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Fechou o BOCCA

por Raul Lufinha, em 30.06.12

Fotografia: BOCCA

 

É com grande tristeza que aqui fica a notícia. Hoje, 30 de Junho de 2012, é o último dia da vida do restaurante BOCCA. Inaugurado em Fevereiro de 2008, era um espaço sofisticado de cozinha de autor, em que brilhavam as criações do chef Alexandre Silva.

 

Pedro Aragão Freitas, o proprietário do restaurante, divulgou hoje o seguinte comunicado:

“Após 4 anos de sucessos e conquistas, é com profundo pesar que anuncio que o BOCCA encerra hoje as suas portas ao público.

 

A grave crise económica que assola o nosso país levou a quebras inimagináveis nas receitas da restauração. Em simultâneo, todos os custos energéticos subiram vertiginosamente.

 

Perante a necessidade de aumento da receita fiscal, o estado português decidiu aplicar aquele que considero ter sido o derradeiro golpe de misericórdia: aumentar a taxa de IVA na restauração de 13% para 23%.

 

É do conhecimento geral que o setor da restauração é um dos que mais contribui para a economia paralela portuguesa. Estou seguro que uma maior e mais eficiente fiscalização do setor seria suficiente para gerar o aumento de receita pretendido, para além de contribuir para uma maior justiça e igualdade entre todos. O governo poderia ter seguido essa opção. Não o fez! Optou por penalizar primeiro os cumpridores. O BOCCA sempre foi um desses raros. Provavelmente terá sido erro meu...

 

Gostaria de deixar um profundo agradecimento a todos os excelentes profissionais que hoje deixam esta casa. Este é um projecto construído e partilhado por todos e sei que o sentimento de enorme injustiça estende-se a todos vós.

 

Neste momento o nosso país não assegura as condições mínimas para que se possa manter um negócio que, como este, assenta no recurso a mão-de-obra intensiva e altamente qualificada.

 

Melhores dias virão, com certeza! Por isso, aos nossos clientes não dizemos adeus. Dizemos até um dia!”

 

Pedro Aragão Freitas 

 

Ao Pedro Aragão Freitas, ao Alexandre Silva e a toda a equipa do BOCCA, muito obrigado! E até breve!

 

BOCCA | Rua Rodrigo da Fonseca, 87-D, Lisboa, Portugal | Chef Alexandre Silva

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publicado às 21:17

MARTINHO DA ARCADA, 1942

por Raul Lufinha, em 30.06.12

Fotografia: Eduardo Portugal / Câmara Municipal de Lisboa

 

MARTINHO DA ARCADA Café-Restaurante | Praça do Comércio, 3, Lisboa, Portugal

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publicado às 01:31

Sergi Arola: “Acho que o melhor restaurante de praia do mundo é o da praia da Adraga”

por Raul Lufinha, em 29.06.12

 

 

 

Fotografias: RESTAURANTE DA ADRAGA

 

Sergi Arola, o chef catalão do SERGI AROLA GASTRO, 2 ** Michelin em Madrid, contou à Fugas do jornal Público de 23 de Junho de 2012 ser um grande apreciador do RESTAURANTE DA PRAIA DA ADRAGA, onde gosta imenso de comer “percebes, aos quilos” – "sempre que lá vou é uma ocasião super-especial":

“Gosto muito de experimentar restaurantes de praia, petiscos, picar. Acho que o melhor restaurante de praia do mundo é o da praia da Adraga. É maravilhoso.”

RESTAURANTE DA ADRAGA | Praia da Adraga, Sintra, Portugal

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publicado às 02:56

Paulo Morais e o lírio

por Raul Lufinha, em 28.06.12

Fotografia: Notícias Magazine

 

Em entrevista à Notícias Magazine, o chef Paulo Morais revela que um dos peixes que muito aprecia é o lírio:

“Foi por um acaso que veio parar às minhas mãos pela primeira vez, mas foi amor à primeira vista. Corria o ano de 2000, estava no Algarve, num projeto na Quinta do Lago, e o nosso fornecedor deixou na encomenda um lírio que ninguém quis. Provei o peixe e descobri uma textura compacta mas macia e com um sabor excecional.

 

O lírio é um peixe gordo, próximo do atum na consistência e por isso muito apreciado em receitas japonesas.

 

O lírio gosta de águas mais quentes e é habitual frequentador da nossa costa durante o verão. Encontra-se sobretudo na costa algarvia e nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.”

UMAI | Rua da Cruz dos Poiais, 89, Lisboa, Portugal | Chef Paulo Morais

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publicado às 00:28

Exportar a cozinha portuguesa

por Raul Lufinha, em 27.06.12

TASCA DA ESQUINA, São Paulo, Brasil   Fotografia: TASCA DA ESQUINA

 

Uma das soluções para a crise que se vive em Portugal é a exportação, a internacionalização. Não apenas vender cá dentro a estrangeiros mas também sair e vender lá fora marcas portuguesas. E a gastronomia não é excepção.

 

Um chef português que arriscou abrir no estrangeiro um projecto em nome próprio e com a sua marca foi Vítor Sobral. Mantendo há muitos anos uma relação próxima com o Brasil, o chef escolheu São Paulo para abrir em 2011 a sua segunda TASCA DA ESQUINA, conservando a matriz do projecto original mas incorporando produtos locais aos ingredientes nacionais:

 

“Grande parte das pessoas não faz o que gosta. Considero-me uma pessoa feliz por muito cedo descobrir a minha vocação e ter conseguido atingir os objetivos profissionais que pretendia. Tive o privilégio por desde o início de minha carreira viajar profissionalmente e então retirar influências e conhecimentos que foram definindo a minha matriz na cozinha, em especial as oportunidades de visitar muitas regiões do Brasil que receberam a influência portuguesa e de todas as outras culturas que miscigenaram o país.

 

Portugal tem uma cozinha regional fantástica e influenciou várias gastronomias que por si próprias tiveram uma grande evolução. A riqueza de países como o Brasil, Angola, Moçambique, ou mesmo Macau, entre outros, são uma fonte de inspiração inesgotável para um profissional da cozinha.

 

Nunca me tinha verdadeiramente apercebido da forma como fui influenciado pelo Brasil até alguns anos atrás. Analisando os títulos das minhas criações, constato que comecei a usar fruta nas guarnições, confecções, ligação dos molhos e suas composições, de uma forma constante com produtos que conheci no Brasil. As farofas surgiram naturalmente, de farinha de mandioca, pão de trigo, broa de milho… Ao viajar pelo  interior do Brasil, tive oportunidade de conhecer a cozinha regional e me apaixonar por matérias prima como o bacuri, a mandioca, o palmito fresco, a mandioquinha, o jambu e muitos outros. Resumindo, hoje, tudo isto faz parte da minha cozinha.

 

A Tasca da Esquina em São Paulo é o reflexo de toda a minha experiência como cozinheiro associada aos meus parceiros restauranters brasileiros. Sempre ambicionei ter um restaurante no Brasil e aprendi que é necessário ter as parcerias certas e um conceito de sucesso.

 

O prolongamento da Tasca da Esquina de Lisboa para a cidade de São Paulo é a mistura do que há de melhor das duas culturas e dar a conhecer um Portugal atual.”

 

TASCA DA ESQUINA | Alameda Itu, 225, Jardins, São Paulo, Brasil | Chef Vítor Sobral

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publicado às 01:49

Gastronomia é cultura

por Raul Lufinha, em 26.06.12

Sergi Arola no AROLA da Penha Longa   Fotografia: BestTables

 

Em entrevista à Fugas do jornal Público de 23 de Junho de 2012, o chef catalão Sergi Arola (2 ** Michelin no SERGI AROLA GASTRO, em Madrid) desenvolveu um dos seus temas favoritos, o de que gastronomia é cultura:

“Para mim é tão frívolo um romance de Tom Wolfe como um festival gastronómico, com todo o respeito por Tom Wolfe, que gosto muito de ler.

 

Também não entendo que Leonard Cohen esteja nas páginas de cultura e o último grande restaurante gastronómico venha nas páginas do social. Não entendo. E gosto muito de Leonard Cohen, respeito muito a obra dele.

 

Desafio qualquer jornalista ou intelectual para um debate sobre a razão pela qual um disco de Bob Dylan é mais intelectual que um menu de Ferran Adrià. É muito mais complexo um menu de Ferran Adrià do que um disco de Bob Dylan… E adoro Dylan e tenho todos os discos dele e considero que depois de [Jack] Kerouac foi quem melhor soube explicar esse movimento que, goste-se ou não, condiciona e muda por completo o que é a cultura ocidental desde meados da década de 1950. Ou seja, se analiso toda a informação sensorial intelectual, cognitiva que está num menu de Ferran Adrià e a que está num disco de Bob Dylan, é evidente que há muito mais informação no primeiro do que no segundo, mais que não seja pela quantidade de sensações que passam por um menu gastronómico.”

AROLA | Penha Longa Hotel, Spa & Golf Resort, Estrada da Lagoa Azul, Sintra, Portugal | Chef Sergi Arola

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publicado às 00:24

Dois anos de ASSINATURA

por Raul Lufinha, em 25.06.12

 

Henrique Mouro está de parabéns. Faz hoje dois anos que abriu o seu ASSINATURA, um projecto único no panorama gastronómico português, ao conciliar a irreverência e a criatividade da cozinha de autor de Henrique Mouro com as receitas tradicionais portuguesas e os sabores autênticos da nossa gastronomia e dos produtos nacionais. Ou, como diz Henrique Mouro em duas palavras, “Tradição Presente”.

 

Durante esta semana, para comemorar o segundo aniversário, o ASSINATURA terá adicionalmente um menu de degustação surpresa especial – mais informações aqui.

 

ASSINATURA | Rua do Vale Pereiro, 19, Lisboa, Portugal | Chef Henrique Mouro

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publicado às 00:02

Veículos para gelados #1: o carrinho do SANTINI

por Raul Lufinha, em 24.06.12

Fotografias: SANTINI

 

 

SANTINI | Cascais, São João do Estoril e Lisboa (Chiado), Portugal

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publicado às 01:44

Os anos 80, segundo José Quitério

por Raul Lufinha, em 23.06.12

Na segunda das quatro edições especiais da Revista que o semanário Expresso está publicar para a comemorar os 40 anos da sua fundação – uma por década – o crítico gastronómico José Quitério, antes de partir para uma análise crítica actual de um restaurante ainda existente que simbolizasse essa década (tendo a escolha recaído no PAP’AÇORDA), faz previamente, na sua prosa tão característica, uma síntese dos “factos e fastos gastronómicos dos anos 80”.

 

 

Disponível integralmente na edição em papel de 16/6/2012 e também para os assinantes da versão digital, aqui fica o excerto relativo aos restaurantes dessa deliciosa síntese de José Quitério:

“(…) frenética foi a abertura, pelo menos nas grandes cidades, de novos restaurantes.

Movimento que já vinha da década anterior, quando muitos retornados das ex-colónias se lançaram na restauração como modo de ganhar a vidinha. O boom adquiriu novos contornos, protagonizado por artistas de belas e malas-artes, mundanos(as), futebolistas, modelos, trapistas, cantantes, curiosos, gente d’algo, mercadores, além, claro, dos profissionais bem ou mal preparados. À inevitabilidade de refeiçoar perto do local de trabalho, em tempo escasso e dinheiro curto, correspondeu a importação da fast-food aliada a essa moderna versão da manjedoura que é o come-em-pé. Assim surgiram burundangas deploráveis, já que não fomos capazes, como os vizinhos espanhóis, de ressuscitar tascas e petiscos em suas qualidades e dignidade perdidas.”

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publicado às 02:20

PIZZERIA CASANOVA: quando precisar de chamar o empregado, acenda a luz encarnada

por Raul Lufinha, em 22.06.12

Fotografia: PIZZERIA CASANOVA

 

PIZZERIA CASANOVA | Av. Infante D. Henrique, Cais da Pedra à Bica do Sapato, Arm. 7, Lj. B, Santa Apolónia, Lisboa, Portugal

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publicado às 02:01

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