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Manteiga simples (esq.) e Manteiga de mexilhão (dir.)
Um dos objectivos a que Leonel Pereira se auto-impôs desde a chegada ao SÃO GABRIEL foi apresentar todas as semanas uma manteiga nova – extravagantes ou consensuais, até agora nunca repetiu nenhuma.
E a desta semana era óptima – de mexilhão!
Com um forte sabor ao bivalve e a mar.

5 variedades de pão
Para acompanhar a manteiga – servida com flor de sal à parte – e também o azeite da Herdade do Esporão, havia 5 variedades de pão: flor de girassol, cominhos, cebola, branco e integral.
(continua)
Fotografias: Marta Felino / Flash Food
SÃO GABRIEL | Estrada Vale do Lobo, Quinta do Lago, Almancil, Portugal | Chef Leonel Pereira

Leonel Pereira no SÃO GABRIEL
Sente-se a felicidade no rosto do chef. De regresso ao seu Algarve para comandar a cozinha do estrelado SÃO GABRIEL, Leonel Pereira irradia felicidade.
Com efeito, desde Março que o anterior chef do PANORAMA é responsável pela carta do emblemático restaurante da Quinta do Lago.
Sendo umas das maiores gratificações desta nova fase da sua vida o poder libertar-se da gestão de toda a comida do hotel e respectivas equipas – dos vários restaurantes ao room service – passando a ter mais tempo para pensar a sua cozinha e para se dedicar à componente da criação.
Agora, é num ambiente relaxado, tranquilo e cheio de vegetação que Leonel Pereira apresenta as suas últimas criações – pratos sofisticados e plenos de sabor, em que se sentem as influências da cozinha algarvia e a frescura dos produtos utilizados.
(continua)
Fotografia: Marta Felino / Flash Food
SÃO GABRIEL | Estrada Vale do Lobo, Quinta do Lago, Almancil, Portugal | Chef Leonel Pereira
Em pleno Douro Superior, a Quinta da Sequeira produz “vinho de quinta” de excelência.
Ou seja, vinho que, para além de ser produzido e engarrafado na própria quinta, reflecte também a personalidade do proprietário que cuidadosamente o produz.
E que neste caso atinge elevados níveis de excelência.
Visita à Quinta da Sequeira, 2.º Festival do Vinho do Douro Superior, Maio 2013:
(fim)
Quinta da Sequeira | Horta do Douro, Vila Nova de Foz Côa, Portugal

Para o final, Mário Cardoso guardou uma autêntica relíquia: um vinho do Porto da Quinta da Sequeira absolutamente fabuloso… da colheita de 1900!
Com efeito, para além do simbolismo da data e de já terem passado mais de 100 anos, 1900 foi um ano de grande qualidade no Douro, tendo a maioria dos produtores declarado vintage clássico.
Conservando a actual geração com especial orgulho e emoção uma pipa desse ano de 1900… É que a Quinta da Sequeira, fundada ainda no século XIX e ao contrário do que sucede actualmente, durante muitos anos produziu exclusivamente vinho do Porto.
Contudo, conforme Mário Cardoso explicou com um sorriso nos lábios, a colheita de 1900 «não está à venda… nem vai estar!»

Opaco e com uma cor a lembrar tintura de iodo, apresentando reflexos âmbares e esverdeados, este inebriante vinho do Porto da Quinta da Sequeira de 1900 é profundamente concentrado, intenso e complexo, na boca e no nariz, sedoso e denso, extremamente viscoso e encorpado, de tal forma que quase parece não ser líquido e que pede para ser mastigado, tendo um fim de boca maravilhosamente interminável…
Uma experiência extraordinária!
Será para sempre uma referência na prova de um vinho do Porto!
Absolutamente sublime e inesquecível!
(continua)
Quinta da Sequeira | Horta do Douro, Vila Nova de Foz Côa, Portugal

Finalizados os tintos, Mário Cardoso apresentou o Quinta da Sequeira Colheita Tardia 2010.
Produzido exclusivamente numa vinha velha de 1 hectare de Malvasia Fina, a partir de uvas sobrematuradas que são deixadas a desidratar na vinha e colhidas mais tarde, muitas vezes só lá para Novembro – daí o nome “colheita tardia” – é um vinho licoroso untuoso e complexo, com aromas intensos a uvas passas e nozes.
(continua)
Quinta da Sequeira | Horta do Douro, Vila Nova de Foz Côa, Portugal

O produtor Mário Cardoso abriu a prova dos vinhos da Quinta da Sequeira com o Quinta da Sequeira branco 2012, a que se seguiu o Quinta da Sequeira Rabigato branco 2012.

Depois apresentou o excepcional Quinta da Sequeira Grande Reserva branco 2011, o vinho que acabou por vencer a categoria de brancos do 2.º concurso de vinhos da sub-região do Douro Superior.

A seguir, provou-se o guloso Quinta da Sequeira Rosé 2012.
Tendo depois Mário Cardoso dado a conhecer o novo entrada de gama dos tintos da Quinta da Sequeira, o Ecos da Sequeira tinto 2010.

(continua)
Quinta da Sequeira | Horta do Douro, Vila Nova de Foz Côa, Portugal

Integrada no roteiro para jornalistas e bloggers do 2.º Festival do Vinho do Douro Superior, a visita à Quinta da Sequeira começou pela adega.

Tendo sido conduzida pelo próprio produtor Mário Cardoso.

O qual explicou que, para garantir a excelência do produto final, os vinhos da Quinta da Sequeira são produzidos exclusivamente a partir das suas próprias vinhas.

Sendo todo o processo de vinificação, estágio e engarrafamento efectuado igualmente na própria Quinta.
(continua)
Quinta da Sequeira | Horta do Douro, Vila Nova de Foz Côa, Portugal

Fundada em 1899, a Quinta da Sequeira está localizada no concelho de Vila Nova de Foz Côa, em pleno Douro Superior.

Sendo uma quinta familiar actualmente propriedade de Mário Cardoso e de sua mulher Maria da Graça, tetraneta do fundador.

Nos 15 hectares de vinha da Quinta da Sequeira, a mais antiga já centenária, predominam as castas tradicionais do Douro: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela e Tinta Barroca, nas variedades tintas; Malvasia Fina, Gouveio, Rabigato e Códega do Larinho, nas castas brancas.

(continua)
Quinta da Sequeira | Horta do Douro, Vila Nova de Foz Côa, Portugal

Um clássico de sempre, o Fado continua na moda.
E também em permanente renovação – há cada vez mais novos valores e novos espaços a despontar.
Mas, em paralelo, existe igualmente uma maior consciencialização da importância da componente gastronómica – sem boa comida, não há bom fado.
Sendo, pois, ambas as vertentes – a gastronómica e a musical – essenciais para o sucesso de uma noite de fados.
Daí o mérito do chef Carlos Abreu n’O FAIA – grande comida para acompanhar grandes fados.
O FAIA, Maio 2013:
(fim)
O FAIA | Rua da Barroca, 54-56, Bairro Alto, Lisboa, Portugal | Chef Carlos Abreu

A cozinha d’O FAIA é comandada desde 2005 pelo chef Carlos Abreu.

O qual entende que uma Casa de Fado é – antes de tudo o mais – um restaurante.

Ou seja, uma noite de fados só poderá ser boa se a experiência gastronómica também tiver sido boa.

Pelo que Carlos Abreu renovou o conceito gastronómico d’O FAIA, tornando-o mais criativo e apelativo, sem deixar de apresentar o melhor da cozinha tradicional portuguesa.

Chef de cozinha com vasta experiência, Carlos Abreu contribuiu ainda com duas receitas suas para o livro «Tudo Isto é Fado», um roteiro da gastronomia e do fado de Lisboa, da autoria de Clara Azevedo e Luís Chimeno Garrido, editado em 2010 pela Planeta:
– “Ninho de chèvre em misto de salada verde e avelãs”; e
– “Carré de borrego braseado com batata corada e grelos salteados”.
(continua)
O FAIA | Rua da Barroca, 54-56, Bairro Alto, Lisboa, Portugal | Chef Carlos Abreu

Para o final, o chef Carlos Abreu preparou uma trilogia das melhores sobremesas d’O FAIA:
– Encharcada de ovos;
– Crumble de Pêra Rocha do Oeste cozida em vinho branco e açafrão, com gelado de nata e pêra desidratada; e
– Sericaia com ameixa de Elvas.

Harmonizadas com o Moscatel Roxo da Colecção Privada de Domingos Soares Franco da colheita de 2003.

(continua)
O FAIA | Rua da Barroca, 54-56, Bairro Alto, Lisboa, Portugal | Chef Carlos Abreu

Lenita Gentil

Anita Guerreiro
Quando chega a hora do Fado, as luzes começam a enfraquecer, os artistas ocupam os seus lugares, a sala mergulha em silêncio… e tem início o espectáculo!
Esta noite, sempre em momentos diferentes, actuaram Mafalda Taborda, António Rocha, Anita Guerreiro e finalmente Lenita Gentil.

Anita Guerreiro

António Rocha
(continua)
O FAIA | Rua da Barroca, 54-56, Bairro Alto, Lisboa, Portugal | Chef Carlos Abreu

Tal como a cozinha italiana não são apenas pizzas ou a comida japonesa não se reduz ao sushi, também Portugal não é só bacalhau.

Aliás, nem sequer o próprio bacalhau é português.
Apesar de termos o melhor peixe do mundo, o bacalhau que representa Portugal vem das águas glaciares do Atlântico Norte.

Mas somos reconhecidos no mundo pela forma única como o trabalhamos.
É o chamado (e certificado) "Bacalhau de Cura Tradicional Portuguesa", bem salgado e seco, de cheiro intenso e sabor prolongado, com uma textura suculenta e tenra, em que as bandas musculares do peixe se soltam em lascas inteiras...

De tal forma que quando alguém vem a Portugal quer é experimentar as mil e uma maneiras que temos de o confeccionar.
Seja numa singela tasca ou num restaurante com estrela Michelin.
Ou nas típicas Casas de Fado!

Pelo que também O FAIA não poderia deixar de ter bacalhau.
No coração do Bairro Alto, em Lisboa, o chef Carlos Abreu dedica-lhe uma secção inteira da carta, com uma mão cheia de opções que vão desde as mais tradicionais até ao original "Lombo de Bacalhau à Faia".

"Gratinado de bacalhau com natas frescas, coentros e pasta de azeitona preta"
Aqui apresentou-o gratinado no forno com natas frescas e coentros, tendo sido servido num prato previamente preparado com azeite e pasta de azeitona preta.
(continua)
O FAIA | Rua da Barroca, 54-56, Bairro Alto, Lisboa, Portugal | Chef Carlos Abreu

Ir aos fados não implica necessariamente comer o tradicional caldo verde.
N'O FAIA, o chef Carlos Abreu também prepara uma aromática sopa de peixe, muito rica e saborosa, com tomate fresco, hortelã da ribeira e coentros.

"Sopa de peixe com hortelã da ribeira"
(continua)
O FAIA | Rua da Barroca, 54-56, Bairro Alto, Lisboa, Portugal | Chef Carlos Abreu

Para começar, chegam à mesa, ainda a fervilhar, umas gambas óptimas e carnudas, fritas com alho, limão e malagueta seca – e salpicadas de coentros.

"Gambinhas fritas ao alho com limão e malagueta seca"
(continua)
O FAIA | Rua da Barroca, 54-56, Bairro Alto, Lisboa, Portugal | Chef Carlos Abreu