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A partida do FÄVIKEN

por Raul Lufinha, em 19.03.17

O táxi que nos veio buscar, visto da janela do quarto

O táxi que nos veio buscar, visto da janela do quarto…

O táxi que nos veio buscar, visto da porta da entrada na ala residencial do FÄVIKEN

… e da porta da entrada na ala residencial do FÄVIKEN

Estava quase a começar aquilo que parecia ser mais uma etapa do Rali da Suécia

Estava quase a começar aquilo que parecia ser…

Estava quase a começar aquilo que parecia ser mais uma etapa do Rali da Suécia

… mais uma etapa do Rali da Suécia

Às 11 da manhã chegou o táxi que, dado estar a nevar intensamente, nos levaria numa lenta e bela viagem de três quartos de hora, pelo meio da montanha e através da floresta branca, de volta a Åre, onde iríamos apanhar um comboio até Östersund, para, após fazermos a ligação entre a estação no centro da pequena cidade e o aeroporto nos arredores, apanharmos um avião até Estocolmo.

Estava, pois, a terminar a expedição ao mais remoto restaurante de fine dining da Europa.

No qual, a partir de outubro, deixam de existir produtos frescos – a neve cobre tudo.

Pelo que, em termos de variedade e de riqueza de ingredientes, a melhor altura do ano para se ir ao FÄVIKEN – e, na verdade, a todos os “novos nórdicos” – é, sem dúvida, o fim do verão, início do outono. Ou seja, setembro.

Porém, ir durante o rigoroso inverno é seguramente bem mais diferente, tendo um outro encanto.

Por um lado, permite-nos testemunhar a alimentação de subsistência de quem vive isolado na montanha e desfrutar de todas as técnicas ancestrais de conservação dos alimentos, vivendo-se assim de forma mais intensa e radical o conceito de cozinha de Magnus Nilsson.

E, por outro lado, para os europeus do sul, é fascinante estar numa aldeia plana completamente coberta de neve – Fäviken não fica numa encosta, como sucede com as estâncias de ski, mas num planalto. Aqui não há pistas nem declives nem vistas de cortar a respiração, é tudo liso. E, tirando um restaurante que recebe pessoas de todo o mundo, não se passa nada.

FÄVIKEN

FÄVIKEN

FÄVIKEN

FÄVIKEN

FÄVIKEN

Adeus FÄVIKEN

 

Ver também:

FÄVIKEN, uma experiência total

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

FÄVIKEN MAGASINET

Fäviken 216, Järpen, Suécia

Chef Magnus Nilsson

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:46

A aventura de chegar ao FÄVIKEN

por Raul Lufinha, em 27.02.17

No táxi, atravessando a montanha nevada…

No táxi, atravessando a montanha nevada, já só a 5 km do destino

A chegada à aldeia chamada Fäviken

A placa que marca a entrada na aldeia chamada Fäviken

A chegada à aldeia chamada Fäviken

As poucas casas da aldeia

A chegada à aldeia chamada Fäviken

O FÄVIKEN é a casa encarnada, à esquerda 

Chegar ao FÄVIKEN é uma aventura.

O restaurante de Magnus Nilsson fica a três quartos de hora de distância da estação de comboios mais próxima – Åre – estância de ski na qual é necessário apanhar um táxi pré-reservado que atravessa a montanha a corta-mato sempre num cenário de neve e pinheiros que mais parece uma etapa do Rali da Suécia.

Porém, para se ter chegado a Åre, foi preciso apanhar o comboio: ou em Estocolmo, cuja viagem de 600 km, não havendo transbordos, dura menos de oito horas; ou em Östersund, cidade do centro da Suécia a 80 km de Fäviken cujo aeroporto tem ligações diretas à capital e a várias cidades europeias; ou então, como foi o nosso caso, em Trondheim, terceira cidade da Noruega, servida por aeroporto e que fica a 120 km do FÄVIKEN, proporcionando uma viagem de beleza incalculável desde a costa norueguesa até à Suécia profunda mas obrigando a uma mudança de comboio logo a seguir à fronteira.

Outra possibilidade é alugar um carro, havendo quem prefira ter a experiência de conduzir pela floresta em estradas brancas cobertas de gelo e neve.

No entanto, qualquer que seja a forma escolhida para chegar ao FÄVIKEN, o essencial é que se chegue de dia – o que, aliás, é especialmente difícil perto do solstício de inverno, quando apenas há cerca de quatro horas de luz solar.

Com efeito, só chegando de dia é que se consegue perceber quão rigoroso é o inverno nas inóspitas montanhas da região de Jämtland – só se vê neve!

E compreender que todas as ancestrais técnicas utilizadas para a conservação dos produtos que estão na base da cozinha autêntica de Magnus Nilsson no FÄVIKEN – do secar ao fumar, passando pelas compotas, pickles e conservas – não são uma questão de estilo de cozinha mas antes uma necessidade básica de sobrevivência face ao implacável rigor da estação fria.

Ou seja, para verdadeiramente se perceber – e sentir na pele – o que vai ser servido no FÄVIKEN é decisivo chegar bem antes da hora marcada para o início do jantar.

Finalmente, o FÄVIKEN MAGASINET

Finalmente, o FÄVIKEN MAGASINET

Entretanto, o táxi prosseguiu viagem… ou seja, foi até lá ao fundo fazer inversão de marcha para regressar a Åre

Entretanto, o táxi prosseguiu viagem… ou seja, regressou a Åre

E do interior do FÄVIKEN surgiu uma simpática senhora, loura e sem frio, que nos levou para dentro de casa

E do interior do FÄVIKEN surgiu uma simpática senhora, loura e sem frio, que nos levou para dentro de casa

 

Ver também:

FÄVIKEN, uma experiência total

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

FÄVIKEN MAGASINET

Fäviken 216, Järpen, Suécia

Chef Magnus Nilsson

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:28


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