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São já 3 os vinhos ‘Chef Leonel Pereira’

por Raul Lufinha, em 19.07.17

Leonel Pereira e os seus 3 vinhos

Na nova garrafeira do SÃO GABRIEL, Leonel Pereira e os seus 3 vinhos

São já três os vinhos com a assinatura do ‘Chef Leonel Pereira’.

Todos eles produzidos pela casa José Maria da Fonseca.

Sempre sob o olhar atento do enólogo Domingos Soares Franco.

Tendo tudo começado por um já esgotado branco de 2014.

A que se seguiu o de 2015, um fresco e equilibrado lote de Viosinho, Antão Vaz e Arinto da Península de Setúbal, parcialmente fermentado em barrica.

Depois, chegou o tinto.

Cuja primeira edição, da vindima de 2014, era o extraordinário blend alentejano de Trincadeira, Grand Noir, Alicante Bouschet e Syrah, com estágio de nove meses em barrica, de que já falámos aqui.

E agora – grande novidade de 2017 – surge então... um rosé ‘Chef Leonel Pereira’!

É já da colheita de 2016...!

E é para descobrir nas noites quentes do Algarve!

Mas apenas – e em exclusivo – nos dois restaurantes de Leonel Pereira na Quinta do Lago.

Naturalmente o SÃO GABRIEL, distinguido com uma estrela Michelin.

E também o vizinho THAI GARDEN.

Gama ‘Chef Leonel Pereira’: Rosé, Branco e Tinto

Gama ‘Chef Leonel Pereira’: Rosé, Branco e Tinto

 

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Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

 

SÃO GABRIEL

Estrada Vale do Lobo, Quinta do Lago, Portugal

Chefe Leonel Pereira

 

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publicado às 18:12

A nova garrafeira do SÃO GABRIEL

por Raul Lufinha, em 17.07.17

Na novíssima garrafeira do SÃO GABRIEL: Delfim João, Leonel Pereira, Victor d’Avó

Na novíssima garrafeira do SÃO GABRIEL: Delfim João, Leonel Pereira, Victor d’Avó

No SÃO GABRIEL, o ano de 2017 fica marcado, desde já, pela inauguração da nova garrafeira!

Bonita e devidamente climatizada, era um sonho antigo que os atuais proprietários do restaurante – o chefe de cozinha Leonel Pereira e o chefe de sala Delfim João – conseguiram concretizar!

Fica no piso térreo, logo à entrada do restaurante.

E substitui a anterior, que estava localizada na cave e que – contou Leonel Pereira – «precisava do apoio adicional de seis frigoríficos!».

Tendo este novo espaço do SÃO GABRIEL recebido o nome de “Black & Wines”.

Bastante funcional e com aptidão para também receber pequenas provas, desdobra-se por duas divisões internas – a inicial, que tem uma mesa de apoio e está a 15 °C; e depois a sala do fundo, separada por uma porta interior, que se encontra a uma temperatura de apenas 4 °C.

Tendo esta nova garrafeira do SÃO GABRIEL capacidade para guardar, no total, mais de duas mil garrafas!

Na sala inicial da garrafeira: Delfim João, Leonel Pereira, Victor d’Avó

Na sala inicial da garrafeira: Delfim João, Leonel Pereira, Victor d’Avó

Os dois investidores do SÃO GABRIEL: o chefe de cozinha Leonel Pereira e o chefe de sala Delfim João

Os dois investidores do SÃO GABRIEL: o chefe de cozinha Leonel Pereira e o chefe de sala Delfim João

Leonel Pereira na segunda sala da garrafeira, junto a uma pirâmide para 150 garrafas de Champagne

Leonel Pereira na segunda sala da garrafeira, junto à pirâmide para mais de 100 garrafas de Champagne

Leonel Pereira

Leonel Pereira muito satisfeito com a concretização do sonho da nova garrafeira

 

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Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

 

SÃO GABRIEL

Estrada Vale do Lobo, Quinta do Lago, Portugal

Chefe Leonel Pereira

 

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publicado às 22:40

Victor d’Avó e o tinto ‘Chef Leonel Pereira’

por Raul Lufinha, em 16.07.17

Escanção Victor d’Avó tem literalmente nas mãos o ‘Chef Leonel Pereira’

Escanção Victor d’Avó tem literalmente nas mãos o ‘Chef Leonel Pereira’

Na carta de vinhos do SÃO GABRIEL, há um tinto que é obrigatório conhecer.

E que é exclusivo do restaurante – só se encontra lá.

Dando, aliás, imenso gozo ao escanção Victor d’Avó apresentá-lo e servi-lo.

Também há um branco e um rosé.

Mas o tinto é absolutamente extraordinário!

Chama-se, muito apropriadamente, ‘Chef Leonel Pereira’.

E é um elegante, complexo e multifacetado tinto – não algarvio como o chefe, mas alentejano – que tem o dedo do enólogo Domingos Soares Franco.

Sendo produzido pela José Maria da Fonseca.

A primeira edição foi da colheita de 2014.

Um lote especial e único, composto por Trincadeira, Grand Noir, Alicante Bouschet e Syrah, que depois estagiou nove meses em barrica.

E somente 600 garrafas – lançadas em 2016 apenas para consumo do restaurante, em junho deste ano já muito poucas restavam na garrafeira do SÃO GABRIEL.

Estando, aliás, iminente a chegada do de 2015, dado o sucesso do lançamento inicial.

Com efeito, marcado por notas de frutos pretos e de especiarias, tem taninos persistentes mas suaves, que o tornam pronto e apto para o consumo imediato, embora denote uma enorme capacidade de evolução.

Ou seja, elegante e poderoso, é um vinho tinto alentejano extremamente gastronómico, funcionando muito bem à mesa.

Ligando na perfeição com pratos de carne intensos e complexos, especialmente com aqueles em que brilham... os jus profundos de Leonel Pereira!

Victor d’Avó

Victor d’Avó, servindo no SÃO GABRIEL ao ar livre e a uma excelente temperatura, num copo Riedel…

Chef Leonel Pereira tinto 2014

… o Chef Leonel Pereira tinto 2014

 

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Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

 

SÃO GABRIEL

Estrada Vale do Lobo, Quinta do Lago, Portugal

Chefe Leonel Pereira

 

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publicado às 13:18

Leonel Pereira imparável

por Raul Lufinha, em 14.07.17

Leonel Pereira

Leonel Pereira à entrada do SÃO GABRIEL, na Quinta do Lago

Leonel Pereira continua com um ritmo avassalador, com uma dinâmica imparável!

Feliz na Quinta do Lago, o chefe do SÃO GABRIEL está cada vez com mais projetos, ideias e parcerias.

Não apenas fora do restaurante, mas também no próprio interior do SÃO GABRIEL, onde este ano, depois de acabar de inaugurar a garrafeira, finaliza agora as obras de um novo espaço, o Creative Cook Garage.

Mas o mais fascinante… é a sua inesgotável capacidade criativa!

Com efeito, toda esta agitação, em vez de o desfocar, funciona antes como catalisador para a mudança!

De tal forma que Leonel Pereira está sempre a pensar em novos pratos!

Está sempre a procurar que o próximo prato supere o anterior!

E está sempre com o dilema de escolher o prato que pode tirar da carta para poder entrar um outro ainda melhor!

É impressionante!!!

Isto é de tal forma esmagador que o chefe do SÃO GABRIEL acaba de inaugurar mais uma carta – tem várias por ano (!) – e já nos está a mostrar no telemóvel os incontáveis pratos prontos a entrar... na próxima!

Cuja data da entrada, aliás, também já está a pensar antecipar!

E, depois, os pratos têm todos… um nível altíssimo!

É mesmo impressionante!!!

Aliás, parece ser consensual que Leonel Pereira, com o atual nível de maturidade e de confiança, está seguramente na sua melhor fase de sempre, no melhor momento da sua carreira!

Pelo que aqui fica uma recordação de como foi em junho, com a certeza de que hoje já está tudo completamente diferente!

 

Estrela-do-Mar | Lagostim | Plâncton

Estrela-do-Mar | Lagostim | Plâncton – A abrir o jantar, a alegria do reencontro com aqueles que serão talvez os mais emblemáticos sabores de Leonel Pereira. E que o chefe do SÃO GABRIEL vai apresentando sempre de forma diferente. Com efeito, para comer à mão, uma deliciosa massa frita com imenso sabor a carabineiro, creme de plâncton no topo e ainda o sabor a mar do lagostim, carnudo e encruado. Tão bom!

 

Lula Nitro | Pétalas Secas de Choco | Caviar

Lula Nitro | Pétalas Secas de Choco | Caviar – Um prato obrigatório, do qual aliás o chefe do SÃO GABRIEL tinha trazido uma versão ao ELEVEN para o jantar que celebrou Lisboa como Capital Ibero-Americana de Cultura de 2017. Tem todo o sabor da lula, cozinhada a frio e sob pressão, mas com aquela textura e untuosidade das gambas quase cruas…! E tem ainda notas cítricas, “pétalas” secas de choco crocantes, flores e caviar de Riofrío. Grande momento de Leonel Pereira!

 

Vieira Fresca “mergulho” | Consommé de Citrinos

Vieira Fresca “mergulho” | Consommé de Citrinos – Sempre em crescendo, uma fantástica vieira apanhada à mão nesse mesmo dia no mar da Noruega e que acabou de fazer a viagem de avião Oslo/Faro, de modo a chegar fresquíssima ao SÃO GABRIEL. E que Leonel Pereira, para respeitar a delicadeza do produto, serve somente semi-cozinhada num delicioso consommé de citrinos, feito com toranja, limão e lima, ao qual junta ainda o coral! Sendo acompanhada de espargos brancos em juliana, crus, de rebentos de borragem e de molho de yuzu. Tão simples e tão autêntico! E absolutamente extraordinário! De facto, há vieiras e vieiras...!

 

Ostras da Ria Formosa | Açorda de Coentros

Ostras da Ria Formosa | Açorda de Coentros – Apenas dois sabores, não é preciso mais! Uma extraordinária ostra da Ria Formosa, aberta ao natural, carnuda, gorda e a encher-nos completamente a boca! E uma poderosa açorda de coentros, ainda quente! Brutal!

 

Carabineiro 18s em Água do Mar | Caldo do Cozido

Carabineiro 18s em Água do Mar | Caldo do Cozido

Carabineiro 18s em Água do Mar | Caldo do Cozido

Carabineiro 18s em Água do Mar | Caldo do Cozido

Carabineiro 18s em Água do Mar | Caldo do Cozido – São lendários os pratos de carabineiro de Leonel Pereira! Ora, prosseguindo com esta tradição de o ter sempre nos menus de degustação, desta vez o chefe do SÃO GABRIEL serve-o cozinhado 18 rigorosos segundos em água do mar e acompanhado de legumes baby biológicos. Juntando depois já na mesa um caldo do cozido da cabeça do Bísaro. Muito bom!

 

Flatbread de algas, flor de sal e azeite da Herdade da Malhadinha

Pães caseiros

Manteigas

Grandes pães – O pão no SÃO GABRIEL, feito com massa-mãe, está com um nível altíssimo. Primeiro chegou um extraordinário flatbread de algas, para além da textura crocante, sabia imenso a mar… e a pão! Sendo acompanhado por azeite da Herdade da Malhadinha e flor de sal do Algarve. Depois, ao longo da noite, foram chegando outras fresquíssimas variedades de pão, incluindo uma maravilhosa focaccia. E, bem assim, duas manteigas de vaca, uma clássica e outra trabalhada com camarão.

 

Dobrada e Morcela de Chocos

Dobrada e Morcela de Chocos – Fora do menu e para regressarmos ao SÃO GABRIEL do ano passado, Leonel Pereira deu a provar um dos famosos enchidos de peixe que foram o seu ex libris em 2016: uma fabulosa “morcela” que, na verdade, é feita à base de chocos com tinta! A qual foi utilizada numa deliciosa dobrada de vitela, à qual Leonel Pereira juntou ainda a acidez de um aveludado puré de chícharos algarvios (uma discreta leguminosa) e a doçura das favinhas frescas. Muito bom!

 

Plantas halófitas

Plantas halófitas – Como entretanto a conversa derivou para as plantas halófitas que Leonel Pereira tanto gosta de usar, por causa do seu sabor a mar e a água salgada, o Pedro Caiado trouxe da cozinha um pequeno prato para nos mostrar as que estavam a ser utilizadas no SÃO GABRIEL nessa noite do início de junho: Valverde, presente no carabineiro; Salicórnia, que ainda iria aparecer no salmonete; Rossio, limonada e com acidez, utilizada na dobrada; e Salty Fingers ou Sea Fingers.

 

Salmonete de Sagres | Ouriço-do-Mar | Orelha de Judas

Salmonete de Sagres | Ouriço-do-Mar | Orelha de Judas – O salmonete de Sagres era maravilhoso. E Leonel Pereira levou-o para outra dimensão, ao cozinhá-lo a muito baixa temperatura e durante pouquíssimo tempo… e ao juntar, ao molho dos fígados, o intenso e profundo sabor iodado do ouriço-do-mar! Destaque ainda para os cogumelos Orelha de Judas, com a sua textura cartilaginosa, e para o sabor terroso e adocicado do puré de tupinambo, bem como para os quiabos frescos levemente salteados. Muito bom!

 

Pombo Royal | Milhos | Cogumelos

Pombo Royal | Milhos | Cogumelos

Pombo Royal | Milhos | Cogumelos – O pombo foi trazido e apresentado pelo próprio chefe. Tendo Leonel Pereira fundados motivos para estar feliz com este fabuloso prato, em que joga com sabores mais doces! Desde logo, há a carne, maravilhosa, que se desfaz na boca, pois, como dizia o chefe do SÃO GABRIEL, «este pombo é autêntica manteiga!» Depois, há uma falsa e deliciosa moela, feita com milho, ainda quente, e caramelizada no topo. Temos também coração do pombo. Cogumelos Nameko. Uma telha, doce e crocante, feita igualmente de cogumelos. Chips de beterraba, doces e crocantes. Praliné de couve-flor. E ainda um extraordinário molho, bastante denso, feito a partir da carne do pombo e ao qual Leonel Pereira também junta mel e caramelo! Brutal!

 

Carré de Porco Bísaro 60 dias Maturado | Couves | Pera-Rocha

Carré de Porco Bísaro 60 dias Maturado | Couves | Pera-Rocha

Carré de Porco Bísaro 60 dias Maturado | Couves | Pera-Rocha – Eis então que chega o momento mais marcante do jantar! Uma carne de porco que, dizem, não existe…! Mas que Leonel Pereira consegue arranjar! Contou-nos, aliás, que é o único restaurante em Portugal a ter esta carne! Ora, a carne é um carré de Porco Bísaro envelhecido 60 dias em fábrica… e em condições controladas! E o sabor… é do outro mundo! Parece aquele presunto que fica umas semanas ao ar a secar… mas para muito melhor! Com efeito, de início sabe a presunto velho… mas isso é apenas o início da degustação! Depois, abre-se… toda uma paleta de sabores! E com uma particularidade muito interessante: onde tem mais gordura, com o tempo fica mais suave; onde tem menos gordura, o tempo torna-a mais seca e de sabor mais forte! De modo que Leonel Pereira trabalha esta preciosa matéria-prima com um especial cuidado, de modo a conseguir equilibrar dentro do prato sabores tão extremos. Assim, junta-lhe quatro elementos: um molho suave de pimenta; um puré de pera, para lhe dar doçura; couve-lombarda agridoce, bastante potente; e ainda uma couve-roxa levemente fermentada, que lhe dá acidez. O resultado é um prato magnífico, com sabores muito puxados e profundos. E muito exigente para os vinhos: impõe-se um tinto poderoso e complexo, mas com uma elevada acidez; ou então, como sugeriu Leonel Pereira, um branco completamente fora da caixa, com estrutura e evolução! E não há qualquer dúvida: é indiscutivelmente o melhor prato de carne que já comi este ano!!!

 

Leonel Pereira e os 60 dias de maturação

Leonel Pereira e o Bísaro com 60 dias de maturação – O prato estava tão esmagador… que Leonel Pereira não resistiu a mostrar-nos o carré de Porco Bísaro… com 60 dias de maturação!

 

Mel de Manjericão

Mel de Manjericão

Mel de Manjericão – E, depois, Leonel Pereira deu-nos ainda a provar o extremamente intenso mel de manjericão feito na cozinha do SÃO GABRIEL, pleno de doçura e de adstringência, do qual aplica apenas umas gotas na avinagrada couve do Bísaro.

 

Borras de Vinho Caseiro | Beterraba Calcificada

Borras de Vinho Caseiro | Beterraba Calcificada – Outro grande sucesso de 2016, que não tínhamos chegado a provar o ano passado. Os lábios são borras de vinho do Pai do chefe Leonel Pereira, que é um pequeno produtor vinícola, num delicioso e refrescante creme gelado que solidifica por si próprio, sem a adição de qualquer estabilizante. E ao qual o chefe do SÃO GABRIEL junta dois sabores doces e complexos: beterraba calcificada e uva-passa!

 

Limão Calcificado

Limão Calcificado – Mais uma vez, dois sabores somente! Agora, Limão & Laranja! O limão é puro, calcificado inteiro! É o limão todo! Com casca e caroços! Resultando não num gelado mas num creme! Muito poderoso de sabor! Ao qual Leonel Pereira junta um gel solidificado… de laranja do Algarve! Uma sobremesa fortíssima!

 

Laranja Amarga | Caramelo | Violetas

Laranja Amarga | Caramelo | Violetas – A seguir, Leonel Pereira leva ainda mais longe a experiência cítrica do momento anterior! E apresenta um creme de laranja amarga, extremamente aromático, feito exclusivamente das cascas… e da parte branca… da laranja! Não tem qualquer sumo! Ou seja, nas palavras de Leonel Pereira, «isto não é de laranja, é da parte da laranja que deitamos fora!». No fundo do prato podemos ainda descobrir os sabores do caramelo e das violetas, bem como um puré de casca de laranja calcificada e ainda fios de casca de laranja. No topo, uma telha de lima. Ou seja, uma sobremesa de cascas! Esmagador!

 

Petits Fours

Petits Fours

Petits Fours – Atualmente, no SÃO GABRIEL, os petits fours são servidos individualmente. E mudam todas as semanas. Nesta noite, era um mini bolo Red Velvet; uma deliciosa Piña Colada sólida, que é aliás outro sabor muito presente na cozinha de Leonel Pereira; e ainda um caramelo de azeite house made, para fazer recordar a infância.

 

Leonel Pereira

Menu assinado – À saída, Leonel Pereira ainda nos assinou o seu menu “Momentos Improváveis” desta noite, repleto de grandes pratos!

 

Muitos parabéns, chefe Leonel! Continue sempre assim, a surpreender-nos cada vez mais!

 

E muito obrigado também ao Pedro Caiado, novamente inexcedível na entusiástica explicação das criações de Leonel Pereira.

 

Ver também:

 

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

 

SÃO GABRIEL

Estrada Vale do Lobo, Quinta do Lago, Portugal

Chefe Leonel Pereira

 

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publicado às 20:26

Diogo, o Grande

por Raul Lufinha, em 10.07.17

Diogo Rocha na sala do MESA DE LEMOS

Diogo Rocha na sala do MESA DE LEMOS

O MESA DE LEMOS é um restaurante extraordinário, seguramente um dos melhores restaurantes portugueses.

Fica em Passos de Silgueiros, a caminho de Viseu.

Funcionando num amplo e luminoso edifício desenhado pelo arquiteto Carvalho Araújo, que aproveitou um declive existente no meio das vinhas da Quinta de Lemos para o encaixar harmoniosa e discretamente num penedo de granito... que entra pela sala dentro.

À frente da cozinha está Diogo Rocha, que, num registo autêntico e saboroso, apresenta elaborados menus de degustação, centrados naturalmente nos produtos de qualidade da região, mas que incorporam igualmente ingredientes de excelência de norte a sul do país, ilhas incluídas.

Já os vinhos, do melhor que se faz no Dão, são os da própria Quinta de Lemos.

E o serviço é também de grande nível.

Existindo, pois, restaurantes assim, como o MESA DE LEMOS, que marcam uma nova centralidade.

De facto, seja a caminho de Lisboa, do Porto ou de Madrid, vale a pena ir por Viseu!

Boas-vindas

Boas-vindas | À chegada, as boas-vindas são dadas ainda no exterior do restaurante, com uma flûte de espumante da Quinta de Lemos.

 

Aroma a rosmaninho

Aroma a rosmaninho

Aroma a rosmaninho | O ritual das boas-vindas, que já tinha começado no exterior do restaurante, continua à mesa com um intenso aroma a rosmaninho.

 

Sabor a rosmaninho

Sabor a rosmaninho | Prosseguindo depois com uma agradável infusão de mel (das colmeias da Quinta de Lemos) e de rosmaninho (do jardim da Quinta de Lemos), que é servida à temperatura ambiente.

 

Espumante Geraldine

Espumante Geraldine

Espumante Geraldine | O tal espumante que começou a ser servido ainda no exterior do restaurante foi depois renovado várias vezes, dado que irá acompanhar todos os snacks do MESA DE LEMOS. Chama-se Geraldine e é produzido a partir de Encruzado e Touriga Nacional. Sendo um espumante exclusivo do restaurante da Quinta de Lemos!

 

Ovo

Ovo

Ovo | Diogo Rocha gosta de começar sempre os seus menus com um ovo! Hoje, destacava-se a saborosa e envolvente gema, em contraste com uma maionese de pickles e salsa.

 

Batata albardada

Batata albardada

Batata albardada | Em homenagem às batatas albardadas dos piqueniques de antigamente – os quais eram uma tradição familiar na região e são uma das minhas recordações de infância, das temporadas que passava no sopé do Caramulo na quinta dos meus Padrinhos – Diogo Rocha embrulha em presunto uma batata ainda quente! O resultado é um snack bite size complexo e aromático, com um interessante jogo de temperaturas e que cativa igualmente pelas diferentes texturas que o chefe do MESA DE LEMOS lhe acrescenta. Excelente!

 

Escabeche

Escabeche

Escabeche | E como não há piquenique sem escabeche, Diogo Rocha apresenta a seguir uma tosta de brioche, barrada com um delicioso creme de escabeche e sobre o qual coloca um lombo de truta, ainda quente, levemente braseado. Novamente excelente!

 

Avó Nazaré

Avó Nazaré

Avó Nazaré | Por fim, “como último acolhimento”, chega à mesa um saboroso pastel de massa tenra com recheio de sapateira. Que tem a particularidade de ser uma receita da avó da sub-chefe Inês Beja, a Avó Nazaré!

 

O momento do pão

Azeite Quinta de Lemos

O momento do pão | Diogo Rocha apresenta três ótimas variedades de pão, fresquíssimas e acabadas de cozer, todas elas produzidas na padaria do MESA DE LEMOS: pão de centeio, broa de milho e bolo lêvedo dos Açores. Bem como manteiga açoriana, flor de sal e ainda azeite da própria Quinta de Lemos, feito a partir de azeitona Galega.

 

De Trás-os-Montes, o Bísaro

De Trás-os-Montes, o Bísaro | Apesar de termos escolhido o menu de três pratos, é fantástico como só agora chega então o primeiro deles – o porco Bísaro. Que vem delicioso e com uma surpresa que, para quem não se aperceba, só é revelada no final do prato – e que aqui também não vamos revelar. Com um jus extraordinário, de sabor extremamente intenso e poderoso, apresentado uma textura densa e gelatinosa. E, na base, grão – em puré e também inteiros. Muito bom!

 

Dona Santana 2010

Dona Santana 2010 | Para acompanhar o Bísaro, um copo do Dona Santana de 2010, um tinto produzido na Quinta de Lemos a partir maioritariamente de Touriga Nacional, sendo o restante Tinta Roriz, Alfrocheiro e Jaen.

 

Diogo Rocha

Diogo Rocha

Diogo Rocha

Da Islândia, o Bacalhau

Da Islândia, o Bacalhau

Da Islândia, o Bacalhau | Sendo a cozinha aberta, podemos assistir mais de perto ao trabalho de Diogo Rocha e da sua equipa. Como sucedeu com o finalizar do segundo prato do menu, que curiosamente foi peixe – ao contrário do que é usual, Diogo Rocha prefere servir primeiro o Bísaro e só depois o Bacalhau! E percebe-se porquê! O Bacalhau estava absolutamente extraordinário! Inspirado no “Bacalhau com Leite”, era um Bacalhau da Islândia gelatinoso e a lascar, com nove meses de cura, acompanhado de uma açorda e de várias texturas de tomate! Tendo depois Diogo Rocha explicado no final que tinha utilizado o cachaço, “a parte do Bacalhau de que os cozinheiros mais gostam!” Memorável!

 

Dona Georgina 2011

Dona Georgina 2011 | Para acompanhar o fabuloso Bacalhau, Diogo Rocha sugeriu um copo do não menos admirável Dona Georgina da mais recente colheita a ser lançada no mercado, a de 2011 (!), em que, à Touriga Nacional, o enólogo Hugo Chaves lhe acrescenta Tinta Roriz, de modo a ganhar complexidade, estrutura e longevidade. É, pois, um formidável vinho tinto da Quinta de Lemos, denso e profundo, cheio de fruta preta muito madura e com taninos extremamente elegantes, que nos enche a boca... e a alma!

 

De Resende, a Cereja

De Resende, a Cereja

De Resende, a Cereja | Para terminar, uma sobremesa de grande nível. Com variações em torno da cereja de Resende (concelho do distrito de Viseu, na margem sul do rio Douro) a qual surge confitada, em gelado e em pudim. E ainda com os sabores lácteos de um excelente gelado de requeijão. Tendo dito por companhia um Porto Tawny, o Graham’s 10 anos.

 

Pastel de Feijão e Castanha de Ovos

Pastel de Feijão

Castanha de Ovos

Mignardises | Com o café, o último momento do almoço. Duas fresquíssimas miniaturas de doces tradicionais da região de Viseu, produzidas diariamente na pastelaria da MESA DE LEMOS e servidos numa cepa antiga da quinta: o Pastel de Feijão e a Castanha de Ovos.

 

A chávena de café do arquiteto Carvalho Araújo

A chávena de café do arquiteto Carvalho Araújo

A chávena de café do arquiteto Carvalho Araújo

A chávena de café do arquiteto Carvalho Araújo | Notável é também a chávena de café utilizada no MESA DE LEMOS. Chama-se “CAfé”, é produzida pela Vista Alegre e foi criada por Carvalho Araújo... o mesmo arquiteto que desenhou o edifício do restaurante!

 

Diogo Rocha

Diogo Rocha

Visita à garrafeira | Diogo Rocha fez ainda questão de nos mostrar a longa e bonita garrafeira do MESA DE LEMOS, repleta dos vinhos da quinta.

 

Diogo Rocha e Inês Beja

Diogo Rocha e Inês Beja | No final, uma recordação do chefe e da sub-chefe do MESA DE LEMOS.

 

Joia... do Mesa de Lemos

Joia... do Mesa de Lemos

Joia | À saída, as senhoras receberam ainda uma joia... de chocolate!

 

Joia... do Mesa de Lemos

Memorável | Sem dúvida, chefe Diogo Rocha. O almoço no MESA DE LEMOS foi para nós uma experiência memorável!

 

E muito obrigado ao Ricardo Gazimba, sempre atento à nossa mesa.

 

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha

 

MESA DE LEMOS

Quinta de Lemos, Passos de Silgueiros, Viseu, Portugal

Chefe Diogo Rocha

 

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publicado às 00:35

Brunch… de marisco

por Raul Lufinha, em 05.07.17

João Diogo Mendes e a famosa tábua de marisco do PESQUEIRO 25… que também está incluída no brunch

João Diogo Mendes e a famosa tábua de marisco do PESQUEIRO 25… que também está incluída no brunch

Marisco!

No PESQUEIRO 25 – estimulante marisqueira de grande qualidade num alternativo primeiro andar da Rua Cor-de-Rosa, ao Cais do Sodré, em Lisboa – o brunch é de… marisco!

E é imperdível!

Tudo começa com as habituais entradas da casa – pão torrado com manteiga, queijo seco, presunto pata negra.

Depois prossegue com pratos de marisco para partilhar, como o camarão frito com alho ou as amêijoas à Bulhão Pato.

E a seguir chega então a famosa tábua de marisco variado do PESQUEIRO 25, que João Diogo Mendes e César Lourenço preparam com o melhor que têm em cada dia.

Para terminar, uma degustação de frutas da época e sobremesas.

Tudo, com dois copos de vinho – neste dia o branco era o Soalheiro Allo – ou duas imperiais ou dois refrigerantes, água e café, pelo preço de 41,25€.

E com a grande vantagem de o brunch do PESQUEIRO 25 não funcionar apenas ao fim de semana – está disponível de terça a domingo, das 12h00 às 15h00.

Ou seja, o brunch é na verdade um excelente pretexto para apreciarmos a meio do dia marisco fresquíssimo, de alta qualidade e muito bem trabalhado, sempre com um enorme respeito pelo produto – e a preços controlados, dado não ser ao peso.

Ainda para mais, num local que, em vez daquele ambiente tradicional de marisqueira, remete antes para o imaginário de outros espaços no primeiro andar do Cais do Sodré, como a CASA DE PASTO ou o DUPLEX.

Isto, claro, já para não dizer que, para além do brunch, há muito mais para descobrir no PESQUEIRO 25.

Em especial, a Sopa de Lavagante com Ovas.

E o emblemático Bife do Lombo à PESQUEIRO 25, com camarão!

PESQUEIRO 25

A sala do PESQUEIRO 25, que não tem o tradicional ambiente de marisqueira

Presunto pata negra

Presunto pata negra

Pão torrado

Cesto de pão torrado com manteiga, ainda quentinho e que vai sendo renovado ao longo do brunch

Camarão frito

Camarão frito, com alho e malagueta

Amêijoas à Bulhão Pato

Amêijoa Real da Lagoa de Óbidos à Bulhão Pato

João Diogo Mendes

João Diogo Mendes…

João Diogo Mendes

… e a tábua de marisco

Camarão de Moçambique, Percebes das Berlengas, Búzio Nacional, Sapateira Macho, Camarão Tigre grelhado com molho de manteiga e alho

Neste dia, para duas pessoas: Camarão de Moçambique, Percebes das Berlengas, Búzio Nacional, Sapateira Macho, Camarão Tigre grelhado com molho de manteiga e alho

João Diogo Mendes

Entretanto, João Diogo Mendes foi ao viveiro…

João Diogo Mendes

… buscar um cesto…

João Diogo Mendes

… de lagostins…

João Diogo Mendes

… para um cliente

Lagostim

Tendo um deles – delicioso, cozido apenas com sal – acabado na nossa mesa

Degustação de sobremesas

Tábua com degustação de sobremesas, para duas pessoas: Pescaria Final de frutos vermelhos e de caramelo, Pão de Ló de canela e fruta da época

César Lourenço e João Diogo Mendes

Os dois chefes, César Lourenço e João Diogo Mendes

PESQUEIRO 25

A porta do PESQUEIRO 25, num primeiro andar…

Rua Cor-de-Rosa, no Cais do Sodré

… da Rua Cor-de-Rosa, no Cais do Sodré, em Lisboa

 

Fotografias: Marta Felino e Raul Lufinha 

PESQUEIRO 25

Rua Nova do Carvalho (ou “Rua Cor-de-Rosa”), 15 - 1.º andar, Cais do Sodré, Lisboa, Portugal

Chefes João Diogo Mendes e César Lourenço

 

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publicado às 01:54

Showcooking no Vagos Sensation Gourmet: Luís Gaspar e a ‘mise en place’ do prato de peixe da vitória no concurso Chefe Cozinheiro do Ano

por Raul Lufinha, em 03.07.17

Luís Gaspar, Chefe Cozinheiro do Ano, momentos antes de subir ao palco do Vagos Sensation Gourmet

Luís Gaspar, Chefe Cozinheiro do Ano, momentos antes de subir ao palco do Vagos Sensation Gourmet

Luís Gaspar foi o grande vencedor da edição de 2017 do concurso Chefe Cozinheiro do Ano.

E para a sua sessão de showcooking no Vagos Sensation Gourmet, evento gastronómico de três dias que decorreu este fim de semana na Praia da Vagueira, o chefe do SALA DE CORTE, em Lisboa, trouxe o prato de peixe que apresentou na mais importante competição de cozinha para profissionais existente em Portugal.

Uma criação à qual deu o nome de “Caldeirada de Bacalhau”.

E que, na sua essência, é uma caldeirada de bacalhau – mas com a identidade e a reinterpretação de Luís Gaspar.

Ora, o Mesa do Chef teve acesso aos bastidores do festival.

E pôde assistir aos momentos finais da preparação da apresentação do Chefe Cozinheiro do Ano, antes da subida ao palco para cozinhar ao vivo o seu prato.

Deixando agora aqui uma recordação da “mise en place” de Luís Gaspar.

A “mise en place” de Luís Gaspar no Vagos Sensation Gourmet

A “mise en place” de Luís Gaspar no Vagos Sensation Gourmet

A “mise en place” de Luís Gaspar no Vagos Sensation Gourmet

A “mise en place” de Luís Gaspar no Vagos Sensation Gourmet

A “mise en place” de Luís Gaspar no Vagos Sensation Gourmet

A “mise en place” de Luís Gaspar no Vagos Sensation Gourmet

A “mise en place” de Luís Gaspar no Vagos Sensation Gourmet 2017

 

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Guisado de grão… com línguas de bacalhau e samos

por Raul Lufinha, em 02.07.17

Luís Barradas e Paulo Matias

Luís Barradas e Paulo Matias

Depois da degustação de peixe grelhado no areal da Praia da Vagueira, o Chefs à Pesca prosseguiu ali ao lado, já dentro de casa.

Tendo o chefe anfitrião Luís Barradas preparado um delicioso guisado de grão, com línguas de bacalhau e samos!

Luís Barradas, Joe Best, Paulo Matias

Luís Barradas, Joe Best, Paulo Matias

 

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Chefs à Pesca… e peixe grelhado na praia

por Raul Lufinha, em 02.07.17

Flávio Silva, Paulo Matias, Craig Grozier, Luís Barradas, Luís Gaspar, Samuel da Rosa, David Coelho, Joe Best

Flávio Silva, Paulo Matias, Craig Grozier, Luís Barradas, Luís Gaspar, Samuel da Rosa, David Coelho, Joe Best

Luís Barradas gosta de desafiar os chefes a pescarem o peixe que depois vão cozinhar.

Pelo que a terceira edição do Chefs à Pesca foi integrada no Vagos Sensation Gourmet, que decorre este fim de semana na Praia da Vagueira. 

Sendo uma homenagem à tradicional Arte Xávega, forma de pesca costeira artesanal em que a embarcação sai para o mar deixando uma extremidade da rede em terra, recorrendo-se depois, no fim da faina, ao auxílio de juntas de bois e à força braçal para recolher, de volta ao areal, as redes e o barco.

Porém, a vida do mar é difícil – e muitas vezes ingrata.

No sábado de manhã, devido às vagas de três metros e à bandeira encarnada na Praia da Vagueira, não foi possível aos pescadores saírem ao mar.

Mas, ainda assim, houve animação na areia e peixe fresco grelhado na praia!

 

Luís Barradas

Luís Barradas

Luís Barradas e Paulo Matias

Luís Barradas e Paulo Matias

Mário Cerdeira

Luís Barradas

Mário Cerdeira

À esquerda, Mário Cerdeira, o mentor da iniciativa

Julieta Aparício

No final, Julieta Aparício veio dar uma mãozinha aos chefes

 

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