugal fazer um jantar interpretativo… da vila e da serra da Lousã!

O qual decorreu no Palácio da Viscondessa do Espinhal, edifício onde atualmente funciona o Palácio da Lousã Boutique Hotel e cujo início da construção remonta ao final do século XVIII, tendo ficado para sempre associado às Invasões Francesas. Aqui se instalou o Marechal Massena, sendo também famoso o episódio da apressada fuga do comandante das tropas napoleónicas ao saber da derrota no Rio Ceira quando se preparava para jantar… tendo o triunfante Duque de Wellington entrado na Lousã e comido no Palácio a refeição que Massena deixou para trás!

A lindíssima sala do restaurante A VISCONDESSA do Palácio da Lousã

A lindíssima sala do restaurante A VISCONDESSA do Palácio da Lousã

Dando-se a circunstância de este jantar interpretativo da Lousã, feito por Paulo Matias e Bruno Rocha, ter sido ainda mais interessante porquanto os dois chefes – para além da opção por fazerem pratos únicos, criados especificamente para este jantar depois de contactarem com a realidade local – tiveram ainda abordagens interpretativas da essência da Lousã completamente distintas… as quais, precisamente por isso, se complementam!

Paulo Matias foi buscar o lado mais nobre da Lousã, com toda a sua riqueza e opulência, repleto de influências francesas.

Já Bruno Rocha optou pela vertente mais pobre da Lousã, ligada à economia de subsistência e aos produtos da serra.

Duas formas bem diversas… de ver a mesma realidade!

Jantar interpretativo da Lousã

Jantar interpretativo da Lousã

Assim, depois dos aperitivos, servidos nos salões nobres do Palácio pelo chefe anfitrião Miguel Silva, do restaurante A VISCONDESSA do Palácio da Lousã Boutique Hotel, e que foram acompanhados pelo Porto Branco Bulas, marca de um produtor com duas quintas no Cima Corgo, na margem direita do Douro…

… passou-se à lindíssima sala de jantar, onde, com uma seleção de pães, se começou por provar o excelente azeite biológico Olmais.

Tendo chegado depois o primeiro prato da noite, uma entrada de Paulo Matias.

Em homenagem ao luxo e ao fausto afrancesado da Lousã, o sabor decadente e sedutor do foie gras!

Ravioli de foie gras.

E também um envolvente aveludado de sardinha. Com efeito, no interior do país o peixe fresco era um privilégio; e, mesmo assim, a sardinha acabava por ser um dos mais fáceis de obter.

Estando depois todos os elementos do prato do chefe do PORTO DE SANTA MARIA ligados através do toque suavemente picante do pimento de Espelette.

Tendo ainda o rico prato de Paulo Matias a textura crocante da lula e, também, da avelã caramelizada em manteiga noisette, com raspa de lima no fim.

Por cima, uma telha estaladiça de quinoa desidratada... e alga nori fumada!

Excelente!

Ravioli de foie gras e Espelette / Aveludado de sardinha e lula crocante (Paulo Matias)

Ravioli de foie gras e Espelette / Aveludado de sardinha e lula crocante [Paulo Matias]

Depois, a primeira incursão de Bruno Rocha pela Lousã num prato de peixe… que também tinha carne!

O atum – curado, fumado e seco. Primeiro, marinado em sal, açúcar e limão; seguidamente, após a cura, fumado com madeira de carvalho; ficando a secar durante 8 horas; e sendo depois servido... ralado!

Mas, por baixo, esconde-se a língua de vitela, que Bruno Rocha faz passar por uma salmoura líquida durante uma semana e depois deixa cozer lentamente, servindo-a em lascas muito finas!

Tendo por companhia a batata da Lousã. Que o chefe do FLORES DO BAIRRO apresentou numa suave espuma, emulsionada com o saboroso azeite biológico Olmais.

Bruno Rocha acrescentou ainda delicadas notas a estragão e anis, provenientes da inula e do funcho do mar, este último o apontamento verde do prato.

Tendo finalizado a complexa e original composição com dois raros e autóctones grãos-de-bico pretos... e, ainda, com grão-de-café moído, que serve de acelerador de tempero e intensificador de sabores.

Excelente!

Atum curado, fumado e seco, língua de vitela, espuma da batata (Bruno Rocha)

Atum curado, fumado e seco, língua de vitela, espuma da batata [Bruno Rocha]

O prato de carne propriamente dito ficou a cargo de… Paulo Matias!

Com efeito, o objetivo deste jantar interpretativo não era trazer à Lousã o peixe ao sal do Guincho, era antes permitir ao chefe do PORTO DE SANTA MARIA sair da sua zona de conforto e fazer um prato experimental, diferente, inspirado por tudo aquilo que a Lousã é!

E assim foi!

Pelo que Paulo Matias, para preparar o seu prato de carne, pediu à organização um “Baga Velho” – queria cozinhar com um tinto que tivesse evolução e oxidação… mas ainda com taninos vivos!

Tendo a escolha recaído num clássico das Caves São João, o Frei João Reserva… da colheita de 2001!

Paulo Matias

Para cozinhar o prato de carne…

Paulo Matias e o Frei João Reserva Tinto 2001

… Paulo Matias pediu à organização um “Baga Velho”

Frei João Reserva Tinto 2001

Frei João Reserva Tinto 2001

No centro do prato, o javali da Serra da Lousã.

Delicioso e com imenso sabor, Paulo Matias trabalhou-o com alho negro e castanhas. E com o Baga de 2001.

Mais a frescura do puré de funcho.

E o sabor intenso do toucinho de porco fumado.

Tendo o chef do PORTO DE SANTA MARIA juntado cinco vegetais, trabalhados de formas diversas: salsify escalfado no vinho tinto Frei João Reserva de 2001; cenoura roxa assada; cenoura laranja salteada; alcachofra assada; e cebolo salteado.

E também três rodelas de uma variedade de beterraba levemente picante.

Bem como um crocante de cogumelos.

E ainda um gel de mirtilos, feito igualmente com o Frei João.

Complexo e arriscado, foi um prato que Paulo Matias construiu a pouco e pouco, com os vários elementos que ia recolhendo nas várias visitas que fez à vila e à serra da Lousã.

Excelente!

Lombinhos de javali e toucinho fumado, legumes da terra, molho de vinho tinto e estaladiço de cogumelos [Paulo Matias]

Lombinhos de javali e toucinho fumado, legumes da terra, molho de vinho tinto e estaladiço de cogumelos [Paulo Matias]

A sobremesa ficou por conta de Bruno Rocha, um daqueles poucos chefes – não apenas em Portugal como por esse mundo fora – que não precisa de um pasteleiro por perto, conseguindo manter igualmente nos doces o alto nível que alcança nos salgados.  

Foi uma homenagem aos aromas e aos sabores da Serra da Lousã!

Sendo também, aliás, uma evocação da serra igualmente do ponto de vista cromático – o castanho e o verde, das árvores; o avermelhado, dos frutos silvestres; e o branco, da neblina que cobre a Lousã.

O parfait é de pinheiro – feito com agulhas recolhidas dois dias antes, no interior da floresta e no topo das árvores, com a ajuda de um madeireiro local.

Tendo por cima um gel também de pinheiro, que Bruno Rocha trabalhou com maçã fermentada.

Ao lado, requeijão fresco e queijo curado, ambos de cabra.

E depois um gelado cremoso de maçã reineta assada com o Vinho do Porto Bulas Vintage de 2012, que lhe dá a cor, e com canela.

O qual está assente num crumble de leite, com notas salgadas que equilibram o doce do gelado.

Tendo ao lado a rama do funcho fresco… cristalizada.

E, por fim, as micro folhas de chagas que, para além de trazerem o verde da Serra da Lousã, acrescentam notas picantes à sobremesa.

Excelente!

Bruno Rocha

Bruno Rocha…

Bruno Rocha

… e a rama do funcho cristalizada

Pinheiro, maçã reineta, queijo de cabra e funcho [Bruno Rocha]

Pinheiro, maçã reineta, queijo de cabra e funcho [Bruno Rocha]

Relativamente à harmonização vínica, os ravioli de foie gras com aveludado de sardinha, de Paulo Matias, foram  acompanhados pelo jovem e frutado Bulas Branco de 2015, um lote feito com Malvasia, Viosinho, Códega de Larinho e Rabigato Moreno.

O Bulas da colheita de 2013 produzido exclusivamente com castas tradicionais do Douro – Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinto Cão e Sousão – foi o escolhido para dar luta ao atum e à língua de vaca de Bruno Rocha.

E os lombinhos de javali de Paulo Matias tiveram a companhia do Bulas Grande Reserva Tinto de 2010, feito maioritariamente com uvas provenientes de vinhas velhas – só um quarto do lote é que tinha Touriga Nacional mais recente – tendo depois estagiado um ano em barricas de carvalho francês.Bulas Branco 2015 / Bulas Tinto 2013 / Bulas Grande Reserva Tinto 2010

Bulas Branco 2015 / Bulas Tinto 2013 / Bulas Grande Reserva Tinto 2010

Já para acompanhar a sobremesa de Bruno Rocha, o escanção Tiago Silva abriu e decantou o extraordinário Vinho do Porto Vintage Bulas de 2012, produzido a partir das melhores uvas da Quinta da Foz Ceira e da Quinta da Costa de Baixo.

Escanção Tiago Silva e o Bulas Porto Vintage 2012

Escanção Tiago Silva e o Bulas Porto Vintage 2012

Foi o final de um grande evento na vila da Lousã, fruto da iniciativa de José Gomes.

Paulo Teixeira de Carvalho, Paulo Matias, Bruno Rocha, Miguel Silva, José Gomes

Paulo Teixeira de Carvalho, Paulo Matias, Bruno Rocha, Miguel Silva, José Gomes

Em que, através da Gastronomia, se celebrou a História e a Identidade do território da vila e da serra... da Lousã!

José Gomes e a equipa de cozinha

José Gomes e a equipa de cozinha

Tendo sido um memorável jantar experimental, criativo e original, de altíssimo nível, que Bruno Rocha e Paulo Matias, sem rede e sem quaisquer preocupações comerciais, arriscaram transformar numa experiência única e irrepetível.

Muitos parabéns aos dois pela coragem, pela paixão e pelo desprendimento.

Foi um privilégio testemunhar esta entrega à Lousã!

Paulo Matias & Bruno Rocha

Na cozinha do Palácio da Lousã, Paulo Matias & Bruno Rocha

 

Fotografias: Raul Lufinha e Marta Felino

 

A VISCONDESSA | Palácio da Lousã Boutique Hotel, Rua Viscondessa do Espinhal, Lousã, Portugal

Chef Miguel Silva

 

FLORES DO BAIRRO | Bairro Alto Hotel, Praça Luís de Camões, 2, Lisboa, Portugal

Chef Bruno Rocha

 

PORTO DE SANTA MARIA | Praia da Cresmina, Estrada do Guincho, Cascais, Portugal

Chef Paulo Matias

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publicado às 03:14

Vinhos Velhos de João Paulo Martins: Frei João Reserva tinto 1966

por Raul Lufinha, em 31.08.16

João Paulo Martins

João Paulo Martins

Prosseguindo a viagem no CHAFARIZ DO VINHO pelos tintos antigos de João Paulo Martins, parámos num clássico da Bairrada ainda muito vivo e em grande forma – o elegante e complexo Frei João Reserva, da colheita de 1966.

Com rótulo de cortiça e numa garrafa bem conservada, trouxe à memória uma gloriosa prova de vinhos velhos nas Caves São João onde foi um dos tintos que mais se destacou – mas em magnum!

Um vinho enorme!

Frei João Reserva tinto 1966

Frei João Reserva tinto 1966

 

Ver também:

As tertúlias de João Paulo Martins... no CHAFARIZ DO VINHO

 

Enoteca CHAFARIZ DO VINHO | Rua da Mãe d'Água à Praça da Alegria, Lisboa, Portugal

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publicado às 22:40

Wine & Food celebra os grandes vinhos portugueses

por Raul Lufinha, em 29.04.16

Barca-Velha tinto 1966

Barca-Velha tinto 1966

Organizado pela Cofina, com o apoio do BPI…

… o Wine & Food é um evento de celebração dos vinhos e da gastronomia de Portugal…

… que decorre desde o dia de hoje, 29 de abril, até 1 de maio, no Pátio da Galé, em Lisboa.

No Salão Nobre da Pousada de Lisboa, Fernando Melo conduzindo uma prova comentada de grandes vinhos portugueses

No Salão Nobre da Pousada de Lisboa, Fernando Melo conduzindo uma prova comentada de grandes vinhos portugueses

Cujo jantar de lançamento, na Pousada de Lisboa...

... com uma prova conduzida e comentada por Fernando Melo, crítico de vinhos e comida...

... foi um momento de celebração...

... dos grandes vinhos portugueses!

Dona Paterna branco 1998 / Frei João branco 1974

Dona Paterna branco 1998, um vinho evoluído já provado no Alvarinho Wine Fest

Frei João branco 1974 (€65), já provado nas Caves São João, continua vibrante e com uma acidez muito viva

Quinta do Mouro tinto 1995 / Quinta das Bágeiras Garrafeira tinto 1995

Quinta do Mouro tinto 1995 (€45)

Quinta das Bágeiras Garrafeira tinto 1995, a Baga elegante de Mário Sérgio

Quinta do Ribeirinho Pé Franco tinto 1996 / Barca-Velha tinto 1966 1,5L / Mouchão tinto 1963

Quinta do Ribeirinho Pé Franco tinto 1996, um Baga feito por Luís Pato ao modo pré-filoxera e com aromas a folha de eucalipto, dado a vinha estar dentro de um eucaliptal e ser muito batida pelo vento

Barca-Velha tinto 1966 1,5L (€995), um vinho único e arrebatador, não apenas multi-castas mas também multi-vinhas e multi-terroirs, feito na Quinta da Leda e que, 50 anos depois, continua com uma frescura incrivelmente vibrante

Mouchão tinto 1963 (€195), um ícone do Alentejo e de Portugal

Fonseca Porto Vintage 1994 / D’Oliveira Boal 1908

Fonseca Porto Vintage 1994 (€208), distinguido com 100 pontos (!) na Wine Spectator

D’Oliveira Boal 1908 (€495), um Madeira ainda do tempo da monarquia

 

BPI Wine & Food | Pátio da Galé, Terreiro do Paço, Lisboa, Portugal | 29 abril – 1 maio 2016

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publicado às 04:06

Os deslumbrantes tintos velhos das Caves São João

por Raul Lufinha, em 10.12.13

Caves São João

Actualmente existe um renovado interesse do público pelos vinhos velhos, vinhos de colheitas antigas com capacidade para evoluir em garrafa e melhorar com o passar dos anos, desafiando a lógica do tempo… e do homem.

Tendo as Caves São João decidido abrir ao mercado o seu valiosíssimo espólio de colheitas antigas da Bairrada e do Dão, colocando à venda um magnífico conjunto de vinhos da segunda metade do século passado.

Os brancos que abriram a prova já foram mostrados aqui. Os tintos seguem abaixo, pela ordem inversa de apresentação.

Caves S. João Reserva Particular 1959, 200€

Caves São João Reserva 1985 Magnum, 40€

Porta dos Cavaleiros Reserva Seleccionada 1975 Magnum, 70€

Frei João Reserva 1966 Magnum, 100€

Frei João Reserva 1990 Magnum, 40€

Quinta do Poço do Lobo 1988, 5€

Quinta do Poço do Lobo Reserva 1995 Magnum, 20€

Vinhos frágeis e delicados mas simultaneamente vivos e frescos, são criações únicas – constituindo um património da vitivinicultura portuguesa que merece ser conhecido.

 

Caves São João | São João da Azenha, Anadia, Portugal

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publicado às 02:54

Quem disse que os vinhos brancos não envelhecem bem?

por Raul Lufinha, em 15.11.13

Caves São João: a gerente Célia Alves e o enólogo José Carvalheira

Os vinhos brancos velhos tendem a sofrer um duplo preconceito da parte do grande público – a par do impulso para só se consumirem vinhos novos, está igualmente disseminada a ideia de que apenas os tintos têm capacidade para melhorar com a idade.

O que é uma injustiça – também há brancos que atingem o seu apogeu de qualidade e complexidade largos anos após a colheita!

Ora, um dos produtores que é unanimemente reconhecido pelo seu vasto espólio de vinhos antigos de elevada qualidade é a empresa das Caves de São João.

A qual organizou uma apresentação ao mercado dos vinhos velhos que tem para comercialização – mostrando-se abaixo, pela ordem inversa de apresentação, os excelentes vinhos brancos de colheitas antigas dados a provar.

Frei João branco 1966

Frei João branco 1974

Frei João branco 1988

Porta dos Cavaleiros Reserva Seleccionada branco 1973 Magnum

Porta dos Cavaleiros Reserva Seleccionada branco 1984 Magnum

Quinta do Poço do Lobo Arinto branco 1995

Todos, sem excepção, vinhos que desafiam a lógica do tempo... confirmando ser uma evidência a existência de brancos notavelmente vivos e frescos dezenas de anos após a colheita.

 

Caves São João | São João da Azenha, Anadia, Portugal

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publicado às 03:10

Visita às Caves São João

por Raul Lufinha, em 20.10.13

Fundadas em 1920 pelos irmãos José, Manuel e Albano Costa, as Caves São João continuam ainda hoje a ser uma empresa familiar, sendo o mais antigo produtor de vinhos em actividade na Bairrada.

De aperitivo, o Quinta do Poço do Lobo espumante 2008

Integrada no programa do “Encontro com o Vinho e Sabores – Bairrada 2013” e conduzida por Célia Alves, a visita às caves começou com um aperitivo, o espumante bruto Quinta do Poço do Lobo 2008, Arinto e Chardonnay.

Adega

A chegada ao museu, recheado de documentos históricos e peças vintage, marcou o fim da visita ao interior das Caves São João.

Museu

A seguir, o enólogo José Carvalheira conduziu uma prova dos vinhos das Caves São João.

Quinta do Poço do Lobo Reserva branco 2012

Tendo começado por apresentar o branco Quinta do Poço do Lobo Reserva 2012, feito com Arinto e Chardonnay.

Depois continuou com o espumante tinto bruto Caves São João, lançado no mercado dias antes e produzido a partir de Baga, Touriga Nacional e Syrah da colheita de 2011; o tinto São João Lote Especial 2010, um blend em que a Syrah é maioritária e que inclui ainda Touriga Nacional, Baga e Cabernet Sauvignon; o tinto Caves São João 2010 Baga / Touriga Nacional, que mantém o perfil Bairrada / Dão; o tinto Caves S. João Reserva Particular 1959; e o colheita tardia Apartado 1, de 2009.

Caves S. João Reserva Particular tinto 1959…

Tendo a grande sensação da prova sido indiscutivelmente o Reserva Particular da colheita de 1959 – com mais de meio século, continua inacreditavelmente vivo e elegante, com aquela personalidade única que só os vinhos velhos têm.

… decantado uma hora antes... e servido sob o olhar atento do enólogo José Carvalheira

É o vinho mais antigo que as Caves São João comercializam. Está à venda por 200€. 

 

Caves São João | São João da Azenha, Anadia, Portugal

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publicado às 01:08

Prova dos brancos de excelência da Bairrada… comentada por Luís Antunes

por Raul Lufinha, em 28.09.13

Luís Antunes

No segundo dia do “Encontro com o Vinho e Sabores – Bairrada 2013” decorreu a prova comentada dos brancos de excelência da Bairrada, dirigida por Luís Antunes, redactor e membro do painel de provas da Revista de Vinhos.

Os dez vinhos brancos da Bairrada provados e comentados

Numa sessão muito interactiva, Luís Antunes promoveu a intervenção da assistência para votar comparativamente os vinhos e para os comentar – num deles, o escanção Manuel Moreira até partilhou ter identificado notas de ervilha semelhantes às de um vinho sul-africano que bebeu em tempos…

Tendo a prova sido bastante interessante por ter permitido confirmar que a Bairrada não é uma região só de espumantes e de tintos – tem igualmente vinhos brancos de elevadíssima qualidade, muitos deles produzidos a partir de castas portuguesas, em especial Bical e Maria Gomes mas também Arinto.

Os dez vinhos brancos de excelência da Bairrada provados e comentados foram, por esta ordem:

Rama Sauvignon Blanc 2012

Quinta do Ortigão Sauvignon Blanc 2012

Volúpia (São Domingos) 2012

Quinta do Valdoeiro Chardonnay 2012

Frei João Reserva 2011

Ante Aequinoctium Veranum Grande Reserva 2011

Encontro 1 2012

Quinta dos Abibes Sublime 2010

Filipa Pato Nossa Calcário 2011

Luís Pato Vinha Formal 2010

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publicado às 00:53


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